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Espaços ao ar livre são opções para a prática de atividade física no DF

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Espaços públicos utilizados para a prática de atividade física ao ar livre são uma ótima oportunidade para aproveitar a cidade, confraternizar e cuidar da saúde

Vilma acorda cedo toda manhã e vai caminhando até um dos PECs do Cruzeiro para fazer atividade física
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Colocar o corpo em movimento é fundamental para a saúde e o brasiliense está consciente disso. Basta dar algumas voltas pela cidade para avistar alguém fazendo caminhada, outros andando de bicicleta, alguns se exercitando nos Pontos de Encontro Comunitário (PECs) ou até mesmo grupos reunidos na prática da ginástica. Tudo ali, ao ar livre, sob o belo céu de Brasília.

É com brisa no rosto, óculos de sol e um casaco, caso as temperaturas caiam, que a aposentada Vilma da Luz Vieira, 77 anos, segue fiel à atividade física. Todo dia, por volta das 8h, ela caminha até um dos pontos comunitários no Cruzeiro para fazer exercícios. “Eu uso todos os aparelhos aqui. Eles ajudam muito no equilíbrio e na diminuição das dores da idade”, comenta.
Os PECs se tornaram um refúgio para quem não gosta do ambiente fechado das academias. Os aparelhos podem ser encontrados em diversos pontos da cidade. Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), há 672 PECs instalados em todo o DF. Grande parte deles está próxima a praças e quadras de esporte.

A administradora Carla Rafael Chaves, 30, frequenta um instalado na Asa Norte. “Eu gosto daqui porque é um espaço aberto. A gente se exercita olhando para a natureza. Geralmente, a academia é fechada, tem um odor de suor. Aqui não, o ar é puro”, diz. Mãe de duas crianças, ela conta que aproveita o espaço perto de casa para não se tornar sedentária.
Dados apontam que Brasília é uma das cidades onde os moradores mais praticam atividades físicas no país. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em 2017, mostrou que 53,8% dos adultos da capital praticam pelo menos 150 minutos de exercício por semana. Para o presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Eloir Simm, não só a capital, mas todas as unidades da Federação são ricas em espaços livres para atividades. “Indicamos, sempre que possível, que as pessoas façam atividades próximo à natureza, em parques e praças. Em Brasília, há muitos espaços arborizados de fácil acesso à população. É ótimo poder aproveitá-los”, afirma.
O personal trainer André dá aulas para a aposentada Inah ao ar livre, no PEC da Asa Sul(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O personal trainer André dá aulas para a aposentada Inah ao ar livre, no PEC da Asa Sul(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
A aposentada Maria Perpétuo Socorro Ferreira, 89, é um exemplo disso. Se dependesse apenas de academias, seria mais um número nas estatísticas de sedentarismo. A brisa da manhã e o barulho das folhas das árvores em movimento na Quadra 113 da Asa Norte são um incentivo a mais para garantir o pique. “É muito bom. Eu não gosto daqueles aparelhos automáticos, acho rápidos e fico com medo. Aqui, eu vou no meu ritmo”, justifica.
E se engana quem pensa que nas ruas não há personal trainer. A aposenta Inah Fontes, 84, também levou o professor André Vieira, 29, para a rua. “A gente decidiu fazer algo diferente. Aqui é ótimo, é bem arborizado. São aparelhos leves, sem carga, por isso o risco de lesão são bem baixos”, analisa o profissional sobre o PEC na Asa Sul. “É um bom lugar para os idosos, principalmente para quem não pode pagar a academia”, complementa Inah.
Eloir Simm, da ABQV, alerta que é sempre importante ter um profissional de educação física ao lado na hora de fazer exercícios. Ele entende, porém, que nem sempre é possível e afirma que a maioria dos aparelhos públicos são simples de utilizar, além de ser fácil encontrar conteúdos na internet que ensinam, de forma correta.

