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Cultura

Flip começa nesta quarta com homenagem a Euclides da Cunha

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A Festa Literária apresenta temas de Os sertões vistos por olhos contemporâneos

Euclides da Cunha vai ser homenageado na Flip deste ano (Foto: Reprodução)

Quando escolheu Euclides da Cunha como homenageado da 17ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a curadora Fernanda Diamant pensou não só no caráter fundador de uma ideia de Brasil trazida pelo trabalho do autor, mas também na junção de lados opostos. Ela lembra que tanto a esquerda quanto a direita se apropriaram de Euclides e sua obra, o que permite sublimar ideologias quando se trata de Os sertões. É, portanto, com esse tom político espalhado por todas as 21 mesas propostas na programação que a Flip tem início hoje, com uma abertura tocada pela historiadora Walnice Nogueira Galvão e um espetáculo dirigido por Camila Mota, do Teatro Oficina. “Ele tem um ponto de vista muito fundador do Brasil e que é anterior a toda discussão política atual, mas toca em todos os pontos que a gente precisa discutir”, garante Fernanda.

Camila Mota apresenta uma montagem feita a partir da encenação de Os sertões, criada por José Celso Martinez Corrêa em 2000, enquanto a crítica literária Walnice Nogueira Galvão fica encarregada de dar uma aula sobre Euclides. Professora emérita da Universidade de São Paulo (USP) e autora de No calor da hora: a guerra de Canudos nos jornais, reeditado este ano pelo Cepe, Euclidiana: ensaios sobre Euclides da Cunha, Walnice ensina que Os sertões ajuda a entender o Brasil. Foi, segundo ela, o primeiro livro a falar de genocídio no país e tem uma atualidade considerável. “Fala do Brasil de agora”, garante a pesquisadora. Ela sugere uma leitura apaixonada do relato de Euclides, com disposição para se deixar levar pela linguagem. “Não é uma linguagem de todo dia, mas que corresponde a monstruosidade que ele está relatando. Ele não pode relatar um genocídio com linguagem qualquer. Na descrição dele, até a natureza está abalada pela monstruosidade. A terra está em revolução, as plantas também, tudo concorre para a grande tragédia”, analisa.

Leitura contemporânea

 

Entre os 23 convidados desta edição, todos trazem, de alguma forma, um tema euclidiano na fala e na escrita. “Acho que o Euclides abre um guarda-chuva enorme, porque fala de vários assuntos, da violência da terra, toca em pontos ambientais, fala de queimada, da ciência do período, que era bastante preconceituosa”, explica Fernanda. “A ideia é fazer uma leitura dele através dos convidados, que eles o atualizem e tratem contemporaneamente de vários temas nos quais ele toca em outros períodos da história.” Se convidados como Walnice e o português Miguel Gomes estão diretamente envolvidos com o autor e Os sertões — ela com pesquisa, ele em processo de filmagem da versão cinematográfica do livro —, há uma série de outros cuja ligação não é necessariamente explícita.

Jarid Arraes vem do Ceará com uma escrita que mistura o mundo pop contemporâneo e as referências tradicionais da região do Cariri, onde cresceu. Seu Redemoinho em dia quente é uma coletânea de contos aos quais nada escapa. O carioca Miguel del Castillo mergulha em cenário turístico para revirá-lo e falar das desigualdades inevitáveis na América Latina em Cancún e a venezuelana Karina Sainz Borgo tem a Venezuela decadente pós-Chávez como pano de fundo para o best-seller Noite em Caracas, editado em 22 países. “Karina fala da Venezuela e Miguel, de um menino que tem uma relação complicada com o Rio de Janeiro e encontra refúgio em grupo de jovens da igreja evangélica. Então, também tem uma relação com Canudos por esse viés de Antônio Conselheiro” avisa a curadora, que também trouxe Ailton Krenak para as discussões. “Euclides também foi para Amazônia, e Ailton é um cara que pensa a cultura indígena, entende das cosmologias indígenas, é um pesquisador e um intelectual.”

A África vista sob uma ótica contemporânea e local estará nas falas do franco-ruandense Gaël Faye, do angolano Kalaf Epalanga e de Ayòbámi Adébáyò, considerada a nova Chimamanda Adichie da literatura nigeriana. Em Meu pequeno país, Faye fala de uma infância abortada pelo genocídio de Ruanda e Adébáyò transita entre a tradição e a emancipação feminina em Fique comigo.

