O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou surpresa diante da decisão da União Europeia que exclui o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco.
Em comunicado conjunto, os ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e das Relações Exteriores destacaram que adotarão todas as medidas necessárias para reverter a decisão e garantir o retorno às exportações para o mercado europeu, com o qual o Brasil mantém comércio há cerca de 40 anos.
A nota ainda informa que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião agendada para discutir a decisão com as autoridades sanitárias do bloco.
O texto reforça que o Brasil possui um sistema sanitário robusto, reconhecido internacionalmente, sendo o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor agrícola para o mercado europeu.
Apesar do bloqueio, o governo assegura que as exportações brasileiras de produtos animais seguem normalmente por enquanto.
Restrição da União Europeia valerá a partir de setembro
A decisão impede o envio de animais vivos e produtos alimentícios brasileiros ao bloco europeu a partir de 3 de setembro. Atualmente, o Brasil é o único país do Mercosul fora da lista aprovada pela Comissão Europeia.
A medida integra a política europeia contra resistência bacteriana e uso excessivo de antibióticos na pecuária, valendo desde 2024, com revisão recente pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, mas ainda depende de decisão judicial na Europa sobre sua validade.