Socialização

Em alguns locais, é comum encontrar pessoas com fones de ouvido, concentradas em seus exercícios, mas esse não é o caso das aposentadas Maria das Dores Rodrigues, 70, e Maria Aparecida Lima, 69. As duas se conheceram no projeto Ginástica nas Quadras e se reúnem três vezes na semana com cerca de 20 pessoas para fazer atividade física no Parque Olhos d’Água. De acordo com elas, fazer atividade física ao ar livre é muito mais motivador. “Eu já tentei fazer academia e desisti. Aqui, você respira ar puro”, comenta Maria Aparecida.
O Ginástica nas Quadras é um projeto da Secretaria de Educação que oferece atividades físicas gratuitas em diversos locais público do DF. Professores de educação física da rede pública promovem aulas de ginástica,localizada, alongamento, entre outras modalidades. A iniciativa está presente em pelo menos 12 cidades do Distrito Federal, em escolas ou em locais a céu aberto.
A professora Tânia Reis faz parte do projeto desde 1998 e, há cerca de 14 anos, promove a atividade no parque. “Dei aula em academia por muitos anos, mas é um prazer poder trabalhar ao ar livre, respirar ar puro e estar em contato com o verde”, ressalta. Tânia acrescenta que a atividade vai além dos exercícios e o grupo já se tornou uma comunidade. Ela frisa que eles combinam diversos programas, como idas ao cinema e a clubes. Atualmente, o grupo planeja uma viagem para Pirenópolis (GO).

Qualidade de vida

Antônio Macedo, 74, também não dispensa o ar fresco e a atividade à luz do sol. O aposentado ama andar de bicicleta e, pelo menos três vezes na semana, percorre cerca de seis quilômetros pela cidade. Porém, a atividade não se resume às pedaladas. Ele menciona que o caminho é apenas um aquecimento para a aula de ginástica de que ele participa no Parque Olhos d’Água. “Eu venho de bicicleta da 308 e volto. Esse é o meu aquecimento. Chego, tiro o capacete e vou para a ginástica”, relata. Seu Antônio mantém a rotina de exercício há seis anos. “Eu tenho perseverado, e a consequência é a saúde”, enfatiza.
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Vendas no comércio do DF caem 0,8% em julho, diz IBGE

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Capital vai na contramão do varejo nacional, que registrou crescimento de 1% no mesmo período. Segundo Fecomércio, 81,2% da população está endividada.

Comércio no Distrito Federal — Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

As vendas do comércio varejista perderam fôlego no Distrito Federal, registrando uma queda de 0,8% em julho em comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11).

A queda do comércio na capital contrasta com o cenário visto no país. Em todo o Brasil, o varejo cresceu 1% na comparação com junho

De acordo com a Federação do Comércio do DF (Fecomércio), a queda se deve ao período de férias escolares, que é quando os brasilienses costumam sair da cidade, fazendo com que o comércio varejista na capital caia.

Outro fator que inibe o crescimento das vendas na capital é a situação financeira dos consumidores. Segundo levantamento da Fecomércio, 790.521 famílias do DF estavam endividadas em julho, o que corresponde a 81,2% da população. O número é considerado o mais alto do ano até o momento.

Vendas do comércio mês a mês
Em %
-0,9-0,92,22,2-1,1-1,1-0,6-0,63,23,2-2,5-2,50,60,6000,20,2-0,3-0,30,10,10,50,511Jul/18Ago/18Set/18Out/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abr/19Mai/19Jun/19Jul/19-3-2-101234
Fonte: IBGE

No acumulado de 12 meses, a queda do varejo no DF é ainda maior: 1,6%, o terceiro pior desempenho entre as unidades da federação. No país, o avanço é de 1,6% no mesmo período.

Setores em queda

De acordo com a pesquisa do IBGE, o setor que registrou a maior queda em relação ao mês passado foi o de equipamentos, materiais para escritório, informática e comunicação: 32,9%.

Já em comparação com julho de 2018, o setor de livros, jornais, revistas e papelarias apresentou uma variação negativa de 26,6%.

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Brasília

Rafael Prudente e mesa diretora autorizam pagamentos milionários em publicidade de ferramenta inexistente

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF, presidida pelo então deputado distrital Rafael Prudente (MDB), fez gastos milionários em publicidade de ferramentas que a população do DF não utiliza e que não estão disponíveis para uso.