 

Meio ambiente e ciência são temas políticos no cenário brasileiro de 2019. Em tempos de seguidores de seitas que proclamam a terra plana, cientistas como o neurocientista Sidarta Ribeiro e jornalistas como o americano David Wallace-Wells e a brasileira Cristina Serra abordam preocupações concretas e urgentes. Aquecimento global está na pauta de Wallace-Wells, editor da New York Magazine e autor de A terra inabitável. Já Cristina se debruça sobre capítulo recente da história brasileira em Tragédia em Mariana: a história do maior desastre ambiental do Brasil.

E a neurociência no meio disso? Bem, estudar os sonhos pode ser um caminho para compreender melhor a humanidade e Sidarta Ribeiro, fundador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal de Natal, mostra isso em O oráculo da noite, belíssimo livro sobre a história e a ciência do mundo onírico. A lista de convidados tem ainda nomes como o da americana Kristen Roupenian, autora do mais esperado que celebrado Cat Person, e os brasileiros Bráulio Tavares, Marilene Felinto, Marcelo D’Salete, Ava Rocha, Amir Klynk e Adriana Calcanhoto.

 

 

 

17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)

De hoje a domingo, no Auditório da Praça Matriz de Paraty

 

 

 

 

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    Cultura

    Mestre de teatro de bonecos do DF faz apresentação online durante isolamento social

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    Chico Simões participa de evento nesta terça-feira (19), às 10h. Encenação vai ser transmitida pelas redes sociais do artista.

    Mestre bonequeiro do DF, Chico Simões faz apresentação a distância para divertir os moradores da capital — Foto: Chico Simões/Divulgação.

    Para manter a cultura do teatro de bonecos viva, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, o bonequeiro Chico Simões faz, nesta terça-feira (18), uma apresentação online para quem está em isolamento social. O evento ocorre às 10h e será transmitido nas redes sociais do artista.

    A iniciativa é resultado de uma parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o órgão, o evento pretende dar visibilidade a práticas e saberes de mestres bonequeiros e incentivar o isolamento social para os moradores da capital

    Sobre Chico Simões

     

     

    Mestre bonequeiro do DF, Chico Simões — Foto: Chico Simões/Divulgação

    Bonequeiro há 40 anos, Chico Simões conta que se encantou com esse mundo quando era criança, ao ver um boneco de ventríloquo. “Eu gostei e achei muito engraçado o boneco falar, principalmente porque ele só respondia o que queria”, explica o artista.

    Chico afirma que, quando tinha 20 anos de idade, assistiu a uma apresentação do grupo “Carroça de Mamulengos” e a paixão se concretizou. “Eu vi a apresentação fiquei impressionado como os bonecos eram vivos, como eles se comunicavam bem com o público, como o público respondia e se divertia com aquilo.””Então, eu pensei, olha que coisa fantástica e isso é tudo que eu quero na vida. Tudo que eu sonho é poder ter um teatro, que eu possa viajar com ele e que eu possa apresentar em qualquer lugar para qualquer pessoa.”

    Programe-se

    Patrimônio Cultural #Emcasa, com Chico Simões

    • Data: terça-feira (19)
    • Horário: 10h
    • Local: no Instagram
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    Brasil

    Moro se demite e cita ‘interferência política’ de Bolsonaro na Polícia Federal

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    Moro convocou um pronunciamento no Ministério da Justiça; fontes confirmam o pedido

    O ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro pretende anunciar nesta sexta-feira, 24, sua saída do governo Jair Bolsonaro. A intenção do ministro foi confirmada por fontes ouvidas pela VEJA. Moro convocou um pronunciamento para as 11 horas no Ministério da Justiça. Será nesta fala que ele vai oficializar seu desembarque do governo.

    Acossado por teorias de que pode ser traído a qualquer momento por seus auxiliares, Jair Bolsonaro costuma dizer que nenhum ministro é insubstituível. No início do mês, no auge do esgarçamento da relação com o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente afirmou que usaria a caneta para assinar a demissão de subordinados que estavam “se achando” e tinham “virado estrelas”. O recado da ocasião tinha destinatário certeiro, mas não perdeu a validade. Pela lógica da ala ideológica bolsonarista, se o governo sobreviveu à queda de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, também poderia dar seguimento a um antigo desejo do presidente, o de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

    Sergio Moro reúne-se com o presidente Bolsonaro todas as quintas-feiras. Na última delas, 23, recebeu do presidente a informação de que Valeixo seria substituído. Mais popular ministro do governo, Moro, a quem a PF é subordinada, não gostou do que ouviu e, conforme revelou, afirmou que “se Valeixo sair, eu saio”. Diante da reação do chefe da Justiça, Bolsonaro não recuou da intenção de trocar o comando da PF. Horas depois, a exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial da União.

