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GDF entrega 300 certificados em biolavagem para guardadores de carros

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Profissionais foram treinados, receberam crachá de identificação, cartão de apresentação e kit para lavar até 120 automóveis cada

Mais de 300 guardadores e lavadores de carro capacitados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) receberam, nesta quarta-feira (25), o certificado do treinamento após passarem por um curso de qualificação. A iniciativa da Secretaria de Trabalho (Setrab) levou treinamento a esses profissionais, que receberam crachá de identificação, colete, cartão de apresentação e até um kit de biolavagem, tudo para o melhor exercício da atividade.

Os profissionais receberam crachá de identificação, colete, cartão de apresentação e até um kit de biolavagem, tudo para o melhor exercício da atividade  | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

A entrega dos kits ocorreu no Setor Comercial Sul (SCS) com a presença do governador Ibaneis Rocha e de autoridades. O chefe do Executivo local elogiou a atuação desses trabalhadores e agradeceu o empenho de secretários e deputados para que os trabalhadores desempenhem suas atividades com mais dignidade e reconhecimento.

“Esses profissionais trabalham com carinho e ganham a confiança das pessoas. É uma categoria que merece nosso respeito. É isso que estamos entregando a eles: dignidade e respeito. Agora, eles têm um crachá para mostrar, um cartão para apresentar aos clientes e um kit de lavagem para trabalhar”, comentou o governador Ibaneis Rocha.

O cadastramento de lavadores e guardadores tem como objetivo conhecer o perfil dos trabalhadores e organizá-los como categoria. Além de fazer a identificação e formalização, o cadastramento permite melhores condições de trabalho e traz maior segurança aos usuários desses serviços.

De um total de 878 guardadores e lavadores que manifestaram interesse em se cadastrar, 329 apresentaram a documentação necessária e ficaram aptos a participar do curso de qualificação profissional.

“Partimos para um processo de valorização de pessoas, que são microempreendedores e que nunca foram valorizados. Iniciamos o processo de reconhecimento do Estado em relação à essa atividade comercial que existe há muito tempo, num processo de qualificação profissional para o melhor atendimento ao público e também do uso e reuso da água, estamos em um processo de como lidar com o uso racional da água”, aponta o secretário de Trabalho, Thales Mendes.

Esses trabalhadores receberam treinamentos como noção de atendimento ao público, aplicação de conhecimento básico de etiqueta social no atendimento ao cidadão, noção de comunicação não violenta e aplicação de conhecimento básico da teoria de inteligência emocional no âmbito do trabalho, noção de empreendedorismo, além do curso prático de biolavagem.

Parceria com o legislativo

Autor da Lei 6.668/2020 que prevê a organização e regramento da categoria de lavadores e guardadores, o deputado distrital e vice-líder do Governo na Câmara Legislativa, Robério Negreiros, comemorou a realização do projeto.

“Vocês têm dignidade e essa lei veio para ajudar a categoria. Esse cadastro é importante, o kit de lavagem é um início. É uma forma de vocês terem algo para crescer em termos de economia. Que vocês tentem seguir assim, quanto menos água melhor para nosso meio ambiente, para a população e organização de vocês”, destacou o deputado distrital ao discursar para os guardadores e lavadores presentes durante a cerimônia.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente classificou o projeto como um “importante trabalho de capacitação profissional. É o primeiro passo para o crescimento profissional dessa categoria”.

Guardador e lavador de carro há quase 20 anos, Denisson de Paula, de 40 anos, fez questão de enaltecer o novo momento para a categoria. “Nós lavadores e guardadores somos dignos de respeito e não como parte da sociedade pensa o que somos. Ese projeto veio para mostrar isso, veio como uma chave para o sonho da profissão. Ele vem para fazer diferença e valorizar os guardadores e lavadores de carro. É uma grande evolução para nós”, apontou.

Durante a cerimônia, foram distribuídos mil cupons de lavagem grátis para os frequentadores do Setor Comercial Sul.

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Rede 5G deve ser lançada comercialmente em SP no Natal, prevê ministro

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Fábio Faria participou de um seminário promovido na manhã desta quinta-feira

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, espera que a rede 5G independente (chamada de standalone) seja lançada comercialmente em São Paulo já no fim deste ano, apesar dos atrasos em torno da publicação do edital do certame pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Quinta geração de telefonia vai permitir velocidade de internet de dez a vinte vezes superior ao 4G atual e permitir ainda a conexão de objetos.

