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Governo lança novo modelo de passaporte; veja o que muda

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O novo documento de viagens será temático, e segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública a proposta é se tornar um cartão de visitas do cidadão brasileiro para o mundo

” (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal apresentou nesta segunda-feira, 27, os novos modelos de carteira de identidade e de passaporte. O novo documento de viagens será temático, e segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública a proposta é se tornar um cartão de visitas do cidadão brasileiro para o mundo.

Elaborado com mais tecnologia antifraude, o modelo quer “homenagear todas as regiões do Brasil por meio de ícones representativos dos biomas e da cultura de cada local”, explicou o governo, em nota. A capa do documento terá uma nova estilização da bandeira nacional e o nas páginas internas haverá uma quantidade maior de marcas d’água.

“Outra novidade do novo modelo são os fundos invisíveis fluorescentes. Antes, apenas o número da página variava sob exposição UV. A nova versão apresenta sete composições diferentes. A página de identificação também foi atualizada, apresentando uma imagem fantasma da foto do cidadão em preto e branco, além de uma imagem da foto formada por dados biométricos do portador. Essas informações são protegidas por um laminado de segurança”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Quando o novo passaporte será emitido?

O novo passaporte começará a ser emitido pela Casa da Moeda em setembro, data em que se comemora o bicentenário da Independência do Brasil.

Qual o valor do novo passaporte?

O governo garante que não haverá alteração nos valores de emissão. Ele continuará custando R$ 275,25 na versão convencional e o prazo de validade será de 10 anos.

Lançamento da Carteira de Identidade Nacional

Já a Carteira de Identidade Nacional (CIN), substituta do RG, traz um QR Code que pode ser lido de forma rápida por qualquer cidadão. Ela será emitida em todo o País a partir de 4 de agosto e a substituição do documento atual, que vale até 2032, será paulatina e gratuita.

Segundo as autoridades, o QR Code permitirá a identificação mais precisa da autenticidade do documento e saber se ele foi furtado ou extraviado. “A partir destas mudanças, a Identidade será o documento mais seguro do Brasil e um dos mais seguros do mundo”, explicou o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia no Palácio do Planalto e entregou as primeiras unidades da CIN que foram emitidas pelos Estados que participam do projeto-piloto. Anderson Torres recebeu simbolicamente seu novo documento.

Além da versão física, a CIN também será emitida na versão digital, que poderá ser obtida pelo aplicativo Gov.Br. “Eu chamo isso de desburocratização. Você pode esquecer muita coisa hoje em dia em casa, mas não o aparelho celular”, afirmou Bolsonaro.

A CIN terá um modelo único independentemente do Estado em que for produzida. Por enquanto, apenas moradores de Acre, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul poderão pedir o novo documento. Nas demais unidades da federação o novo modelo estará disponível até março de 2023. “A nova identidade e passaporte mostram que o Brasil está na direção do aprimoramento tecnológico, modernidade e cidadania”, disse Torres

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Ministro da Cidadania reafirma promessa de Bolsonaro de manter Auxílio Brasil para 2023

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Ronaldo Vieira Bento falou sobre a implementação dos benefícios do Governo Federal em 2022

Caixa Econômica Federal antecipou o pagamento de benefícios sociais neste mês de agosto

Milhões de brasileiros começaram a receber nesta semana parcelas dos diversos auxílios estabelecidos pela PEC dos Benefícios. Quem recebe o Auxílio Brasil tem direito a R$ 600 por mês até o fim do ano, os caminhoneiros têm direito a R$ 1000 mensais e o Vale Gás destina R$ 110 a quase 6 milhões de famílias. Para falar sobre a distribuição destes benefícios, o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, entrevistou o ministro da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento. O funcionário do Governo Federal exaltou a implementação do Auxílio Brasil e reafirmou a promessa do presidente Jair Bolsonaro (PL) de manter o benefício em 2023: “O Auxílio Brasil iniciou seu pagamento no final do ano passado, garantindo o mínimo de R$ 400 por família. Importante destacar que é um benefício permanente, que veio pra ficar e hoje atende mais de 20 milhões de famílias brasileiras. Com a aprovação da PEC, que declarou o estado de emergência social no país por conta da recuperação econômica e social que estamos vivendo pós-pandemia e o momento de guerra na Europa, esse valor mínimo aumentou para R$ 600 e já foi colocado como um compromisso prioritário do presidente da República em manter esse valor para o ano de 2023. É bom a gente esclarecer que houveram desinformações em relação a isso. O Auxílio Brasil é permanente e não encerra no final do ano”.