    O comunicado sobre a troca de comando na PF não foi a primeira vez que Bolsonaro tentou se livrar do braço direito do ministro – no ano passado, dois delegados, o atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem e o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, deflagraram uma guerra de bastidores para ocupar nacos do arco de influência de Moro. Com o apoio de deputados da chamada bancada da bala, Torres chegou a se reunir individualmente com Bolsonaro para tentar convencê-lo a cindir a pasta de Moro em duas: a da Justiça de cunho eminentemente administrativo e que poderia ficar com o ex-juiz da Lava-Jato, e a da Segurança Pública, o braço operacional do ministério responsável por operações policiais, investigações e recuperação de dinheiro desviado, todas áreas de atuação de Moro quando magistrado, mas que não deveriam ficar com o ex-juiz. O atual chefe da Abin conta com o apoio irrestrito do vereador Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois e o mais influente da primeira-família em processos de convencimento do pai.

    O episódio acabou abortado em boa parte por intervenção do general Augusto Heleno. Na quinta, 23, generais voltaram a tentar sensibilizar o presidente a não comprar briga com Sergio Moro. A avaliação deles era a de que Moro ainda é a personificação da Lava-Jato e sua demissão levaria o governo a perder a bandeira do combate à corrupção. Nos bastidores, a cada vez que Moro é perguntado sobre a ingerência que Maurício Valeixo teria nas investigações da Polícia Federal, ele se remete às antigas administrações da PF e conclui que, a despeito de movimentos de ministros petistas para barrar o avanço da Operação Lava-Jato, policiais federais tiveram autonomia para tocar investigações.

    As movimentações para trocar o comando da Polícia Federal e, por tabela, desgastar o ministro Sergio Moro ocorreram no momento em que acaba de ser aberto inquérito para investigar de quem partiu o financiamento do ato antidemocrático de domingo, 19, quando o presidente Bolsonaro discursou para manifestantes que pediam a volta da ditadura. As investigações do inquérito, incluindo contra dois parlamentares apontados como suspeitos pelo procurador-geral Augusto Aras, serão tocadas pela Polícia Federal, que hoje está no centro do tiroteio entre o presidente e o ministro.

    A investida de Bolsonaro contra Moro também coincide com a decisão do presidente Bolsonaro de fazer acenos a parlamentares do chamado Centrão, que reúne partidos como o PL, um dos protagonistas do mensalão, e o PP, legenda mais implicada na Lava-Jato. A aproximação do Executivo com as siglas pilhadas em escândalos de corrupção ocorre como parte de uma tentativa de desgastar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tem protagonizado no Congresso a aprovação de medidas de combate ao novo coronavírus.

    No auge das negociações na quinta-feira para a permanência de Moro no governo, um ministro ironizava a demissão iminente: “Moro vai ter direito aos 600 reais enquanto durar a pandemia?”

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    Cultura

    Festival online reúne apresentações de 40 artistas do DF a partir desta sexta

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    Evento será transmitido por perfis de músicos em rede social. Veja programação deste fim de semana.

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    Em tempos de pandemia do novo coronavírus, músicos do Distrito Federal se uniram para realizar o Festival 40 Minutos. O evento, que começa nesta sexta-feira (3), vai promover apresentações de 40 artistas da capital aos finais de semana até o fim do mês (veja programação inicial abaixo).

    Os shows terão 40 minutos e serão transmitidos ao vivo e gratuitamente nos perfis dos artistas em redes sociais. Os links para cada apresentação também podem ser encontrados nas páginas do festival no Facebook e no Instagram.

    Segundo os organizadores, o objetivo é movimentar a cultura do DF durante o período de isolamento social. Nesta sexta, se apresentam o DJ Prezi e os músicos Juçara Dantas e Tiago Tunes.

    Nos próximos dias, também participam do evento artistas como Nãnan, Manassés de Sousa, Juçara Dantas, Victor Vasconcelos, Litieh, Alessandra Terribili e DJs como Barata, Wash, Mica e Eldy.

