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Funcionários da Amazon estão ouvindo o que você diz para a Alexa

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O processo de análise de voz da Alexa destaca o papel humano frequentemente negligenciado no treinamento de algoritmos de software

Echo, da Amazon.com, assistente controlado por voz (Peter Hobson/Reuters)

Dezenas de milhões de pessoas usam alto-falantes inteligentes e seu software de voz para jogos, pesquisa de músicas ou curiosidades. Outros milhões relutam em convidar esses dispositivos e seus poderosos microfones para entrar em seus lares, preocupados com a possibilidade de alguém estar ouvindo. Às vezes, alguém está.

A Amazon.com emprega milhares de pessoas em todo o mundo para ajudar a melhorar a assistente virtual Alexa usada em sua linha de alto-falantes Echo. A equipe ouve as gravações de voz capturadas em residências e escritórios de usuários do Echo. As gravações são transcritas, anotadas e depois inseridas no software como parte de um esforço para eliminar problemas de compreensão da fala humana pela Alexa e ajudá-la a responder melhor aos comandos.

O processo de análise de voz da Alexa, descrito por sete pessoas que trabalharam no programa, destaca o papel humano frequentemente negligenciado no treinamento de algoritmos de software. Em materiais de marketing, a Amazon diz que a Alexa “vive na nuvem e está ficando cada vez mais inteligente”. Mas, como muitas ferramentas de software criadas para aprender com a experiência, os humanos estão assumindo parte da tarefa de ensinar.

A equipe é composta por uma combinação de terceirizados e funcionários da Amazon que trabalham em escritórios em vários países do mundo, como Estados Unidos, Costa Rica, Índia e Romênia, segundo essas pessoas, que assinaram acordos de confidencialidade que as impedem de falar publicamente sobre o programa. Trabalham nove horas por dia, com cada revisor analisando até 1.000 clipes de áudio por turno, de acordo com dois funcionários que trabalham no escritório da Amazon em Bucareste, capital da Romênia, que ocupa os três últimos andares do edifício Globalworth, no promissor distrito de Pipera. As modernas instalações se destacam em meio à infraestrutura decadente e não exibem nenhum sinal exterior que indique a presença da Amazon.

Às vezes, ouvem gravações consideradas perturbadoras ou possivelmente criminosas. Dois funcionários disseram que ouviram o que acreditam ser uma agressão sexual. Quando algo assim acontece, podem compartilhar a experiência na sala de bate-papo interna como forma de aliviar o estresse. A Amazon diz que tem procedimentos a serem seguidos pelos funcionários quando ouvem algo angustiante, mas dois empregados na Romênia disseram que, depois de solicitar orientação para esses casos, ouviram que não cabia à Amazon interferir.

“Levamos a segurança e a privacidade das informações pessoais de nossos clientes a sério”, disse um porta-voz da Amazon em comunicado enviado por e-mail. “Anotamos apenas uma amostra extremamente pequena de gravações de voz da Alexa para melhorar a experiência do cliente. Por exemplo, essas informações nos ajudam a treinar nossos sistemas de reconhecimento de fala e compreensão da linguagem natural, para que a Alexa possa entender melhor suas solicitações e garantir que o serviço funcione bem para todos. ”

Nas configurações de privacidade da Alexa, a empresa oferece aos usuários a opção de desativar o uso de suas gravações de voz para o desenvolvimento de novos recursos. Uma captura de tela analisada pela Bloomberg mostra que as gravações enviadas aos auditores da Alexa não fornecem o nome completo e o endereço do usuário, mas estão associados a um número de conta, bem como ao primeiro nome do usuário e ao número de série do dispositivo.