Só no primeiro semestre, a CLDF gastou mais de R$ 23 milhões de reais em publicidade, parte dessa propaganda foi de um aplicativo CLDF na sua Mão. As publicidades anunciavam que o aplicativo estaria disponível para download nas lojas virtuais, porém, nunca foi publicado na AppStore (Usuários da Apple). Atualmente, o aplicativo não se encontra disponível na Google Play (Usuários Android), ficou por poucos meses no ar e depois o próprio órgão fez a retirada definitivamente.

 

O que a CLDF tem a dizer

O site imprensa Pública procurou a comunicação da CLDF, o órgão informou que a criação do aplicativo não custou aos cofres públicos, porém a publicidade do aplicativo sim, segundo Ézio de Castro (Coordenador de Comunicação indicado por Rafael Prudente), o aplicativo não está no ar porque se tratava de uma versão beta, disse também que o aplicativo havia sido publicado apenas para teste.

Ézio não informou porque a CLDF gastou milhares de reais em verba pública fazendo a publicidade de um app que ainda não tinha sido testado e aprovado pela sociedade e que logo depois seria removido sem os devidos esclarecimentos.

Vale ressaltar que o App da CLDF nunca foi publicado na AppStore, embora a propaganda do órgão dizia estar disponível para usuários da AppStore (Usuários da Apple).

 

Rafael Prudente CLDF

 

A Publicidade escondida

Especula-se que há um acordo interno onde deputados específicos tem direito de indicar blogs e sites para receber o material publicitário do órgão, após a indicação do parlamentar, o blog/site recebe a publicidade e começa a gerar boas notícias do deputado e da Câmara Legislativa, para isso recebem milhares de recursos públicos.

Na CLDF não há critérios de apuração se o Blog/Site que recebe a publicidade tem de fato a audiência que diz ter ao se cadastrar no órgão, também não há transparência sobre quais veículos de comunicação  são contemplados para receber a publicidade do órgão e porque foram escolhidos.

Histórico familiar de Prudente

Rafael Prudente, atual presidente da CLDF é filho de Leonardo Prudente, ex-presidente da Câmara Legislativa que continua sem direitos políticos por 10 anos.

O ex-deputado (Pai de Rafael Prudente) foi condenado por improbidade administrativa no “mensalão do DEM”. De acordo com a investigação, Prudente teria recebido cerca de R$ 50 mil por mês de 2003 a 2009 para garantir apoio político. Prudente ficou conhecido por ter sido filmado colocando dinheiro do suposto esquema de propina nas meias.

O Ministério Público

Em nota, o MPDFT informou que não tinha o conhecimento desse caso, os promotores responsáveis informaram que irão analisar o caso.

 

 

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Umidade bate em 8%; tempo deve continuar quente e seco hoje

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A umidade do ar chega a mínima de 8%, a mais baixa deste século. Para esta quinta-feira (5/9), há a possibilidade de que a umidade baixe a níveis similares. Tempo quente e seco aumenta a proliferação de doenças típicas da estação

Toda a família de Edison adoeceu durante a seca
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

O Distrito Federal registrou o dia mais seco deste século, até o momento. A umidade relativa do ar chegou na casa dos 8%, na tarde desta quarta-feira (4/9). Até então, o dia mais seco foi em agosto de 2017, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 9% de umidade. As temperaturas desta quarta-feira bateram o recorde do ano: a madrugada foi a mais quente, com mínima de 21°C, assim como a tarde, que teve pico de 34,2°C.
Para esta quinta-feira (5/9), há a possibilidade de que a umidade chegue a níveis similares. Caso isso aconteça, o Distrito Federal fica dois dias seguidos com umidades abaixo dos 12%, o que significa estado de emergência, segundo critérios da Defesa Civil. Nesse caso, a recomendação é suspender a prática de atividades físicas e trabalhos ao ar livre. Além disso, é aconselhado aumentar a ingestão de líquidos, evitar banhos prolongados com água quente e umidificar o ambiente com vaporizadores ou toalhas molhadas. Pingar soro fisiológico nas narinas e usar a sombrinha para evitar insolação são algumas indicações.
“A umidade relativa do ar mínima deve ficar entre 10% e 15% hoje, mas não descartamos a possibilidade de que ela chegue a números ainda menores do que esse”, explicou a meteorologista Naiane Araújo, do Inmet. O céu fica claro a parcialmente nublado, com névoa seca: uma mistura de poluição e poeira. A chuva, que não cai no DF há 94 dias, deve continuar sem aparecer pelo menos nos próximos 10 dias. Os modelos indicam uma possibilidade de chuva somente na segunda metade do mês. Então, é bastante provável que a capital do país chegue aos 100 dias sem precipitações, tornando o ambiente ainda mais crítico, aumentando o desconforto e a propagação de doenças típicas dessa época”, detalha Naine.

