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Israel tenta inovar na luta contra vício em açúcar

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Em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população adulta mundial estava com excesso de peso, em parte pelo excesso de açúcar

Em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população adulta mundial estava com excesso de peso, em parte pelo excesso de açúcar

IIan Samish mergulha tranquilamente uma batata frita no ketchup, toma um gole de refrigerante e uma colher de iogurte, três alimentos muito açucarados, graças a uma proteína que ele próprio desenvolveu.

O cientista deixou sua carreira na universidade para fundar uma empresa chamada Amai – “doce”, em japonês -, que procura solucionar um dos maiores problemas para a saúde: o vício em açúcar.

Para isso, ele adaptou uma proteína que é usada na indústria alimentícia e a fermentou com levedura, resultando em uma proteína não modificada geneticamente e composta por 20 aminoácidos que podem ser usados para adoçar alimentos e bebidas, substituindo parte dos glicídios.

Em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população adulta mundial estava com excesso de peso, em parte pelo excesso de açúcar.

Diabetes, doenças cardiovasculares, ou câncer são algumas das consequências disso, além de reduzir a expectativa de vida.

“Descobri uma tecnologia que pode ajudar a resolver o maior problema da humanidade”, declarou Samish com orgulho durante conferência na chamada FoodTechIL, um congresso sobre tecnologia alimentar realizado em Tel Aviv.

O país possui cerca de 500 empresas no setor de inovação agroalimentar, de acordo com Eugene Kandel, ex-presidente do Conselho Econômico Nacional de Israel e chefe da ONG Start-Up Nação Central.

Empresas do porte da Mondelez International, especializada em biscoitos e chocolates e proprietária de marcas como Milka, ou Toblerone, marcaram presença no congresso.

“A próxima tendência não é a ‘alta tecnologia’, mas a ‘tecnologia de alimentos’”, afirma Samish, que espera que seu produto seja fabricado em grandes quantidades para ser vendido pelos gigantes do agronegócio no mais tardar dentro de dois anos.

 

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Ciência

Nova técnica usa inteligência artificial para diagnosticar a covid-19

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Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica para identificar novo coronavírus e prever complicações

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Ciência

Caçada às ‘vespas assassinas’: cientistas conseguem capturar animal nos EUA após meses de armadilhas

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Essas vespas nativas da Ásia haviam sido identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, gerando alarme entre apicultores e entomologistas americanos pelo risco que representam à população local de abelhas.

A vespa gigante asiática é a maior do mundo e pode medir mais de 5 cm — Foto: WSDA/BBC

Depois de meses de esforços e de mais de mil armadilhas espalhadas pela região noroeste dos Estados Unidos, cientistas do Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA, na sigla em inglês) conseguiram capturar pela primeira vez uma vespa gigante asiática (‘Vespa mandarinia’).

Apelidadas por cientistas de “vespas assassinas”, por sua letalidade, essas vespas nativas da Ásia haviam sido identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, gerando apreensão entre apicultores e entomologistas americanos pelo risco que representam à população local de abelhas.

Desde que foram vistas na região, autoridades locais lançaram um grande esforço para tentar localizar essa espécie invasora, com o objetivo de destruir os ninhos antes que ela se estabeleça nos Estados Unidos. Moradores e apicultores se uniram aos esforços, espalhando mais de 1,3 mil armadilhas pela região.

No dia 14 de julho, uma dessas vespas foi capturada em uma armadilha instalada pelo WSDA no condado de Whatcom. Depois de análises em laboratório, cientistas confirmaram no dia 29 de julho que realmente se tratava de uma vespa gigante asiática.

Esta foi a primeira vespa gigante asiática capturada em uma armadilha na região. Até então, haviam sido identificadas outras cinco vespas no Estado de Washington, mas todas encontradas na natureza, por acaso.

“Isso é muito encorajador, porque significa que as armadilhas funcionam”, disse o entomologista Sven Spichiger, do WSDA. “Mas também significa que temos muito trabalho pela frente.”

Risco à população de abelhas

Segundo cientistas do WSDA, as vespas gigantes asiáticas são as maiores do mundo, podendo medir mais de 5 cm, e são capazes de destruir uma colmeia de abelhas em poucas horas.

