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Filho mais velho de Trump aceita depor ao Senado sobre contatos russos

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Comitê de Inteligência suspeita que Donald Trump Jr, tenha mentido em depoimento anterior sobre interferência da Rússia nas eleições de 2016

Donald Trump Jr, o filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, aceitou prestar depoimento ao Comitê de Inteligência do Senado americano após ter fechado um acordo com os congressistas sobre as condições para falar sobre seus contatos com cidadãos russos.

Segundo a imprensa local, Donald Jr. testemunhará de duas a quatro horas em meados de junho e as perguntas serão focadas em cinco ou seis temas relacionados a suas conexões com a Rússia.

Os termos preveem que este será o único depoimento do filho do presidente ao Comitê de Inteligência. No último dia 8, esse mesmo comitê emitiu uma citação judicial para forçá-lo a testemunhar, em meio a suspeitas de que ele poderia ter mentido aos congressistas sobre o assunto em uma conversa anterior.

A citação é a primeira que o Congresso dos Estados Unidos emite ao filho de um líder americano e confirma que o órgão legislativo continua com a investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, mesmo depois de o procurador especial Robert Mueller ter concluído sua própria averiguação.

De maioria republicana, o comitê quer que Donald Jr. volte a testemunhar diante de seus integrantes, a portas fechadas, sobre as circunstâncias do encontro que manteve com a advogada russa Natalia Veselnitskaya no dia 9 de junho de 2016 em Nova York, durante a campanha eleitoral.

A oposição democrata acredita que, nas conversas anteriores com o Congresso, o filho do presidente pode ter mentido sobre ter informado ou não a Trump que compareceria a essa reunião, de acordo com o jornal The Washington Post.

O encontro ocorreu na Trump Tower e dele também participaram o genro do agora presidente, Jared Kushner, e o então chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, atualmente preso por crimes financeiros. Essa reunião foi investigada particularmente por Mueller, mas o procurador concluiu não haver provas de que a campanha republicana tivesse permitido a ingerência eleitoral da Rússia.

Apesar disso, o relatório de Mueller afirmou que Michael Cohen, advogado pessoal de Trump durante a campanha de 2016, assegurou ter presenciado uma reunião na qual Donald Jr disse ao pai que pretendia “obter informações desfavoráveis sobre (Hillary) Clinton”, a então candidata democrata, por meio de um contato não identificado.

“Pelo tom da conversa, Cohen pensou que Trump Jr. já tinha conversado antes sobre o encontro com seu pai”, afirma a versão liberada do relatório de Mueller.

Esse testemunho intrigou o comitê liderado pelo senador republicano Richard Burr porque entra em contradição com as declarações que Donald Jr. lhe deu em 2017, de acordo com o Washington Post e o The New York Times.

Membros conservadores da Casa, liderados por Lindsey Graham, criticaram a convocação do filho do presidente mesmo depois da insuficiência de provas do relatório da Procuradoria, mas o acordo alcançado na terça-feira 14 pode abrir caminho para o esclarecimento deste assunto, que divide os republicanos no Senado.

(Com EFE)

 

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Imagens sugerem que base de mísseis na Coreia do Norte foi aprimorada

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Segundo um grupo de pesquisas dos EUA, uma base de lançamento de mísseis no país foi aprimorada

Coreia do Norte: grupo dos EUA afirma que um veículo continua estacionado na instalação de observação, que registra dados (Korean Central News Agency (KCNA)/Reuters)

Um grupo de pesquisas dos Estados Unidos (EUA) informou que uma análise feita por seus integrantes indica que uma base de lançamento de mísseis na Coreia do Norte foi aprimorada.

Nessa quinta-feira (16), o grupo, denominado 38 North, divulgou os resultados da análise de imagens de satélite, que mostram a Estação de Lançamento de Satélite Sohae, em Tongchang-ri, localizada na parte noroeste da Coreia do Norte.

Segundo a equipe, uma foto tirada em 18 de abril parece mostrar que a construção de um prédio em L foi concluída em uma área onde são montados os componentes relacionados a lançamentos.

O grupo afirma que um veículo continua estacionado na instalação de observação, que registra dados.

Acredita-se que a estação de lançamento esteja pronta para entrar em operação.

 

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Negociação sobre o Brexit fracassa e May se vê mais perto da demissão

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Nos últimos dias ficou claro que o acordo de May pode falhar novamente em uma quarta votação, marcada para o início de junho

Theresa May: temendo a permanência da primeira-ministra, os deputados conservadores pediram na quinta-feira que ela estabeleça uma data clara para sua partida (Francois Lenoir/Reuters)

As negociações entre o governo e a oposição para encontrar uma saída ao bloqueio do Brexit se romperam nesta sexta-feira (17), empurrando um pouco mais para a saída a primeira-ministra Theresa May, já pressionada por seu próprio partido.

