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Governo do DF libera reabertura total do comércio e volta das aulas presenciais

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Regra vale para restaurantes, bares, salões de beleza e academias; veja cronograma. Nesta semana, governador Ibaneis decretou situação de calamidade; taxa de ocupação em UTIs da rede pública chega a 65,2%.

Imagem aérea do Plano Piloto de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

O governador Ibaneis Rocha (MDB) autorizou, nesta quinta-feira (2), a reabertura total do comércio e a volta das aulas presenciais em escolas e universidades das redes públicas e particulares no Distrito Federal. As atividades estavam suspensas desde o dia 11 de março.

Veja datas:

  • Academias: 7 de julho
  • Salões de beleza: 7 de julho
  • Bares e restaurantes: 15 de julho
  • Escolas e faculdades particulares: 27 de julho
  • Escolas e universidades públicas: 3 de agosto

A regra, no entanto, mantém suspenso o funcionamento de creches da capital, assim como a realização de eventos públicos, exceto os organizados em estacionamentos, no esquema drive-thru.

Apesar da série de flexibilizações no isolamento, a capital registrou no começo da tarde desta quinta (2), 625 óbitos pela Covid-19. Há um mês eram 160 vítimas – o índice de mortes representa um aumento de 290%. Nesta segunda (29), o governador decretou situação de calamidade pública .

O número de contaminados chega a 51.123. A taxa de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com o novo coronavírus atualmente é de 93,27% na rede privada e 65,21% na rede pública, segundo a Secretaria de Saúde.

Medidas de segurança

Para funcionar, os estabelecimentos devem seguir protocolos de segurança, como a garantia da distância mínima de dois metros entre as pessoas e o uso de equipamentos de proteção individual por funcionários. O uso de máscaras é obrigatório no DF desde o dia 30 de abril.

Salões de beleza, barbearias, esmalterias, centros de estática
O decreto determina que o atendimento deverá ser realizado por meio de agendamento, “para que não haja cliente na espera”. O horário de funcionamento deve seguir o estabelecido em alvará.

É obrigatório o uso de toalhas e lençóis individuais. Funcionários devem usar, além da máscara convencional, as chamadas Face Shield, que protegem todo o rosto.

Máscara do tipo face shield, DF — Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Máscara do tipo face shield, DF — Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Academias
Já nas academias, está proibido o funcionamento de bebedouros, chuveiros, assim como a realização de aulas coletivas. O estabelecimento também deve ser fechado de 1 a 2 vezes ao dia, por pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.

Os centros de ginástica devem disponibilizar toalhas de papel e produto de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. Os espaços para exercícios também devem ser delimitados com fita para marcar a medida de distanciamento.

Bares e restaurantes
As mesas devem ser mantidas a uma distância de dois metros umas das outras, com limite de seis pessoas por mesa. Os locais deverão funcionar com 50% da capacidade autorizada no alvará de regulamentação.

Também está proibida a apresentação de shows ao vivo e, no caso de self-service, o restaurante deve oferecer luvas descartáveis de plástico ou guardanapos de papel para que os clientes se sirvam.

Escolas
Nos colégios, a regra determina que a direção programe os horários de intervalo, de entrada e de saída dos alunos. O distanciamento entre os estudantes deve ser seguido, assim como o uso obrigatório de máscara.

O texto recomenda ainda que as escolas particulares criem “esforços para que o retorno às aulas se dê de modo gradativo”. Pede também a redução no número de alunos e sugere aulas presenciais alternadas com ensino a distância

Para a rede pública, a Secretaria de Educação deverá criar um cronograma de retorno às aulas. Até esta quinta (2), o ensino é feito na modalidade a distância.

Situação de calamidade pública

O governador Ibaneis decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus.

A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.

