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sexta-feira, 13/02/2026

Exportações brasileiras têm superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro

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A balança comercial do Brasil teve um superávit de US$ 4,342 bilhões em janeiro de 2026, o segundo maior valor para este mês desde 1989. Esse resultado positivo foi influenciado principalmente pela redução nas importações, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta quinta-feira (5).

O superávit representa um aumento de 85,8% em comparação com os US$ 2,337 bilhões registrados em janeiro de 2025, ficando atrás apenas do recorde de janeiro de 2024, que foi de US$ 6,196 bilhões.

As exportações alcançaram US$ 25,153 bilhões, com uma leve queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo a terceira melhor marca para janeiro desde o início da série histórica. As importações totalizaram US$ 20,810 bilhões, caindo 9,8%, o segundo menor valor para o mês desde 1989.

Por setores, as exportações apresentaram variações: agropecuária cresceu 2,1%, apesar da redução de 3,4% no volume, com aumento de 5,3% no preço médio; a indústria extrativa caiu 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio; e a indústria de transformação teve uma leve redução de 0,5%, com diminuição pequena tanto no volume quanto no preço.

Entre os principais produtos que apresentaram queda nas exportações estão o café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo não moído (-33,6%) no setor agropecuário; óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%) na indústria extrativa; e óxido de alumínio (-54,6%), açúcar e melaço (-27,2%) e tabaco (-50,4%) na indústria de transformação. Entretanto, o agronegócio mostrou crescimento nas exportações de soja, com alta de 91,7%, devido à antecipação dos embarques, e também do milho não moído, que subiu 18,8%. As exportações de petróleo bruto caíram US$ 364,6 milhões, impactadas por manutenções programadas em plataformas petrolíferas.

A redução nas importações está relacionada à queda na compra de petróleo e à desaceleração da economia, que resultou em menor investimento. Entre os produtos que tiveram queda nas importações estão o cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo não moído (-35,5%) no setor agropecuário; óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%) na indústria extrativa; e motores e máquinas não elétricas (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e peças e acessórios para veículos (-20,4%) na indústria de transformação.

Para o ano de 2026, o Ministério do Desenvolvimento projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações variando de US$ 340 bilhões a US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Essas estimativas serão atualizadas trimestralmente, com uma nova revisão prevista para abril. No ano anterior, 2025, o superávit alcançou US$ 68,3 bilhões, enquanto o recorde histórico permanece com o ano de 2023, que chegou a US$ 98,9 bilhões. As projeções do Mdic são mais otimistas do que as do Boletim Focus, do Banco Central, que indicam um superávit de US$ 67,65 bilhões para 2026.

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