A vespa gigante asiática capturada em julho (ao centro), em comparação com outras da mesma espécie — Foto: WSDA/BBC

A vespa gigante asiática capturada em julho (ao centro), em comparação com outras da mesma espécie — Foto: WSDA/BBC

Apesar de salientarem que elas só atacam humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas, cientistas afirmam que essas vespas têm uma picada extremamente dolorosa e liberam uma toxina tão potente que pode causar a morte de uma pessoa que tiver levado várias picadas, mesmo se não for alérgica.

Mas o risco principal é para a população local de abelhas – que já está em declínio por causa de fatores como doenças, uso de pesticidas e perda de habitat – e que é fundamental não apenas para a produção de mel, mas também para diversos cultivos que dependem de polinização, como maçã, mirtilo, amêndoas, cereja e framboesa.

O entomologista do WSDA afirma que os próximos meses serão cruciais para erradicar os ninhos dessa espécie invasora enquanto sua população ainda é pequena.

A meta é encontrar e destruir os ninhos até meados de setembro, antes que as vespas se reproduzam tanto que a erradicação fique impossível.

O ciclo de vida da vespa gigante asiática começa em abril, quando as rainhas emergem da hibernação e passam a procurar um local para construir seus ninhos e formar suas colônias. O período de julho a outubro (fim do verão e início do outono no Hemisfério Norte) é considerado o melhor para capturá-las.

O WSDA vai usar câmeras infravermelhas para procurar por ninhos e instalar novas armadilhas com o objetivo de capturar e manter as vespas vivas. Nesse caso, as vespas poderão ser rastreadas até sua colônia, que será, então, destruída.

Sem defesa natural
Ainda não se sabe como as vespas gigantes asiáticas chegaram aos Estados Unidos. Uma das teorias é a de que tenham sido transportadas em navios de carga. Também podem ter sido trazidas deliberadamente.

Em agosto de 2019, uma dessas vespas já havia sido detectada no Canadá, na província de British Columbia, que faz fronteira com o Estado americano de Washington. No fim do ano passado, apicultores americanos na região começaram a encontrar suas colmeias destruídas, com milhares de abelhas decapitadas.

Segundo os cientistas do WSDA, as abelhas nos Estados Unidos não têm mecanismo de defesa natural contra as vespas gigantes asiáticas. Até três vezes maiores que as abelhas, essas vespas invadem e ocupam as colmeias, matam as abelhas adultas e devoram as larvas e pupas. Em poucas horas, cerca de 30 vespas gigantes asiáticas conseguem dizimar uma colmeia inteira.

Apicultores e outros moradores interessados estão sendo orientados sobre como montar armadilhas caseiras em suas propriedades. Caso uma vespa gigante asiática seja capturada viva, o WSDA pede para ser informado imediatamente.

“Como o número de vespas gigantes asiáticas operárias aumenta à medida que a colônia se desenvolve, moradores (do Estado de Washington) terão mais chance de ver uma delas em agosto e setembro”, alerta o WSDA.

Mas os cientistas advertem os moradores para que não tentem matar as vespas por conta própria nem tentem remover os ninhos e que, caso encontrem os insetos, entrem em contato com as autoridades.

“Providencie o maior número de detalhes possível sobre o que você viu e onde. E também inclua uma foto, caso consiga obter uma de maneira segura. E, se encontrar uma vespa morta, guarde para possíveis testes”, diz o departamento em comunicado.

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O que é a síndrome rara que afeta crianças com covid-19

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Segundo o CDC, a síndrome afeta crianças entre 2 e 15 anos e é tão grave quanto rara

Crianças: síndrome rara afeta principalmente crianças entre 2 e 15 anos (Images By Tang Ming Tung/Getty Images)

Uma criança chamada Alice, de 3 anos de idade, foi infectada pelo novo coronavírus, mas apresentou sintomas um pouco diferentes dos comuns da doença — como dor de garganta e falta de ar. Com manchas pelo corpo, a possibilidade de covid-19 foi descartada, segundo reportagem do jornal Estadão. Mas não demorou até que o diagnóstico do vírus viesse.

Com o agravamento dos sintomas, Alice teve olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente. Após sete dias, foi diagnosticada com inflamação generalizada rara ligada à covid-19.