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Premiê diz que responsáveis por explosão em Beirute vão pagar o preço

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Duas grandes explosões em Beirute causaram danos em toda a cidade e deixaram pelo menos 25 mortos

Explosão em Beirute: até o momento, não há confirmação do que causou o desastre (Mohamed Azakir/Reuters)

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, disse que os responsáveis ​​por uma explosão em um armazém “perigoso” na área portuária de Beirute, que abalou vários pontos da capital libanesa, vão pagar o preço.

“Eu prometo a você que essa catástrofe não irá passar sem responsabilização. Os responsáveis ​​pagarão o preço”, disse ele em um discurso televisionado.

“Os fatos sobre esse armazém perigoso, que existe desde 2014, serão anunciados e eu não irei antecipar as investigações”, acrescentou.

Duas grandes explosões em Beirute causaram danos em toda a cidade e deixaram pelo menos 25 mortos nesta terça-feira. Até o momento, não há confirmação do que causou o desastre.

Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ouvir um forte barulho, seguido por uma nuvem de fumaça que lembra o formato de cogumelo — comum em situações em que há estouro de bombas. A explosão mais forte parece ter acontecido depois de outra, mais fraca, que já chamava a atenção das pessoas, que começaram a filmá-la.

 

 

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Parque da Cidade será administrado pela Secretaria de Esporte

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Pasta quer padronizar quiosques e criar Praça do Atleta Paralímpico

O Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek terá um novo gestor: a Secretaria de Esporte e Lazer. O remanejamento da unidade será oficializado após a publicação de Decreto no Diário Oficial do DF (DODF). Anteriormente, o espaço era gerido pela Secretaria Executiva das Cidades, da Secretaria de Governo.

Secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão adianta algumas medidas que estão nos planos da pasta ao assumir toda a estrutura do parque, entre elas a padronização dos quiosques, a identidade visual e a Praça do Atleta Paralímpico.

Sobre a praça ela diz: “Será um espaço onde poderão frequentar, que terá um jardim sensorial e uma pista de caminhada para deficientes. É uma ideia inclusiva”, aposta.

Os parques do DF foram reabertos gradualmente após a publicação do Decreto nº 40.997, em 17 de julho. Os locais foram autorizados a funcionar das 6h às 21h, sendo obrigatório o uso de máscaras pelo público, a exemplo do que já fazem os servidores.

“O Parque da Cidade é um lugar que a gente percebe que pode ser melhorado, ampliada toda aquela entre estrutura ali. Então nós vamos trabalhar um olhar especial para o Parque e fazer todos os investimentos de melhoria para que as pessoas tenham mais opções de lazer”, acrescenta Celina Leão.

Fundado em 11 de outubro de 1978, a estrutura está localizada no coração da capital e se transformou em ponto de encontro diário para milhares de brasilienses. O Parque reúne o trabalho do quarteto ícone da capital. Com projeto de Oscar Niemeyer, obra paisagística de Burle Marx e área urbanística desenvolvida por Lúcio Costa, além de colecionar azulejos de Athos Bulcão.

O Parque da Cidade tem uma área de 420 hectares conta com dezenas de churrasqueiras, quadras de futebol, de areia, de beach tennis e poliesportivas, além de playgrounds, conjuntos sanitários, parques infantis e pontos de encontros comunitários (PEC). Boa parte da estrutura está restrita devido à pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19).

 

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UBSs recebem 300 mil testes sorológicos; saiba quando fazê-lo

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Doados pela Receita Federal e aprovados pela Fiocruz, esses exames já estão disponíveis nas regiões Norte, Central, Centro-Sul e Leste

As unidades da rede pública de saúde do Distrito Federal dispõem de dois tipos de testes para detectar a Covid-19: o RT-PCR (swab nasal), considerado pelos especialistas a técnica padrão-ouro no diagnóstico da doença, e o sorológico, que detecta anticorpos IgM em plasma ou soro. Os dois testes são feitos em pessoas que apresentam sintomas da Covid-19.