Saúde

Com as baixas umidades, os hospitais têm recebido mais pacientes com doenças típicas da seca. Na rede pública de saúde, a estimativa é de aumento de 40% no número de atendimento por problemas respiratórios. Crianças e idosos são os principais afetados devido à fragilidade do organismo, que fica mais suscetível a contrair alguns tipos de vírus que circulam com facilidade em períodos de estiagem.
Após ter uma convulsão, o pequeno Benedito da Silva, 2 anos, foi parar na emergência do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Apresentando febre, coriza e peito chiado, o menino recebeu medicação e o diagnóstico era de que o corpo havia reagido a um vírus. “Ele nasceu com mielomeningocele e tem hidrocefalia e microcefalia. Achei que a convulsão estava ligada às doenças, mas foi uma virose”, conta a mãe, Lindaura da Silva, 38, mais aliviada depois da melhora do filho.
Outro que não escapou da virose típica desse período de secura foi o Hugo Miguel Ferreira, 1 ano e 5 meses, filho de Edilson Ferreira, 40, que também contraiu a doença, ao lado dos outros dois filhos e da esposa. “A gente achou que ele (Hugo) ia escapar da virose, mas agora chegou o febrão e está vomitando. Nossa família toda adoeceu, uns com sintomas mais fortes do que outros. Eu mesmo fiquei de cama, coisa que não acontecia há uns 10 anos”, relata.
O sistema respiratório acaba sendo o mais afetado, pois a seca diminui a lubrificação das vias aéreas, afirma a especialista em clínica médica Patricya Tavares. “Isso favorece a ocorrência de doenças como rinite, sinusite, bronquite que, mesmo virais, em alguns casos acabam gerando complicações como uma infecção bacteriana. Além disso, os vírus podem não só afetar a parte respiratória, mas também os olhos, a pele e o sistema digestório”.
Esse foi o caso da Ana Clara de Paiva, 5 anos. Após um dia de contato com poeira, ela contraiu um vírus que acarretou em uma inflamação no intestino. “Ela teve vômito, diarreia e febre semanas atrás e agora os sintomas voltaram. Ana é bastante saudável, mas esse tempo seco é difícil, tem muita coisa no ar”, diz o pai, Marcus Henrique de Paiva, 41. Apesar da doença de Ana Clara, o pai garante que a família toma as medidas necessárias para evitar o contágio. “A casa está sempre limpinha e cuidamos bastante da higienização e da alimentação”, esclarece.
A recomendação da Secretaria de Saúde é ter uma alimentação rica em frutas e verduras, ingerir bastante líquidos como água, água de coco, chás e sucos naturais, hidratar a pele com cremes, evitar banhos quentes e demorados, assim como o uso excessivo de sabonetes e buchas.

Cuidados com a pele

A névoa seca que toma conta do céu de Brasília nesta época não é um perigo apenas para as vias aéreas. A pele é um dos órgãos que mais sente com a falta de umidade. A hidratação com uso de cremes adequados e filtros solares é essencial para evitar o ressecamento, que pode acarretar em doenças.
“A dermatite atópica é uma das consequências da falta de cuidado com a pele. Em casos extremos e não tão raros, a coceira causada pela doença pode provocar feridas e até infecções secundárias por bactéria”, alerta a dermatologista Ana Regina Trávolo. Manter o ambiente livre de poeira, umidificar o ar, não tomar banhos quentes e beber bastante água também é importante para prevenir alergias e outras doenças típicas da estiagem, que promete se prolongar pelas próximas semanas.
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