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Saúde

Estados Unidos pagam US$ 1,6 bilhão por vacina contra covid-19

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A decisão faz parte da ação governamental chamada de Warp Speed, voltada para identificar rapidamente o desenvolvimento de vacinas contra o vírus

Vacina: os Estados Unidos aceleraram corrida para reservar remédios contra o novo coronavírus (SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, deu mais um passo em direção ao domínio dos tratamentos contra o novo coronavírus. Além de o governo americano ter reservado 90% do estoque do remdesivir, primeiro tratamento promissor contra o vírus, agora pagará 1,6 bilhão de dólares para que a empresa de biotecnologia Novavax desenvolva 100 milhões de doses de sua potencial vacina até o começo de 2021.

A decisão faz parte da ação governamental chamada de Warp Speed (Velocidade de Dobra, em tradução literal), voltada para identificar rapidamente o desenvolvimento de vacinas para a covid-19. Em junho deste ano, os Estados Unidos anunciaram que estavam avaliando 14 candidatas para a produção delas. Dessas, apenas cinco chegaram a final, sendo elas as opções da Johnson & Johnson, da Moderna, Merck, Pfizer e a da parceria entre a farmacêutica anglo-sueca AztraZeneca e a Universidade de Oxford, que também será testada no Brasil em 5.000 voluntários.

A vacina Novavax está na fase 1/2 de testes clínicos e a expectativa da empresa é usar uma opção de duas doses, dadas com uma diferença de três semanas entre elas. No entanto, a companhia americana está estudando a possibilidade de uma vacina de apenas uma dose.

Mais de 200 medicamentos e cerca de 165 vacinas contra o vírus estão sendo desenvolvidos ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 delas já estão na fase de testes clínicos.

Os projetos mais promissores, no momento, além do de Oxford, são os criados pela Sinovac e pela farmacêutica Moderna. O projeto da universidade britânica é o único que está na fase 3 de testes. A Moderna anunciou em junho a liberação para a terceira etapa, que começará já neste mês. Em primeiro de julho, a vacina da farmacêutica Pfizer demonstrou bons resultados em seres humanos em um teste preliminar com 45 pessoas.

A reserva do remdesivir

A Gilead, fabricante do medicamento, concordou em vender mais de 500.000 tratamentos para os Estados Unidos até setembro, o que é quase toda a capacidade de produção da empresa. Em um comunicado publicado no site oficial do Serviço de Saúde e Humanidades (HHS, na sigla em inglês) americano, o diretor do órgão, Alex Azar, afirmou que “o presidente Donald Trump conseguiu um acordo incrível para assegurar que os americanos tenham acesso à primeira terapia para covid-19” — o que pode fazer com que os demais países, inclusive o Brasil, receba menos doses da medicação, pelo menos nos próximos três meses.

Quando teremos uma vacina contra a covid-19?

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. O doutor em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, acredita que as vacinas da Coronavac, a americana Novavax e a de Oxford são, também, as mais promissoras. Iamarino também acredita que, caso as vacinas não deem certo, outras que estão sendo produzidas pelas farmacêuticas Johnson & Johnson e pela MSD podem solucionar o problema.

Apesar disso, as expectativas de uma prevenção ser criada ainda em 2020 são baixas e a maioria das companhias aponta que, se tudo der certo, teremos uma até o ano que vem.

Por aqui, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal vão participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. Nove mil voluntários serão testados. O acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê a transferência de tecnologia para a produção da vacina e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que esteja disponível para a população em abril ou maio de 2021.

De acordo com o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 511.909 morreram. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,6 milhões de doentes e mais de 127.000 mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.402.041 de infectados e mais de 59.000 óbitos.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Segundo o relatório A Corrida pela Vida, produzido, unidade de análises de investimentos e pesquisas da , as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina já contam com o financiamento de pelo menos 20 bilhões de dólares no mundo. Desse valor, 10 bilhões foram liberados por um programa do Congresso dos Estados Unidos.

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Saúde

EUA autoriza vacina da Pfizer para crianças entre 12 e 15 anos

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A agência reguladora dos EUA autorizou que a vacina da Pfizer e da BioNTech seja aplicada em adolescentes. Empresas já fazem testes também em crianças menores

Vacina contra o coronavírus: vacinação em crianças causa polêmica em meio à falta de doses no mundo (Catherine Falls Commercial/Getty Images)

A FDA, agência reguladora de medicamentos dosEstados Unidos, aprovou nesta segunda-feira a vacina contra o coronavírus da americana Pfizer com a alemã BioNTech para uso em crianças a partir de 12 anos, ampliando o programa de vacinação do país.