Faria participou de um seminário promovido pela Esfera Brasil em São Paulo e que foi transmitido pela internet na manhã desta quinta-feira. Ele disse ainda que espera que o aguardado leilão de 5G seja realizado ainda em outubro deste ano, após vencer os desafios geopolíticos. Isso abriu caminho para que a chinesa Huawei possa fornecer equipamentos para as teles.

“No Natal deste ano, vamos ter 5G standalone em São Paulo funcionando. Tenho certeza disso. Já foi falado por alguns CEOs [presidentes] de empresas que já vão começar no outro dia a instalar. Acredito que algumas cidades já vão virar o ano com 5G standalone, que é o 5G com internet das coisas”, disse Faria.

O 5G standalone é uma rede independente que será construída pelas operadoras de telefonia móvel que vencerem o leilão. Por ser standalone, essa rede não vai depender da tecnologia 4G e vai precisar ser construída do zero.

O 5G vai permitir velocidades a partir de 1 Gigabit por segundo (Gbps). Um Gigabit equivale a 1.000 Megabits. Como base de comparação, a velocidade 4G tem média de 13 Mbps e pode chegar, em alguns casos, a 80 Mbps. Já, o DSS 5G, que é oferecido hoje, permite em média velocidades de 200 Megabits por segundo (Mbps) e, em testes controlados, essa velocidade pode chegar a 800 Mbps. O 5GD DSS já foi criticado pelo ministro em outras ocasiões.

Faria disse no evento que espera que o edital do leilão de 5G seja publicado nos próximos dias. Ele destacou que já conversou com o conselheiro da Anatel Moisés Queiroz Moreira, que pediu vista do processo na segunda-feira, 13.

Moisés fez uma série de questionamentos sobre o edital e disse que ainda era necessário mais tempo para ajustar todos os pontos e “endereçar as melhores providências”.

“O Moisés nos enviou ontem todas as perguntas. O debate não é em cima do leilão. Tudo já está aprovado. As dúvidas são em cima do que o TCU [Tribunal de Contas da União] nos falou, com as recomendações. E estamos respondendo isso”, destacou ele.

O ministro disse que pedidos de vistas sempre são esperados em processos como esse:

“Não fui pego de surpresa. Pedido de vista é sempre esperado. Acreditava que a gente pudesse superar antes, já que temos um diálogo aberto. Após a publicação do edital, o leilão ocorre em 30 dias. Seria dia 14 [de outubro] o leilão, se adiar por dez dias, teremos o leilão no dia 21 ou 24 ou um pouco tempo mais”, destacou ele. “5G não é um projeto do presidente Bolsonaro. É um projeto para o país.”

 

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Projeto de lei para reduzir alíquota sobre combustíveis é aprovado na CLDF

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Proposta foi aprovada em segundo turno e segue para a sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). Em 1º de janeiro de 2022, alíquota do ICMS deve ser de 14% a 28% sobre o preço dos combustíveis

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, em segundo turno, o projeto de lei que busca reduzir as alíquotas do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) dos combustíveis. A decisão foi tomada em ordinária dessa terça-feira (14/9). O texto segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Pela proposta, a partir de 1º de janeiro de 2022, a alíquota do ICMS será de 14% para óleo diesel; de 28% para serviço de comunicação, petróleo e combustíveis gasosos, exceto aqueles para as quais haja alíquota específica, e de 27% para combustíveis líquidos, exceto aqueles para as quais haja alíquota específica.

Os números mudam novamente em 1º de janeiro de 2023, e passam para alíquotas de 13% para óleo diesel, e de 26% para combustíveis líquidos, exceto aqueles para as quais haja alíquota específica. Uma emenda do deputado Chico Vigilante (PT) incluída no substitutivo prevê que o estabelecimento que não repassar a redução aos preços será penalizado, com advertência, multa, suspensão do alvará ou cassação do alvará.

Executivo

Em 24 de agosto, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), enviou à Câmara Legislativa o texto do projeto de lei para reduzir a alíquota do ICMS sobre o preço dos combustíveis. “Com essa medida, vamos abrir mão de uma receita de mais de R$ 345,4 milhões”, anunciou, na época, o chefe do Executivo, nas redes sociais.

