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Indonésia aumenta nível de alerta para vulcão que provocou tsunami

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A catástrofe de sábado foi provocada por uma erupção de vulcão, que gerou uma avalanche submarina deslocamento de massas de água

Indonésia: homem caminha pelos destroços da sua casa (Jorge Silva/Reuters)

O governo da Indonésia elevou nesta quinta-feira o nível de alerta para o vulcão que provocou um tsunami no Estreito de Sunda, cuja atividade pode, segundo os cientistas, gerar uma nova onda letal.

As autoridades também ampliaram a cinco quilômetros o raio da zona proibida ao redor do vulcão Anak Krakatoa, o “filho” do lendário Krakatoa. Os habitantes receberam ordens para que permaneçam afastados do litoral, após o tsunami que atingiu no sábado à noite as costas do estreito, entre as ilhas de Sumatra e Java.

De acordo com os cientistas, a catástrofe de sábado foi provocada por uma erupção moderada do Anak Krakatoa, que gerou uma avalanche submarina de parte do vulcão e o deslocamento de grandes massas de água.

O balanço mais recente da tragédia registra 430 mortos, 1.495 feridos e 159 desaparecidos

Anak Krakatoa, um dos 127 vulcões ativos da Indonésia, é uma pequena ilha vulcânica que surgiu no oceano meio século depois da letal erupção do vulcão Krakatoa em 1883.

Naquela ocasião, uma coluna de cinzas, pedras e fumaça foi expelida a mais de 20 km de altura, o que deixou a região no escuro e provocou um grande tsunami, com repercussões em todo mundo. A catástrofe deixou mais de 36.000 mortos.

Nesta quinta-feira, o Anak continuava expelindo nuvens de cinzas, o que aumenta o risco para os barcos nas imediações.

As autoridades aumentaram o nível de alerta do vulcão para “elevado”, ou seja, o segundo grau mais importante. A aviação civil recomendou que todos os voos evitem a região.

“Aumentamos o nível de alerta após uma mudança nas características da erupção”, declarou à AFP um dos diretores do Observatório do Krakatoa, Kus Hendratno.

“Isto me preocupa”, declarou Ugi Sugiarti, cozinheiro do hotel Augusta, de Carita, uma das cidades mais afetadas pelo tsunami.

Sugiarti e outras 22.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas após o tsunami e permanecem em refúgios de emergência.

A Indonésia, uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, fica no Círculo de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectônicas e que registra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta.

Em 26 de dezembro de 2004, um tsunami provocado por um terremoto no fundo do mar de 9,3 graus de magnitude, na costa de Sumatra, Indonésia, provocou a morte de 220.000 pessoas em vários países do Oceano Índico, 168.000 delas na Indonésia. Portal Exame

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Massagista da equipe olímpica espanhola de ciclismo testa positivo para covid-19

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O caso de covid-19 de Eleguezabal é o primeiro que ocorre na delegação espanhola. Nos últimos dias, surgiram vários casos em outras delegações, como as da República Checa e da África do Sul

(crédito: AFP / Ludovic MARIN)

Um massagista da equipe olímpica espanhola de ciclismo testou positivo para covid-19, na véspera da estreia masculina nos Jogos de Tóquio – informou o Comitê Olímpico Espanhol (COE) nesta sexta-feira (23/7).

O restante do grupo testou negativo, e os ciclistas poderão competir.

“Os integrantes da seleção passaram por um PCR, cujo resultado foi negativo, e eles poderão competir amanhã (sábado (24/7)), aumentando as medidas de proteção à saúde”, disse o COE em um comunicado.

A nota especifica que a pessoa afetada pelo resultado positivo é “o massagista da equipe espanhola de ciclismo, Joseba Eleguezabal”.

Os alertas surgiram pouco antes, depois de o presidente do Conselho Superior de Esportes (CSD), José Manuel Franco, ter declarado à rádio pública espanhola que “surgiu um problema de última hora com o ciclismo”.

“Surgiu um resultado positivo de um massagista, e espero que não afete o restante da equipe”, acrescentou Franco.

O caso acontece na véspera do teste de estrada, em que Alejandro Valverde lidera a equipe espanhola de ciclismo.

A prova acontecerá em um percurso de 234 quilômetros entre o parque Musashinonomori e o autódromo Fuji International Speedway, com cinco passagens de montanha. A mais exigente delas é a subida ao icônico Monte Fuji, na metade da corrida.

