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Ghosn contrata ex-Disney para negociar cachês e roteiros em Hollywood

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Michael Ovitz será responsável por avaliar propostas de filme que ex-executivo da Nissan tem recebido

Ghosn: Antes mesmo de fugir para a Líbano, executivo se encontrou com produtor de Hollywood (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Nova York – Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan que protagonizou uma fuga cinematográfica do Japão, pode virar personagem de filme. E para negociar cachês e detalhes do roteiro, o executivo já contratou um agente: Michael Ovitz,  ex-presidente da Walt Disney e fundador da Creative Artists Agency.

Ovitz será o responsável por avaliar propostas que Ghosn tem recebido. As conversas com interessados em levar para o cinema a história do ex-todo poderoso da montadora japonesa ainda são preliminares. Mas Ghosn já vem se mexendo para viabilizá-las.

Antes mesmo de fugir para a Líbano, onde está foragido desde dezembro, chegou a se encontrar em Tóquio, onde estava em prisão domiciliar, com John Lesher, produtor de Hollywood que conquistou um Oscar, em 2014, pelo filme ‘Birdman’.

No encontro, discutiram o roteiro de sua própria história, descrevendo o que considera ser uma prisão injusta pelas autoridades japonesas e sua luta para provar sua inocência, disseram pessoas que estavam a par das discussões.

Ghosn foi preso em novembro de 2018, acusado de fraude financeira, com supostos desvios de milhões de dólares da Nissan. No ano passado, foi libertado, mas estava sob monitoramento em sua residência.

Sua fuga tem todos os elementos de um thriller ao estilo de Hollywood: um avião particular transportando um fugitivo, uso de vários passaportes e pessoas poderosas negando qualquer conhecimento sobre o caso.

Poucas pessoas estão mais familiarizados com as negociações com estúdios como Ovitz. Ele tem sido o mais importante negociador da indústria do entretenimento desde os anos 1980.

Foi ele, por exemplo, que implementou a prática dos projetos de filmes em pacote, nos quais atores, roteiristas e diretores são colocados em um mesmo grupo e “vendidos” aos estúdios como uma equipe.

Caberá a ele, agora, definir a possível estreia de Ghosn na telona.

 

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Califórnia, no centro da batalha para escolher rival de Trump

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A Califórnia é o estado mais populoso dos EUA e antecipou o processo de votação para escolher o candidato que vai enfrentar o presidente Trump

Na próxima terça-feira 14 estados vão votar nos Estados Unidos.
(foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Ferozmente progressista, a Califórnia decidiu voltar este ano ao centro da batalha pela Presidência dos Estados Unidos, e sua primária na próxima terça-feira (3/3) será fundamental na eleição do adversário democrata de Donald Trump em novembro nas urnas.
O estado mais populoso do país teve pouco a dizer no ciclo eleitoral de 2016, já que suas primárias foram em junho, quando o quadro político estava praticamente decidido.
Este ano, porém, a Califórnia decidiu ter mais voz na campanha e antecipou o processo para a “Superterça” de 3 de março. Neste dia, 14 estados vão votar.
“Quero ter certeza de que meu voto vai na direção que eu acredito que o país deva ir”, disse à AFP Peter Fisher, um técnico de laboratório que trabalha em um armazém, durante um comício de Bernie Sanders, em Santa Ana.
O cientista político Christian Grose, da Universidade do Sul da Califórnia, explicou que, “este ano, é possível ver a diferença”.
“Muitos candidatos vêm, os espaços publicitários na televisão tradicional estão cheios de candidatos, as redes sociais também. É impressionante”, apontou. “É algo de que todo o mundo está falando”, completou Grose.
O registro eleitoral na Califórnia subiu a um ritmo jamais visto desde os anos 1950, com mais de 20 milhões de inscritos, de um total de 25 milhões de eleitores habilitados a votar.
Em torno de 44% dos registrados são democratas, o que representa quase o dobro do eleitorado republicano (23,6%).
Com mais delegados do que qualquer outro estado para a convenção que determinará o candidato democrata para disputar a Presidência, “o fato de que seja a Superterça lhe dá um peso ainda maior entre todos os que participam” desta votação.
“É importante levar em conta que o eleitor de uma primária democrata desaprova, esmagadoramente, o trabalho que o presidente Trump está fazendo”, disse o presidente e diretor-executivo do californiano Public Policy Institute, Mark Baldassare.
“Quando você pergunta o que eles buscam em um candidato, uma maioria muito forte diz, de forma consistente: ‘buscamos um candidato que possa competir contra Donald Trump'”, explicou.
Vencer Trump
Uma pesquisa feita por Grose no Instituto Schwarzenegger da Universidade do Sul da Califórnia pediu aos entrevistados que identificassem os principais temas em jogo nas eleições de novembro.
Em primeiro, aparecem habitação e a condição dos sem-teto – uma questão que explodiu na Costa Oeste -, seguidos de mudança climática e imigração.
“O quarto tema para os eleitores, quando são perguntados de forma espontânea, é o presidente”, destacou Grose, que considera a resposta “surpreendente”.
“O desafio é que ninguém sabe quais qualidades” são necessárias para vencer Trump, reforçou Baldassare.
“Não há um critério objetivo para isso”, completou.
Edgar Pedroza, um barman americano de 25 anos filho de pais mexicanos, acredita que Trump “é um ser humano horrível” que reflete a sociedade.
Registrado como independente, Pedroza vê em Bernie Sanders a melhor opção para vencer Trump em novembro.
Pesquisas recentes na Califórnia colocam o autoproclamado “socialista democrático” de Vermont à frente, com mais de 30%. É significativa a distância em relação ao ex-vice-presidente Joe Biden e à senadora Elizabeth Warren, que agora estão empatados.
O número de eleitores indecisos e um complexo sistema eleitoral tornam as previsões ainda mais difíceis.
Os pré-candidatos com menos de 15% dos votos são eliminados e, em uma competição tão feroz como a atual, especialistas colocam a possibilidade de que apenas um, talvez dois, além de Sanders, consiga romper essa barreira. Isso deixaria o senador com o grosso dos delegados da Califórnia.
“Se conseguir 40%, ou 45%, dos delegados na Califórnia, será difícil de deter”, afirmou Grose.
Para Baldassare, é o panorama da “Superterça” que determinará o destino dos candidatos depois de 3 de março: “a Califórnia será um dos fatores determinantes”.
Nem sempre, contudo, o estado progressista esteve ao lado do vencedor. Em fevereiro de 2008, votou em Hillary Clinton, e não em Barack Obama. Este último acabou ganhando as primárias democratas, tornando-se o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
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ONU: narcotráfico se infiltrou entre militares da Venezuela