“O Auxílio Brasil já incluiu no seu cadastro de beneficiários mais de 7 milhões de famílias, só em 2022. Nós zeramos a fila, estamos tendo um esforço concentrado do governo para atender todas as famílias na linha da pobreza e extrema pobreza do nosso país. Com isso, essas pessoas prioritariamente recebem um novo cartão do Auxílio Brasil. Esse cartão é necessário para que as famílias consigam movimentar a sua conta social que é aberta para recebimento do benefício e traz uma série de vantagens. É um cartão que possui um chip de contato, o que dificulta a clonagem dos cartões e permite outras funcionalidades, como saque parcial e compras no débito. Evitando que vão ao banco no primeiro dia de pagamento e saquem o valor integral do benefício”, explicou o ministro.

Para Ronaldo Vieira Bento, diferente do Bolsa Família, o Auxílio Brasil teria ferramentas mais concretas para que futuramente os beneficiários deixem de depender do programa do governo: “Muito se fala do valor de R$ 600, que é importante sim, mas ele veio com a mudança de conceito em programas de transferência de renda no país. Trouxemos instrumentos à disposição das famílias para que elas trabalhem, empreendam e busquem prosperidade enquanto cidadãos. No Auxílio Brasil, as pessoas podem assinar carteira e trabalharem, podem constituir uma Microempresa Individual, que não perdem o benefício por conta disso. Incluímos outros elementos como o Auxílio Inclusão Produtiva Urbana, que vai fomentar o trabalho formal e concede um incremento na renda de mais de R$ 200 para as famílias que assinarem a carteira sendo beneficiárias do Auxílio Brasil”.

“A gente sai de um modelo de assistencialismo e entra em um modelo de assistência social que visa a autonomia dessa famílias. O Estado têm que estar presente no momento que é preciso, tem que ajudar como estamos fazendo. Esse é o governo que mais investiu em política social na história do nosso país. São mais de R$ 200 bilhões ao ano”, declarou o ministro. Questionado a respeito de pagamentos irregulares do benefício, Vieira Bento garantiu que o sistema do Cadastro Único é eficaz e citou o sucesso do Auxílio Emergencial, que segundo o ministro teve uma taxa de eficiência de 97%: “Isso vem de uma modernização constante que aplicamos no Cadastro Único, que é um banco de dados sob administração do Ministério da Economia. Ele conta com 33 fontes de dados distintas onde fazemos os batimentos, com base naquilo que o beneficiário informa na sua declaração, e com isso conseguimos chegar na pessoa que realmente precisa”.

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Brasil registra quase 30 mil novos casos da covid nas últimas 24 horas

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No total, o Brasil tem 680.852 vítimas e 34.095.595 casos diagnosticados da doença

A média móvel de testes positivos ficou em 24.038, representando uma queda de 32% em relação à de duas semanas atrás (Fabio Teixeira/Anadolu Agency/Getty Images)

O Brasil notificou 29.945 novos casos da covid-19 nesta quarta-feira, 10. A média móvel de testes positivos, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 24.038, representando uma queda de 32% em relação à de duas semanas atrás e chegando ao menor patamar desde 29 de maio.

O País também registrou 254 novas mortes pelo coronavírus nas últimas 24 horas. A média diária de óbitos na última semana é de 217, levemente abaixo da registrada na véspera, mas há 44 dias consecutivos acima de 200. No total, o Brasil tem 680.852 vítimas e 34.095.595 casos diagnosticados da doença.

São Paulo notificou 66 mortes e 5,3 mil novos casos nas últimas 24 horas, o maior total de ambos os indicadores para o período. Amapá, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins não notificaram novos óbitos pela pandemia nesta quarta.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, mais de 32,8 milhões de pessoas se recuperaram da doença desde o início da pandemia.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já teve 680.531 mortes pela covid e 34.066.000 casos confirmados desde o início da pandemia. A pasta não divulgou o balanço das últimas 24 horas até o momento desta publicação. Os números do governo federal são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

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Após ventos fortes, SP tem 196 chamados para quedas de árvores; 2 ficam feridos

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Após ventos fortes, SP tem 196 chamados para quedas de árvores; 2 ficam feridos

Frio: após ventos fortes, SP tem 196 chamados para quedas de árvores; 2 ficam feridos (RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/Estadão Conteúdo)

A forte ventania que atingiu a costa brasileira nesta quarta-feira, 10, em decorrência de um ciclone extratropical, também chegou a São Paulo.

Por conta da instabilidade no tempo, o Corpo de Bombeiros registrou 196 pedidos para atender ocorrências de quedas de árvores ao longo do dia na região metropolitana da capital paulista.

Na cidade de São Paulo, de acordo com a Prefeitura, a Defesa Civil atendeu 38 solicitações de árvores caídas e 15 quedas de galhos na cidade.

Por conta dos acidentes, duas pessoas ficaram feridas. Os dois casos foram registrados por volta das 14h30.

Em um deles, a árvore caiu sobre um veículo no Itaim Bibi e deixou um homem, de 23 anos, machucado. Ele foi socorrido para o Pronto Socorro da Santa Casa.

Já na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na Bela Vista um galho caiu sobre uma mulher de 48 anos, que foi levada ao Pronto Socorro da Beneficência Portuguesa. O estado de saúde de ambos era estável, segundo os Bombeiros.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) de São Paulo registrou fortes rajadas de vento de até 74 km/h no aeroporto de Congonhas, na zona sul; 68,5 km/h em Guarulhos, e 50 km/h no aeroporto Campo de Marte, na zona norte. Em razão das quedas de árvores e galhos, as equipes de limpeza das Subprefeituras Pinheiros, Sé, Mooca, Pirituba, Santo Amaro, Casa Verde e Ipiranga foram acionadas.

O número de árvores tombadas pode aumentar nas próximas horas. Isso porque a ventania ainda deve persistir na noite desta quarta e madrugada de quinta, 11.

Imagens do radar meteorológico do CGE indicam garoa ocasional, e apontam para a ocorrências de rajadas de vento que devem chegar a 80 Km/h. “Essa condição meteorológica aumenta o risco de queda de árvores e intensifica o frio, pois a sensação térmica está diretamente proporcional à magnitude dos ventos”, informa o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas.

Previsão do tempo para os próximos dias

De acordo com CGE, a tendência para os próximos dias é de que a intensidade dos ventos diminua. Nesta quinta-feira, 11, a previsão do centro para São Paulo é de chuvisco, nuvens carregadas, e com temperatura mínima de 11ºC para a capital paulista.

“Na quinta-feira (11), muitas nuvens e chuviscos ocasionais. Os ventos ainda terão moderada intensidade, mas com tendência a diminuição. O dia será marcado por baixa amplitude térmica com valores de temperatura entre mínima de 11°C e máxima de apenas 15°C. A umidade do ar segue elevada com percentuais entre 65% e 95%”, informa o CGE.

Para sexta-feira, 12, a previsão é de tempo mais estável e predominância de ar seco e do frio. Os termômetros vão oscilar entre a mínima de 10°C e a máxima de 18°C.

Queda nas temperaturas

O frio que os moradores de São Paulo sentirão na quinta e na sexta é efeito de uma massa de ar de origem polar que acompanha o ciclone extratropical, que se formou entre terça-feira, 9, e esta quarta na costa dos Estados catarinense, paranaense e paulista entre terça, 9, e esta quarta-feira.

O fenômeno meteorológico é comum no Brasil e tende a se deslocar pela costa gerando chuvas, ventos, altas ondas e ressaca. Por essa razão, as principais cidades atingidas tendem a ser as litorâneas. A sua formação, diferente dos ciclones tropicais (que são os furacões), acontece mais afastada dos trópicos – por isso o nome “extratropical”.

