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França repatria 12 órfãos de jihadistas entregues pelos curdos da Síria

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As crianças francesas viviam em campos administrados pelas forças curdas, para onde milhares de pessoas fugiram da ofensiva contra o último reduto do grupo Estado Islâmico

Doze órfãos franceses de famílias jihadistas, que estavam em campos de deslocados no nordeste da Síria, chegaram a Paris nesta segunda-feira, informou o ministério das Relações Exteriores.
As 12 crianças, “todas órfãs, isoladas e particularmente vulneráveis”, algumas delas “doentes e desnutrida”, de acordo com o ministério, foram entregues no domingo a uma delegação francesa pelas autoridades curdas na Síria.
Dois órfãos de pais holandeses, que retornaram ao mesmo tempo, também foram entregues a representantes da Holanda que foram buscá-los, segundo a mesma fonte.
As crianças francesas viviam em dois campos administrados pelas forças curdas, para onde dezenas de milhares de pessoas fugiram da ofensiva contra o último reduto do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
As autoridades curdas entregaram “12 órfãos franceses de famílias do EI a uma delegação do ministério das Relações Exteriores da França”, disse Abdel Karim Omar, uma autoridade da administração autônoma curda, não reconhecida pela comunidade internacional, mas que controla os territórios do nordeste da Síria.
Ele disse que a operação ocorreu no domingo na localidade de Ain Issa, perto da fronteira com a Turquia, e acrescentou que dois órfãos holandeses também foram entregues a uma delegação do governo de seu país.
Outra autoridade curda explicou que os órfãos franceses estavam nos campos de Al-Hol e Roj, e que os holandeses estavam no de Ain Issa.
As autoridades curdas esperam que outro grupo de órfãos franceses seja entregue à França em breve.
Depois de conquistar o último reduto jihadista no leste da Síria, depois de uma ofensiva apoiada por uma coalizão internacional liderada por Washington, os combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias (FDS) proclamaram no dia 23 de março a derrota do “califado” do EI.
As autoridades curdas administram no nordeste da Síria vários campos de deslocados superlotados, especialmente o de Al-Hol, onde as condições de vida são precárias.
Para aliviar a pressão no campo de Al-Hol, permitiram no início de junho que cerca de 800 mulheres e crianças sírias voltassem para suas casas.

“Caso por caso”

Ao mesmo tempo, pedem a repatriação de mulheres e crianças de jihadistas estrangeiros.
Duas mulheres americanas e seis crianças de famílias ligadas ao EI na Síria foram repatriadas na semana passada para os Estados Unidos.
As principais repatriações envolveram até agora o Cazaquistão, o Uzbequistão e o Kosovo.
Na França, o governo, sob pressão das famílias, foi convidado no final de maio a ajudar os filhos de jihadistas franceses detidos na Síria, interrompendo o “tratamento desumano” que sofrem nos campos de deslocados.
A esse respeito, a porta-voz do governo Sibeth Ndiaye reafirmou a posição da França, que estuda as situações “caso a caso” e repatria apenas órfãos ou crianças com o consentimento da mãe.
Até agora, cinco órfãos haviam sido repatriados em 15 de março e uma menina de três anos em 27 de março, cuja mãe foi condenada à prisão perpétua no Iraque.
De acordo com o Quai d’Orsay, cerca de 450 cidadãos franceses ligados ao EI – homens, mulheres e crianças – estão presos ou em campos de deslocados internos na Síria.
Onze franceses afiliados ao EI foram transferidos no começo do ano da Síria para o Iraque, onde foram recentemente sentenciados à morte.
Para Paris, que se recusa a repatriar e julgar os franceses ligados ao EI detidos no Iraque ou pelos curdos da Síria, seu julgamento por Bagdá é uma alternativa que pode resolver um quebra-cabeça legal.
Contrária à pena de morte, a França assegura que intervém para impedir que sejam enforcados, embora ressalte que seus julgamentos foram realizados “em boas condições”.
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Barcelona vive 5º dia de protestos após condenação de líderes separatistas

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Apesar da condenação dos líderes separatistas, a Justiça da Bélgica decidiu também deixar em liberdade condicional o líder independentista Carles Puigdemont

Catalunha: ao menos 18 pessoas ficaram feridas durante os protestos (Jon Nazca/Reuters)

A cidade de Barcelona vive nesta sexta-feira, 18, a quinta rodada de protestos após a condenação de líderes separatistas da Catalunha a penas de prisão que vão de 9 a 13 anos. A cidade espanhola voltou a registrar confrontos com a polícia na noite de quinta-feira, 17, quando um grupo de manifestantes de ultradireita e antisseparatistas tentou invadir um protesto separatista. As autoridades de saúde da Catalunha informaram que 18 pessoas ficaram feridas e a polícia local deteve 11 cidadãos.

Ao menos 46 voos com chegada ou saída da Catalunha foram cancelados nesta sexta-feira em razão de uma greve geral convocada por sindicatos pró-independência, segundo as autoridades espanholas. Os protestos bloquearam uma estrada na fronteira da região com a França em La Jonquera, a principal via em direção ao país vizinho.

O clássico entre Barcelona e Real Madrid, pela 10ª rodada do Campeonato Espanhol, programado para o dia 26 de outubro na capital catalã, foi adiado para uma data que ainda será definida pelos clubes em consequência da tensão na região.