O secretário de Economia, André Clemente, falou, em entrevista ao CB.Poder, de 24 de agosto, sobre a redução de 3% da alíquota do ICMS em três anos. “Há uma necessidade de rever todas as alíquotas e cargas tributárias, porque (houve) um aumento desnecessário no passado. E esse aumento de carga tributária, se mal feito, sem estudos, acaba prejudicando a arrecadação. Aumenta imposto, e a taxa que vai arrecadar mais, arrecada menos. Foi o que aconteceu. Só não foi feita antes a redução da carga tributária dos combustíveis porque estamos em um momento de grave enfrentamento”, avaliou Clemente.

Com informações da Câmara Legislativa do DF

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Uma vacina produz mais anticorpos do que outra. Isso importa?

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Obter resposta para essa pergunta é uma etapa crucial para determinar os próximos passos dos programas de vacinação no mundo

Fotos Públicas (Foto: Ricardo)

Dez meses atrás, os resultados de grandes testes clínicos pareciam quase bons demais para ser verdade: duas vacinas de RNA mensageiro reduziram os casos sintomáticos de covid-19 em mais de 90% em quase todos os grupos que as receberam.

Agora, diferenças sutis entre as vacinas da Pfizer-BioNTech e Moderna estão surgindo em grupos de pacientes ao longo do tempo. Um pequeno estudo nos Estados Unidos encontrou níveis decrescentes de anticorpos para a vacina da Pfizer, particularmente em um grupo de pessoas mais velhas. E um estudo maior da Bélgica descobriu que uma dose de Moderna pode gerar mais anticorpos do que as da Pfizer.

Mas o que tudo isso significa no mundo real ainda não está claro. Embora bilhões de doses da vacina tenham sido aplicadas em todo o mundo, pesquisadores ainda trabalham para entender as nuances de quanto tempo dura sua proteção e como ela difere de uma pessoa para a outra.

Obter respostas a essas perguntas é uma etapa crucial para determinar quem pode precisar de uma dose de reforço, especialmente para pessoas mais velhas e aqueles com sistemas imunológicos enfraquecidos. A variante delta, mais infecciosa e cujo aumento coincidiu com ligeiras quedas na eficácia da vacina, levou governos a lançar uma terceira dose.

Muito do foco tem sido nos níveis de anticorpos, que servem como uma das defesas da linha de frente do sistema imunológico. Uma teoria sobre a vacina da Moderna é que ela cria mais desses anticorpos porque usa uma dose maior e as duas doses são administradas durante um período de uma semana a mais do que as da Pfizer.

Mas os anticorpos são apenas um componente da imunidade, e não está claro se eles são o mais importante, especialmente a longo prazo.

“Nós conhecemos um nível de anticorpos que protege contra covid? A resposta simples é que ainda não sabemos isso”, disse Paul Burton, diretor médico da Moderna, em uma teleconferência com repórteres na sexta-feira. Ainda assim, os dados do estudo da Moderna mostram que uma terceira injeção seis meses após a segunda aumenta os níveis de anticorpos “bem dentro daquela zona de conforto”, acima de níveis observados em teste de fase 3.

Memória Imune

Junto com anticorpos de duração mais curta, as vacinas contra covid também ativam o que é essencialmente uma memória de longo prazo no sistema imunológico. Essa memória parece aumentar e tornar-se melhor na produção de anticorpos de combate a variantes com o tempo. Essa proteção de longo prazo é mais difícil de medir em laboratório do que os anticorpos. Mas acredita-se que desempenhe um papel importante na prevenção de doenças graves e hospitalizações.

Diferenças sutis

“Provavelmente existem diferenças sutis entre a Pfizer e a Moderna”, disse Jeffrey Wilson, imunologista da Universidade da Virgínia. “Resta ver se isso tem um impacto clinicamente significativo na proteção contra o vírus.”

A proteção contra doenças graves e hospitalização – o benefício mais importante da vacinação para a saúde pública – tem permanecido forte em geral.