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Escritório da ONU sobre Drogas e Crime mostra que narcotraficantes transportam drogas para Europa e EUA através de portos venezuelanos

Militares na Venezuela: apesar do termo “cartel”, grupos que atuam dentro do corpo militar venezuelano “não possuem hierarquia definida” (chrispecoraro/Getty Images)

São Paulo — A ONU divulgou nesta quinta-feira, 27, um relatório afirmando, pela primeira vez, ter indícios de que grupos ligados ao narcotráfico se infiltraram nas Forças Armadas da Venezuela. O tema não é novidade, segundo militares venezuelanos que fugiram do país, mas pode ter impacto no regime de Nicolás Maduro.

O relatório do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC) mostra que narcotraficantes transportaram grandes quantidades de drogas para Europa e EUA através de portos venezuelanos, usando aeronaves leves, por meio de voos ilegais. “Há indícios de que grupos criminosos conseguiram se infiltrar nas forças de segurança e criaram uma rede informal conhecida como “Cartel dos Sóis”, para facilitar a entrada e saída de drogas ilegais”, diz o texto.

“Falamos de um Estado falido, onde as Forças Armadas mantêm Maduro no poder por várias razões, uma delas é o narcotráfico. Oficiais do alto comando desenvolveram um poder enorme dentro do governo, principalmente nomes da Guarda Nacional Bolivariana”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o tenente venezuelano José Colina, que vive há 16 anos exilado nos EUA.

Segundo analistas, é justamente esse apoio militar que pode sofrer caso o relatório seja usado para ações mais efetivas. “Com essa declaração apenas não é possível causar deserções nas Forças Armadas, mas se ela for usada para se tomar ações de maior peso, como divulgar o nome e sobrenome dos envolvidos, aí pode levar a isso”, explica Alberto Ray, especialista em segurança pública.

Ele ressalta que o relatório afeta de forma imediata a imagem dos militares, algo que eles sempre tentaram preservar. “As Forças Armadas tentam desvincular sua imagem de um grupo de criminosos e narcotraficantes. Uma denúncia desse tamanho tem um dano efetivo.”

O Insight Crime, grupo que monitora o crime organizado na América Latina, afirma que o termo “Cartel dos Sóis” foi usado pela primeira vez em 1993, quando dois generais venezuelanos foram investigados por tráfico de drogas. A partir de 2000, a definição passou a ser recorrente diante de diversos casos de envolvimento de militares no narcotráfico.

“Essa infiltração começou entre 2003 e 2004, com alguns generais e coronéis, e foi agravada entre 2008 e 2009, quando a participação dos militares no narcotráfico era muito mais aberta. Uma das primeiras coisas que Hugo Chávez fez ao chegar ao poder foi permitir que algumas regiões se tornassem zonas de proteção para grupos guerrilheiros colombianos”, afirma Colina, que era tenente da Guarda Nacional Bolivariana na fronteira com a Colômbia.

Segundo ele, em 2002, os militares recebiam ordens escritas para permitir que a guerrilha operasse na Venezuela. “Estava proibido enfrentá-los. A infiltração do narcotráfico nas Forças Armadas começa com o Cartel dos Sóis, porque vários generais do alto comando integravam o grupo, entre eles Henry Rangel Silva que foi ministro da Defesa, e o general Hugo Carvajal, que facilitavam o tráfico.”