O caso de covid-19 de Eleguezabal é o primeiro que ocorre na delegação espanhola. Nos últimos dias, surgiram vários casos em outras delegações, como as da República Checa e da África do Sul.Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 começam nesta sexta-feira (23/7), enquanto as infecções continuam aumentando na capital japonesa.

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Alemanha lista Espanha e Holanda como de ‘alto risco’ por covid-19

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Qualquer indivíduo que chegar ao país procedente de países de alta incidência deverá cumprir uma quarentena de 10 dias

 

(crédito: Ingo Joseph/Reprodução)

O instituto de saúde pública alemão anunciou nesta sexta-feira (23/7) a inclusão de Espanha e Holanda na lista de países com alta incidência de coronavírus, o que significa novas restrições para os viajantes.

A medida do Instituto Robert Koch entrará em vigor na próxima terça-feira (27/7).

Este anúncio chega no momento em que a primeira economia europeia tenta conter os novos casos, diante da rápida propagação da variante Delta, altamente contagiosa, em pleno temporada turística do verão (inverno no Brasil).

Em um comunicado, a instituição afirmou ainda que a Geórgia também está entre os países de alta incidência, ou seja, aqueles com taxas de novos casos iguais, ou superiores, a 200 a cada 100.000 pessoas nos últimos sete dias.

Qualquer indivíduo que chegar à Alemanha procedente de países de alta incidência deverá cumprir uma quarentena de 10 dias. Este intervalo pode ser reduzido para cinco dias, se o teste de detecção de coronavírus der negativo.

Pessoas que foram totalmente vacinadas, ou que se recuperaram da covid-19 recentemente, estão isentas da obrigatoriedade da quarentena.

A Alemanha vem registrando um forte aumento de novos casos nas últimas semanas, impulsionado pela variante Delta. Ainda assim, continua em melhor situação do que a maioria dos países vizinhos.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 2.089 novos casos e 34 mortes, o que eleva sua taxa de incidência em sete dias para 13,2.

Ontem (22/7), a chanceler alemã, Angela Merkel, disse estar preocupada com o “crescimento exponencial” das infecções por covid-19 na Alemanha e pediu aos alemães que se vacinem.

 

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Blinken visitará a Índia em plena retirada dos EUA do Afeganistão

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O país tem sido um dos apoiadores mais entusiastas do governo afegão, que assumiu o cargo com apoio internacional após a invasão dos Estados Unidos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001

(crédito: Mandel NGAN / AFP)

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, visitará a Índia pela primeira vez, um país cada vez mais alinhado com Washington à medida que aumentam as preocupações com a escalada do Talibã no Afeganistão.

O Departamento de Estado informou que Blinken se encontrará com o primeiro-ministro Narendra Modi e seu ministro das Relações Exteriores, Subrahmanyam Jaishankar, na quarta-feira (28/7), em Nova Delhi, antes de fazer escala no Kuwait.

É a primeira visita de Blinken à Índia, que desde o final da década de 1990 se aproximou dos Estados Unidos, à medida que as duas maiores democracias do mundo passaram a compartilhar posições sobre o crescimento da China, o extremismo islâmico e outros desafios.

A Índia tem sido um dos apoiadores mais entusiastas do governo afegão, que assumiu o cargo com apoio internacional após a invasão dos Estados Unidos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

O presidente Joe Biden ordenou que as tropas americanas deixassem o Afeganistão até o final de agosto, encerrando a guerra mais longa da história dos Estados Unidos, enquanto os insurgentes do Talibã avançavam rapidamente no terreno.

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ONU promove debates sobre mudanças climáticas no Brasil

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Organização lançou a campanha “Nós >> o movimento”

Lazer no Parque do Ibirapuera após a flexibilização do isolamento social durante a pandemia de covid-19.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou hoje (22) a campanha “Nós >> o movimento”, com o objetivo de “aumentar o diálogo e as ações em torno das mudanças climáticas no Brasil”, por meio da promoção de debates sobre o tema até a realização da 26ª sessão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP26, a ocorrer de 1° a 12 de novembro, em Glasgow, Escócia.

De acordo com a entidade, estão previstas ações em espaços públicos, onde será mostrado o impacto que a questão climática causa na sociedade. A primeira ação será no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, onde totens digitais exibirão mensagens sobre como o clima está conectado com a saúde, o bem-estar, a proteção de áreas verdes e a promoção de ecossistemas mais saudáveis.