Até agora, a vacina estava disponível de forma emergencial para pessoas acima de 16 anos. Os EUA têm o maior programa de vacinação do mundo, com mais de 260 milhões de doses aplicadas.

O país, onde vivem cerca de 330 milhões de habitantes, tem 46% da população vacinada com a primeira dose e 35% com a segunda.

A vacina da Pfizer foi a primeira a ser testada e aprovada para crianças. Foram feitos testes com 2.300 adolescentes entre 12 e 15 anos, com metade recebendo as mesmas duas doses aplicadas nos adultos e a outra parte como placebo, isto é, sem ser vacinada. Foram registrados 16 casos de covid-19, todos no grupo que não recebeu a vacina.

A Pfizer já começa também a testar o imunizante em crianças ainda mais jovens, entre 5 e 11 anos.

Um dos objetivos dos EUA com a ampliação da vacinação para os mais jovens é garantir um retorno mais seguro às aulas. No entanto, a vacinação de adolescentes também levanta críticas mundo afora, sobretudo devido ao baixo risco da covid-19 nesta faixa etária.

Das mais de 581.000 mortes por covid-19 nos EUA até o momento, só cerca de 300 foram em pessoas com menos de 18 anos.

Especialistas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), órgão do governo americano, se reúnem também nesta quarta-feira, 12, para recomendar como a vacina deve ser aplicada nos mais jovens. A vacinação dos adolescentes deve começar assim que houver este protocolo.

Testes em crianças

A aprovação para a Pfizer deve abrir caminho para a ampliação de testes de outras vacinas. Diversos fabricantes já anunciaram que começaram a testar seus fármacos nos mais jovens. Em março, a farmacêutica Moderna começou estudos para aferir a eficácia em crianças entre 6 meses e 11 anos, nos Estados Unidos e Canadá. Em fevereiro, a Universidade de Oxford, que colaborou no desenvolvimento da vacina da AstraZeneca, também disse que iria começar testes semelhantes.

Apesar disso, com parcela grande do mundo precisando de imunização e com o baixo risco de letalidade da doença para crianças, esse é um debate que intriga cientistas e líderes políticos.

Apesar da alta oferta de vacinas disponível, as taxas de vacinação nos EUA têm diminuído nas últimas semanas em meio à desconfiança da população, e alguns estados já contam com “sobra” de vacinas. Pesquisa do jornal Washington Post mostrou que metade dos americanos que ainda não se vacinaram não pretende fazê-lo.

Os EUA também têm sido pressionados a compartilhar suas vacinas excedentes com outros países de modo a acelerar a vacinação global.

A título de comparação, o Brasil, com 210 milhões de habitantes, vacinou o equivalente a 17% da população com a primeira dose e 8% com a segunda, de acordo com o consórcio de imprensa.

 

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Saúde

Anvisa recomenda suspender uso de vacina da AstraZeneca em grávidas

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De acordo com a agência reguladora, a orientação é resultado do monitoramento de efeitos adversos da vacina

Vacinação contra covid em Seychelles (RASSIN VANNIER/Getty Images)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientou na noite de segunda-feira a suspensão da aplicação da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca em grávidas, informou o órgão regulador em nota.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país”, afirmou a Anvisa.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o Ministério da Saúde disse ao jornal em nota que investiga o caso de uma gestante do Rio de Janeiro que morreu depois de tomar a vacina da AstraZeneca.

Uma fonte ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que está envasando e distribuindo doses da vacina da AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, confirmou o óbito de uma gestante, mas alertou que a recomendação da suspensão da aplicação por precaução é padrão nesses casos.

Procurados, o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a AstraZeneca não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

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Segunda etapa da campanha de vacinação contra gripe começa hoje

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Cerca de 33 milhões de pessoas devem ser imunizadas nesta fase

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Estados suspendem vacinação em gestantes após recomendação da Anvisa

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Agência orientou que uso do imunizante da Astrazeneca nesse grupo seja suspenso imediatamente. Veja a situação pelo país

Vacinação: a orientação da Anvisa é para que seja seguida a bula atual do medicamento da AstraZeneca, na qual não consta o uso em gestantes (Yves Herman/Reuters)

O governo de São Paulo suspendeu em todo o Estado a vacinação contra a covid-19 de gestantes com comorbidades, que estava prevista para iniciar nesta terça-feira, 11. A vacinação de puérperas (até 45 dias depois do parto) está mantida. Na segunda-feira (11) à noite, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado recomendando a suspensão da aplicação da vacina de Oxford/AstraZeneca em grávidas.

