A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a intenção do governo dos Estados Unidos de cobrar uma tarifa extra de 25% sobre produtos vindos do Brasil. Em comunicado divulgado no dia 2 de julho, a CNI destacou a importância de manter o diálogo aberto entre os dois países para evitar prejuízos econômicos e danos à relação comercial.
A CNI explicou que, caso essa tarifa seja aplicada, isso pode atrapalhar a integração das cadeias produtivas entre Brasil e Estados Unidos e prejudicar uma parceria que existe há muitos anos. A entidade acredita que essa barreira tarifária afetaria não só a indústria brasileira, como também o mercado americano.
“Este é um momento para diálogo e avaliação técnica. Estamos à disposição para ajudar nas negociações”, afirmou em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban.
De acordo com dados mencionados pela CNI, as exportações brasileiras da indústria de transformação para os EUA diminuíram em 2025. As vendas somaram US$ 30,2 bilhões no ano passado, uma queda de 4,2% em relação a 2024. Nove dos quinze principais setores que exportam para os EUA apresentaram redução nos embarques.
As maiores quedas foram nos setores de produtos de metal (31,6%), madeira (20%), celulose e papel (19,9%) e veículos automotores (17,6%). A CNI alerta que a nova tarifa pode agravar ainda mais os problemas desses setores e diminuir a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA.
A discussão sobre essa proposta deve continuar nas próximas semanas, com uma audiência pública marcada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para o dia 6 de julho. Nessa audiência, empresas, entidades e governos poderão apresentar suas opiniões.
A CNI vê essa consulta pública como uma chance para o Brasil fornecer informações técnicas e defender a manutenção das relações comerciais com os EUA. A entidade seguirá acompanhando o assunto e trabalhando junto a autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo, bem como com interlocutores americanos para encontrar soluções negociadas.
Com informações da Agência Brasil