A campanha pretende ampliar a conscientização das questões sobre o clima, “mostrando de que maneira ele está conectado com desafios e problemas atuais do país, como desemprego, segurança alimentar e mobilidade, mas reforçando que as soluções estão disponíveis, e são acessíveis, práticas e realistas”, diz a entidade ao informar que pretende, com as ações, fortalecer indivíduos, comunidades, empresas e lideranças, articulando conexões e conversas sobre a agenda climática.

“Todos são convidados a participar, debatendo ações e compartilhando conteúdos. Por meio da contribuição de vários agentes que trabalham com proteção ambiental e justiça climática, além de pessoas interessadas em fazer parte dessa ação, “Nós >> o movimento” quer mostrar a urgência e a relevância da questão do clima”, detalhou, em nota, a ONU.

Materiais da campanha, histórias de quem está fazendo sua parte e outras informações sobre as mudanças climáticas podem ser obtidas a partir do site www.nosomovimento.com.br. Agência Brasil

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Crise política e pandemia disparam pobreza em Hong Kong

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A taxa de desemprego aumentou no início de 2021, atingindo seu maior índice em 17 anos, a 7,2%. Desde então, regrediu ligeiramente

(crédito: ANTHONY WALLACE/AFP)

Morando apertados em um quitinete, “Rainbow” e sua família mal conseguem se sustentar, assim como milhares de famílias que caíram na pobreza nos últimos dois anos, devido ao impacto da crise política e da pandemia da covid-19.

Já faz um ano que, quase todos os dias, o marido de “Rainbow” (apelido para preservar sua identidade) volta para o apartamento de 26 metros quadrados sem ter conseguido trabalho como eletricista.

“Antes da pandemia, trabalhava de 20 a 25 dias por mês. E agora só quatro ou cinco dias. Teve um mês em que não trabalhou”, lamenta esta mulher, de 43 anos.

Hong Kong é um dos territórios mais ricos do mundo, mas também um dos mais desiguais.

Seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita é de cerca de US$ 48.000. E, mesmo depois de um ano de gastos públicos incomuns em função da pandemia, o governo local possui amplas reservas, em torno de US$ 116 bilhões.

Esta cidade de 7,5 milhões de habitantes tem cerca de 5.000 bilionários, um número que aumentou 48% em cinco anos, de acordo com o relatório anual sobre a riqueza da Knight Frank. E são 280.000 milionários.

A riqueza dos ricos aumenta, mas a pobreza também.

Nos últimos dois anos, o número de famílias que ganham o equivalente a US$ 1.170, ou menos, por mês, dobrou para 149.000, de acordo com um estudo recente do governo.

Pouca ajuda social

A família de “Rainbow” é uma delas. Há um ano, porém, sua renda era de quase o triplo.

No momento, tem conseguido limitar suas despesas diárias com alimentação ao equivalente a US$ 13 e faz o possível para que suas filhas, de 4 e de 18 anos, continuem a comer de forma equilibrada.

“Os adultos comem comida enlatada, e as crianças comem produtos frescos”, explica.

Esta ex-colônia britânica foi atingida pela pandemia, quando a economia já estava em recessão por meses de crise política e pelas manifestações em massa em 2019.

Essas manifestações protestavam contra a crescente tutela chinesa, apesar do princípio “Um País, Dois Sistemas”. A multidão também tomou as ruas contra o Executivo local – alinhado a Pequim – por sua incapacidade de conter as desigualdades e de resolver a crise imobiliária que faz de Hong Kong uma das cidades mais caras do mundo para se morar.

O avanço da pobreza em Hong Kong é alarmante, devido à baixa magnitude de subsídios sociais, afirma Lai Hiu-tung, da ONG Concern for Grassroot’s Livelihood Alliance.

“A maior parte da ajuda é excepcional e de curto prazo”, explica.

“Muitos desempregados”

Maggie, de 35 anos, é uma das centenas de pessoas que dependem da ajuda alimentar distribuída duas vezes por semana pela associação de Lai.

Depois de engravidar pela segunda vez, não encontrou trabalho como balconista e não tem mais um salário fixo para sustentar as duas filhas.

Seu marido, que também é vendedor, sofreu uma queda de 30% no salário mensal durante a pandemia.

“A política da empresa dele mudou, e ele recebe muito menos comissões”, acrescenta.

O casal pensou na possibilidade de trabalhar em plataformas de entrega de comida, mas há muita concorrência.

“Há muitos desempregados. Não somos os únicos procurando um segundo emprego”, lamenta.

A taxa de desemprego aumentou no início de 2021, atingindo seu maior índice em 17 anos, a 7,2%. Desde então, regrediu ligeiramente.

