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Feliciano vai insistir em impeachment de Mourão e diz que vice age como Temer foi com Dilma

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Deputado, que apresentou um pedido de impeachment do vice-presidente, afirma que o plano do general é ‘roubar a cadeira’ de Bolsonaro

Em meio a conflitos quase diários entre as diversas correntes que compõem a gestão de Jair Bolsonaro —militares, olavistas, liberais, evangélicos, entre outros —,  o deputado Marco Feliciano (Pode-SP), vice-líder do governo no Congresso, apresentou formalmente um pedido de impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão. Irritado com o que chama de “postura golpista” do vice, o parlamentar listou uma série de ocasiões em que Mourão se contrapôs a Bolsonaro, incluindo a ida a Washington para uma palestra— o convite do evento citava a “paralisia política” do governo e tratava o vice como a “voz da razão e da moderação” na administração. Em entrevista à ÉPOCA, por e-mail, o parlamentar subiu o tom e atacou Mourão , a quem chamou de “Judas”, “traidor” e “sem caráter”. Para Feliciano, o plano do vice é claro: “Roubar a cadeira do presidente”.

O que motivou o senhor a pedir formalmente o impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão?

Eu pedi pelo bem do Brasil. Em favor da estabilidade das instituições e das reformas estruturais. Não é possível que o vice-presidente da República contradite diariamente o presidente em público. Não é possível que ele se coloque o tempo todo como alternativa de poder, em uma postura golpista à luz do dia. Isso gera instabilidade e mina a autoridade presidencial, mina a instituição Presidência da República, o que é ruim para o país e ruim para as reformas. Casa dividida não para em pé, e para aprovar a nova Previdência o governo tem que mostrar força e unidade. Mourão estava prejudicando muito isso.

No pedido, o senhor lista exemplos de vezes em que Mourão “contraditou” o presidente Jair Bolsonaro. O exercício do contraditório não é normal dentro de um governo? Ou o senhor avalia que o vice-presidente extrapolou?

A diversidade de opiniões é normal e saudável, mas o que é inaceitável é que sejam feitas quase que diariamente e em público, pois isso desgasta a imagem do governo e do presidente. Demonstrar publicamente desunião não é bom para nenhum time. Se o vice quer ajudar, porque não fala em privado com o presidente como todos os que o antecederam no cargo de vice-presidente? Além disso, o que causa estranheza é que muitas das contraditas do Mourão atacam promessas de campanha do presidente Bolsonaro. Promessas que Mourão defendeu também, o que o transforma em um estelionatário eleitoral. Quando ele desdiz o que o presidente sempre afirmou antes e por coerência mantém agora, isso o transforma em um traidor, um Judas.

Também no pedido, o senhor afirma que a atitude do vice-presidente é “claramente conspiratória”. O senhor acha que há uma intenção deliberada dele em contribuir para a queda do presidente?

Eu gostaria de saber qual dos dois é o Mourão verdadeiro? O brutamontes da campanha eleitoral, que pretendia acabar com o 13º salário e fazer uma nova Constituição sem o Congresso, ou esse moço bem-comportado que só fala o politicamente correto que o mais raso do senso comum quer ouvir? É uma mudança muito radical. Me parece evidente que ele está sendo instruído por um bom marqueteiro, justamente para antagonizar o presidente. Isso mostra não apenas que ele é um homem sem caráter, sem identidade, que fala o que as pessoas querem ouvir, como mostra que ele tem o plano de roubar a cadeira do presidente Bolsonaro. Mourão é apenas a ponta do iceberg, a parte visível de uma conspiração. Ele é o único que fala pois não pode ser demitido, mas a quadrilha é bem maior.

O senhor é vice-líder do governo no Congresso, uma função de confiança. Sendo assim, o senhor comunicou previamente o presidente Bolsonaro sobre a apresentação deste pedido de impeachment?

Mantenho contato em linha direta com o presidente, e sempre lhe informo sobre meus atos. Mas pedi o impeachment na condição de parlamentar, não enquanto vice-líder, apesar de essa função ser justamente a de defender o governo. E o governo estava sendo atacado todos os dias, por dentro. Pois no sistema presidencialista, quem encarna o governo é o próprio presidente, que depende de sua autoridade para cumprir seu papel. Vale lembrar que foi exatamente essa a tática de (Michel) Temer para desconstruir a autoridade de Dilma (Rousseff). Já vi esse filme e não vou deixar que façam isso com meu presidente, meu amigo pessoal há dez anos, com quem travo lutas contra a esquerda desde o dia em que pisei no Congresso. A ação deliberada de Mourão é no sentido de enfraquecer a autoridade presidencial. Ele está sendo bem instruído. Se fosse um fato isolado, tudo bem, mas a situação é diária, é só ler os jornais.

  O pedido cita o fato de o Mourão ter curtido, no Twitter, uma publicação em que uma jornalista tecia elogios a ele e criticava o Bolsonaro. Este foi o estopim para a decisão do senhor de apresentar a peça?

É o conjunto da obra, pois diariamente Mourão desdiz o presidente Bolsonaro, sendo de extrema deslealdade para com ele. Isso é indigno, é indecoroso, pois tem como finalidade usurpar a posição do presidente. É só verificar as notícias. Todo dia a mesma coisa. Mas, para mim, a gota d’água foi quando a imprensa apresentou prova documental do comportamento indigno e indecoroso do Mourão, que é crime de responsabilidade. Ele aceitou convite para palestrar em uma instituição estrangeira, na capital de outro país (Estados Unidos), e no convite para essa palestra Mourão era louvado como a “voz da razão e da moderação”, como o homem capaz de guiar o país tanto na agenda doméstica como na externa. No convite, o vice é descrito como o queridinho da imprensa e crítico frequente do próprio presidente. Com sua presença no evento, Mourão chancelou tudo o que ali se passava e dizia, inclusive o escrito no convite. A curtida no Twitter foi apenas mais um dos vários atos de deslealdade. Isso tudo é golpismo à luz do dia

O artigo da Lei do Impeachment citado para embasar a peça diz que é um crime de responsabilidade “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Não é um conceito muito amplo para propor uma medida grave como um impeachment?