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Produção de veículos elétricos sofre com redução de financiamento na China

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Este ano, os fabricantes chineses de elétricos levantaram apenas US$ 783,1 milhões até meados de junho, ante US$ 6 bilhões no mesmo período do ano anterior

Carros elétricos: Ansiosa para conter a poluição e impulsionar sua própria indústria automobilística, a China disse que quer os chamados veículos de energias novas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hong Kong/Pequim — No ano passado, Wei Qing e sua equipe de investimentos privados visitaram mais de 20 startups chinesas de fabricação de veículos elétricos. O resultado? Eles decidiram não investir em nenhuma.

“Há muitas incertezas desde quando uma empresa conta uma história no estágio inicial, até quando produz um carro teste e levanta capital para a eventual produção em massa”, disse Wei, diretor-gerente da Sailing Capital, de Xangai. Wei, que se recusou a nomear os fabricantes que sua equipe visitou, disse que acha que apenas alguns deles sobreviverão. A Sailing Capital decidiu investir em um fornecedor de peças para veículos elétricos, acrescentou.

Suas preocupações refletem o que os banqueiros descrevem como tempos de financiamento cada vez mais difíceis para os fabricantes chineses de veículos elétricos, que precisam brigar por atenção em um setor lotado e apresentar argumentos convincentes sobre sua rentabilidade futura, apesar dos cortes do governo nos subsídios e planos para, aos poucos, eliminá-los.

Este ano, os fabricantes chineses de elétricos levantaram apenas 783,1 milhões de dólares em meados de junho, ante 6 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior e 7,7 bilhões em todo o ano de 2018, segundo o provedor de dados PitchBook.

Ansiosa para conter a poluição e impulsionar sua própria indústria automobilística, a China disse que quer os chamados veículos de energias novas – que também incluem híbridos, híbridos plug-in e carros de célula de combustível – para responder por um quinto das vendas de automóveis em 2025 comparado com 5% agora.

Essas ambições geraram uma infinidade de startups de veículos elétricos competindo não apenas umas com as outras, mas também as montadoras globais e a Tesla, que planeja iniciar a produção na China este ano.

Cerca de 330 empresas de elétricos estão registradas para algum tipo de subsídio, mostram dados do governo, embora o número de startups mais bem estabelecidas seja muito menor, em torno de 50.

Mas em meio às críticas de que algumas empresas se tornaram excessivamente dependentes dos fundos do governo, Pequim reduziu os subsídios, elevou os padrões necessários para que os veículos se qualificassem e sinalizaram que os encerraram completamente depois de 2020.

Isso levou a uma desaceleração acentuada à medida que os preços dos veículos aumentam. As vendas de veículos de energias novas em maio subiram apenas 1,8% em relação ao ano anterior, em comparação com 18,1% em abril e 62% em 2018.

Sobrevivendo no atual ambiente de financiamento, exige muita disciplina de custos, disse o presidente-executivo, Daniel Kirchert, da fabricante Byton, de Nanjing, à Reuters.

“Dada a situação atual, não é suficiente para qualquer startup criar bons produtos e ser rápida no mercado. Pelo menos é igualmente importante gerenciar custos. Não apenas custos fixos, mas custos variáveis”.

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Entenda como criptomoedas substituem outras formas de pagamento

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Facebook anunciou sua nova moeda digital nesta terça-feira, a libra

As criptomoedas vivem em um ambiente volátil, uma espécie de montanha russa que o Facebook busca mudar com sua nova moeda Libra.

A nova moeda digital será supervisionada por uma organização sem fins lucrativos e será apoiada por ativos reais para ser confiável e estável.

Como funcionam as criptomonedas

Para usar moedas como a Libra, as pessoas precisarão instalar um software conhecido como carteira digital.

Várias carteiras digitais estão disponíveis, mas uma chamada Calibra está sendo projetada por uma subsidiária do Facebook para smartphones dos sistemas operacionais Apple e Android e será integrada aos serviços de mensagens Messenger e WhatsApp.

Esse sistema “permite que todos guardem seu dinheiro com segurança em seus telefones”, disse à AFP o vice-presidente de produtos da Calibra, Kevin Weil.