O exame que requer a coleta de sangue estará disponível, a partir desta terça-feira (4), em todas as UBSs das regiões de saúde Norte, Central, Centro-Sul e Leste. Nas regiões de Saúde Sul e Sudoeste, os exames não serão feitos em todas as unidades. Desta forma, quem reside nessas regiões deve procurar a unidade básica referência de sua quadra e, caso essa UBS não faça o teste, haverá o encaminhamento para fazê-lo em outra unidade, ou hospital.

Quem tiver sintomas da Covid-19 e residir em Ceilândia ou Brazlândia deve procurar a UBS mais próxima de sua casa onde será atendido, avaliado e, caso necessário, poderá ser encaminhado para fazer o teste na UPA ou hospital.

Quando pode ser feito
Em caso de sintomas da doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2, o cidadão deve procurar a UBS mais próxima de sua residência. Após avaliação criteriosa, o profissional de saúde indicará o exame ideal a ser feito. O teste RT-PCR é recomendado para pacientes que apresentam sintomas a partir do terceiro dia até o sétimo.

O sorológico é feito a partir do décimo dia dos sintomas, porque a produção de anticorpos IgM contra a Covid-19, pelo organismo humano, começa entre o sétimo e o décimo dia após a exposição viral, sendo o décimo quarto o pico do nível de IgM, que começa a diminuir posteriormente.

Por isso, é orientado que as coletas com esse tipo de exame ocorram, preferencialmente, nesse período após a exposição viral, em que há maior concentração desse anticorpo.


Teste Swab
É utilizado um cotonete para colher amostra da mucosa do fundo do nariz. Já o sorológico, diferente do teste rápido em que se colhe uma gota de sangue, é feito a partir da coleta de sangue venoso em um frasco para que a amostra seja processada em centrífuga de laboratório. Todas as unidades básicas de saúde estão abastecidas com os testes swab.


Resultado

O resultado do teste sorológico será disponibilizado após 48 horas. A equipe da UBS referência da região de residência também entrará em contato, por telefone, para informar o resultado, como já é feito com os testes RT-PCR.


Análise
Os 300 mil testes sorológicos que foram doados pela Receita Federal ao DF requerem processamento em laboratório para se obter o resultado. Como a maioria das unidades básicas não dispõe de estrutura para centrifugação, a Secretaria de Saúde organizou o fluxo de coleta na Atenção Primária.

Antes de serem distribuídos aos laboratórios, uma amostra dos testes foi encaminhada para análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para avaliação.

As unidades testadas apresentaram desempenhos de sensibilidade e especificidade satisfatórios, conforme laudo encaminhado à Secretaria de Saúde. Dessa forma, estão de acordo com os valores declarados pelo fabricante, que são: sensibilidade de 91,29% (variando entre 87,58% e 94,18%); especificidade de 98,34 % (variando entre 95,81 e 99,55%).

Com informações da Secretaria de Saúde/DF

 

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Sarampo: dose zero da vacina está disponível para bebês de seis a 11 meses

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Essa faixa etária é mais suscetível a casos graves e mortes pela doença

No primeiro quadrimestre do ano, 8.208 crianças com menos de um ano foram vacinadas contra o sarampo no DF. Foto: Divulgação | Secretaria de Saúde

crianças com idade entre seis a 11 meses para tomarem a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, mais suscetível a casos graves e óbitos pela doença. Devido ao surto de sarampo no país, é necessário que as crianças sejam vacinadas o quanto antes nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF.

“Essa faixa etária tem risco de maior complicação e óbito em decorrência do sarampo, por isso é muito importante que sejam vacinadas. Todas as crianças menores de um ano têm potencial maior de gravidade. Lembrando que a ‘dose zero’ é indicada somente para os bebês de seis a 11 meses de idade”, diz Fernanda Ledes, enfermeira da área técnica da Secretaria de Saúde.

