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Hidroxicloroquina ou cloroquina não se mostraram eficazes, diz OMS

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Ministério da Saúde do Brasil alterou protocolo e recomendação é utilizar medicamentos a partir dos primeiros sintomas

Coronavírus: ainda não existem tratamentos 100% indicados para tratamento da doença (Yuichiro Chino/Getty Images)

O comando da Organização Mundial de Saúde (OMS) foi questionado no início de sua entrevista coletiva virtual desta quarta-feira, 20, sobre a decisão do governo do Brasil de divulgar um protocolo do Ministério da Saúde que prevê o uso da cloroquina desde os primeiros sinais da covid-19.

Diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde, Mike Ryan começou a responder afirmando que toda nação soberana pode aconselhar seus cidadãos sobre qualquer medicamento, mas acrescentou: “A hidroxicloroquina ou a cloroquina até agora não se mostraram eficazes contra a covid-19.”

Ryan lembrou ainda que existe o risco de uma série de efeitos colaterais, no uso desses medicamentos. Além disso, comentou que ocorrem atualmente várias pesquisas para testar potenciais remédios contra o coronavírus, alguns deles com a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Líder da resposta da OMS à pandemia, a epidemiologista Maria Van Kerkhove acrescentou que a entidade também trabalha pela meta comum de se descobrir “qual terapia é segura” no combate ao vírus.

Em declaração inicial na coletiva, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que “preocupa o aumento dos casos de coronavírus em países de renda média e baixa”, mas sem citar exemplos.

Mais cedo, a Sociedade Brasileira de Imunologia já havia se declarado contra o protocolo do governo federal, afirmando que o posicionamento “não apenas carece de evidência científica, além de ser perigoso, pois tomou um aspecto político inesperado” e pedindo “bases em evidências científicas sólidas” para esse tipo de decisão.

 

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Secretário de Saúde explica medidas de combate à Covid-19 a distritais

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Deputados não ficaram satisfeitos com explicações sobre UTIs, materiais adquiridos pelo governo e fornecimento de EPIs para equipes de Saúde

Distrito Federal, Covid-19

No dia em que o Distrito Federal chegou a 79 mortes pelo novo coronavírus, deputados distritais se reuniram com o secretário de Saúde, Francisco Araújo, para tratar das medidas adotadas pelo Executivo local no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O encontro, presencial, ocorreu na sede da Câmara Legislativa, na tarde desta quinta-feira (21/05). Todos os participantes usavam máscaras de proteção facial. Francisco Araújo chegou e saiu do prédio sem falar com a impressa. Parlamentares que participaram da reunião se mostraram insatisfeitos, ao final da conversa.

Os distritais apresentaram ao secretário reclamações de servidores da área de Saúde – os mais afetados dentre os profissionais que estão na linha de frente de combate à doença. Eram denúncias sobre baixa qualidade do equipamento de trabalho, como as máscaras faciais distribuídas pela Secretaria de Saúde, bem como queixas de falta de estrutura e de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Conforme o relato dos deputados, o secretário respondeu que os materiais comprados pelo GDF vêm sendo testados e estão dentro do padrão. Contudo, reconheceu dificuldades para a aquisição de equipamentos. O secretário destacou que todo o investimento feito agora pelo Executivo para o combate ao coronavírus ficará para o sistema de saúde do DF, passada a pandemia.

Outro ponto abordado foi a montagem de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) para os pacientes com coronavírus. Segundo o planejamento do governo, 827 leitos particulares estão sendo contratados pelo governo. Porém, Francisco Araújo não teria informado aos deputados em que pé está a liberação dos novos leitos aos pacientes.

“As resposta não foram suficientes. Eles disseram que os materiais que vêm sendo adquiridos foram testados, mas cadê os dados, a assinatura do servidor atestando que os materiais estão sendo comprados com qualidade”, questionou Jorge Vianna (Podemos).

“O secretário negou que haja falta de material, mas eu mesmo vi, na UPA de Samambaia, um capote sendo reutilizado por falta de material. Eu avisei para que, se morrer algum servidor, ele será responsabilizado, pois os servidores estão desprotegidos”, ressaltou.

De acordo com boletim sobre o avanço do coronavírus no DF divulgado nesta quinta-feira (21/05) pela Secretaria de Saúde, já eram 587 profissionais da área acometidos pela doença, sendo que três servidores morreram em decorrência da Covid-19.

Médica, a deputada Arlete Sampaio, reclamou de falta de transparência do governo: “Fica claro que está tendo uma falta de transparência nas informações. Para tudo ele tem uma resposta, mas elas nunca são satisfatórias”. A distrital também reclamou da falta de informações sobre o funcionamento do Hospital São Vicente de Paula durante a pandemia e das medidas adotadas para o controle da doença no sistema prisional.

Líder do governo na CLDF, o deputado Claudio Abrantes (PDT) também participou do encontro. O presidente da Casa, Rafael Prudente (MDB), não compareceu.

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Teleatendimento em saúde: pessoas em instituições de acolhimento terão consulta virtual no DF

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Rede Convida’ quer evitar corrida de pacientes aos hospitais, UPAs e UBS. Atendimento é gratuito e começa na próxima semana; veja como ser voluntário.

Telemedicina permite a análise online de exames — Foto: TV Globo/ Reprodução

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, o governo do Distrito Federal lançou uma plataforma virtual de teleatendimento em saúde. Chamada de “Rede Convida”, ela será direcionada às pessoas que estão em instituições de acolhimento e os primeiros atendimentos serão realizados na próxima semana, segundo o GDF.

A plataforma, idealizada pela médica Natália Polidorio e desenvolvida pelo Instituto Glória, pretende oferecer atendimento a distância, evitando a corrida de pacientes a hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBS).

“A Rede Convida, tem como objetivo e como sonho levar a medicina aonde é difícil de chegar”, explica Natália Polidorio. Por meio da plataforma virtual, vai ser possível gerenciar e agendar consultas, registrar prontuários e prescrições médicas.

Plataforma de teleatendimento chamda Rede Convida para pessoas em instituições de acolhimento no DF — Foto: Rede Convida/Divulgação

Plataforma de teleatendimento chamda Rede Convida para pessoas em instituições de acolhimento no DF — Foto: Rede Convida/Divulgação.

De acordo com a médica, 250 profissionais e estudantes da área de saúde estão inscritos para trabalhar. Mas o projeto busca mais voluntários (veja mais abaixo como participar).

“Contamos com o apoio de médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde, pra que doem o tempo deles, que é algo tão precioso, pra ajudar os que estão mais vulneráveis.”

Instituições de acolhimento

Plataforma Rede Convida para pessoas localizadas em instituições de acolhimento — Foto: Rede Convida/Divulgação

Plataforma Rede Convida para pessoas localizadas em instituições de acolhimento — Foto: Rede Convida/Divulgação

Segundo o GDF, serão atendidas pessoas de instituições de acolhimento, especialmente, em regime de internação – como casas de longa permanência para idosos, crianças e mulheres em situação de vulnerabilidade. O cadastramento dos pacientes é realizado pelas instituições na plataforma da Rede Convida.

“As organizações poderão solicitar os profissionais de saúde conforme a necessidade.”

De acordo, com o secretário de projetos especiais do DF Everardo Gueiros, a iniciativa vai abranger cinco instituições de acolhimento:

  • Unidade de Acolhimento para Idosos (Unai)
  • Unidade de Acolhimento para Família (Unaf)
  • Unidade de Acolhimento para Mulheres (Unam)
  • Unidade de Internação Provisória São Sebastião (UIPSS)
  • Casa Abrigo

Segundo a coordenadora do projeto Rede Convida Cristina Castro, os servidores das instituições estão sendo treinados para fazer a “intermediação” entre as casas de acolhimento e a plataforma.

