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domingo, 07/06/2026

Governo apoia leilões de energia enquanto deputados criticam custos das termelétricas

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Em Brasília

Gustavo Cerqueira Ataíde, ministro em exercício de Minas e Energia, afirmou à Câmara dos Deputados que o governo vai prosseguir com os leilões de energia para assegurar o fornecimento ao país. Ele destacou que a estratégia envolve um mix entre usinas termelétricas e fontes renováveis para garantir a estabilidade do sistema elétrico.

Segundo o ministro, o crescimento econômico e a eletrificação demandam a utilização de todas as tecnologias energéticas, e é importante evitar a oposição entre fontes renováveis e termelétricas. Para acompanhar essa transição, anunciou um leilão de baterias previsto para 2026, que ajudará no armazenamento de energia e na integração das fontes renováveis.

Importância das termelétricas no sistema

Alexandre Zucarato, diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ressaltou que, sem a contratação de potência adicional por meio das termelétricas, o risco de apagões aumentaria até 2030. Ele explicou que o modelo atual de contratação valoriza a disponibilidade das usinas, o que permite o avanço das fontes renováveis.

Críticas sobre custos

Por outro lado, parlamentares expressaram preocupações a respeito dos impactos financeiros. Evair Vieira de Melo, autor do debate, afirmou que os leilões elevam o custo da energia elétrica e contribuem para a inflação, além de criar concentração econômica e reduzir a competitividade.

Danilo Forte alertou que os custos do leilão podem ultrapassar R$ 1 trilhão, onerando industriais e consumidores domésticos significativamente. Já Joaquim Passarinho criticou o aumento quase que dobrado dos preços estabelecidos antes da disputa, questionando as justificativas apresentadas pelo governo.

Distribuição dos encargos

Thiago Prado explicou que, anteriormente, os custos para manter a reserva de energia eram pagos apenas pelos consumidores das distribuidoras. Com as novas regras, esse encargo passa a ser dividido entre todos os usuários do sistema, como indústrias e grandes consumidores, reduzindo o impacto tarifário individual.

Gustavo Cerqueira Ataíde acrescentou que grande parte do leilão renovou o parque termelétrico com contratos mais econômicos e flexíveis, beneficiando a operação do sistema.

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