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Estas são as derrotas de Donald Trump nas últimas 48 horas

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Entre os reveses, os mais evidentes vieram das eleições nos Estados de Virgínia e Kentucky, consideradas termômetro da corrida presidencial de 2020

Trump: presidente americano sofreu derrotas importantes nas urnas e no Congresso (Jonathan Ernst/Reuters)

Em 48 horas, o presidente Donald Trump sofreu derrotas importantes nas urnas, no Congresso e viu esse mau momento refletido em pesquisas que lhe colocaram em posição incômoda diante dos rivais democratas. Entre os reveses, os mais evidentes vieram das eleições nos Estados de Virgínia e Kentucky na noite de terça-feira, consideradas termômetro da corrida presidencial de 2020.

Em Kentucky, Estado conservador, o governador republicano Matt Bevin não se reelegeu – perdeu para o democrata Andy Beshear. Embora Bevin fosse um dos governadores mais impopulares dos EUA, a derrota é significativa por dois motivos.

Primeiro, porque Trump venceu a eleição presidencial de 2016 em Kentucky com facilidade, por mais de 30 pontos de vantagem sobre Hillary Clinton. Depois, porque ele se empenhou pessoalmente na campanha, comparecendo a um comício de Bevin na segunda-feira.

Em Virgínia, a noite de terça-feira também foi desastrosa para os republicanos. Pela primeira vez, desde 1993, os democratas passaram a controlar a Câmara, o Senado e o governo do Estado. No entanto, o sinal mais preocupante para a equipe de Trump foi o enfraquecimento do apoio aos republicanos nos subúrbios – em geral habitados pela classe média, que até então era fiel.

O voto dos subúrbios já havia se tornado um desafio na eleição de meio de mandato de 2018. Em novembro, eleitores de alta escolaridade, especialmente as mulheres, que vivem nos arredores dos centros urbanos, impuseram derrotas significativas a candidatos republicanos.

A cientista política Rachel Bitecofer, da Christopher Newport University, em Virgínia, vem analisando a movimentação do eleitorado nos subúrbios. Em 2018, ela previu a vitória de uma democrata no 7º distrito do Estado, tradicional reduto republicano, e citou o ressurgimento do voto feminino democrata como a principal causa.

Na eleição de terça-feira, ela diz que o comparecimento em massa às urnas “impulsionou o desmoronamento do Partido Republicano nos subúrbios”, o que se refletiu nos resultados de Kentucky e Virgínia.

Sem os eleitores dos subúrbios, a reeleição do presidente fica mais distante. Parte do problema aparece nas pesquisas ABC News-Washington Post, divulgadas também na terça-feira. As sondagens colocam o presidente 17 pontos porcentuais atrás do ex-vice-presidente Joe Biden (56% a 39%), a 15 pontos da senadora Elizabeth Warren (55% a 40%) e 14 pontos atrás do senador Bernie Sanders (55% a 41%) – os três líderes da disputa democrata.

A eleição presidencial nos EUA não é decidida pelo voto popular, mas de maneira indireta, por um colégio eleitoral, o que torna plausível que um candidato vença a eleição nacional, mas perca a Casa Branca. No entanto, especialistas dizem que a diferença deve ficar no máximo em 5 pontos porcentuais. Com mais de 10 pontos, a façanha seria impossível.

Apesar de os reveses terem sido minimizados por Trump, eles chegam em um momento em que o presidente tenta dar demonstrações de força política, em meio ao avanço do processo de impeachment, que deve começar uma nova fase na semana que vem, com audiências públicas.

Antes, porém, as transcrições dos depoimentos a portas fechadas, que vêm sendo divulgadas pelos deputados democratas, traçam um retrato comprometedor da pressão que a Casa Branca exerceu sobre o governo da Ucrânia – segurando ajuda militar em troca de uma investigação sobre Biden e um encontro bilateral do presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, com Trump.

Em uma reviravolta ocorrida nas últimas horas, o ex-embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, retificou seu depoimento e envolveu ainda mais o presidente. Sondland, que antes havia negado uma barganha com a Ucrânia, agora disse que ela existiu. O problema para os republicanos é que ele é aliado de Trump e foi doador de campanha, dificultando o trabalho de rotulá-lo como um “inimigo” que pretende derrubar o presidente.

 

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Sydney se prepara para enfrentar situação ‘catastrófica’ por incêndios

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O governo declarou estado de emergência, uma situação inédita para a maior cidade australiana. As autoridades advertiram que “vidas e casas estão em risco”

Mais de 350 escolas não terão aulas, e o Exército foi encarregado de dar apoio logístico aos bombeiros.
(foto: Peter Parks / AFP)

Os habitantes da região de Sydney se preparavam, nesta segunda-feira (11/11), para enfrentar uma situação “catastrófica”, devido ao recrudescimento dos incêndios.
O governo declarou estado de emergência, uma situação inédita para a maior cidade australiana. As autoridades advertiram que ”vidas e casas estão em risco”.
“Nada está construído, ou concebido, para resistir ao tipo de situação catastrófica que podemos esperar”, declarou Shane Fitzsimmons, responsável pelos Bombeiros do estado de Nova Gales do Sul (sudeste), que inclui Sydney.
As elevadas temperaturas e os fortes ventos, esperados para esta terça-feira (12/11), devem atiçar os incêndios que levaram a primeira-ministra do estado, Gladys Berejiklian, a declarar Estado de emergência por sete dias.
Mais de 350 escolas não terão aulas, e o Exército foi encarregado de dar apoio logístico aos bombeiros.
Dezenas de focos não controlados no norte deste estado deixaram desde sexta-feira três mortos e mais de 150 casas destruídas, obrigando milhares de habitantes a fugir.