Como ser voluntário

Plataforma Rede Convida conta com 250 voluntários da área da saúde — Foto: Rede Convida/Divulgação

Plataforma Rede Convida conta com 250 voluntários da área da saúde — Foto: Rede Convida/Divulgação

A médica Natália Polidorio explica que o projeto é composto por profissionais e estudantes de medicina, psicologia, enfermagem, fisioterapia e odontologia. Para ser voluntariado, basta entrar no site da Rede Convida e realizar o cadastramento.

Em seguida, explicam os organizadores, uma equipe técnica vai avaliar a inscrição do profissional ou estudante de saúde dando permissão ou não para que a pessoa faça parte do grupo de atendimento.

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Secretário pede demissão de Ministério por discordar de uso da cloroquina

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Após pressão da cúpula do governo, ministério orientou uso da cloroquina em casos leves de Covid-19

Coronavírus: governo recomenda uso da cloroquina para tratamento de coronavírus desde os primeiros sintomas (Yuichiro Chino/Getty Images)

Um dos poucos indicados pelo ex-ministro da Saúde Nelson Teich, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Antonio Carlos Campos de Carvalho, deixou a pasta nesta sexta-feira depois de pedir demissão por não concordar com o documento do ministério que orienta o uso da cloroquina em casos leves de Covid-19.

Carvalho pediu demissão na segunda-feira por discordar do documento com diretrizes para uso da cloroquina em casos leves, exigido pelo presidente Jair Bolsonaro e que levou à queda de Teich.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o secretário, médico, biofísico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que a decisão foi precipitada, poderia trazer riscos à saúde dos pacientes e aconteceu sem critérios científicos.

“Não participei (da elaboração do documento) e nem participaria. No momento em que o ministro pede para sair e as coisas começam a se agravar, com interferência direta em decisões que não se baseavam em critérios científicos, não dava para continuar”, disse Carvalho ao jornal.

A secretaria da qual Carvalho era titular é a responsável pelo acompanhamento de estudos e a avaliação da introdução de novos medicamentos no Sistema Único de Saúde.

O documento apresentado na terça-feira – primeiro como sendo um novo protocolo, depois como “orientações” do ministério – foi apresentado em um modelo diferente do que costumam ser os protocolos do ministério e sem assinatura de médicos e secretários da pasta.

Na quinta-feira, depois da discussão sobre a falta de assinaturas no documento, o ministério divulgou uma nota em que dizia que as orientações vinham sendo discutidas pelo seu corpo técnico. “Para deixar clara a participação e o envolvimento de todas as secretarias, os titulares das pastas assinaram o documento ainda na quarta-feira”, diz a nota.

O documento a seguir vem com os nomes, não assinaturas, dos secretários do ministério. No caso da Secretaria de Ciência e Tecnologia, assina Vania Cristina Canuto Santos, como secretária substituta. Foi colocado no documento também o nome de Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, que está de férias.

Dos demais cinco secretários que assinam o documento, outros quatro são também substitutos. Na sua maioria, servidores da pasta que estão interinamente nos postos. A exceção é o secretário-executivo, Antonio Élcio Franco Filho, que é militar sem ligações com a área da Saúde.

O documento divulgado, apesar de ter sido apresentado pelo presidente como um protocolo, não tem o valor legal como tal, pois este tipo de documento precisa indicar medicamentos com eficácia comprovada cientificamente e tem um rito legal, inclusive com a publicação de uma portaria ministerial, e que precisa ser obrigatoriamente seguido pelo SUS.

A solução encontrada pelo ministério foi um documento com “orientações”, sem valor vinculante, seguindo o que autoriza o Conselho Federal de Medicina e que precisa da autorização do paciente para ser adotado.