O comitê de competição, órgão disciplinar da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), concordou com o “adiamento do jogo previsto para o dia 26 de outubro de 2019 devido a causas excepcionais”, afirma a decisão anunciada nesta Sexta.

A Justiça da Bélgica decidiu também nesta sexta deixar em liberdade condicional o líder independentista catalão Carles Puigdemont, enquanto examina a ordem de extradição emitida pela Espanha contra ele, anunciou seu gabinete em um comunicado.

Espanha: protestos em Barcelona contra a prisão de líderes separatistas da Catalunha

O juiz belga “concordou em deixá-lo em liberdade (…) sem fiança e apenas com a obrigação de comunicar seu domicílio, viagens e atividades”, afirma a nota do gabinete de Puigdemont. Ele seguiu para a Bélgica em 2017 após a tentativa de secessão da Catalunha da Espanha.

Nova votação

O líder regional da Catalunha, Quim Torra, sugeriu na quinta-feira uma nova votação sobre a independência na região espanhola durante seu mandato em resposta à condenação de seus ex-líderes pela tentativa de secessão de 2017.

“Defenderei que essa legislatura (que expira no início de 2022) seja concluída com o exercício novamente do direito à autodeterminação”, disse ao Parlamento regional. “Todos conhecemos as dificuldades impostas pela repressão e pelo medo. Mas devemos seguir em frente e não ser intimidados por ameaças e proibições”, acrescentou.

Até quarta-feira (16) à meia-noite, com vários carros em chamas em Barcelona e coquetéis molotov lançados contra a polícia, Torra não condenou os atos. Em sua participação parlamentar, pediu apenas para “isolar e separar os provocadores e agitadores dos manifestantes separatistas”, mas também que sejam investigadas as ações da polícia subordinada a seu próprio governo por supostos excessos.

O chefe do governo espanhol de esquerda, Pedro Sánchez, que durante a quarta-feira se reuniu com lideranças dos principais partidos políticos, não anunciou qualquer medida extraordinária em relação aos distúrbios, como foi reivindicado pela oposição de direita, em plena campanha para as eleições legislativas de 10 de novembro.

Entre as medidas solicitadas está a aplicação da Lei de Segurança Nacional, que colocaria nas mãos do Estado as competências quanto à segurança da Catalunha e poderia, inclusive, abrir caminho para uma intervenção da autonomia regional, como a realizada em 2017 após a tentativa de secessão. (Com agências internacionais).

 

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Terceiro dia de protestos na Catalunha termina com 33 presos e 96 feridos

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Os protestos na Catalunha começaram depois da condenação de líderes separatistas

Catalunha: manisfestantes protestam em rodovias da região (Juan Medina/Reuters)

Madri —A polícia prendeu 33 pessoas e divulgou que 96 ficaram feridas durante o terceiro dia de protestos na Catalunha, contra a sentença do Tribunal Supremo da Espanha, que condenou nove líderes independentistas à prisão, segundo balanço tornado público nesta quinta-feira.

Segundo o Ministério do Interior do país, a maior parte das detenções, 12 no total, aconteceram em Barcelona, que teve mais uma noite de barricadas, com automóveis e lixeiras incendiadas, e ataques aos agentes, com pedras, coquetéis molotov.

Outros 11 manifestantes foram presos em Lérida, cinco em Tarragona e três em Girona.

Nos confrontos, 46 integrantes do efetivo das forças catalãs de segurança, assim como da polícia espanhola, ficaram feridos.

Assim como nos dias anteriores, os bloqueios de rodovias seguiram na Catalunha, já que as principais da região também são palco de manifestações que se dirigem a Barcelona, a partir de diversos pontos da comunidade regional, para participar da greve geral marcada para sexta-feira.

 

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Trump anuncia ajuda em segurança para Guatemala, El Salvador e Honduras

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Assistência específica para Guatemala, El Salvador e Honduras foi anunciada por Trump após os três países firmarem acordos para conter emigração irregular

Presidente americano anunciou ajuda para segurança em três países pelo Twitter
(foto: Olivier Douliery/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que Guatemala, El Salvador e Honduras receberão “assistência específica nas áreas de ordem pública e segurança”, após  Washington firmar acordos migratórios com os três países.

“Os Estados Unidos vão aprovar em breve uma assistência específica para as áreas de ordem pública e segurança”, tuitou Trump após Washington assinar os acordos de asilo para deter a emigração irregular.
Trump comemorou que os três países estejam trabalhando para deter o tráfico de pessoas, em um  momento em que o número de imigrantes detidos na fronteira com o México cai, após o topo em 13 anos atingido em maio passado.
O secretário americano de Estado, Mike Pompeo, informou ao Congresso sua intenção de retomar a ajuda a El Salvador, Guatemala e Honduras.
“No início deste ano (…) instrui o departamento de Estado e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) que interrompessem temporariamente a ajuda a estes países até que seus governos adotassem medidas para reduzir o enorme número de emigrantes em direção à fronteira americana”, mas “para permitir um maior progresso nos esforços destes países, alguns fundos específicos (…) serão retomados”.
Segundo Pompeo, isto servirá para apoiar programas que promovam esforços conjuntos visando deter a  “imigração ilegal” a partir de El Salvador, Guatemala e Honduras.
Em maio, os Estados Unidos detiveram 144 mil pessoas na fronteira com o México, antes de firmar acordos com México, Guatemala, Honduras e El Salvador para deter a imigração ilegal.
Em setembro, o número de detidos na fronteira sul caiu a 52 mil.
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