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Aproveite o Dia Mundial da Hipertensão para saber tudo sobre a pressão alta, da prevenção ao tratamento. E veja como identificar!

hipertensão arterial é o aumento anormal – e por longo período – da pressão que o sangue faz ao circular pelas artérias do corpo. Não à toa, a doença também é chamada de pressão alta.

Para chegar a cada parte do organismo, o sangue bombeado a partir do coração exerce uma força natural contra as paredes internas das artérias. Os vasos, por sua vez, oferecem certa resistência a essa passagem. E é essa disputa que determina a pressão arterial.

A pressão varia ao longo do dia. Numa pessoa deitada, ela fica mais baixa. Quando nos movimentamos, os valores sobem, porque o cérebro avisa que o corpo precisa de mais energia.

A pressão é apresentada em milímetros de mercúrio (mmHg). O indivíduo é considerado hipertenso quando sua pressão fica maior ou igual a 14 por 9 na maior parte do tempo. A partir desse limite, o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares, renais e por aí vai é significativamente maior. Aliás, entidades americanas já até baixaram o sarrafo para 13 por 8.

Para fazer a medição, é utilizado um aparelho chamado esfigmomanômetro, posicionado em volta do braço, e um estetoscópio para ouvir os sons do peito. O primeiro número é registrado no momento em que o coração libera o sangue. Essa é a pressão sistólica, ou máxima – o recomendável é que não passe de 12 mmHg. O segundo valor é a pressão diastólica, ou mínima. O ideal é que fique em torno de 8 mmHg. É o famoso 12 por 8.

Quando a pressão fica descontrolada, o coração é o órgão mais afetado. Como a circulação está prejudicada pelo aperto nas artérias coronárias, ele não recebe sangue e oxigenação suficientes – um quadro que leva ao sofrimento do músculo cardíaco, podendo ocasionar o infarto.

O acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, é outra consequência frequente da hipertensão. Com as constantes agressões da pressão, as artérias da cabeça não conseguem se dilatar e ficam suscetíveis a entupimentos. Os picos hipertensivos acabam servindo de estopim para um vaso ficar completamente obstruído ou então se romper.

Além do derrame, a pressão alta provoca uma série de pequenas obstruções e hemorragias no cérebro. Ao longo do tempo, esses episódios destroem os neurônios – o quadro é denominado demência vascular e leva à perda de memória.

Os rins também deixam de filtrar o sangue a contento quando a hipertensão se instala por muito tempo, e essa falha pode provocar insuficiência renal.

A pressão alta interfere ainda nos vasos que irrigam a retina, tecido no fundo do olho crucial para captação das imagens. É por isso que alguns hipertensos relatam sofrer de visão embaçada.

Sinais e sintomas

A hipertensão é uma doença silenciosa. Se os sintomas abaixo surgirem, provavelmente ela já estará em fase mais avançada. O ideal, portanto, é detectá-la com exames.

  • Dor de cabeça
  • Falta de ar
  • Visão borrada
  • Zumbido no ouvido
  • Tontura
  • Dores no peito

Fatores de risco

– Histórico familiar: filhos de pais hipertensos têm um risco 30% maior de ter pressão alta

– Idade: a partir dos 60 anos de idade, as artérias perdem a flexibilidade

– Etnia: a doença é mais prevalente na população negra e asiática

– Obesidade

– Poluição

– Estresse

– Sono irregular

– Menopausa: a queda dos hormônios femininos danifica as artérias

– Excesso de bebida alcoólica

– Tabagismo

– Alto consumo de sal

– Sedentarismo

– Diabetes

– Doenças renais

– Apneia do sono

– Hipertireoidismo

A prevenção

Um estilo de vida saudável influencia muito aqui. Dar um basta no sedentarismo, especialmente se valendo de atividades aeróbicas, como correr e nadar, induz a liberação óxido nítrico, substância vasodilatadora. Com as artérias relaxadas, a tendência é a pressão se manter mais baixa.

Verdade que, durante os treinos, é esperado que a pressão até suba um pouco – daí porque pacientes com hipertensão devem ter certos cuidados com os exercícios e buscar supervisão de um expert. Mas logo depois os números se estabilizam.