 

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Estudo brasileiro testará canabidiol no tratamento da síndrome pós-covid

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Especialistas acreditam que o CDB seja eficaz na redução de problemas relatados pelos pacientes, como fadiga, fraqueza muscular, insônia, dores de cabeça e problemas psiquiátricos

Parte desses sintomas persistentes decorre de uma resposta imunológica exagerada do organismo ao vírus (Tinnakorn Jorruang/Getty Images)

Cientistas brasileiros preparam o primeiro estudo de fase 3 (com testes em seres humanos) sobre os efeitos do canabidiol (CBD) medicinal no tratamento da síndrome pós-covid-19. Ela ocorre quando alguns sintomas persistem 60 dias ou mais após o início da doença. Especialistas acreditam que o CDB, um dos princípios ativos da Cannabis sativa (maconha), seja eficaz na redução de problemas relatados pelos pacientes. Eles incluem fadiga, fraqueza muscular, insônia, dores de cabeça e problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade.

Parte desses sintomas persistentes decorre de uma resposta imunológica exagerada do organismo ao vírus. Essa reação, por sua vez, leva ao desequilíbrio da produção de proteínas do sistema imunológico, as citoquinas. O CBD já tem eficácia comprovada contra quadros inflamatórios graves. A ideia é recrutar cerca de mil voluntários para o estudo, previsto para começar em outubro deste ano.

“Estudos internacionais já demonstraram o efeito anti-inflamatório do CBD, que pode ajudar a controlar essa ‘tempestade de citoquinas'”, diz o cardiologista Edimar Bocchi. Ele é do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP, que coordenará a nova pesquisa em parceria com a empresa canadense Verdemed, produtora do CBD medicinal. “A síndrome pós-covid leva a um comprometimento importante da qualidade de vida. São sintomas que podem persistir para além de três meses, como fadiga, astenia, fibromialgia, falta de ar, palpitações, dores no corpo, distúrbios de memória, distúrbios do sono.”

A covid provocada pelo novo coronavírus, o Sars-CoV-2, é inicialmente respiratória. Mas pode se tornar sistêmica. Ataca, então, múltiplos órgãos. Em geral, a doença dura poucos dias. Mas, de acordo com estatísticas internacionais, cerca de 20% dos pacientes relatam sintomas dois meses depois do início da doença. Um em cada dez pacientes apresenta problemas após oito meses. Em geral, a covid longa aparece em pacientes que tiveram quadros graves da doença. Mas essa modalidade já foi diagnosticada em quem nem foi hospitalizado.

“Na prática clínica já conhecemos bem esse efeito anti-inflamatório do CBD”, conta a médica Paula Dall’Stella. Ele é considerada pioneira na prescrição de cannabis medicinal no Brasil. “O CBD consegue inibir algumas das mesmas vias inflamatórias em que a covid acaba atuando. Mas não é só no contexto físico, mas também mental. O estresse pós-traumático nesses casos é comum, com taquicardia, ansiedade, memórias recorrentes do que ocorreu no hospital. O CBD ajuda essas pessoas a terem uma vida mais saudável, ajuda o corpo a funcionar de forma adequada.”

A Verdemed já protocolou na Anvisa pedido de registro do produto. Quer vendê-lo no Brasil. A empresa espera conseguir a liberação para o início de 2022. Depois de um longo período de pandemia, ainda bastante intensa em algumas partes do mundo, a pós-covid, atualmente, representa também um grande desafio para os médicos.

“Porque já é esperado que parte da população apresente sequelas graves”, diz Edimar Bocchi. “Precisamos de meios para tirar essas pessoas do sofrimento e melhorar sua qualidade de vida”, afirma o especialista.

 

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Programa Casa Verde e Amarela: veja como funciona e se você tem direito

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Lançada pelo governo federal no ano passado com o potencial de beneficiar 1,6 milhão de famílias, novidade substitui Minha Casa Minha Vida, criado em 2009

Casa Verde e Amarela: em agosto deste ano, governo federal entregou 1.440 moradias em Itapecuru-Mirim, no Maranhão (Casa Verde e Amarela/Divulgação)

Lá se vai mais de um ano desde que o governo federal lançou, em julho de 2020, o Casa Verde e Amarela. Trata-se de um programa habitacional que substitui o Minha Casa Minha Vida, criado em 2009 e voltado para a população de baixa renda.

“O objetivo principal do novo programa é alterar algumas imperfeições do outro, regularizando 2 milhões de moradias e promovendo melhorias em 400.000 residências até 2024”, explica José Luiz Camarero Neto, sócio e diretor executivo da incorporadora Vitta Residencial. Convém lembrar que a iniciativa habitacional do governo já é um dos pilares mais representativos das vendas e lançamentos do mercado brasileiro.