Nos últimos dias, cerca de 11 mil km2 – equivalente à Jamaica – foram queimados, de acordo com o serviço estadual dos bombeiros.
Após uma situação de maior calma nesta segunda, amanhã as zonas mais afetadas podem ser as Blue Mountains, ao oeste de Sydney; o vale vitícola de Hunter, ao norte; e a região de Illawarra, ao sul da cidade.
“Amanhã (terça) será preciso proteger a vida, os bens, e tentar deixar todo o mundo o mais seguro possível”, declarou Berejiklian.
Algumas regiões, já afetadas pelos incêndios dos últimos duas, preparam-se para enfrentar esta nova ameaça.
Na cidade costeira de Old Bar, ao norte de Sydney, os bombeiros estavam de volta para queimar zonas até agora não afetadas pelos incêndios.
“Nós as queimamos para que não sejam uma ameaça para os próximos dias”, explicou o bombeiro Brett Slavin.
 Fumaça tóxica
Depois de ter sido forçada a sair de casa, Shirley Murphy, de 82 anos, voltou para sua residência e reconhece que teve “sorte” que o imóvel continue de pé.
Nesta época do ano, os incêndios são frequentes no país, mas a temporada começou mais cedo desta vez.
A mudança climática e dos ciclos meteorológicos gerou uma seca excepcional, baixa taxa de umidade e fortes ventos, fatores que contribuem para espalhar incêndios nas matas.
Segundo Paul Read, um especialista da Universidade Monash, este ano, “diante dos incêndios antecipados”, a situação “vai-se agravar, à medida que o verão se aproxima”.
Além da ameaça à vida da população, Read destaca os riscos das nuvens de fumaça tóxica geradas pelo fogo para a saúde.
“Um índice de qualidade do ar superior a 300 é considerado perigoso para todo o mundo, e não apenas para as pessoas vulneráveis”, explica.
Segundo ele, este nível foi superado em vários lugares, inclusive em Sydney.
A presença de nuvens de fumaça tóxica foi registrada até na Nova Caledônia, a cerca de 1.500 quilômetros do outro lado do mar.
Estes incêndios, particularmente violentos, geraram polêmica, já que o governo conservador é acusado de minimizar a ameaça da mudança climática.
O vice-primeiro-ministro Michael McCormack, líder do Partido Nacional Rural na coalizão governista, foi criticado por ter dado a entender que não é o momento de falar de clima.
“Não nos interessam agora os delírios sobre algumas capitais puras, iluminadas e verdes, enquanto as pessoas tentam salvar suas casas”, declarou.
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Protestos contra o governo deixam 319 mortos e 15 mil feridos no Iraque

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Altas taxas de desemprego e corrupção são alguns dos motivos dos protestos

A Comissão de Direitos Humanos do Iraque afirmou, nesta segunda-feira (11), que os protestos antigoverno – que já duram um mês no país – deixaram 319 pessoas mortas e cerca de 15 mil feridas.

Só no último sábado (9), pelo menos 4 pessoas morreram quando forças de segurança entraram em conflito com manifestantes perto de pontes que levam a um distrito da capital, que abriga edifícios governamentais e embaixadas estrangeiras.

Protestos

Pessoas frustradas com altos índices de desemprego e corrupção começaram a tomar as ruas no início de outubro na capital Bagdá e em cidades nas regiões central e sul do país.

O governo do Iraque diz que vai responder às demandas dos manifestantes por meio da condução de reformas políticas, mas ainda não está claro em que consistem esses planos, já que os partidos políticos permanecem em desacordo sobre os laços do país com o vizinho Irã.

*Com informações da Agência EFE

 

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Bolsonaro e Putin conversarão sobre a Bolívia durante cúpula do Brics

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A reunião contará com a participação dos líderes da Rússia, Índia, China e África do Sul, além do Brasil. O encontro será na próxima quarta e quinta-feira, em Brasília

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (11) que conversará com o presidente Jair Bolsonaro sobre a situação na Bolívia durante a cúpula do Brics, que reúne os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que será realizada na próxima quarta e quinta-feira, em Brasília.

“Com Bolsonaro já houve uma reunião em Osaka. Agora será uma conversa mais profunda. A agenda será fundamentalmente bilateral e, é claro, questões internacionais e regionais também serão tocadas, levando em conta a situação na Bolívia”, afirmou Yuri Ushakov, assessor presidencial para Assuntos Internacionais.

Putin se reunirá com Bolsonaro na próxima quinta (21), no final da cúpula, onde também se reunirá com o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou nesta segunda que a situação na Bolívia, onde neste domingo (10), Evo Morales renunciou à presidência, não afetará a viagem de Putin, que cancelou sua passagem pelo Chile pouco antes da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

“Estamos preocupados com a evolução dos eventos. Pedimos que as forças políticas bolivianas se acalmem e busquem um acordo baseado no diálogo e na cooperação, no interesse de uma pronta restauração da ordem constitucional e da garantia de direitos dos cidadãos”, disse Ushakov

O diplomata russo expressou sua confiança de que a comunidade internacional e, em particular, os países da região e vizinhos da Bolívia ajam com responsabilidade.

Sobre a situação de Morales, o porta-voz do Kremlin negou que a Rússia manteve contato com Morales e que este tenha solicitado asilo.

Ele defendeu que o conflito fosse resolvido sem interferência externa, enquanto o Ministério das Relações Exteriores russo disse que o ocorrido na Bolívia seguiu “um padrão de golpe de estado”.

*Com informações da EFE

 

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