As discussões “foram o mais longe possível”, anunciou o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, atribuindo o fracasso à “crescente fraqueza e instabilidade” do Executivo.

Iniciados no início de abril, esses contatos tinham como objetivo encontrar um acordo sobre o Brexit que pudesse obter o apoio da maioria parlamentar. Desde janeiro, a Casa rejeitou três vezes o texto assinado pela primeira-ministra em novembro com seus 27 parceiros europeus.

Segundo Corbyn, porém, nas últimas semanas, “a posição do governo se tornou cada vez mais instável, e sua autoridade foi corroída”, minando a “confiança na capacidade do Executivo de chegar a um acordo”.

“Muitas vezes, as propostas de sua equipe de negociação foram publicamente contraditas por declarações de outros membros do gabinete”, disse ele, enfatizando que tudo isso ocorria enquanto o Partido Conservador avançava no processo de seleção de um novo líder.

May prometeu aos conservadores mais eurocéticos que deixaria o cargo assim que conseguisse a aprovação do acordo negociado com Bruxelas. Ela chegou ao poder em 2016, após a renúncia de David Cameron em razão da vitória do Brexit no referendo.

Os eurocéticos consideram que a primeira-ministra fez concessões inaceitáveis à União Europeia durante os dois anos de negociações e não querem que ela continue no comando para a segunda, e mais importante, etapa do Brexit: o acordo sobre a futura relação entre ambas as partes.

Nos últimos dias, ficou claro, contudo, que o acordo de May pode falhar novamente em uma quarta votação, marcada para o início de junho na Câmara dos Comuns.

E, temendo a permanência da primeira-ministra, os deputados conservadores pediram na quinta-feira que ela estabeleça uma data clara para sua partida, independentemente do resultado da votação parlamentar.

“Com lágrimas nos olhos”

Depois dessa votação, explicou Graham Brady – responsável pela organização do grupo parlamentar conservador -, “ela e eu nos encontraremos novamente para chegar a um acordo sobre o cronograma para a eleição de um novo líder partidário”.

“E isso vai acontecer independentemente do resultado da nova votação”, ressaltou.

“Os homens de cinza disseram a uma Theresa May com lágrimas nos olhos que seu tempo acabou”, resumiu nesta sexta o jornal conservador “Daily Telegraph”.

“Na prática, isso significa que Theresa May partirá no final de julho, o mais tardar, para permitir que o partido eleja um novo líder a tempo de sua assembleia geral em setembro”, apontou o jornal, prevendo “uma luta” pelo poder que causará enormes divisões internas.

Enquanto May se reunia com Brady, o controverso ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, um fervoroso defensor do Brexit e um dos principais rivais de May dentro de sua própria formação, anunciou publicamente que seria um candidato para o cargo de primeiro-ministro.

Após o referendo de junho de 2016, em que 52% dos britânicos votaram a favor do Brexit, o Reino Unido deveria ter deixado a UE em 29 de março.

A repetida rejeição do Parlamento ao acordo de divórcio com Bruxelas levou May a pedir um adiamento “flexível” do Brexit, até 31 de outubro. O país pode deixar o bloco mais cedo se encontrar uma solução para o bloqueio.

 

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Segundo líder da oposição, diálogo pelo Brexit terá pausa

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Segundo Jeremy Corbyn, conversas sobre o divórcio do Reino Unido e da União Europeia “foram agora o mais longe possível”

Brexit: Corbyn enviou uma carta à Theresa May (Hannah Mckay/Reuters)

Londres – Líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, a principal sigla da oposição, Jeremy Corbyn afirmou nesta sexta-feira que foi “o mais longe possível” nas conversas com o governo sobre a saída do país da União Europeia, o Brexit. Segundo ele, é preciso agora haver uma pausa no diálogo, embora Corbyn disse que estaria disposto a avaliar novas propostas mais adiante.

A decisão dos oposicionistas não foi uma surpresa e significa que a trajetória do país fora da UE continua a não ter clareza, quase três anos após eleitores votarem para abandonar o bloco, no plebiscito de 2016.

Em carta à premiê Theresa May, Corbyn afirmou que as conversas entre as partes sobre o Brexit em busca de uma maioria entre os legisladores britânicos para o Brexit “foram agora o mais longe possível”.

Corbyn disse que o Partido Trabalhista havia abandonado as conversas porque negociadores mostraram-se incapazes de acertar suas diferenças. Ele acrescentou que seu partido está cada vez mais preocupado a respeito de qualquer acordo, já que a premiê deve deixar o posto dentro de meses.

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