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Hospital das Clínicas afasta médico e diretor suspeitos de superfaturamento

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PF descobriu fraude na compra de equipamentos contra Mal de Parkinson. HC tem 15 dias para prestar esclarecimentos; hospital nega esquema.

O Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, afastou o neurocirurgião Erich Fonoff e o diretor técnico Waldomiro Pazin, suspeitos de superfaturar compras de equipamentos para implantes contra o Mal de Parkinson.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) quer saber como era o processo de compra do marcapasso usado em pacientes com a doença. O HC tem 15 dias para prestar esclarecimentos. O advogado de Fonoff disse ao Bom Dia São Paulo que o médico nunca influenciou o processo de compra no HC e o advogado de Pazin afirmou que seu cliente nega a participação em qualquer irregularidade.

Em entrevista coletiva, o superintendente do Hospital das Clínicas de São Paulo, Antônio Pereira, negou o esquema. O Ministério Público Federal disse que não vai comentar as declarações do superintendente, e que só irá se manifestar nos autos.

A investigação da PF e do MPF aponta que foram realizadas cerca de 200 cirurgias, entre 2009 a 2014, que teriam gerado um prejuízo de cerca de R$ 18 milhões com a compra de neuroestimuladores implantados no cérebro dos pacientes.  O superintentende do hospital não citou o número de cirurgias realizadas neste período.

No levantamento feito pelo Hospital das Clínicas e apresentado nesta tarde, de 2009 a junho de 2016 foram adquiridos 37 equipamentos. Apenas um foi comprado por meio de ordem judicial e, por isso, teria custado o dobro do valor. O restante foi licitado.

“Desses 37 equipamentos neuroestimuladores apenas um foi adquirido emergencialmente por meio de ação judicial, cujo valor foi de R$ 53,7 mil. Neste momento, existe um pregão que foi realizado, um pregão internacional, onde o valor deste equipamento é de R$ 23,7 mil. Isso demonstra, também, o quanto a judicialização é penosa ao erário público”, afirmou Pereira.

Na prática, a direção do hospital alega, indiretamente, que se o esquema de fraude ocorreu, não foi com verba do HC. “O que está sendo adquirido pelo Hospital das Clinicas FMUSP, esse é o valor. Com relação a outros mandados judiciais, que permeiam tanto a Secretaria [de Saúde] do Estado quanto outras secretarias, isso não compete ao HC.”

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após relato de pacientes do SUS (Sistema único de Saúde) que eram atendidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estavam sendo induzidos a acreditar que havia necessidade de realização de cirurgias urgentes para implantes de equipamentos para estímulos do cérebro.

De acordo com o Ministério Público Federal, um médico cirurgião do Hospital das Clínicas e um administrador do setor orientavam pacientes a ingressarem com ações na Justiça para a obtenção de liminares, indicando a urgência da cirurgia para a realização do implante.

A investigação ainda revela que a compra dos equipamentos era feita sempre da mesma empresa fornecedora, com valores superfaturados. Equipamentos que, de forma regular, custariam cerca de R$ 24 mil chegavam a ser comercializados por R$ 115 mil.

Fiscalização
A diretora clínica do Hospital das Clínicas, Eloísa Bonfá, afirma que o hospital não tem como “tomar conta” de toda a judicialização que acontece no país.

“Nós estamos falando em uma coisa de 18 estados. Mas, com certeza, esse processo vai ser uma oportunidade aprimorar e se buscar uma forma de verificar no sistema o que está acontecendo. É uma cobrança que o HC pode colaborar, mas não pode ser responsável por isso.”

O hospital diz que criou, nesta segunda-feira (18), uma comissão para normatizar a relação do profissional com as empresas prestadoras de serviço. O grupo é formado por profissionais de direito, uma pessoa ligada ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e outra responsável pela área de pesquisa do centro médico.

Eles terão 60 dias para apresentar um projeto piloto à direção do HC. “Acreditamos que vai inibir o processo e contribuir para o todo”, defendeu Eloísa. Ainda de acordo com a direção do HC, um dos funcionários investigados está em férias e outro foi afastado da atividade assistencial.