Chamada de Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP), a reação inflamatória só afeta crianças e, até agora, mais de 200 casos foram registrados no mundo. A síndrome inicialmente aparece como uma febre persistente, que dura dias, e causa manchas e outros sintomas que Alice apresentou.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano, a síndrome afeta crianças entre 2 e 15 anos e é tão grave quanto rara.

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Nuvem “gigante e estranha” volta a cobrir Marte

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Nuvem gigante tem 1.800 quilômetros de comprimento e aparece e desaparece frequentemente. Por que? Cientistas tentam descobrir

Marte: nuvem misteriosa cobre planeta (ESA/Reprodução)

Não é a primeira vez que isso acontece, mas uma nuvem considerada esquisita pelos cientistas acaba de cobrir Marte. Segundo a agência europeia European Space Agency (ESA), a “nuvem alongada” aparece ao longo do vulcão Arsia Mons, que tem 20 km de altura e fica perto do equador do planeta.

A primeira vez que essa nuvem surgiu foi há 11 anos, em 2009, e desde então ela tem sido um mistério para os astronômos.

De acordo com a própria ESA, “a nuvem é feita de água congelada, mas, apesar de sua aparência, não conseguirá causar atividades vulcânicas” e a última vez que o vulcão marciano apresentou algum tipo de atividade foi há 50 milhões de anos. Mas a nuvem, identificada nos dias 17 e 19 de julho, é uma gigante e tem 1.800 quilômetros de comprimento.

As nuvens aparecem e desaparecem quase que na mesma velocidade, seguindo o ano marciano. Por lá, os dias duram 24 horas, 39 minutos e 35 segundos. Um ano em Marte pode durar até 668 dias, o que faz com que as estações (como inverno, verão, primavera e outono) também durem mais do que na Terra. “Essas nuvens se formam todo ano em Marte nessa temporada próxima ao solstício do sul, e se repete por 80 dias ou mais, seguindo um rápido ciclo diário. Mas não sabemos se elas são sempre tão impressionantes”, afirmou  Jorge Hernandez-Bernal, da University of the Basque Country, na Espanha, e autor do estudo sobre a nuvem marciana, em um comunicado.

Agora os cientistas querem saber: por quanto tempo essa nuvem apareceu e reapereceu? Por que ela só aparece de manhã cedo? Mais um mistério de Marte — planeta que virou o destino principal de diversas missões espaciais no mundo todo.

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Ciência

Nasa lança missão nesta quinta para descobrir se existiu vida em Marte

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Nasa enviará dois veículos exploradores, o robô Perseverance e o helicóptero Ingenuity, para estudar o planeta vermelho. Saiba como assistir

O robô Perseverance: Nasa inicia busca por sinais de vida em Marte (Nasa/Reprodução)

A Nasa envia nesta quinta-feira (30) uma missão para Marte. Batizada de “Mars 2020” (Marte 2020), a missão levará o robô Perseverance e o helicóptero Ingenuity, por meio do foguete Atlas Launch, para uma exploração no planeta vermelho que durará sete meses — e tem como objetivo descobrir se existiu, de fato, vida em Marte.

O lançamento está previsto para ocorrer às 8h50 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no canal oficial da Nasa. A missão faz parte do programa de exploração “Lua para Marte”, que visa realizar expedições na superfície lunar e preparar o planeta vermelho para futuras missões humanas.

A previsão é que, em 18 de fevereiro do ano que vem, o robô Perseverance pouse na cratera Jezero, que fica localizada a oeste de uma bacia marciana chamada  Isidis Platina. Acredita-se que essa cratera costumava ser um grande oásis — o que significa que Jezero pode abrigar moléculas orgânicas e componentes que possam ser indícios de vida no planeta.

No início dos anos 2000, a Nasa já havia enviado robôs para Marte para comprovar geologicamente a presença de água no planeta. Alguns anos depois, em 2012, o veículo Curiosity descobriu moléculas orgânicas na cratera Gale – algo similar ao que o Perseverance almeja realizar quando pousar no planeta.

A cratera possui grãos de areia originários de rochas presentes na bacia hidrográfica. Portanto, há grandes chances de o local conter uma grande quantidade minerais como olivina e carbonato. Esses carbonatos terrestres podem conter evidências biológicas de vida no planeta dentro de seus cristais.