Na retaguarda do ciclone há um centro de alta pressão atmosférica que, por sua vez, está relacionado ao tempo estável. Quando há um desequilíbrio entre pontos de menor e maior pressão atmosférica ocorrem as rajadas de vento.

(Estadão Conteúdo)

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Ciclone deve provocar chuva e ventos fortes no Sudeste e Sul; saiba mais

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O Inmet emitiu avisos de grande perigo para diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e litoral paulista

Chuva em São Paulo: ciclone deve provocar chuva e ventos fortes no Sudeste e Sul; saiba mais (Nikada/Getty Images)

Um ciclone extratropical, que se formou na costa brasileira entre a noite desta terça-feira, 9, e a madrugada de quarta, 10, provocou quedas nas temperaturas, chuvas fortes e rajadas de ventos de até 100 km/h nos Estados do Sul e do Sudeste do País.

Por conta da mudança nas condições do tempo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos de grande perigo para diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também para as cidades do litoral paulista.

A previsão é que o ciclone se forme na costa paranaense e catarinense e de São Paulo e provoque rajadas de vento e chuvas nos três Estados ao longo da quarta-feira, sobretudo em cidades litorâneas. Minas Gerais e o Rio de Janeiro também deverão receber pancadas de chuva durante o dia, mas estão fora do radar de alerta do Inmet.

Em função da formação do ciclone, o Inmet divulgou alertas de perigo por conta de chuvas fortes e ventos costeiros de alta intensidade.

Ciclone extratropical

O que é?

O ciclone extratropical é resultado de uma confluência de ventos em direção a um centro de baixa pressão atmosférica, que está associado às chuvas e à instabilidade – a pressão atmosférica é um dos fatores que determinam as condições do tempo.

O fenômeno é comum no Brasil e tende a se deslocar pela costa gerando chuvas, ventos, altas ondas e ressaca. A sua formação, diferente dos ciclones tropicais (que são os furacões), acontece mais afastada dos trópicos – por isso o nome “extratropical”.

Na retaguarda do ciclone há um centro de alta pressão atmosférica que, por sua vez, está relacionado ao tempo estável. Ana Ávila, pesquisadora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade de Campinas (Unicamp) explica que quando há um desequilíbrio entre pontos de menor e maior pressão atmosférica ocorrem as rajadas de vento.

“Se há um ponto com menor pressão atmosférica e outro com maior pressão atmosférica, o vento tende a equalizar essa diferença. Então, esse ciclone extratropical vai gerar ventos fortes, de até 100 km/h, por conta desta situação”, diz a pesquisadora.

Previsão para a semana

A circulação dos ventos prévios da formação do ciclone já provocou, nesta terça, queda na temperatura e chuvas nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, após um longo período de seca na região.

Quem mora na capital paulista também já pôde perceber os efeitos da instabilidade com a queda nas temperaturas com nuvens mais carregadas no céu.

À medida que o ciclone se afasta, as chuvas e os ventos perdem intensidade e dão lugar ao frio, que deve ser sentido a partir de quinta-feira, 11. “O declínio acentuado das temperaturas vem por conta de uma massa de ar de origem polar que vai acompanhar o ciclone e que vai invadir toda a região centro-sul do País”, explica Ana.

No Sul, a previsão do Inmet indica pequena chance de ocorrência de neve na serra de Santa Catarina e formação de geadas entre quinta e sexta-feira, 12, na serra gaúcha e nos planaltos catarinense e do Paraná. No sul do Mato Grosso e no nordeste de São Paulo, segundo o instituto, também há possibilidade remota de geada.

Chuva e vento forte

O alerta de chuvas volumosas foi direcionado para: Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, região metropolitana de Curitiba, norte e sul de Santa Catarina, região Metropolitana de Porto Alegre, Serrana, e nordeste Rio-grandense. A previsão para essas regiões é de chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, com ventos superiores a 100 km/h.