A tríplice viral está disponível na rotina dos serviços de todas as salas de vacinas. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

Um agravante da situação tem sido a baixa cobertura vacinal desse público-alvo no DF devido à pouca procura pelo serviço, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus.

No primeiro quadrimestre do ano, 8.208 crianças com menos de um ano foram vacinadas contra o sarampo no DF, o que representou apenas 55,8% de cobertura vacinal. “O ideal é que, pelo menos, 95% dos bebês estejam vacinados”, ressaltou Fernanda Ledes.

A “dose zero” foi instituída pelo Ministério da Saúde em agosto de 2019 e não tem período determinado para acabar. A ação é uma resposta imediata em decorrência do aumento de casos da doença em alguns estados.

O Ministério da Saúde tem um planejamento de compra da vacina, tendo como base o número de pessoas que devem ser vacinadas, considerando as ações de rotina; as ações de bloqueio para interromper a cadeia de transmissão; e as doses adicionais para crianças de seis a 11 meses.

Dose zero

A “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a tríplice viral aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses.

A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Sanear-DF higienizará 97 escolas públicas de Ceilândia

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Mais de 50% dos colégios já foram sanitizados por equipes do programa

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo DF, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

As 97 escolas públicas de Ceilândia recebem nesta semana a higienização necessária para combater o novo coronavírus. Responsável pela ação preventiva, o programa Sanear-DF começou, nesta segunda-feira (3), pela Escola Classe 12. Mesmo sem alunos, os colégios continuam recebendo servidores e pais de estudantes que buscam atividades para os filhos, além da Cesta Verde – arranjo composto de frutas e vegetais, juntamente com produtos básicos não perecíveis.

Veja mais no vídeo:

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo Distrito Federal, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana nas seguintes regiões administrativas: Candangolândia, Estrutural, Gama, Guará, Lago Sul, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e Taguatinga. A sanitização das unidades escolares será feita a cada 15 dias, em ciclos. Quando chegar a vez da última escola, o serviço retornará para a primeira e assim por diante, até o fim do ano letivo.

“Nosso objetivo nesta parceria é preparar todos os ambientes escolares para a retomada das atividades presenciais com segurança sanitária para os estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, afirma o secretário de Educação, Leandro Cruz.

O coordenador Regional de Ensino de Ceilândia, Marcos Antônio de Sousa, adianta que a previsão é sanitizar todos os centros de ensino ainda nesta semana. “Essa medida é associada a outras, como tapetes sanitizantes, álcool gel, máscaras, lavatórios e armários que desinfeccionam atividades recebidas por professores”, comenta.

Para o vice-diretor da Escola Classe 12, Paulo César de Almeida, a ação traz tranquilidade para a comunidade escolar que continua frequentando o colégio. “Estamos organizando tudo o que acontece aqui, como a entrega de materiais e alimentos, para que não ocorram aglomerações. Com esse tipo de medida, ficamos mais seguros e, consequentemente, mais confortáveis no ambiente”, destaca Paulo.

Cerca de 70 agentes do programa se revezam pelas cidades e utilizam hipoclorito de sódio para combater o coronavírus | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Sanear/DF nas escolas

Ao todo, 15 equipes do Sanear-DF atuam nas escolas do DF. São cerca de 70 agentes que utilizam hipoclorito de sódio, princípio ativo da água sanitária, para combater o coronavírus.

O primeiro colégio a receber a ação foi o Centro de Ensino Médio Urso Branco, no Núcleo Bandeirante. O secretário-executivo das Cidades, Valmir Lemos, explica que o Sanear-DF nas escolas faz parte de uma série de ações que o governo local tem executado para combater a doença.

“Estamos trabalhando para minimizar as possibilidades de contagem. Nosso objetivo é oferecer segurança para toda a comunidade escolar do DF”, salienta.

O programa foi proposto pela Secretaria Executiva das Cidades e pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), em virtude do Decreto nº 40.550, de 23 de março de 2020.