Mas é justamente para ser amplo, é o que os juristas chamam de “cláusula aberta”, colocada na lei para facilitar o julgamento político. Segundo o saudoso ministro Paulo Brossard, o impeachment se presta para afastar o mau governante, e não para punir um criminoso. Se o exercício do cargo público por determinada autoridade está sendo ruim para o país, há a possibilidade de afastamento. Mas tem que convencer 2/3 da Câmara e do Senado.

O filósofo Olavo de Carvalho aconselhou ou mesmo incentivou o senhor a apresentar o pedido de impeachment?

O professor Olavo é um visionário. Ele enxerga longe. Como eu, ele também está preocupado com o movimento de setores que não aceitam o resultado das urnas, onde o povo elegeu um projeto conservador. Como perderam no voto agora se infiltram no governo e querem destruir a revolução conservadora por dentro. Não vamos permitir.

O senhor chegou a tratar diretamente do tema com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, depois de protocolar a peça? Qual foi a posição dele?

Apenas o comuniquei por telefone que estava protocolando. Ainda não falei com o Rodrigo pessoalmente. Vamos nos falar essa semana. Certamente ele tomará a melhor decisão para o Brasil, pois hoje ele é um dos fiadores da democracia em nosso país. Há muito tempo um presidente da Câmara não tem tanto prestígio entre os deputados.

Politicamente falando, é sabido que as condições para que este pedido prospere na Câmara são baixas. Por que protocolar o pedido mesmo assim?

A política é feita de símbolos. O tiro de alerta foi dado. Estamos de olho no vice e no seu entorno, e também em outros que o ajudam às escondidas. Não passarão.

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PMDF autua mais de 250 condutores por alcoolemia durante o fim de semana

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Foram utilizados mais de 300 policiais nas operações e 1.789 veículos foram abordados

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O Comando de Policiamento de Trânsito, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), registrou, entre os dias 17 e 19 de maio, mais de 80 ocorrências de trânsito. Entre elas, 257 registros de alcoolemia e embriaguez e 185 autuações por uso de celular. Foram utilizados mais de 300 policiais nas operações, 150 viaturas, 60 ordens de serviço foram executadas e 1.789 veículos foram abordados.
Durante os três dias, a corporação também recolheu 215 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) e Permições para Dirigir (PPD), deteve 42 pessoas e prendeu 10 em flagrante.
Além disso, removeu 23 veículos, apreendeu 550 comprimidos de ecstasy em uma operação contra drogas, removeu 23 veículos, registou 37 Termos Circunstanciados de Ocorrência de transportes (TCO’s) piratas e 42 transportes irrregulares.
As principais operações do fim de semana foram as Álcool zero, Operação Prioridade, Operação de combate ao transporte irregular, Operação de Fiscalização de Trânsito, Caminhada de Combate e enfretamento ao abuso e exploração sexual, Bora de Bike e 16º Volta ao Lago.
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Feminicídio: servidora é morta na sede da Secretaria de Educação

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Crime aconteceu na manhã desta segunda-feira (20/5). Marido entrou, disparou contra a companheira, e se suicidou logo em seguida

(foto: Maurenilson Freire/CB)

Uma servidora da Secretaria de Educação foi assassinada dentro da sede da Secretaria de Educação, na manhã desta segunda-feira (20/5). O crime aconteceu no interior do prédio da 511 Norte. O marido entrou, disparou contra a companheira, e se matou logo em seguida.

As informações foram confirmadas ao Correio pelo secretário Rafael Parente. Ele cancelou a agenda que teria na manhã desta segunda e está em deslocamento para o endereço.

Logo depois, ele confirmou a informação também pelo Twitter. “Houve um homicídio agora na nova Sede II, na 511 norte. Estou a caminho. A Caravana da Educação da Regional do Núcleo Bandeirante está suspensa. O primeiro relato é de que um homem matou a esposa e se suicidou”, escreveu.

Obra nos banheiros

Servidores contaram que os banheiros da secretaria passam por reforma. Por causa disso, quando escutaram os barulhos de tiro, muitos pensaram que fosse barulho de construção. Só houve correria quando os funcionários ficaram sabendo, um pelo outro, do assassinato que havia acontecido.

 

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Colisão entre carro e moto deixa uma pessoa ferida no Eixão Monumental

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O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro ao motociclista, que teve escoriações e lesão na mão esquerda

O motociclista foi levado ao Instituto Hospital de Base do DF
(foto: Divulgação/PMDF)

Uma colisão entre um carro e uma moto deixou uma pessoa ferida nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (20/5), no Eixão Monumental, sentido Rodoviária do Plano Piloto. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro ao motociclista, de 28 anos, que ficou caído na via.

De acordo com o tenente dos Bombeiros Fábio Bohle, a vítima teve escoriações leves e pequena lesão na mão esquerda. Ele foi levado ao Instituto Hospital de Base (IHBDF) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) orientado, estável e consciente. O outro condutor envolvido no acidente, de 25 anos, dirigia um Fiat Siena e nada sofreu.
Uma faixa do Eixão Monumental ficou bloqueada, no entanto, não houve engarrafamento durante a ação do Corpo de Bombeiros. O local ficou sob os cuidados da Polícia Militar.
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