Em relação aos ventos costeiros, o alerta se destina para as regiões metropolitana de Curitiba, no Paraná; litoral sul de São Paulo e também para Grande Florianópolis, norte e sul catarinenses, região metropolitana de Porto Alegre, Vale do Itajaí, Serrana, e nordeste Rio-grandense.

Por conta das condições do tempo, o instituto informa que há grandes riscos de “danos em edificações, corte de energia elétrica, de queda de árvores, descargas elétricas, alagamentos, enxurradas e grandes transtornos no transporte rodoviário.”

As recomendações frente a essas condições são: desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia; colocar documentos e objetos de valor em sacos plásticos, em caso de enxurradas; e evitar permanecer ao ar livre se for confirmada a situação de perigo.

(Estadão Conteúdo)

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Empresariado brasileiro quer democracia e eleições livres

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Pesquisa da Fundação Tide Setúbal e Instituto Sivis mostrou também que maioria está aberta a mudar a opinião que defende

(Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

A maioria do empresariado brasileiro concorda que a democracia é a melhor forma de governo e para mantê-la é preciso garantir eleições livres. A maior parte acha aceitável haver divergência política numa sociedade e está aberta a mudar a opinião que defende se ouvir argumentos convincentes num debate com pessoas que pensam diferente. Entretanto, há uma fatia considerável insatisfeita com a atual situação da democracia no Brasil e existe uma pequena porcentagem que não se declarou contra a tortura, independentemente das circunstâncias.

Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa da Fundação Tide Setúbal e Instituto Sivis divulgada nesta terça-feira (9), na qual foram ouvidos 417 empresários em todas as regiões do país, entre maio e julho deste ano. A pesquisa constatou também que os homens mais velhos se declaram mais interessados em política do que os mais jovens em geral e do que as mulheres. O objetivo do estudo, segundo seus coordenadores, foi revelar os aspectos da cultura política do setor empresarial, procurando caracterizar os seus principais valores, atitudes e comportamentos políticos.

Principais resultados:

GERAL

  • A imensa maioria dos empresários (91%) concorda que, apesar de ter alguns problemas, a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo;
  • 74,1% dos empresários estão dispostos ou muito dispostos a mudar de opinião quando confrontados com argumentos convincentes em um debate com adversários políticos;
  • A imensa maioria dos empresários (98%) avalia que é importante que haja eleições livres e justas no país para que eles e seus negócios prosperem;
  • 79,6% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte com a noção de que pessoas aprisionadas são também merecedoras de respeito e dignidade;
  • 82,5% da amostra concordou (totalmente ou em parte) que “ninguém deve ser sujeito à tortura, independentemente das circunstâncias”; 83,7% consideram “aceitável” ou “muito aceitável” a existência da divergência política;
  • “Em tempos difíceis, a mídia não deveria divulgar notícias que prejudiquem o governo ou os políticos que estiverem tentando melhorar a situação do país, mesmo que tais notícias sejam verdadeiras”. A maioria dos empresários (65,1%) discorda (em parte ou totalmente) de tal relativização;
  • 81,5% dos empresários concordam totalmente ou em parte que eles também são responsáveis por trabalhar pela solução dos problemas sociais do país.

GÊNERO

  • 89% dos empresários do sexo masculino sentem que entendem bem os assuntos políticos mais importantes do país, contra 68% das empresárias do sexo feminino;
  • 68% dos empresários do sexo masculino se dizem muito interessados por política, contra 39% das empresárias do sexo feminino;
  • A imensa maioria dos empresários (96%) julga que as mulheres devem possuir os mesmos direitos que os homens;

FAIXA ETÁRIA

  • 63,8% dos empresários idosos se consideram interessados pela política, contra 48% dos jovens;
  • 76,4% dos jovens discordam da relativização da democracia, contra 56,7% dos idosos;
  • 88% dos empresários idosos acreditam que ninguém deve ser sujeito à tortura independentemente das circunstâncias, contra 72% dos jovens;
  • 48% dos empresários idosos consideram que a meta de proteger a liberdade de expressão no país deveria ser prioritária nos próximos anos, ao passo que 41% dos jovens empresários acreditam que a meta prioritária deveria ser combater a inflação;
  • 67% dos empresários idosos estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia no Brasil, contra 45% dos jovens empresários;

GRAU DE ESCOLARIDADE

  • 85% dos empresários com pós-graduação ou nível de escolaridade acima concordam que pessoas aprisionadas são também merecedoras de respeito e dignidade, contra 67% dos empresários com até ensino superior incompleto;
  • 75% dos empresários com pós-graduação ou nível de escolaridade acima relatam que frequentemente dialogam com pessoas com opiniões políticas opostas às deles, contra 58% dos empresários com até ensino superior incompleto;
  • Empresários mais escolarizados demonstram interesse substancialmente maior por política em comparação aos menos escolarizados – 72,7% com muito interesse entre os que têm pós-graduação ou nível de escolaridade acima, ante 59,8% entre os que têm até o ensino superior incompleto;
  • Empresários altamente escolarizados são mais propensos a rejeitar a relativização da democracia do que aqueles com menor escolaridade – 77,3% de discordância entre os empresários com pós-graduação ou nível de escolaridade acima, ante 61% entre aqueles com até ensino superior incompleto.

REGIONAL

  • 95% dos empresários da região Centro-Oeste acreditam que é importante obedecer às leis e ao governo independentemente de os políticos no poder serem aqueles nos quais votaram ou não, contra 82% dos empresários do Nordeste;
  • 90% dos empresários da região Centro-Oeste discordam de que, para pessoas como eles, tanto faz ser governado por um regime democrático ou não, contra 77% dos empresários do Norte.

O estudo envolveu 417 empresários brasileiros entre os dias 20/5 e 8/7. A amostragem utilizada seguiu a proporção de três variáveis-chave para caracterização das empresas: região do País (Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste + Norte), setor (serviço, comércio e indústria) e tamanho (pequena, média e grande). Os resultados também podem ser recortados por gênero, faixa etária e grau de escolaridade.

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Inscrições para o Fies 2022 começam nesta terça-feira; veja como se inscrever

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Candidato tem até a próxima sexta-feira, dia 12, para fazer a solicitação

Fies: pode se inscrever o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Começam nesta terça-feira, 9, as inscrições para o segundo semestre de 2022 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O candidato tem até a próxima sexta-feira, dia 12, para fazer a solicitação. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, pela internet.

Criado em 2001, o Fies é uma forma de o estudante financiar um curso superior da rede privada e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), por meio do Ministério da Educação (MEC) e com taxa zero de juro.

Pode se inscrever o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação.

Nesta modalidade, o aluno precisa ter renda familiar mensal bruta de até três salários-mínimos por pessoa. O financiado começará a pagar as prestações respeitando o limite de renda, fazendo com que os encargos a serem pagos diminuam consideravelmente.

Como se inscrever no Fies?

Aos interessados, o primeiro passo é acessar o sistema de seleção do Fies, informar os dados solicitados (CPF, data de nascimento e e-mail) e cadastrar uma senha. Depois é preciso se inscrever no SisFIES. O passo seguinte é validar as informações na instituição de ensino pretendida.

Para contratar o financiamento, o estudante, na companhia de eventual fiador, deve bater na porta de um agente financeiro do Fies em até dez dias e escolher o banco que intermediará o processo. Os atuais agentes financeiros à frente do programa são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Convém lembrar que não se trata de um programa de bolsas. E que os estudantes poderão se beneficiar de descontos atrelados ao pagamento com pontualidade (algumas instituições oferecem isso). Fique atento aos valores da mensalidade cobrada, pois depois de concluir o curso, você será o responsável pelo pagamento do financiamento.

Se o estudante é bolsista da instituição de ensino e atende aos requisitos para manutenção do benefício, o valor correspondente à bolsa será deduzido da mensalidade cobrada no financiamento. As inscrições no Fies são gratuitas.

Cronograma

– Inscrições: entre 9 e 12 de agosto.

– Resultado: 16 de agosto.

– Complementação de inscrições: 17 a 19 de agosto.

– Convocação da lista de espera: 22 de agosto a 22 de setembro.

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