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Pesquisadores descobrem como o músculo se regenera após o exercício

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Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) apontou que a regeneração dos músculos tem relação com a atividade de células-tronco

Biologia: novo estudo mostra como a regeneração dos músculos é feita pelo corpo humano (jacoblund/Thinkstock)

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que a regeneração dos músculos promovida pelo exercício físico aeróbio é mediada por mudanças no consumo de oxigênio das células satélite – um tipo de célula-tronco do tecido muscular. O achado pode ajudar na recuperação de lesões e no combate à perda de massa muscular associada à idade.

Trabalhos anteriores já mostravam que o exercício com sobrecarga, como a musculação, era capaz de induzir o aumento no número de células satélite. No treinamento físico aeróbio, contudo, o tecido conhecidamente aprimora sua capacidade, mas mecanismos de reparo associados às células satélite não haviam sido estudados.

O grupo da USP observou que as atividades aeróbias promovem uma desejada expansão das células satélite e desvendou importantes alterações metabólicas por trás do fenômeno. A investigação foi conduzida durante o pós-doutorado de Phablo Sávio Abreu Teixeira, com apoio de bolsa da FAPESP.

“Verificamos que há uma redução do consumo de oxigênio nas células satélite, diferentemente do que ocorre no restante do tecido muscular, onde o exercício eleva a demanda de oxigênio. É a primeira vez que se consegue observar como o exercício aeróbio influencia o metabolismo das mitocôndrias dessas células, e o efeito disso na regeneração muscular”, explica Abreu à Agência FAPESP.

Para entender o mecanismo, o pós-doutorando conduziu uma série de experimentos com animais no Instituto de Química da USP, sob supervisão da professora Alicia Kowaltowski, que se dedica ao estudo das mitocôndrias desde os anos 1990 e integra a equipe do Centro de Pesquisa de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma). Os achados foram publicados no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle.

“Descobrimos ao menos parte dos mecanismos que levam ao aprimoramento da regeneração do músculo, e conhecê-los é o primeiro passo para um dia conseguir interferir nesse processo”, comenta Kowaltowski.

Várias etapas

A pesquisa foi realizada em fases, a partir de experimentos com camundongos divididos em dois grupos. Parte deles foi submetida a uma bateria de exercícios aeróbios, na esteira, por um período de cinco semanas, e parte permaneceu sedentária.

Ao fim do período de treinamento, os pesquisadores fizeram testes para verificar se os animais submetidos ao programa de exercícios haviam de fato aprimorado sua capacidade aeróbia. Depois, os tecidos musculares de ambos os grupos foram lesionados, etapa em que se observou que os músculos exercitados haviam aprimorado sua capacidade regenerativa.

“Primeiro, observamos que os animais treinados tinham mais fibras musculares recentemente formadas, além de menor deposição de tecido fibroso e menos sinais de inflamação. Assim, confirmamos que o tecido muscular dos animais exercitados era de fato mais bem reparado”, conta Abreu.

Após identificar que os músculos haviam aprimorado sua capacidade de reparo, o próximo passo foi investigar as alterações ocorridas em células satélites isoladas desses animais exercitados. Proteínas que regulam a progressão da célula quiescente (adormecida) e a sua ativação, para que ocorra a autorrenovação ou a diferenciação, estavam aumentadas nessas células. “Além disso, elas demonstraram retardo na diferenciação, o que confirmou nossos achados”, continua Abreu.

Como explica o pesquisador, as células satélite no indivíduo adulto são responsáveis por regenerar e preservar o tecido muscular. Para isso, permanecem em quiescência, um estado de dormência que mantém a homeostase do tecido. Durante toda a vida, elas serão ativadas frente a alguma lesão ou desgaste, como no exercício físico ou na lesão induzida por Abreu nos camundongos de laboratório.

A partir daí, parte delas se diferencia para formar células que vão compor o tecido, parte inicia um processo de autorrenovação, que dá origem a novas células satélite para que esse ciclo continue acontecendo.

“Essas células se ativam constantemente, mas com o passar do tempo podem entrar em fadiga e parar de se autorrenovar – fenômeno observado nas distrofias e quando há perda de massa muscular, como na caquexia e na sarcopenia”, comenta Abreu. “Se temos mais células renovadas, significa que temos mais células aptas a regenerar o tecido”, acrescenta.

Portanto, Abreu verificou que o exercício mantém a capacidade de regeneração do tecido muscular e contribui para a recuperação das lesões. E, por fim, mediu o gasto de oxigênio nas células satélite dos roedores submetidos ao treinamento, em busca de respostas sobre o que levava àquele comportamento. “O surpreendente é que elas consomem menos oxigênio, como se ficassem mais econômicas”, conta Abreu.

A descoberta contradiz a hipótese inicial dos pesquisadores, que acreditavam que, uma vez que o músculo aprimora sua capacidade oxidativa com o exercício aeróbico, e as células satélite ficam ancoradas na superfície do tecido musculoesquelético (daí o nome satélite), elas também aprimorariam sua capacidade aeróbia.

O papel das mitocôndrias

O processo de respiração celular ocorre nas mitocôndrias, estruturas celulares que, há até pouco tempo, se imaginava serem apenas responsáveis pela produção de energia para o organismo. “Nos últimos anos, descobrimos cada vez mais como elas estão envolvidas em diversos processos”, destaca Kowaltowski.

Para confirmar se o consumo de oxigênio das mitocôndrias realmente era o causador da autorrenovação das células satélite, Kowaltowski e Abreu fizeram mais dois testes: mimetizaram o efeito de diminuição do consumo do oxigênio com medicamentos em culturas in vitro e, num segundo momento, transplantaram as células exercitadas em animais sedentários.

A redução de consumo de oxigênio nas células estudadas in vitro foi capaz de melhorar a autorrenovação das células-tronco. No transplante, não houve mudança no número de células reparadas, mas aconteceu uma diminuição da inflamação, um achado sugestivo de melhor recuperação do músculo.

A ideia agora é investigar os efeitos da diminuição do consumo de oxigênio mitocondrial e as vias envolvidas na autorrenovação das células satélite. “Em suma, precisamos entender por que ao inibir a respiração celular aumentamos a recuperação muscular”, comenta a cientista.

Pode ser que, no futuro, seja possível replicar esse fenômeno para tratar a perda de massa muscular relacionada à idade e a problemas como o câncer e envelhecimento, um processo que ainda é, muitas vezes, irreversível.

O artigo Satellite cell self-renewal in endurance exercise is mediated by inhibition of mitochondrial oxygen consumption pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/jcsm.12601.

 

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ELEIÇÕES 2020: candidatos sem voto em 2016 tentam nova chance nas urnas

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Mulheres concentram a maioria das candidaturas sem votos, resultado da cota de 30% de campanhas femininas. Há indícios também de candidaturas de “laranjas”

Mulheres nas urnas: desde 2018, 30% do dinheiro público deve ser direcionado para o conjunto de candidaturas femininas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Candidatos que não obtiveram votos em 2016 estão tentando novamente se eleger ao cargo de prefeito, vice-prefeito ou vereador em 2020. São 913 pessoas que nas eleições passadas seus rostos foram exibidos nas urnas mas não tiveram nem o próprio voto para vereador.

Quatro anos depois eles chegam às eleições deste ano tendo recebido 157.808 reais em dinheiro público investido pelos partidos em suas candidaturas, utilizando dados mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As mulheres são maioria nesse grupo, 86%. Ou seja, 723 estão tentando de novo apesar de não terem votado sequer em si mesmas nas eleições anteriores.

O volume de dinheiro direcionado a essas candidaturas é insignificante perto do total disponibilizado este ano pelo TSE, por meio do Fundo Eleitoral: 2 bilhões de reais. Mas a distribuição dos recursos chama a atenção. Do grupo de 913 candidatos zerados em 2016, somente 5% receberam boa parte dos 150.000 de verba pública em 2020. Todas as outras candidaturas ainda não receberam um único centavo de seus partidos até agora.

As eleições de 2016 foram atípicas do ponto de vista de financiamento. O fim das doações empresariais já estava aprovado e o Fundo Eleitoral só passaria a existir a partir do ano seguinte, logo a eleição ficou no limbo. Candidatos com capacidade de financiar uma campanha com recursos próprios ou reunir em torno de si o maior número de doadores pessoas físicas (como empresários) tiveram vantagem.

Naquele ano, em meio ao turbilhão do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, 7% do total de candidaturas terminariam a contagem sem voto algum – ou seja, 32.375 ficaram sem votos nominais válidos. Desses que ficaram sem nenhum confirma na urna, 53% eram mulheres.

Desde 1997, está em vigor a regra de 30% de cota de candidaturas de mulheres para os partidos em eleições proporcionais (ou seja, para os cargos de vereadores e de deputados estaduais e federais) para incentivar o aumento da participação feminina nas eleições.

Como não havia o compromisso de direcionar recursos para essas campanhas, muitas serviram apenas para cumprir a cota e, portanto, recebiam número baixíssimo de votos. Houve casos de mulheres que nem sabiam que tinham sido inscritas nas eleições pelos partidos. Em resposta a esta distorção, nas eleições de 2018, o TSE entendeu que 30% do dinheiro público deve ser direcionado especificamente para o conjunto de candidaturas femininas.

Para o professor de Ciência Política da FGV, George Avelino, há fortes indícios de que candidaturas que recebem poucos votos são de “laranjas”, com recursos sendo redirecionados para campanhas mais competitivas. “É um fenômeno típico de candidaturas femininas, e agora poderá ocorrer o mesmo com a de negros também.”

Avelino se refere ao fato de que o TSE aprovou a imposição aos partidos de que recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral sejam destinados de forma proporcional às campanhas de candidatas e candidatos negros. A regra passaria a valer em 2022, no entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, em medida cautelar, determinou que a cota financeira para candidaturas de negros seja aplicada já nas eleições deste ano.

Thais Regina Beilstrein, a Thais Bells, é um exemplo de quem tenta de novo. Em 2016, ela concorreu à vaga de vereadora na cidade de Mauá, na região metropolitana de São Paulo, e não recebeu nenhum voto na ocasião – na época, recebeu uma verba de 340 reais, da qual gastou somente 40 reais em uma gráfica. Já em 2020, a empresária entra na disputa em vantagem. Dessa vez, dentre todos os candidatos zerados de quatro anos atrás, foi ela quem recebeu o maior investimento do Fundo Eleitoral: 15.000 reais da direção nacional do Solidariedade, seu novo partido.

Bells já gastou 40% desse valor, de acordo com o último relatório do andamento de sua campanha, o que indica que dessa vez está disputando para valer. A candidata mantém assessoria e página da campanha no Facebook. Até o fechamento dessa reportagem, Bells não respondeu porque teve uma votação zerada em 2016 nem por que se candidatou novamente este ano.

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Hospital no PR é referência em tratamento com remédio mais caro do mundo

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O Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, foi o primeiro do país a usar o Zolgensma para tratar a rara Atrofia Muscular Espinhal

Zolgensma: remédio chega a custa 12 milhões de reais. (Camila Hampf / Hospital Pequeno Príncipe/Divulgação)

O remédio é uma terapia capaz de preencher o gene que está faltando. Assim, o corpo volta a produzir uma proteína que mantém os neurônios motores vivos.

Ao todo, 42 pacientes estão em atendimento com a AME dentro do hospital, sob os cuidados da médica neuropediatra Adriana Banzzatto. Há 16 anos ela se dedica ao tratamento de crianças com a doença rara. O Hospital Pequeno Príncipe foi o escolhido pela Novartis, fabricante do remédio, para ser o primeiro no Brasil a usar o medicamento. Este primeiro tratamento, realizado em setembro, não teve custo à família ou ao hospital.

Média do Hospital Pequeno Príncipe, Adriana Banzzatto (à dir), já usou o remédio em quatro pacientes com a AME. (Camila Hampf / Hospital Pequeno Príncipe/Divulgação)

“Em pouco tempo desde que o remédio foi aplicado, é perceptível a melhora no desenvolvimento. Antes a criança demorava 5 segundos para ter uma resposta motora que deveria demorar menos de 1 segundo. É uma experiência fantástica acompanhar este processo. Parecia algo tão distante há alguns anos e agora é uma realidade”, comemora a médica.

Alto Custo

A neuropediatra explica que a doença acomete 1 a cada 10.000 nascidos vivos. É causada pela ausência de um gene responsável por fabricar uma proteína para manter os neurônios motores vivos. Com o tempo, a capacidade motora vai se perdendo. O remédio é o que ela chama de terapia genética.

“O remédio introduz o gene que está faltando. O tratamento é feito pela veia do paciente e em dose única. Dependendo do peso, leva de uma a duas horas para inserir completamente o medicamento. Vale ressaltar também que apesar dele ser muito eficaz, ele não é mágico. Os pacientes que recebem o remédio precisam manter a fisioterapia e o acompanhamento”, diz.

Sobre o custo do tratamento, a Novartis diz que existem no mercado moléculas para tratamento contínuo da enfermidade, “mas o grande diferencial é o Zolgensma ser de aplicação única. Quando comparado a tratamentos crônicos de outras enfermidades , como as focadas no tratamento das mucopolissacaridose (MPS IV e MPS IVA), cuja expectativa de vida do paciente é de 40 anos – com início de tratamento por volta dos 5 anos de idade – pode-se extrapolar que o custo total poderia chegar a 87 milhões em uso contínuo”.

(Com Agência Brasil)

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Ministra da Agricultura diz que nova safra deve diminuir preço do arroz

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Tereza Cristina afirmou durante live com Bolsonaro que, por conta da pandemia, brasileiro começou a consumir mais o produto

(crédito: Antonio Araujo/MAPA)

Em live na noite desta quinta-feira (29/10) com o presidente Jair Bolsonaro, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina comentou sobre a alta no preço do arroz. “O arroz nos últimos anos teve um preço muito baixo, teve uma concorrência dos países vizinhos e muita gente teve que sair da atividade porque teve prejuízo, muita gente quebrou, inclusive”, explicou.

No entanto, apontou, houve uma melhoria na área em 2020. “Nós fizemos um plano para recuperação do plano de arroz, abrimos alguns mercados, o que aconteceu? A pandemia veio, o produtor de arroz cresceu, mesmo diminuindo a área ele teve aumento de produtividade muito grande e este ano não tivemos a entrada do arroz do Paraguai na quantidade do ano passado”.

Segundo a ministra, por conta da pandemia, o brasileiro começou a consumir mais o produto.
“Houve uma mudança de hábito na pandemia e passamos a comer mais arroz e deu subida de preço que, num primeiro momento, o agricultor ganhou dinheiro, mas hoje ele não ganhou esse preço todo que o arroz chegou, não. Estamos vivendo no mundo um desequilíbrio em vários preços dos produtos das commodities. O arroz foi um deles. O auxílio emergencial fez também o aumento dessa demanda. Em setembro, tiramos o imposto de importação. A gente sabia que o preço não ia cair, mas não ia subir mais. Então ele realmente parou de subir e hoje já tem ligeira queda. Vamos ter nova safra em janeiro e os preços vão reduzir”, prometeu.

Cobrança

No último domingo, durante um passeio por Brasília, Bolsonaro foi cobrado da população sobre o custo de vida. O chefe do Executivo fez uma rápida parada próximo à Feira Permanente do Cruzeiro, onde cumprimentou apoiadores. No entanto, o mandatário se mostrou irritado ao ser interpelado por um deles para que barateasse o preço do arroz, item essencial na cesta básica que sofreu alta nas últimas semanas. “Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”, pediu o homem.