A gestão Doria disse que novas informações sobre a imunização do grupo serão divulgadas depois que o Programa Nacional de Imunicação (PNI) do Ministério da Saúde e a Anvisa emitirem pareceres técnicos acerca do tema.

No estado do Rio de Janeiro, houve suspensão total da vacinação de grávidas e também de puérperas  com qualquer vacina (Astrazeneca, Coronavac ou Pfizer, as três disponíveis no Brasil).

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre também se manifestou sobre o assunto. O município disse que, em virtude de nota divulgada pela Anvisa, decidiu suspender a imunização de gestantes com esta vacina até segunda ordem. A pasta orienta que “as gestantes devem procurar as unidades de Saúde Modelo, IAPI, Santa Marta e Santa Cecília”, onde serão imunizadas com a vacina da Pfizer. O governo do Rio Grande do Sul ainda não se manifestou sobre o assunto.

A orientação da Anvisa é para que seja seguida a bula atual do medicamento da AstraZeneca, na qual não consta o uso em gestantes. De acordo com a nota, a decisão é fundamentada no “monitoramento constante de eventos adversos possivelmente causados pelas vacinas em uso no País.” Alguns Estados já tinham iniciado a vacinação de grávidas com comorbidades.

O uso “off label” de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, fica restrito aos casos em que haja recomendação médica, mediante avaliação individual, por um profissional de saúde que pondere os riscos e benefícios para a paciente.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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Anvisa entrega ao STF lista de documentos que faltam em análise da Sputnik

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A agência atendeu, assim, decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que também na segunda deu prazo de 48 horas para o órgão regulador informar quais documentos faltavam para a análise

Sputnik V: o órgão regulador também disse que comunicou ao governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB) (Tatyana Makeyeva/Reuters)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou na noite de segunda-feira que entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista dos documentos que faltam para que possa fazer uma análise do pedido feito pelo Estado do Maranhão para importar doses da vacina contra a Covid-19 Sputnik V.

A agência atendeu, assim, decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que também na segunda deu prazo de 48 horas para o órgão regulador informar quais documentos faltavam para a análise.

“Além disso, a agência informou ao STF que disponibilizou ao Estado do Maranhão amplo acesso aos autos do processo administrativo que tramita na agência”, informou a Anvisa em nota.

No comunicado, o órgão regulador também disse que comunicou ao governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB), que os documentos apresentados não cumpriam as exigências necessárias para que se fizesse uma análise da vacina.

Na última sexta-feira, a Anvisa comunicou formalmente ao Estado do Maranhão que os novos documentos apresentados, porém, não cumpriam a exigência da apresentação do relatório técnico de análise da autoridade sanitária estrangeira”, disse a Anvisa.

“Por esse motivo, o processo segue em diligência na Anvisa até o cumprimento do requisito legal.”

No dia 26 de abril, a Anvisa rejeitou pedido de importação da Sputnik V feito por governos estaduais da Região Nordeste alegando, na ocasião, falta de informações suficientes para garantir a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante.

Desde então, a Anvisa e os desenvolvedores da vacina russa têm travado uma batalha pública a respeito das informações que embasaram a rejeição do imunizante pelo órgão regulador.

Na decisão de abril, uma questão crucial apontada pela Anvisa foi o risco de outros vírus usados na vacina para induzir uma resposta imune se reproduzirem nos pacientes, o que a agência classificou de um defeito grave.

Em reação, os desenvolvedores da Sputnik V anunciaram posteriormente que iriam processar a Anvisa por difamação, acusando o órgão regulador de deliberadamente disseminar informações falsas.

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Média de mortes diárias por covid-19 cai 28% em um mês no país

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Em 14 dias, a média móvel de mortes caiu 15,8%, já que, em 25 de abril, o número de óbitos diários estava em 2.495

(crédito: REUTERS/Phil Noble)

O número de mortes diárias por covid-19 no Brasil recuou 28,3% em um mês, de acordo com a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados mostram que ontem (9) a média diária estava em 2.100 óbitos, abaixo dos 2.930 de 9 de abril.

Em 14 dias, a média móvel de mortes caiu 15,8%, já que, em 25 de abril, o número de óbitos diários estava em 2.495.

O ápice de mortes foi registrado em 12 de abril (3.124). Desde então, os registros têm apresentado uma trajetória de queda, com algumas altas pontuais.

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado da soma por sete. O número é diferente daquele divulgado pelo Ministério da Saúde, que mostra apenas as ocorrências de um dia específico.

 

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

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