A alimentação é tão importante na prevenção da pressão alta que há uma dieta específica para esse fim. É a DASH, sigla em inglês para “dieta para combater a hipertensão”.

Ela foi criada em 1997 e se baseia em generosas doses de vegetais, frutas, legumes e grãos integrais no cardápio como forma de combater a elevação da pressão. São alimentos carregados de nutrientes como potássio, cálcio e magnésio – minerais que regulam a contração dos vasos sanguíneos e do coração.

O consumo de sódio, por outro lado, deve ser moderado. Ele é o principal componente do sal de cozinha, e exagerar na dose é um perigo. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir no máximo 5 gramas de sal por dia. Isso equivale a uma colher de chá.

Só não se esqueça de considerar os alimentos que têm sódio em sua composição, como o pãozinho, os temperos prontos, embutidos e produtos processados. Hoje, estima-se que o brasileiro consuma mais ou menos o dobro de sódio do que deveria. Essa é uma das razões pelas quais 30% da população possui hipertensão.

Não fumar, não extrapolar na ingestão de bebidas alcoólicas e driblar a insônia são atitudes bem-vindas. É importante também arrumar uma brecha na agenda para incluir momentos de prazer capazes de aliviar o estresse do dia a dia, outro sabotador das artérias.

O diagnóstico

Como a hipertensão não costuma dar sinais, é fundamental medir a pressão pelo menos uma vez por ano. Nas consultas de rotina, seja com o clínico geral ou algum especialista, sempre informe se algum parente sofre desse mal, sobretudo se for for o pai ou a mãe.

Para confirmar se uma pessoa possui pressão alta, a medição tem que ser feita em três dias diferentes. Antes de cada uma, o paciente deve seguir orientações como evitar tomar café ou bebidas estimulantes, descansar bem e relaxar. Na hora do exame, não se deve conversar nem ficar se mexendo. Esses cuidados são importantes para que o resultado seja o mais confiável possível. Se ainda assim restar alguma dúvida, o especialista solicita um exame que vigia a pressão ao longo de 24 horas – é o holter.

O rigor na medição ajuda ainda a identificar uma condição antes de chamada de pré-hipertensão – e agora rebatizada de pressão elevada. Entra nessa classificação quem estiver com a pressão acima dos 12 por 8 e abaixo dos 14 por 9, quando já se define a hipertensão propriamente.

Essa faixa intermediária, além de já causar eventuais estragos, revela que o indivíduo tem o dobro de risco de se tornar hipertenso. Quanto mais cedo essa ameaça é detectada, maior a chance de evitar que a doença se instale de vez.

Em mulheres grávidas, a atenção é ainda maior. Isso para impedir o aparecimento da pré-eclâmpsia. Trata-se de uma complicação da gestação marcada pelo aumento da pressão arterial na gravidez.

Essa condição aumenta a possibilidade de parto prematuro e, se não for controlada, evolui para eclâmpsia – quadro em que a mulher tem convulsões, com risco para a sua vida e a do bebê.

O tratamento

Uma pequena parcela de hipertensos (pequena, porém considerável) consegue dominar a doença apenas com ajustes no cardápio, exercícios físicos e controle do estresse. Para tomar a decisão de não entrar imediatamente com medicamentos, o médico se baseia em bons resultados gerais de exames como glicemia e colesterol e se os rins estão funcionando direito.

A ausência de outros problemas cardiovasculares também é considerada. Pesa ainda o fato de a pessoa ser ou não fumante.

As avaliações são periódicas. Em geral, depois de seis meses ele vai medir a pressão novamente. Se os valores caíram, é possível continuar nesse caminho, mas lembrando que a doença não foi eliminada e que, portanto, é preciso manter os cuidados.

Se mesmo depois das mudanças no estilo de vida a pressão continua subindo ou estabiliza apenas em um patamar elevadíssimo, o especialista prescreve remédio para controlar a situação. Ele indica, entre as diferentes categorias de antihipertensivos, aquela que vai trazer os melhores resultados em cada caso.