O presidente então disparou: “Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”.

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Bolsonaro no Maranhão: “Vamos mandar embora o comunismo do Brasil”

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Em clima de comício, o mandatário disse que a bandeira do governo “jamais será turvada de vermelho”

(crédito: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro visitou o Maranhão nesta quinta-feira (29/10). Em Imperatriz, o chefe do Executivo participou da solenidade de entrega de obras. Durante discurso, Bolsonaro indiretamente teceu críticas ao governador do estado, Flavio Dino (PCdoB), um de seus rivais políticos e afirmou que o governo vai “mandar embora o comunismo do Brasil”.

Em clima de comício, o mandatário se disse feliz por estar no local, rodeado pelo povo. “Amigos do Maranhão, meus irmãos de Imperatriz, não tem preço estar no meio de vocês, vocês povo esse que devemos a mais absoluta lealdade. Podem ter certeza eu vim também, obviamente pela graça de Deus e pelas mãos de muitos de vocês e nós vamos, num curto espaço de tempo, mandar embora o comunismo do Brasil. Nós não aceitamos esse regime ditatorial, onde o povo não tem vez. Nós somos a liberdade. Nós somos aqueles que não tem medo da verdade. Junto com vocês, nós construímos um novo Brasil”, disse Bolsonaro, sob aplausos de apoiadores.

O presidente ressaltou que foi bem recebido pelas cidades por onde passou mais cedo. “Não tem preço ser recebido dessa forma carinhosa e calorosa desde que cheguei no aeroporto e tenho certeza que o mesmo acontecerá até a hora de ir embora”.

O presidente completou que possui um plano para o estado nordestino, a começar pelas obras. Afirmou ainda que a bandeira do governo “jamais será turvada de vermelho”.

“Pode acreditar, nós temos um plano, nós temos a continuidade daquilo que estamos fazendo e não é apenas obra não. Temos uma preocupação enorme contra aqueles que querem roubar mais que o nosso dinheiro, querem roubar a nossa liberdade. Essa nossa bandeira sagrada jamais será turvada de vermelho. Esse estado rico, promissor e com povo maravilhoso ocupará seu lugar de destaque no Brasil. Acredito no povo do Maranhão, acredito no potencial da sua gente e na riqueza do seu solo. Juntos nós transformaremos esse país”, exaltou.

Bolsonaro comentou também que, mesmo com orçamento menor em 2020, conseguiu iniciar e concluir várias obras, mesmo as começadas em outros mandatos. Ele apontou que isso significa respeito ao dinheiro público.

“Temos um dos menores orçamentos da história da República, mas nunca tivemos tantas obras começadas ou concluídas. Nós não nos preocupamos de quem é a obra iniciada há 10, 20, 30 ou 40 anos e não concluída. Nós estamos concluindo obras que demonstram o carinho e respeito que temos com o dinheiro de vocês e queremos através dessas trazer o progresso e o desenvolvimento”, destacou.

O presidente ainda elogiou os ministros Rogério Marinho e Tarcísio Freitas. “Nós temos os melhores ministros da história do Brasil. Ninguém nunca viu alguém com o nome melhor do que Tarcísio nos últimos 30 anos. Ninguém viu um ministro do Desenvolvimento Regional, melhor do que Rogério Marinho. Um homem que vive pelo Brasil todo, mais especial no Nordeste. Onde mais necessita de obras ele está presente. A Rogério Marinho, a minha solidariedade, o meu muito obrigada pela confiança”, relatou.

O secretário do governo, general Eduardo Ramos, foi outro nome lembrado ao qual Bolsonaro caracterizou com um homem de confiança. “Ramos que é meu amigo de 40, 50 anos. Grande amigo da coordenação política que nos ajuda e muito. Um dos aspectos mais importantes da política é a confiança e tenho confiança nesses homens, assim como tenho um profundo respeito pelo nosso senador Roberto Rocha, um homem que sempre esteve comigo, falando dos problemas não apenas do Maranhão, mas do Nordeste como um todo”.

Por fim, Bolsonaro disse que retornará ao Maranhão. “Podem ter certeza outras vezes viremos aqui e se Deus quiser, brevemente estaremos para comemorar a erradicação do comunismo em nosso Brasil”, bradou.

Horas antes, o presidente fez uma parada não prevista em Macabeira, onde parou para tomar um refrigerante. Foi então que o mandatário disparou uma piada homofóbica por conta da cor rosa da bebida. “Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?”, disse, rindo, após dar um gole no Guaraná Jesus. “Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”, completou.

Em São Luís, o chefe do Executivo falou com apoiadores. Sem máscara e em meio à aglomeração de bolsonaristas, muitos também sem o item, o presidente abraçou, pegou na mão de eleitores e tirou selfies. O mandatário, que já contraiu covid-19, desrespeitou lei estadual que determina a obrigatoriedade do item de higiene. Além do problema de contágio, não há consenso sobre o tempo de imunidade de um indivíduo em relação ao vírus.

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Coronavírus infecta 254.552 pessoas e provoca 5.690 mortes em Goiás, diz governo

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Nas últimas 24 horas, mais 1.925 pessoas submetidas a testes tiveram resultado positivo e 36 novas mortes foram registradas no estado.

Teste coronavírus Covid-19 Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

As infecções e mortes provocadas pelo coronavírus continuam se alastrando em Goiás e chegam a 254.552 casos confirmados e 5.690 óbitos. Os dados são do boletim da Secretaria Estadual de Saúde divulgado nesta segunda-feira (26).

Nas últimas 24 horas, mais 1.925 pessoas submetidas a testes tiveram resultado positivo e 36 novas mortes foram registradas no estado.

De acordo com o boletim, 244.053 pessoas se recuperaram da Covid-19. Há também 242.112 casos suspeitos de coronavírus que estão em investigação.

Ocupação dos leitos de UTI

A rede pública estadual de saúde tem 294 leitos de UTI exclusivos para Covid-19. Neste quinta-feira, a taxa de ocupação está em 63,6%. Na enfermaria, o número está em 22,4%.

Já na rede municipal de Goiânia, dos 197 leitos de UTI destinados a pacientes com coronavírus, 44,5% estão ocupados. Na enfermaria, o índice é de 37,2%.

Evolução dos casos

Casos confirmados:

  • O governo estadual registrou os três primeiros casos de Covid-19 em 12 de março;
  • Em 6 de maio, Goiás ultrapassou 1 mil casos confirmados e atingiu 45 mortes;
  • Em 15 de junho, o estado contabilizou 10 mil casos de coronavírus e 226 mortes;
  • Em 19 de julho, devido a uma instabilidade no sistema de notificação, houve redução de 17 casos nos números de infectados;
  • Em 23 de julho, Goiás atingiu os 50 mil casos;
  • Em 14 de agosto, o estado ultrapassou 100 mil casos confirmados da doença;
  • No dia 18 de agosto, o estado registrou o recorde de casos, com 4.128 novas confirmações e 128 mortes por Covid-19 em um dia;
  • Goiás ultrapassa 150 mil casos em 9 de setembro;
  • Em 27 de outubro, o estado passou de 250 mil casos confirmados.

Mortes confirmadas:

  • A primeira morte por coronavírus registrada em Goiás foi em 26 de março;
  • A marca de 1 mil mortes foi registrada em 16 de julho, dois meses após o início da pandemia em Goiás;
  • Em 8 de agosto, o estado ultrapassou a marca de 2 mil mortos, cinco meses após o registro dos primeiros casos;
  • No dia 18 de agosto, o estado registrou o recorde de mortes, com 128 novas confirmações em um dia;
  • A marca de 3 mil mortos foi atingida em 28 de agosto;
  • Em 18 de setembro, o estado ultrapassa 4 mil mortos confirmados;
  • Goiás chegou a 5 mil mortes em 7 de outubro.

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sábado, 31 de outubro de 2020

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