    Programação do festival entre 3 a 5 de abril

    03/04 (sexta-feira)

    • 19h00 – 19h40: DJ Prezi @prezi.br
    • 19h50 – 20h30: Victor Vasconcelos @victorvasconcelos_
    • 20h40 – 21h20: Henrique Crasto @henriquecrasto
    • 21h30 – 22h10: Alberto Salgado facebook.com/alberto.salgado.3152

    04/04 (sábado)

    • 19h00 – 19h40: DJ Afrika @afrikaoficial1
    • 19h50 – 20h30: Juçara Dantas e Tiago Tunes @jujuonly @tiagotunes7
    • 20h40 – 21h20: Clara Telles e Aloísio Brandão @cla_telles
    • 21h30 – 22h10: Letícia Fialho @leticiafialhoeu

    05/04 (domingo)

    • 19h00 – 19h40: DJ Leo Cabral @sir.leocabral
    • 19h50 – 20h30: Manassés de Sousa facebook.com/manasses.sousa.9
    • 20h40 – 21h20: Fabrício Santana @fabriciosantanamusic
    • 21h30 – 22h10: Litieh @litieh
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    Cultura

    Setor de turismo teme prejuízos com avanço do novo coronavírus

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    Apesar de não haver levantamento do setor, empresários brasilienses do ramo de viagens comentaram ao Correio sobre o impacto no mercado após o aumento de contaminação pela doença

    Para quem for viajar, o ideal é manter a higienização das mãos e evitar proximidade com pessoas doentes
    (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

    Com 55 casos suspeitos e um confirmado no Distrito Federal, o coronavírus começa a assustar os viajantes brasilienses. Por causa da doença, o mercado de turismo da capital já avalia os impactos. Apesar de não haver levantamentos do setor, o Correio conversou com agências de viagens que se queixam da queda de vendas, principalmente para pacotes internacionais. Com a proximidade do feriado da Semana Santa, os empresários estão em alerta.
    Diretor de uma agência de viagens na Asa Norte, Igor Heuse Nascimento, 30 anos, comenta que teve alguns cancelamentos de viagens com o aumento da contaminação por coronavírus. Entretanto, ele afirma que pessoas que estão com viagens agendadas para o segundo semestre seguem confiantes. “Um cliente estava com viagem marcada para Itália agora em maio, e ele decidiu adiá-la para setembro. De fato, no começo, o pessoal assusta um pouco”, conta.
    A agência onde Igor trabalha atende a muitos grupos escolares. “Estamos com uma viagem agendada para Salvador. Tivemos reunião com os pais dos alunos, que estão mais tranquilos, mas sempre fazem perguntas e estamos informados para responder”, frisa. Uma prática adotada pela agência do empresário é de munir os guias com álcool em gel. “Estamos sempre reforçando esses padrões de higiene e de segurança”, ressalta.
    Na empresa de Carlos Vieira, 55, também na Asa Norte, as viagens nacionais seguem quase sem alterações, mas as internacionais sofreram transferência de data. “Percebemos que as pessoas estão reticentes, mas não observamos cancelamentos. A expectativa é de que esse problema não se alastre para os voos domésticos”, diz. O empreendedor lembra que o país passou por outras crises na saúde, e ele encara o imprevisto como natural. “Tivemos a gripe aviária, a suína, vaca louca e outras catástrofes, que são coisas naturais. Por exemplo, temos a dengue, que mata muito mais, mas falamos pouco dela”, reforça. Carlos completa, porém, que as expectativas para as vendas para o feriado da Semana Santa eram maiores. “A gente sempre espera mais, não está aquela coisa aquecida. É uma data religiosa em que há procura por destinos com essa motivação”, lembra o empresário.
    A reportagem entrou em contato com a Inframérica, à frente da administração do Aeroporto Internacional de Brasília, entretanto, o consórcio informou que o próximo levantamento deve ser divulgado na primeira semana de abril, próximo ao feriado da Semana Santa. O Correio também procurou a Associação Brasileira de Agência de Viagens do DF (Abav-DF) para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

    Cancelamento

    Antes de o coronavírus chegar ao Brasil, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), vinculado à Secretaria de Justiça (Sejus), emitiu orientações para viajantes com passagens compradas para países com maior notificação da doença. De acordo com o órgão, os consumidores com viagens marcadas podem fazer alterações ou cancelamentos sem custos adicionais.
    De acordo com o Procon, o cliente deve, inicialmente, procurar a empresa para tentar resolver o problema. Entretanto, caso não seja possível fazer a alteração, o consumidor pode pedir o valor integral de volta. O risco à vida, à saúde e à segurança garantem esse tipo de serviço. Se não for possível resolver o problema na agência, o interessado pode acionar o Procon.

