O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a família Bolsonaro, afirmando que eles foram responsáveis pela tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Trump chamou o processo sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de “vergonha internacional” e “caça às bruxas” ao anunciar o aumento da tarifa.
Haddad afirmou que a única explicação para o que aconteceu é que a família Bolsonaro planejou esse ataque ao Brasil, com o objetivo de escapar de um processo judicial em andamento. Ele destacou que essa não é uma acusação sem base e citou declarações do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), dizendo que as coisas podem piorar se seu pai não receber o perdão. Segundo Haddad, Eduardo estaria nos Estados Unidos conspirando contra o Brasil.
As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva com jornalistas de cinco veículos: Brasil 247, Carta Capital, Diário do Centro do Mundo, Fórum e TVT News.
Comentário sobre Tarcísio
Haddad afirmou que o anúncio de Trump foi um golpe contra a soberania nacional, planejado por “forças extremistas” dentro do país. Ele acredita que a extrema direita terá que admitir que essa medida foi um grande erro, pois prejudica principalmente as exportações do Estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro.
Sobre as críticas do governador Tarcísio responsabilizando o governo brasileiro pela tarifa, Haddad disse que o governador errou, afirmando que no Brasil não há espaço para submissão, apenas para liderar.
Segundo o ministro, o Brasil teve um dia difícil, mas agora deve buscar reconstruir a boa relação com os Estados Unidos, que é histórica. Ele ressaltou que divergências entre governos são normais em democracia, mas não podem prejudicar as relações entre os países e que essas diferenças devem ser resolvidas pela diplomacia brasileira.
Haddad também enfatizou a importância da união entre o setor produtivo e o agronegócio, que já estão buscando a solução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o problema criado pela família Bolsonaro. Ele espera que o “tiro no pé” seja revertido, pois a medida é insustentável.
Por fim, Haddad afirmou que, apesar das diferenças, o governo manteve o respeito pelos Estados Unidos e buscou cooperação econômica. Entretanto, quando há uma força interna agindo contra o interesse nacional em benefício próprio, isso gera problemas, referindo-se novamente à família Bolsonaro.