Alguns são diuréticos, ou seja, eliminam o excesso de sódio pelo xixi. Outros atuam como vasodilatadores. Há ainda os que impedem a entrada de cálcio nas artérias, diminuindo a resistência para a passagem do sangue. E um dos medicamentos mais usados impede a produção de angiotensina, molécula que faz os vasos se contraírem e aumenta a pressão.

A partir do estágio da doença classificado como moderado, a conduta é adotar dois ou mais antihipertensivos para atuar em diversas frentes.

Há também casos de hipertensão resistente – quando a pressão não fica abaixo de 14 por 9 mesmo com o uso de três classes de remédio. Aí, o cardiologista pode lançar mão de inovações a exemplo de um aparelho que emite ondas de alta frequência na região dos rins. Como nos hipertensos o cérebro manda uma mensagem errada a esses órgãos para liberarem substâncias vasoconstritoras, o objetivo do método é cortar essa comunicação.

Para isso, um cateter é introduzido na virilha e guiado até as artérias renais. Nesse ponto, é disparada uma radiação capaz de queimar alguns nervos, fechando assim a conexão com o sistema nervoso. Sem o estímulo enviado aos rins, os vasos podem se dilatar e a pressão tende a melhorar.

A conduta, entretanto, depende de cada caso. Mas o certo é que um estilo de vida balanceado sempre vai ajudar, não importa a gravidade.

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Começam testes de primeira terapia de anticorpos contra novo coronavírus

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Pesquisadores canadenses estudaram mais de 5 milhões de células de pacientes curados da covid-19 para criar a droga

reprodução/Veja

A companhia canadense Eli Lilly começou os testes em seres humanos de um tratamento com anticorpos contra o novo coronavírus. A droga foi desenvolvida pela empresa junto ao centro de pesquisa sobre vacinas do governo dos Estados Unidos e com a AbCellera.

O medicamento foi criado com base na análise de 5 milhões de células do sistema imune de pacientes que se recuperaram da covid-19.

Os testes serão conduzidos por pesquisadores com um grupo de controle, em que uma parte dos participantes recebe um placebo, enquanto a outra recebe o medicamento. Nesta etapa de testes, 32 pacientes estarão envolvidos. O teste, vale notar, não é o mais cientificamente eficiente devido à baixa amostragem e à ausência de uma técnica mais sofisticada de testagem, como a abordagem chamada duplo-cego, na qual nem pesquisadores nem pacientes sabem qual medicamento é testado.

“Essa é a primeira terapia personalizada apresentada para a covid-19”, afirma, em nota, Carl Hansen, cofundador e presidente da AbCellera, empresa canadense dedicada à pesquisa e inovação sobre terapias e vacinas. Hansen foi anteriormente professor estudando microssistemas e nanotecnologia na Universidade da Colúmbia Britânica. “Devido aos anos de trabalho em nossa tecnologia, especificamente para resposta a pandemias, estávamos em posição de fazer a diferença.”

Até o momento, nenhuma terapia ou vacina tem aprovação clínica ou aval da Organização Mundial da Saúde para ser aplicada especificamente a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

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O surto do ebola está de volta — mas não deve ganhar o mundo

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Mais letal do que o novo coronavírus, o ebola tem menos tempo para se disseminar porque mata o hospedeiro. Porém, já existe vacina

Ebola: vírus causa febre hemorrágica com alta letalidade para humanos (Getty Images/Getty Images)

Em meio ao combate da pandemia do novo coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou um novo surto do vírus ebola na República Democrática do Congo. O governo informou ter registrado seis casos da doença, que causaram quatro mortes.

“Isso é um lembrete de que a Covid-19 não é a única ameaça de saúde que as pessoas enfrentam. Apesar de muito da nossa atenção estar na pandemia do novo coronavírus, a OMS continua a monitorar e responder a muitas outras emergências de saúde”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. De 2013 e 2016, a febre hemorrágica ebola matou 11,3 mil pessoas no no oeste africano.

Especialistas consultados por exame. afirmam que um surto de ebola não ganhou o mundo no passado porque, diferentemente do novo coronavírus, ele é mais letal e tem um período curto de incubação.

Por isso, logo os sintomas aparecem e as pessoas são isoladas para evitar a disseminação do vírus. Além disso, com as restrições a voos internacionais e as medidas de distanciamento social recomendadas para conter o novo coronavírus, o vírus tem menor risco de se propagar — ainda que mereça a atenção de autoridades de saúde globais.