Os manifestantes acusam a chefe do governo local, Carrie Lam, de fechar os olhos para a situação econômica de seus eleitores e de se concentrar na repressão aos oponentes pró-democracia.

Recentemente, têm havido promoções entre os funcionários de alto escalão da área de segurança do governo. O ex-ministro da Segurança John Lee, por exemplo, tornou-se conselheiro de Lam, uma posição que lida, com frequência, com questões sociais.

Lam diz que fará da habitação o tema central de seu mandato, que termina no próximo verão.

Hoje, o tempo de espera para se ter acesso à moradia social é de em torno de 5,8 anos, 12 meses a mais do que quando Carrie Lam chegou ao poder.

A família “Rainbow” está à espera há sete anos e vive em habitações provisórias. Ainda assim, considera-se com sorte agora. Antes, sua família morava em um casebre como os que são construídos, ilegalmente, nos telhados dos prédios.

“Eu durmo mal e me sinto péssima” vendo nossas economias diminuírem, desabafa “Rainbow”.

E acrescenta: “todas as pessoas estão sob pressão”.

 

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Mineradora Rio Tinto avaliará poluição em Papua Nova Guiné

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Pressionada por organizações de defesa dos direitos humanos, a Rio Tinto disse que buscará “identificar e avaliar os impactos” da mina

(crédito: AFP / NESS KERTON)

A mineradora multinacional Rio Tinto aceitou investigar o legado ambiental e humano da gigantesca mina de Panguna, na ilha de Bougainville, em Papua Nova Guiné – anunciou a empresa anglo-australiana, acusada, entre outras coisas, de se isentar de sua responsabilidade de limpar os resíduos tóxicos.

A multinacional informou que abrirá uma investigação sobre esta mina de cobre e ouro. Centro da violenta guerra civil em Bougainville nas décadas de 1980 e 1990, esta mina continua poluindo os rios próximos mais de três décadas depois de seu fechamento, conforme denúncias de moradores locais.

Em 2016, a Rio Tinto cedeu o controle de suas ações na mina de Panguna para os governos de Papua Nova Guiné e de Bougainville. A população também acusa a mineradora de tentar evitar os custos de limpeza do local.

Panguna já foi a maior mina de cobre a céu aberto do mundo, representando, sozinha, até 40% das exportações de Papua Nova Guiné. Ficou em funcionamento de 1972 a 1989.

Seus danos ambientais causados e o benefício econômico nulo para os habitantes locais deflagraram fortes confrontos entre o Exército e os rebeldes separatistas. A guerra civil causou 20.000 mortes e ainda é o conflito mais violento no Pacífico, desde a Segunda Guerra Mundial.

Identificar e avaliar os impactos

Pressionada por organizações de defesa dos direitos humanos, a Rio Tinto disse que buscará “identificar e avaliar os impactos” da mina.

“É um primeiro passo importante para a abertura de um diálogo com aqueles que foram afetados pelo legado da mina de Panguna”, declarou o diretor-geral do grupo, Jakob Stausholm.

“Levamos este assunto muito a sério e estamos decididos a identificar e avaliar o papel que podemos ter tido em qualquer impacto negativo”, acrescentou.

Em um primeiro momento, a Rio Tinto financiará um painel independente de especialistas internacionais para avaliarem o impacto. Este anúncio deve reunir as organizações que militam pela criação de um fundo de indenização para as vítimas e pela restauração dos lugares afetados.

O custo da limpeza da área é estimado em US$ 1 bilhão.

“É um dia muito importante”, afirmou Theonila Roka Matbob, uma política local.

“Durante muitos anos, a mina de Panguna envenenou nossos rios com cobre. Nossas crianças estão doentes por causa da poluição”, completou.

O Centro Jurídico para os Direitos Humanos de Melbourne, que recebeu as queixas de mais de 150 habitantes de Bougainville, viu neste anúncio “um avanço importante” e prometeu “garantir que a avaliação conduza a uma ação rápida da Rio Tinto para ser responsabilizada por seu legado desastroso na ilha de Bougainville”.

Em 1998, um cessar-fogo foi alcançado e, em um referendo realizado em 2019, quase a totalidade dos eleitores (98%) desta ilha do Pacífico se declarou a favor da independência. Bougainville desfruta de autonomia desde 2005.

Seus líderes estabeleceram o ano 2027 como prazo para alcançar a independência total e abandonar Papua Nova Guiné.

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