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Coronavírus: quase 40% dos leitos de UTI da rede pública estão ocupados

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Na rede privada, a taxa de ocupação chega a 43% dos 162 leitos disponíveis

Atualmente, há 252 leitos de UTI na rede pública do DF

A rede pública de saúde do Distrito Federal começa a sentir os impactos do crescimento diário de casos do novo coronavírus. Atualmente, há 252 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para pacientes com a covid-19. Levantamento mais recente da Secretaria de Saúde, divulgado nessa quarta-feira (20/5), mostra que há 97 estão ocupados, ou seja, 38% do total.
Ao todo, a capital tem 320 pessoas hospitalizadas devido ao coronavírus. Desses, 178 estão em enfermarias. Apesar da quantidade de internações, a Secretaria de Saúde considera que apenas 92 pacientes têm quadro clínico considerado grave. Até o momento, 73 moradores do DF morreram por complicações da covid-19.
Para que não ocorra a sobrecarga de atendimentos nas unidades, a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a quantidade de leitos. No sábado (16/5), o Hospital de Base abriu mais 20 vagas de UTI, ampliando a capacidade de 232 para 252. Além disso, a expectativa é de que o  Hospital da Polícia Militar receba 86 leitos de UTI e 20 de retaguarda.
“A contratação de novos servidores e a manutenção de equipamentos, doações de outros e aquisições proporcionaram

a reabertura de novos leitos. Por isso, a SES conseguiu em pouco tempo ampliar o número de leitos de 172 para 252”, informou a pasta, por meio de nota oficial.
Além do suporte público, na rede privada há 162 leitos, em 17 hospitais, exclusivos para o tratamento de pessoas com coronavírus. Dados dessa quarta mostram que 70 estão ocupados, representando uma taxa de 43%.

Hospitais de campanha

A Secretaria de Saúde informou que o hospital de campanha no Mané Garrincha está pronto e conta com 173 leitos de enfermaria adulto. Além disso, tem mais 20 com suporte avançado e quatro de emergência ainda serão estruturados na unidade.
De acordo com a pasta, o hospital de campanha é referenciado pelo Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e obedecerá o fluxo da unidade. Portanto, os pacientes que necessitam de enfermaria de retaguarda serão transferidos de acordo com demanda estabelecida pela direção do Hran.
Além da unidade do Mané Garrincha, mais dois hospitais de campanha devem ser inaugurados na capital. Um deles ficará no Complexo Penitenciário da Papuda e terá 40 leitos, sendo 30 de retaguarda e 10 com suporte respiratório. O outro será em Ceilândia, que se tornará um hospital materno-infantil após a pandemia.
A unidade de Ceilândia será construída na QNN 27, no terreno ao lado da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). A área total do hospital de campanha é de 2 mil m² construídos mais a urbanização ao redor. Serão 60 leitos no total, sendo 40 de enfermaria e 20 de UTI.

Casos

O Distrito Federal ultrapassou os 5 mil casos confirmados de coronavírus. Levantamento divulgado nessa quarta pela Secretaria de Saúde mostra que há 5.271 diagnosticados positivos na capital. Com 552 infectados, o Plano Piloto continua sendo a região administrativa com mais notificações. Em seguida estão Ceilândia (432) e Águas Claras (326).
Leitos de UTI para pacientes com coronavírus na rede pública de saúde do DF:
Hospital de Base – 65
Hospital Regional da Asa Norte (Hran) – 20
Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) – 12
Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) – 71
Hospital Universitário de Brasília (HUB) – 12
Hospital da Criança de Brasília (HCB) – 10
UPA do Núcleo Bandeirante – 42
Leitos contratados na rede privada – 20
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Com pandemia do coronavírus, desemprego no DF chega a 333 mil pessoas

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Segundo Codeplan, mulheres, negras, chefes de família e com idade entre 39 anos são as mais atingidas. Crise também afetou carteira assinada

Ao longo da pandemia do novo coronavírus, o número total de desempregados no Distrito Federal chegou ao patamar de 333 mil pessoas em abril de 2020. No mesmo mês de 2019, 320 mil estavam sem emprego, ou seja, aumento de 13 mil. É o primeiro retrato da crise causada pela doença.

Os números fazem parte da última versão da Pesquisa de Emprego e Desemprego do DF (PED-DF), divulgada nesta quinta-feira (21/05). Percentualmente, o desemprego aumentou de 19,8% para 20,7%, entre abril de 2019 e o mesmo período de 2020.