Também fazem parte desse projeto as administrações regionais do DF; as secretarias de Comunicação, Transporte e Mobilidade, Segurança Pública, Políticas Públicas, Educação e DF Legal; o Serviço de Limpeza Urbana (SLU); o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF); o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF); e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

* Com informações da Secretaria de Educação

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Transplantes de medula óssea estão suspensos no DF por falta de medicamento

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Instituto de Cardiologia confirma falta de insumos e diz que procedimentos devem ser retomados em agosto. Unidade é única do Centro-Oeste a atender pelo SUS.

Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) suspendeu a realização de transplantes de medula óssea em pacientes com câncer devido à falta de medicamentos. O hospital é o único a realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em toda região Centro-Oeste.

De acordo com o ICDF, o serviço está mantido apenas para procedimentos que não envolvem doadores, no caso de transplantes “autólogos”. Já os “alogênicos” – quando o paciente recebe células de familiares – e os “não aparentados”, células do banco de doadores de medula, estão suspensos desde abril.

“[Os transplantes] foram interrompidos temporariamente […] para adequação de insumos específicos para sua realização”, disse a direção do instituto em nota . O ICDF é administrado pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC). A estimativa de retorno é para o “final de agosto de 2020”.

Já a Secretaria de Saúde afirmou que, em janeiro, foi informada pelo ICDF de que o instituto “estava com dificuldades em adquirir alguns insumos e custear alguns procedimentos necessários ao transplante de medula óssea (TMO) alogênico”.

Falta remédio

O GDF também informou que a ala que seria usada para receber pacientes com leucemia, linfomas e mielomas foi destinada para o tratamento de pessoas com a Covid-19 durante a pandemia.

A secretaria disse ainda que os procedimentos de transplante são pagos pelo Ministério da Saúde e, após o faturamento, a secretaria do DF repassa o valor do serviço executado ao Instituto de Cardiologia. A reportagem aguarda um posicionamento da pasta federal sobre a falta da Filgrastima.

Longa espera

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

Com o procedimento suspenso, os pacientes com câncer e que necessitam de um transplante de medula óssea no Distrito Federal enfrentam a incerteza da espera. Já quem entrou na Justiça devido à urgência do procedimento foi encaminhado para a realização do transplante em São Paulo.

De acordo com fontes ouvidas , até este sábado (1º), cerca de 20 pessoas aguardavam por um transplante de medula óssea no DF. Se o procedimento clínico não for feito em tempo hábil, o paciente pode ir a óbito.

O ICDF não informou, no entanto, o total de pessoas à espera do transplante. De acordo com médicos hematologistas, o paciente pode ser curado caso tenha a possibilidade de receber células do próprio corpo. Já para pacientes que necessitam de doadores, a substituição das células do sangue, feita por meio do transplante, é a única chance de cura.

ICDF em crise

Em outubro de 2018 o Instituto do Coração do Distrito Federal suspendeu a marcação e a execução de procedimentos eletivos – aquele sem urgência, agendados previamente. À época, o hospital disse enfrentar instabilidade financeira e um “sério desabastecimento de insumos”.

Ao G1, o ICDF responsabilizou o governo do DF. Em um ofício enviado à Secretaria de Saúde, o hospital acusa a pasta de não realizar os pagamentos dos dois contratos vigentes. Já o GDF negou essa falha nos repasses.

Outros transplantes

O Instituto de Cardiologia do DF é uma instituição sem fins lucrativos que realiza atendimentos de alta complexidade cardiovascular e transplantes desde 2009.

Apesar da interrupção do atendimento a pacientes com câncer, o ambulatório e a enfermaria do ICDF seguem funcionando.

De janeiro a julho deste ano, o instituto realizou 90 procedimentos de transplantes. Neste período, 38 passaram por cirurgia de fígado, outros 24 de medula óssea, 14 de rim, 9 de coração e 5 de córneas.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

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