“Ser letal para o hospedeiro é ruim para qualquer vírus porque ele precisa se reproduzir. O ebola é assim mata mais e tem tempo de incubação curto. Não dá tempo de a pessoa infectar outros hospedeiros e, por isso, o vírus fica contido na África”, afirma o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

De acordo com Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, não é intuito de qualquer vírus matar o hospedeiro. “Ele nem sabe que a gente existe. Para o vírus, somos depositários para se replicar. Não há interesse biológico em matar. 7% do nosso genoma é de vírus. Ele um dia foi vírus e agora se embutiu na gente. Não é efetivo para o vírus ser mortal”, disse.

Diferentemente do que acontece com o novo coronavírus, já existe uma vacina contra o vírus ebola. Desenvolvida e oferecida em tempo recorde, em cinco anos (considerando um período de 20 anos de pesquisas), a vacina já foi aplicada a mais de 200 mil pessoas e foi aprovada tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Europeia por suas respectivas agências de saúde. “A autorização de comercialização da Comissão Europeia para a Ervebo é o resultado de uma colaboração sem precedentes, da qual o mundo inteiro deve se orgulhar”, afirmou, no fim de 2019, Ken Frazier, presidente da americana Merck (conhecida no Brasil como MSD), em um comunicado.

Uma vacina também é apontada por especialistas como a principal arma contra o novo coronavírus. Com ela, a população global poderá atingir o que se chama de imunidade de rebanho, um conceito de erradicação de doenças infecciosas devido à imunização de grande parte da população com vacinas e de uma pequena parcela que foi infectada e sobreviveu. Para Eduardo Medeiros, professor de infectologia da Unifesp, o novo coronavírus não pode ser comparados a outras doenças do ponto de vista de imunização da população. “A única solução para conter a covid-19 é a vacina, não há outra. Se você esperarmos pela imunidade de rebanho, teremos milhões de mortes. A mortalidade necessária para isso seria um absurdo”, disse Medeiros.

 

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OMS deve retomar ensaio com hidroxicloroquina na luta contra covid-19

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OMS havia interrompido estudo do medicamento usado para tratar malária contra a covid-19 devido a temores de que aumentasse as taxas de mortalidade

Hidroxicloroquina: especialistas da OMS recomendaram a continuação de todos os ensaios de medicamentos contra o novo coronavírus (George Frey/Reuters)

A Organização Mundial da Saúde deve retomar seu ensaio clínico com a hidroxicloroquina para uso potencial contra o novo coronavírus, disse nesta quarta-feira o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, depois que os testes foram suspensos devido a preocupações com a saúde dos pacientes.

A OMS havia interrompido seu amplo estudo do medicamento usado para tratar malária contra a covid-19 devido a temores de que aumentasse as taxas de mortalidade e os batimentos cardíacos irregulares em pacientes.

Mas Tedros disse, em entrevista online a jornalistas, que os especialistas da OMS recomendaram a continuação de todos os ensaios clínica de medicamentos contra o novo coronavírus, incluindo com a hidroxicloroquina –que tem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como grande defensor.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonarp também defende o uso da cloroquina e o Ministério da Saúde passou a recomendar a utilização do medicamento desde os sintomas iniciais da Covid-19, por pressão do presidente.

As autoridades da OMS também disseram na entrevista estar especialmente preocupadas com surtos na América Latina e no Haiti, um dos países mais pobres do mundo, onde as infecções estão se espalhando rapidamente.

O coronavírus já infectou quase 3 milhões de pessoas nas Américas.

 

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Distância de 2 metros reduz disseminação do coronavírus, diz estudo

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A transmissão da covid-19 tem maior risco de acontecer quando as pessoas estão a um metro ou menos de distância

Coronavírus;: o vírus se propaga de pessoa para pessoa, mas também pode permanecer em superfícies (Taechit Taechamanodom/Getty Images)

 

Para evitar o disseminação do novo coronavírus, é mais eficaz manter-se a dois metros de distância de outras pessoas do que apenas um. Ao menos, é isso que mostra um novo estudo publicado no jornal científico The Lancet.