Segundo o presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Jean Lima, o desemprego cresceu mais entre mulheres, negras, chefes de família, com idade entre 25 anos e 39 anos. A PED é feita em parceira com o Dieese.

Entre as trabalhadoras domésticas, 7 mil perderam o emprego. Em abril de 2019, 90 mil estavam empregadas. Neste ano, o contingente caiu para 83 mil.

A taxa de pessoas inativas com 14 anos ou mais também cresceu. Em 2019, 829 mil não buscavam emprego no mercado de trabalho. Neste ano, o número saltou para 868 mil. Na ponta da caneta, o crescimento foi de 42 mil homens e mulheres.

“O estudo mapeou fevereiro, março e abril. Ou seja, pegou só o começo da pandemia. As medidas de isolamento social começaram a partir de 20 de maio. Na próxima PED teremos mais informações”, explicou Lima.

Veja a PED completa:

A crise atingiu duramente os trabalhadores com carteira assinada. No total, 42 mil assalariados perderam o emprego. Em abril de 2019, 536 mil estavam empregadas com cobertura da CLT. O número encolheu para 494 mil em 2020.

Entre os setores da economia, o desemprego avançou mais nos serviços, na qual 9 mil pessoas perderam o emprego no período mapeado. Na sequência, vem o comércio, com 6 mil cidadão desempregados.

Por outro lado, o total de autônomos avançou de 190 mil para 211 mil. A PED faz a análises trimestrais do cenário do mercado de trabalho. Além da economia, a crise também afeta outros setores, como a educação.

 

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Desemprego em abril no DF chegou a 20,7%: houve aumento em relação a 2019

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Dados da Codeplan foram colhidos em pesquisas por telefone e mostraram que mulheres negras estão entre os mais atingidos. Aumento foi de 0,9% em relação ao mesmo período em 2019

Próxima pesquisa deve apresentar resultados mais preocupantes, pois analisará impactos do fechamento dos comércios

A taxa de desemprego do Distrito Federal apresentou um aumento na última pesquisa realizada pela Companhia de Planejamento (Codeplan). O levantamento divulgado nesta quinta-feira (21/5) analisou os primeiros meses de 2020 e percebeu que houve um crescimento no número de pessoas desempregadas.

A taxa de desmeprego é de 20,7%, na capital, durante abril, um valor 0,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2019. A Codeplan estima 333 mil desempregados no DF até o último mês, 13 mil a mais que no ano anterior.
A pesquisa foi realizada por telefone por conta da pandemia do novo coronavírus, e ainda não reflete os impactos do fechamento de comércios, como explicou Jean Lima, presidente da Codeplan. “O levantamento foi feito em cerca de 3 mil domicílios dividido em áreas por renda. Em junho, vamos ter retrato mais fiel dos danos da covid-19 no mercado, porque aí teremos análises de abril, maio e junho”, detalha.
Thales Mendes, Secretário do Trabalho, ressaltou a importância da pesquisa para criação de políticas públicas que atendam os mais atingidos pelos números negativos. “É importante para saber que rumo vamos tomar. Dá um norte para desenvolver novas ações. Os maiores públicos afetado têm sido mulheres, chefes de família, negras entre 25 e 39 anos. Isso nos mostra que as políticas públicas têm que se voltar para eles, para que eles tenham oportunidades de entrar no mercado de forma qualificada”, afirmou.
Outro estudo recente da Codeplan mostrou que um segmento que cresceu dentro do mercado foi o número de trabalhadoras do serviço doméstico. A pesquisa “Evolução do trabalho doméstico na conjuntura recente do Distrito Federal” mostrou que, no primeiro semestre de 2015, havia 75 mil trabalhadoras neste setor, o que representava cerca de 12,2% das mulheres ocupadas. Já no primeiro semestre de 2019, havia 83 mil empregadas domésticas, dado que representou 13,3% das mulheres com ocupação naquele período.
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