    Vai viajar?

    O infectologista Werciley Júnior, chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Grupo Santa Lúcia, dá dicas de como evitar uma contaminação na hora de pôr o pé na estrada.
    » Os cuidados para aqueles que vão viajar são os mesmos do dia a dia: manter a higienização das mãos e evitar proximidade com pessoas doentes;
    » Quem estiver doente e apresentando espirros ou tosse, o ideal é usar máscara. Além disso, essa pessoa deve evitar tocar em corrimãos e cumprimentar pessoas com toques, diminuindo o contato;
    » Dentro de aviões, por exemplo, há filtros de ar que fazem a renovação dele constantemente. Por isso, a chance de contrair a doença dentro da aeronave é um pouco reduzida;
    » Quem viajar e, posteriormente, apresentar sintomas da doença, deve procurar uma assistência hospitalar para passar por exames;
    » É ideal que as pessoas entendam que o coronavírus é novo e, basicamente, todo mundo é suscetível a ele. A grande maioria pega por proximidade, por isso, há a importância de higienizar as mãos e evitar a proximidade;
    » No Brasil, estamos na fase de contenção de infecção e ainda não é recomendado suspender viagens. Se o viajante seguir as recomendações de higiene, pode fazer uma viagem tranquila e sem problemas.
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    Cultura

    Divinas Tetas remarca evento para este sábado, no DF

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    Impasse com alvará impediu realização da festa na segunda-feira de carnaval. Bloco que homenageia movimento tropicalista sai na Funarte; entrada gratuita.

    Banda Divinas Tetas durante o festival Imagina no Carnaval 2019, em Brasília — Foto: Shake It/Divulgação

    O Bloco das Divinas Tetas sai no sábado (29), das 12h às 18h, no gramado próximo ao Complexo Cultural Funarte, em Brasília (veja detalhes no final da reportagem). A festa, que aconteceria na segunda- feira (24), na Asa Norte foi cancelada depois que o alvará foi negado.

    Parte do gramado da quadra 207 – onde estava marcado o bloco – pertence à Universidade de Brasília (UnB) e parte ao poder público. Segundo os produtores, a negativa teria se dado a partir da reclamação dos moradores da região (saiba mais abaixo).

    O Divinas Tetas existe desde 2016 e homenageia o movimento tropicalista. Com banda própria, o repertório inclui músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Gal Gosta, Tom Zé e Novos Baianos.

    Em 2019, o bloco atraiu 50 mil pessoas, segundo os organizadores.

    O vocalista da banda Divinas Tetas, Aloísio Michael, durante show no carnaval de 2019 em Brasília — Foto: Secretaria de Cultura do DF/Divulgação

    O vocalista da banda Divinas Tetas, Aloísio Michael, durante show no carnaval de 2019 em Brasília — Foto: Secretaria de Cultura do DF/Divulgação

    Impasse na liberação do alvará

    De acordo com os organizadores do bloco, para realizar a festa na segunda-feira de carnaval, no gramado da 207 Norte, o “primeiro passo” foi procurar pela UnB. “Neste momento inicial, o posicionamento da Universidade foi verbal e apresentou assertividade na resposta de que não competia à UnB a anuência para a utilização do terreno”, disseram os organizadores.

    Segundo a nota emitida pelo grupo, “o processo de licenciamento do evento chegou a ser aceito pela Administração Regional do Plano Pilotou uma semana antes da data prevista, no dia 17 de fevereiro”. Mas, três dias depois, foi anulado.

    Na quinta-feira (20), um ofício de solicitação de revogação da licença de utilização do terreno da 207 Norte foi despachado e assinado pelo vice-reitor da Universidade de Brasília. Segundo o bloco, o argumento foi “de que este tipo de evento apresentaria potencial de risco”.

    Por meio de nota, ainda na segunda-feira (24), quando o bloco foi cancelado, a UnB informou que “é a favor da livre manifestação e da diversidade artística e cultural, patrimônios do povo brasileiro” e que a decisão sobre a ocupação do espaço é de responsabilidade do governo do DF.

    Segundo os produtores, a autorização para sair no gramado da Funarte, neste sábado, está confirmada. “Entrou-se em contato com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa e com a Administração Regional do Plano Piloto para dialogar sobre a possibilidade de realizar o evento em outra data e local. A proposta foi bem recebida e aprovada”, afirmam.