Uma carteira digital escolhida pelo usuário deve estar vinculada a contas bancárias ou cartões de crédito para transferências ou transações on-line.

“Da mesma forma que você pode recorrer a qualquer navegador para se conectar à internet, você poderá escolher qualquer carteira digital”, disse Weil.

As vantagens

A Libra foi lançada como um ecossistema aberto, para que qualquer negócio, ou serviço, possa aceitá-la como meio de pagamento.

As instituições financeiras também poderão oferecer empréstimos, ou créditos, em Libra.

“Imagine guardar as economias de sua vida em casa. É mais seguro levá-las com você em seu telefone”, alegou Weil.

O Calibra poderá, por exemplo, ser usado para enviar dinheiro para amigos, ou familiares, em outro país. Também servirá para comprar em lojas on-line, ou no mundo real, da mesma maneira que se usa o Pay Apple, ou o Google Pay.

Atualmente, mais de um bilhão de pessoas usam o WhatsApp e o Messenger para se comunicar. Segundo essa empresa, faz sentido, portanto, fornecer a eles uma maneira de movimentar dinheiro.

“Com o tempo, à medida que o ecossistema da Libra crescer e a Libra for incorporada a produtos e serviços, haverá mais coisas que poderão ser feitas”, disse Weil.

Como transformar dinheiro vivo em criptomoeda

Pessoas sem acesso a bancos poderão ir a uma casa de câmbio, por exemplo, para converter o dinheiro em Libra.

Uma vez em um smartphone, a Libra poderá ser enviada como uma mensagem de texto. Os destinatários terão a opção de salvá-la em suas próprias carteiras para uso futuro, ou convertê-la em suas moedas locais.

“Faremos com que seja fácil converter para a moeda local”, acrescentou Weil.

“Se você não tiver conta em banco, poderá recorrer a lugares como casas de câmbio que operem com a Libra”, completou.

As comissões de câmbio de dinheiro poderão ser administradas pelo mercado, mas provavelmente serão menores do que as cobradas pelas empresas que transferem fundos.

O Calibra terá proteção contra fraudes e recuperação de senhas, e haverá um procedimento para reconhecer o cliente, por meio de documento de identidade oficial.

“Este é o dinheiro do povo. Sentimos uma grande responsabilidade de mantê-lo seguro”, completou Weil.

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Niantic processa grupo de supostos trapaceiros do ‘Pokémon Go’

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Empresa afirma que o Global++ está destruindo o jogo com seu aplicativo

A Niantic processou membros do Global++ por supostamente oferecerem versões “derivadas não autorizadas” (hackeadas) do Pokémon Go, do Ingress e até mesmo do ainda beta Harry Potter: Wizards Unite. Os aplicativos móveis modificados não só violam os direitos de propriedade intelectual, disse a Niantic, mas “afetam a integridade da experiência de jogo” ao ajudar os jogadores a trapacear. Isso prejudica o entusiasmo das pessoas e, portanto, poderia “interferir” nos negócios da Niantic.

Alguns dos membros do Global++ foram nomeados, incluindo o suposto líder, Ryan Hunt, e o promotor do YouTube, Alen Hundur. Fora isso, existem também 20 membros anônimos que não foram identificados até o momento.

Apesar de não ter divulgado comunicado oficial, a Global++ retirou seu site e servidores do ar. Ela diz estar fechando “indefinidamente” para honrar suas “obrigações legais”.

Assim como acontece com outros processos judiciais, alguns aspectos do processo da Niantic podem ser controversos. Embora a Global++ claramente não tenha permissão para modificar os apps da empresa, alguns questionam se os estúdios estão realmente perdendo receita devido a isso.

Contudo não existem dúvidas de que aplicativos que ajudam a trapacear podem estragar a experiência do usuário, e a Niantic deve achar que uma ação judicial impedirá outras possíveis dores de cabeça com trapaceiros.

Via: Engadget

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