Quando terminarem de explorar o fundo da cratera, os cientistas irão levar os veículos exploradores para a sua borda, onde há uma concentração de rochas de bilhões de anos. Os cientistas suspeitam que as rochas podem conter evidências de que o planeta tinha água, uma vez que a colisão de objetos espaciais podem ter causado o aquecimento da água e a dissolução dos minerais.

Caso não seja possível identificar sinais de vida diretamente de Marte, os cientistas afirmaram que continuarão estudando os núcleos rochosos quando voltarem para a Terra – o que indica que a busca não terminará ao mesmo tempo que a missão.

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Ciência

De onde virá a vacina contra covid-19? Quatro países lideram corrida

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Reino Unido, China, Estados Unidos e Rússia tentam alcançar linha de chegada mais rápido. Mas quem vai conseguir?

Vacina: 5 estão na última fase de testes. Mas e as outras? (Acácio Pinheiro/Agência Brasília/Agência Brasil)

Até o momento, segundo o último relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), seis vacinas contra o novo coronavírus estão na última fase de testes clínicos. São elas a britânica da Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica AstraZeneca, a chinesa Sinovac, as da Sinopharm em parceria com Wuhan e Pequim, a americana Moderna e a também americana da Pfizer em parceria com a alemã BioNTech.

Outras 20 estão também em testes clínicos, enquanto mais 139 estão em desenvolvimento — totalizando 164 tentativas no mundo todo.

De todas as vacinas, quatro países se destacam em termos de testes e criam uma nova corrida científica que lembra os tempos da Guerra Fria. Dessa vez, quem chega primeiro, terá não só o sucesso científico, mas também econômico ao produzir uma proteção capaz de preencher todos os requisitos para que uma vacina seja distribuída.

São eles: o Reino Unido, a China, os Estados Unidos e a Rússia — que, embora ainda não tenha divulgado nenhum estudo científico sobre suas vacinas, afirmou na noite desta terça-feira, 28, que uma delas estará pronta já em agosto e que 200 milhões de doses serão distribuídas. Somente a Rússia não aparece na lista da OMS como um dos países com uma vacina na última fase de testes.

Uma vacina ideal contra o vírus deve ser efetiva após uma ou duas doses, trabalhar em grupos de risco, como adultos e pessoas com condições pré-existentes, garantir uma proteção de, no mínimo, seis meses e reduzir a infecção pelo SARS-CoV-2.

Até o momento, é claro que nenhuma das opções em potencial realizou esse feito.

As 6 vacinas em fase 3:

Sinovac Biotech: a vacina chinesa que começou os testes em fase 3 no Brasil na última segunda-feira, 20, pretende fabricar até 100 milhões de doses anuais. Por aqui, 9 mil profissionais da área da saúde receberão a vacina.

Sinopharm (versões de Wuhan e Pequim): as vacinas com base em vírus inativado, que se mostraram capazes de produzir resposta imune ao vírus, começaram as fases 3 de testes neste mês nos Emirados Árabes Unidos. Cerca de 15 mil voluntários participaram do período de testes e a empresa chinesa acredita que a opção estará disponível para o público já no final do ano.

Oxford e AstraZeneca: os resultados preliminares das fases 1 e 2 da vacina com mais de mil pessoas mostraram que ela foi capaz de induzir uma resposta imune à doença. As fases dois (que ainda está ocorrendo no Reino Unido) e três de testes (acontecendo no Reino Unido, Brasil e África do Sul) devem garantir a eficácia completa dela. A opção é tida como a mais promissora pela OMS.

Moderna: empresa americana iniciou última fase de testes de sua vacina baseada no RNA mensageiro nesta segunda, 27. O teste vai incluir 30 mil pessoas nos Estados Unidos e o governo investiu pesado: cerca de 1 bilhão de dólares para apoiar a pesquisa. A expectativa da empresa é produzir 500 milhões de doses por ano.

Pfizer e BioNTech: a vacina agora também está na fase três de testes e também usa o RNA mensageiro, que tem como objetivo produzir as proteínas antivirais no corpo do indivíduo. A expectativa é testar a vacina em aproximadamente 30.000 voluntários com idades entre 18 e 85 anos no mundo. Desse total, 1.000 serão testados no Brasil. Se tudo der certo, a expectativa é que a eficácia da vacina seja comprovada até o outubro. A empresa espera produzir até 100 milhões de doses até o fim do ano. Outras 1,3 bilhão de doses podem ser fabricadas no ano que vem.

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

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