    Programe-se:

    Bloco das Divinas Tetas

    • Data: sábado (29)
    • Horário: 12h às 18h
    • Local: gramado entre o Complexo Cultural Funarte e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães
    • Entrada gratuita
    • Classificação livre
    • Outras informações na rede social do evento
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    Cultura

    Exposição faz paralelo entre céu de Brasília e legado de Leonardo da Vinci; veja fotos

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    Fotografias de Leonardo Caldas destacam fenômenos naturais em pontos turísticos da capital. Mostra fica em cartaz até 24 de novembro; entrada é gratuita.

    Exposição faz paralelo entre céu de Brasília e legado de Leonardo da Vinci — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    O céu de Brasília foi o cenário escolhido pelo brasiliense Leonardo Caldas para inspirar as mais de 20 mil fotografias feitas por ele que imortalizam fenômenos da natureza.

    Alguns registros de estrelas, eclipses e uma série de pores do sol foram compilados pelo astrofotógrafo em uma exposição no shopping Iguatemi, em cartaz até 24 de novembro. A entrada é gratuita.

    Na mostra, além da beleza da atmosfera candanga, as imagens fazem um paralelo com obras do inventor, artista e cientista Leonardo da Vinci (1452-1519). A referência é uma homenagem aos 500 anos de legado do italiano, famoso pela pintura do quadro “Mona Lisa”

    Foto de brasileiro é escolhida pela Nasa para site de astrofotografia — Foto: Arquivo Pessoal / Leo Caldas

    Entre os registros, a foto do último eclipse total do sol (veja acima), em julho, ganha destaque na exposição. A imagem capta o momento em que os astros se sobrepõem e, no mesmo instante, um grupo de aves passa pelos céus.

    A fotografia foi escolhida pela Nasa para o site Astronomy Picture of the Day (Apod), que publica a cada dia uma nova foto de fenômenos astronômicos pelo mundo.

    “A imagem mostra a relação de sombras entre objetos circunferenciais”, explica Caldas. “Inclusive, pinturas de Da Vinci são conhecidas pelo destaque das sombras”.

    “Ele pintava com sombras diferentes para destacar objetos e, na astronomia, aproveitamos o mesmo método.”

    Aviões sobrevoam céu de Brasília; ao fundo, a lua — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    Aviões sobrevoam céu de Brasília; ao fundo, a lua — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    A exposição

    Para selecionar as obras expostas, 16 fotografias ao todo, o artista brasiliense conta que priorizou as que possuíam maior relação com a obra de Da Vinci.

    Na lista, fotos do momento em que aviões cruzam o céu de Brasília e, na rota minuciosamente estudada pelo fotógrafo, passam em frente à lua (veja acima). Em alguns registros, é possível perceber apenas a sombra da aeronave e, em outros, a simetria da lua que parece “repousar” sobre a asa do avião.

    A quem perguntar sobre a relação entre aviões e Da Vinci, o fotógrafo lembra que o inventor italiano é responsável por uma série de esboços e estudos sobre voos. “Na época, ele não pensava em construir aviões, mas foi um dos primeiros a pensar no desenho das asas”.

    Esboço de Leonardo da Vinci mostra paraquedas piramidal — Foto: Reprodução

    Esboço de Leonardo da Vinci mostra paraquedas piramidal — Foto: Reprodução

    Veja imagens

    Fotógrafo de Brasília registra Via Láctea — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    Fotógrafo de Brasília registra Via Láctea — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    Fotógrafo de Brasília registra astros no céu  — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    Fotógrafo de Brasília registra astros no céu — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

    Exposição faz paralelo entre céu de Brasília e obras de Leonardo da Vinci — Foto: Reprodução

    Exposição faz paralelo entre céu de Brasília e obras de Leonardo da Vinci — Foto: Reprodução

    O fotógrafo

    Leonardo Caldas tem 43 anos e trabalha como professor de educação física na rede pública do Distrito Federal. Há 8 anos, ele faz fotografias de fenômenos naturais como hobby e publica as fotos nas redes sociais.

    A paixão pela astronomia começou ainda na infância, segundo disse , quando ganhou um telescópio, aos 8 anos. “Era uma luneta simples, mas a família sempre estimulava”.

    Desde então, ele se dedica ao estudo dos astros e até mesmo desenvolveu um método próprio para acompanhar os fenômenos naturais.

    Programe-se

    Homenagem aos 500 anos do legado de Leonardo da Vinci

    • Data: até 24 de novembro
    • Local: Shopping Iguatemi (2º piso) – SHIN CA 4 (Lago Norte)
    • De graça
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