O termo “sol” refere-se à insígnia dos oficiais generais – um sol significa general de brigada; dois, um general de divisão; três sóis, um general de Exército; e quatro sóis, um marechal.

De acordo com o Insight Crime, apesar do termo “cartel”, os grupos que atuam dentro do corpo militar venezuelano “não possuem hierarquia definida”. O grupo cita três acontecimentos significativos para a origem da infiltração do crime organizado no Estado venezuelano. Primeiro, o Plano Colômbia, que permitiu às forças colombianas usarem dinheiro dos EUA para sufocar as guerrilhas, que foram empurradas para dentro da Venezuela.

Quase ao mesmo tempo, ocorreu a tentativa de golpe contra Chávez em 2002. Desconfiado da atuação da Colômbia, o presidente venezuelano enviou o Exército para policiar a fronteira, que já estava tomada de guerrilheiros e narcotraficantes.

Os subornos, que antes eram pagos a agentes de fronteira para liberar a passagem da droga, começaram a parar nas mãos dos militares. Muitos pagamentos, porém, eram feitos em mercadoria e os próprios militares tiveram de buscar um destino para a cocaína que recebiam.

“É importante lembrar que isso é parte de um sistema que chamamos de economia criminosa. A droga, que vem principalmente de Bolívia e Colômbia, é distribuída pela Venezuela e quem facilita esse processo é um setor das Forças Armadas, junto com grupos como ELN e os dissidentes das Farc”, afirma Ray, a respeito de grupos que não se desmobilizaram após o acordo de paz de 2016.

“Chávez e Maduro sabiam e, o mais lamentável, é que permitiram essa situação. Chávez permitiu, para se manter no poder. Maduro permite por não ter nenhum tipo de controle. Os chefes do narcotráfico na Venezuela têm muito mais poder que ele”, afirma Colina.

“Isso ocorre há anos, mas agora o regime depende muito mais disso, porque a fonte de financiamento legal foi sendo cortada. O governo necessita do tráfico, da mineração de ouro ilegal e do contrabando. Isso produz dinheiro, que é usado pelo regime para se manter no poder”, conclui Ray.

 

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Joe Biden enfrenta votação decisiva nas primárias democratas

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Eleições primárias na Carolina do Sul, neste sábado, serão fundamentais para testar a candidatura do ex-vice de Barack Obama

Joe Biden: vice de Obama teve performance ruim até agora nas primárias (Elizabeth Frantz/Reuters)

São Paulo — O ex-vice-presidente Joe Biden enfrentará uma votação decisiva nas primárias da Carolina do Sul, neste sábado. Visto antes como um dos pré-candidatos favoritos do Partido Democrata a levar a nomeação, Biden tem tido dificuldade para transformar a sua popularidade em apoio dos eleitores democratas nesta primeira fase das primárias.

Embora tenha ficado em segundo lugar em Nevada, com 20% dos votos, Biden conquistou apenas o quarto e o quinto lugar em Iowa e New Hampshire, os dois primeiros estados que realizaram suas prévias neste mês de fevereiro.

A esperança de Biden é que, na Carolina do Sul, ele atinja uma votação mais expressiva, por causa da sua popularidade entre o eleitorado negro. Diferentemente dos estados anteriores, onde a população é predominantemente branca, a Carolina do Sul tem uma demografia mais diversa e representa melhor a realidade da população americana como um todo. Por lá, aproximadamente 27% dos habitantes são negros.

Portanto, se Biden conseguir uma votação expressiva em relação aos demais candidatos, o ex-vice de Barack Obama pode voltar a se fortalecer para a disputa nos próximos estados que realizam as prévias. Do contrário, pode ver sua candidatura enfraquecida e ser obrigado a mudar a estratégia e brigar com os demais candidatos mais ao centro do espectro político no Partido Democrata.

Os demais pré-candidatos também devem usar as prévias na Carolina do Sul para testar a sua popularidade entre o eleitorado negro do Estado. Há dúvidas sobre o desempenho de candidatos como Bernie Sanders — que vem liderando a disputa –, Elizabeth Warren, Pete Buttigieg e Amy Klobuchar, entre os eleitores negros.

Até quinta-feira, as pesquisas eleitorais indicavam uma preferência dos eleitores da Carolina do Sul por Joe Biden. Ele tinha 34,4% das intenções de voto, de acordo com a média das pesquisas calculada pelo site RealClearPolitics. Em seguida aparecem os candidatos Bernie Sanders (21,8%), Tom Steyer (13,8%), Pete Buttigieg (8,2%), Elizabeth Warren (8,2%) e Amy Klobuchar (3,8%). O ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, não participa das primárias na Carolina do Sul.

O resultado da Carolina do Sul tende a ter grande influência na votação da Super Terça, que ocorre na semana que vem, no dia 3 de março. É quando quando 14 estados realizam as primárias num mesmo dia. É a hora da verdade para Biden e os demais candidatos.

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