Em linhas gerais, a novidade almeja beneficiar 1,6 milhão de famílias de baixa renda até 2024, especialmente nas regiões norte e nordeste do país. Foi estimado um custo de quase 26 bilhões de reais, sendo a maior parte do dinheiro proveniente do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

“Enquanto o Minha Casa Minha Vida previa quatro faixas de beneficiários, o novo programa tem três grupos e mais duas divisões de juros para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de Norte e Nordeste”, acrescenta Camarero Neto.

Saiba se você tem direito a utilizar o programa

Para ser incluído no chamado grupo 1 sua renda familiar não pode ser superior a 2.000 reais mensais. As taxas de juros para moradores do norte e nordeste variam entre 4,25% a 4,5% para cotistas do FGTS ou 4,75% a 5% ao ano para não-cotistas.

Para os moradores das demais regiões do Brasil, as taxas são essas: entre 4,5% a 4,75% para cotistas ou 5% a 5,25% ao ano para não-cotistas. O valor do subsídio ainda não foi informado pelo governo federal.

Famílias que recebem entre 2.000 e 4.000 reais por mês pertencem ao grupo 2. Para moradores do norte e do nordeste foram definidos de 4,75% a 6,5% de juros para cotistas ou de 5,25% a 7% ao ano para não-cotistas. As porcentagens previstas para o resto do país: de 5% a 6,5% para cotistas ou de 5,5% a 7% ao ano para não-cotistas.

Sua família ganha de 4.000 a 7.000 reais por mês? Seu grupo, portanto, é o 3, que não faz diferenciação entre regiões do país.

Para todos os interessados são cobrados 7,66% de juros, no caso de cotistas do FGTS,  ou 8,16% ao ano, se não forem cotistas. Não há subsídio para esse grupo e estipulou-se para ele um teto para a regularização fundiária, restrita a famílias com renda de até 5.000 reais.

Impulso para a ampliação do mercado

Com 350.000 novas unidades em relação ao que já estava previsto, a iniciativa amplia o antigo programa. Subsidiada pelo FGTS e executada pela Caixa Econômica Federal, busca a regularização de terrenos e terras por meio da redução das taxas de juros.

O incentivo à legalização fundiária, cujo objetivo é garantir o direito social à moradia, usa recursos do Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHab), criado no Minha Casa Minha Vida. A meta é legalizar terrenos, em parceria com as prefeituras, nos quais residam famílias com renda de até 5.000 reais por mês.

O novo programa permite ainda a negociação e a regularização de dívidas dos beneficiários da faixa 1, o que o Minha Casa Minha Vida não fazia. Também dá sinal verde para a reforma de imóveis, que custeia até o limite de 23.000 reais.

“Vale lembrar que o prazo de pagamento, no contrato completo, pode chegar a 30 anos e as condições podem variar conforme a renda apresentada, região da casa nova e a análise que o banco faz”, conclui Camarero Neto.

 

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Vacinação é imprescindível para a retomada da economia, diz ministro

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Marcelo Queiroga falou hoje durante seminário da Abrafarma

S© Walterson Rosa/MS.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que vacinação, capacidade de detecção de variantes, higiene e saúde pública são “imprescindíveis” para a retomada da economia global em tempos de pandemia. A afirmação foi feita hoje (13) durante seminário promovido pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

“Todos sabemos que a contenção da pandemia, por meio da vacinação em massa, da vigilância ativa para detectar rapidamente possíveis novas variantes, e das medidas de higiene e saúde pública, é imprescindível para a retomada da economia global”, disse Queiroga.

O ministro reiterou os elogios ao Sistema Único de Saúde (SUS), ressaltando sua relevância para o combate à pandemia e os reflexos das ações na economia do país, em meio a uma crise sanitária. Destacou também a contribuição e o papel estratégico do setor de saúde para a economia.

“O setor da saúde também tem importância econômica estratégica, com crescente participação na composição do valor adicionado total da economia brasileira (7,6%), na geração de renda (9,6%) e no número total de empregos (7,1%), com um crescimento no número de postos de trabalho maior que o observado para a média da economia”, argumentou. Agência Brasil

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