Os pesquisadores analisaram um total de 172 estudos feitos em 16 países para chegar à conclusão.

A cada metro de distância que uma pessoa fica distante de outra infectada, o risco de disseminação cai.

Os pesquisadores citam um exemplo: a um metro de distância, o risco de transmissão é de 13%, enquanto a dois metros o número passa para apenas 3%.

O modelo analisou distâncias de um a três metros entre pessoas saudáveis e infectadas pelo novo coronavírus.

A pesquisa também mostrou que máscaras e proteções para os olhos reduzem os riscos de disseminação do vírus.

As máscaras diminuem o risco de 17% para apenas 3%. Já a proteção para os olhos mostrou uma redução de 16% para 6%.

O estudo pode servir de referência para estabelecimentos comerciais que consideram uma reabertura segura para seus clientes.

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Proteínas no sangue de quem tem covid-19 podem prever gravidade da doença

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“Marcadores” poderiam levar ao desenvolvimento de um exame que ajudaria a prever o quão grave um paciente pode ficar quando infectado

 

Profissionais de saúde em um hospital de campanha em Niterói, no Rio de Janeiro, durante a pandemia de coronavírus (Luis Alvarenga/Getty Images)

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Uso de antibióticos na pandemia está deixando bactérias mais resistentes

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O aumento do uso de antibióticos para combater a pandemia de covid-19 pode provocar mais mortes, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Coronavírus: uso de medicamentos para tratar a doença pode trazer efeito colateral (Jasni Ulak / EyeEm/Getty Images)

O aumento do uso de antibióticos para combater a pandemia de covid-19 aumentará a resistência bacteriana e em última instância provocará mais mortes durante a crise sanitária e depois, advertiu nesta segunda-feira (1º) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, disse que há um “número preocupante” de infecções bacterianas que estão se tornando cada vez mais resistentes aos remédios usados tradicionalmente para combatê-las.

A agência sanitária da ONU se declarou preocupada de que o uso inapropriado de antibióticos durante a crise do coronavírus contribuirá para isto.

“A pandemia de COVID-19 levou a um aumento no uso de antibióticos, que provocará níveis maiores de resistência bacteriana e repercutirá no lastro da doença e nas mortes durante a pandemia e depois”, disse o diretor-geral em uma coletiva de imprensa virtual da sede da OMS em Genebra.

A OMS considera que só uma pequena parte de pacientes com COVID-19 precisa de antibióticos.

A organização emitiu um guia para que os médicos não administrem antibióticos ou profilaxia para os pacientes com formas brandas de COVID-19 ou a pacientes com forma moderada da doença sem que haja uma suspeita clínica de infecção bacteriana.

Tedros disse que as recomendações deveriam permitir fazer frente à resistência antimicrobiana, salvando vidas.

A ameaça da resistência antimicrobiana é “um dos desafios mais urgentes do nosso tempo”, advertiu.

“Está claro que o mundo está perdendo a capacidade de usar medicamentos antimicrobianos fundamentais”.

Alguns países recorrem a um uso “excessivo” de antibióticos, enquanto nos de baixa renda, estes medicamentos essenciais não estão disponíveis, o que leva a um “sofrimento desnecessário e à morte”.

Enquanto isso, alertou a OMS, a prevenção e o tratamento de doenças não transmissíveis foram seriamente alterados desde o início da pandemia de COVID-19 em dezembro, como demonstra um estudo feito em 155 países.

“Esta situação tem especial importância, já que as pessoas que vivem com estas doenças estão mais expostas à forma mais grave de covid-19 e à morte”, disse.

O estudo, feito durante três semanas em maio, concluiu que os países com renda mais baixa são os mais afetados.

Cerca de 53% dos países reportaram interrupção parcial ou total dos serviços para o tratamento da hipertensão, 49% no caso dos tratamentos para diabetes, 42% no câncer e 31% no caso das emergências cardiovasculares.

As razões mais comuns para a interrupção ou a redução dos serviços foram as anulações dos tratamentos previstos, um declínio do transporte público disponível e a falta de pessoal porque os trabalhadores sanitários firam realocados para o tratamento de casos de covid-19.

 

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