O governo federal anunciou na terça-feira (30) que vai começar a diminuir aos poucos o apoio financeiro que dava para segurar o preço dos combustíveis. Essa ajuda foi criada quando o preço do petróleo subiu muito por causa da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã.
A primeira mudança será o fim do desconto de R$ 0,35 por litro no diesel, que acaba no dia 1º de julho. Dario Durigan, ministro da Fazenda, disse que essa decisão foi possível porque o preço do petróleo no mundo voltou a ficar perto do que era antes da crise no Oriente Médio, diminuindo a necessidade de ajuda do governo.
Dario Durigan também comentou que estão estudando acabar com outros descontos, como o de R$ 1,12 por litro do diesel e R$ 0,44 por litro da gasolina. A equipe do governo observa todos os dias o preço do petróleo e dos combustíveis no Brasil para decidir quando parar com os outros descontos.
Nesse primeiro momento, só vai acabar o desconto de R$ 0,35 por litro do diesel. Os outros descontos no diesel, na gasolina, no gás de cozinha (GLP), no biodiesel e no querosene de avião continuam valendo por enquanto.
O governo explicou que essas ajudas foram para impedir que o aumento do petróleo no mundo refletisse em preços muito altos para a população brasileira. Com a melhora na situação do Oriente Médio e um acordo de paz parcial, o preço do barril do petróleo voltou a algo em torno de US$ 70, parecido com o preço antes da guerra.
Além da queda do preço do petróleo, o governo quer proteger as contas públicas. Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, falou que a decisão de reduzir os descontos ajuda a cumprir a meta fiscal de 2026. Como o petróleo ficou mais barato, o governo está arrecadando menos dinheiro com impostos e royalties relacionados à produção e exportação do petróleo, o que deixa o orçamento mais apertado se os descontos continuarem.
Esses descontos começaram em março, quando a guerra no Oriente Médio fez o preço do petróleo subir rápido. Naquela época, o governo tomou outras medidas para ajudar, como descontos no diesel, gasolina e gás de cozinha, isenção de impostos sobre biodiesel e querosene de avião, linhas de crédito para companhias aéreas e maior fiscalização dos preços nos postos de combustíveis.
O governo espera que, se o preço do petróleo continuar nesse nível, os descontos no diesel e na gasolina também sejam reduzidos nas próximas semanas. Conforme Artur Watt Neto, presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a retirada dos descontos foi planejada para não causar aumento forte nos preços para os consumidores.
Com informações da Agência Brasil
