Nossa rede

Ciência

Evidências condenam a maconha

Publicado

dia

Os riscos

Folhas de maconha (Victoria Bee Photography/Getty Images)

Em fevereiro deste ano, uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo, o JAMA Psychiatry, divulgou um artigo que traz uma conclusão alarmante: quem usa maconha na adolescência tem um risco maior de desenvolver depressão ou comportamento e pensamento suicida anos mais tarde.

O que qualifica este artigo? Os pesquisadores analisaram os resultados de 11 trabalhos internacionais publicados com os melhores critérios científicos, envolvendo, no total, 23.317 participantes, da juventude até a fase adulta. Eles foram divididos em dois grupos, um era composto por pessoas que consumiram maconha até os 18 anos de idade e o outro por aqueles que não fizeram uso da droga neste mesmo período. O que fizeram foi medir o impacto real da cannabisna vida dos pesquisados, utilizando sofisticadas análises estatísticas. E os resultados impressionam – de uma forma negativa.

Quem usa maconha na adolescência tem um risco 37% maior de ter depressão na fase adulta, do que aqueles que não fizeram uso da droga neste período.  As conclusões não param por aí. Estes mesmos usuários também têm 50% mais chances de apresentarem pensamentos suicidas e um risco de tentativa de suicídio três vezes maior do que quem não usou maconha. Tal análise confirma vários estudos anteriores que mostram a vulnerabilidade do cérebro em sua fase de desenvolvimento, dos 15 aos 25 anos, quando exposto às drogas.

Suas características, como número de usuários, período de observação e credibilidade dos dados analisados, além da metodologia utilizada, elegem este trabalho como um dos mais relevantes já feitos nesta área, fazendo com que seja impossível ignorar tal evidência. Não se trata de achismo e sim de um trabalho científico sério.

O assunto é extremamente pertinente, pois aqui no Brasil estão acontecendo duas importantes iniciativas ligadas a uma eventual legalização das drogas. Deve ser retomado neste mês, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da descriminalização do porte de drogas para uso pessoal. Quando foi interrompido, em 2017, o ministro Gilmar Mendes votou a favor da descriminalização de todas as drogas. Luis Roberto Barroso e Edson Fachin, por sua vez, votaram pela descriminalização apenas da maconha, sendo que o ministro Barroso sugeriu a fixação de um limite de 25 gramas para a posse da droga. Se prevalecer essa tendência as drogas serão legalizadas de fato no Brasil.

O papel do STF não é de fazer leis. A orientação da política de drogas brasileira cabe ao legislativo, aos representantes eleitos pela população. As drogas matam, provocam imenso estrago na saúde pública e sequestram a esperança e o futuro de milhões de jovens. Não é assunto para ser decidido por um colegiado, sobretudo de costas para a cidadania. Encerro como comecei: as evidências condenam a maconha e as políticas públicas irresponsáveis.

Comentário

Ciência

Nasa faz 1ª caminhada espacial com astronautas mulheres

Publicado

dia

Caminhada era para ter acontecido em março, mas foi adiada porque a agência norte-americana não tinha roupas adequadas para as astronautas

Christina Koch e Jessica Meir: nesta sexta, elas entraram para a história (NASA/Divulgação)

São Paulo —Nesta sexta-feira (18), as astronautas americanas Christina Koch e Jessica Meir entram para a história. Neste exato momento, a Nasa faz a primeira caminhada especial com astronautas mulheres.

A caminhada era para ter acontecido em março, mas foi adiada porque, na época, a agência norte-americana não tinha roupas de tamanho adequado para Koch e Meir.

A missão das astronautas é trocar uma unidade de recarga de bateria que parou de funcionar no fim de semana passado.

Essa é a sétima caminhada feita no ano e a Nasa espera atingir, até dezembro, o maior número de caminhadas desde 2010.

https://youtu.be/Iji5hTQ3CUo

Ver mais

Ciência

Nasa prepara habitações espaciais infláveis para Lua, Marte e além

Publicado

dia

Astronautas veteranos estão terminando uma revisão de cinco protótipos de habitat espacial fabricados por várias empresas

Nasa: vice-presidente dos EUA, Mike Pence, orientou a agência a levar sua primeira tripulação de astronautas à Lua até 2024 (Carlos Jasso/Reuters)

Las Vegas — Quando astronautas orbitarem a Lua ou forem morar em sua superfície na próxima década, provavelmente o farão em habitações espaciais infláveis hoje em desenvolvimento.

Dezenas de funcionários da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) e de astronautas veteranos estão terminando uma revisão de cinco protótipos de habitat espacial fabricados por várias empresas.

Os protótipos oferecem à agência ideias para a melhor opção de Gateway — o posto avançado de pesquisa planejado para a órbita lunar que abrigará e transferirá astronautas para a superfície da Lua.

“A questão toda é definir o que gostamos e o que não gostamos nestes habitats diferentes”, disse Mike Gernhardt, astronauta da Nasa e principal pesquisador da campanha de testes, à Reuters.

Recentemente, ele e sua equipe estavam fazendo a última inspeção em Las Vegas, na sede da Bigelow Aerospace, uma fabricante de habitats espaciais fundada por Robert Bigelow, proprietário bilionário de uma rede de hotéis.

Em março, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, orientou a Nasa a levar sua primeira tripulação de astronautas à Lua até 2024.

O cronograma acelerado deu ensejo ao programa Artemis, que pleiteia módulos de pouso lunar, jipes robóticos e o Gateway Lunar — uma estação espacial modular na órbita da Lua com acomodações para astronautas, um laboratório científico e portos para espaçonaves em visita, com financiamento privado.

“O Gateway é uma oportunidade de testar todas estas estruturas em um ambiente de espaço profundo… como prelúdio a uma ida a Marte”, disse Bigelow a repórteres. “Achamos ser possível que, pelo resto do século, a arquitetura expansível esteja no ponto”.

Ver mais

Ciência

Zoológico revela organismo misterioso com 720 sexos e que se regenera

Publicado

dia

Chamado de “a bolha” por causa de um filme sobre alienígenas, o ser vivo unicelular não possui cérebro, mas é capaz de aprender

A bolha: organismo não tem olhos, boca ou estômago, mas consegue detectar e digerir alimentos (Benoit Tessier/Reuters)

Paris — Um zoológico de Paris apresentou nesta quarta-feira (16) um novo organismo misterioso, apelidado de “bolha”, um pequeno ser vivo unicelular amarelado que parece um fungo, mas age como um animal.

A mais nova exposição do Parque Zoológico de Paris, que será exibida ao público no sábado, não tem boca, estômago ou olhos, mas pode detectar e digerir alimentos.

A bolha também tem quase 720 sexos, pode se mover sem pernas ou asas e se cura em dois minutos se cortada ao meio.

“A bolha é um ser vivo que pertence a um dos mistérios da natureza”, disse Bruno David, diretor do Museu de História Natural de Paris, do qual o Parque Zoológico faz parte.

“Ela nos surpreende porque não tem cérebro, mas é capaz de aprender… e se você misturar duas bolhas, a que aprendeu transmitirá seu conhecimento para a outra”, acrescentou.

A bolha foi nomeada após um filme de terror de ficção científica de 1958, estrelado por um jovem Steve McQueen, no qual uma forma de vida alienígena — A Bolha Assassina — consome tudo em seu caminho em uma pequena cidade da Pensilvânia.

“Sabemos com certeza que não é uma planta, mas não sabemos se é um animal ou um fungo”, disse David. “Comporta-se surpreendentemente para algo que se parece com um fungo… tem o comportamento de um animal, é capaz de aprender”.

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade