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Dólar cai pela 2ª vez seguida com melhor perspectiva sobre coronavírus

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Com o fim da pressão do coronavírus sobre os mercados, especialista vê dólar cair para abaixo de 5 reais

Dólar: moeda americana vai abaixo de R$5,20 nesta terça (7) (Adam Drobiec/EyeEm/Getty Images)

O dólar voltou a fechar em queda frente ao real nesta terça-feira, 7, com a percepção de que o avanço do coronavírus no mundo tenha perdido força nos últimos dias. Com a mudança do humor no mercado, ativos considerados de maior risco, como moedas de países emergentes, valorizaram-se. Por aqui, o dólar comercial caiu 1,2% e encerrou cotado a 5,228 reais. O dólar turismo recuou 1,6%, a 5,50 reais.

O otimismo tem como pano de fundo a diminuição dos novos casos apresentados na Europa, continente em que a doença deixou a maior quantidade de vítimas fatais. Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de infectados, a percepção sobre os possíveis estragos da doença também melhorou, após os governadores dos estados de Nova York e Nova Jersey falarem em “achatamento da curva” de contágio.

Com o maior apetite a risco, o dólar perdia forças no mundo. O índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra divisas dos principais parceiros comerciais dos EUA, caiu 0,8%. A queda foi puxada pelo euro, que se apreciou mais de 1% contra o dólar, pondo fim a uma sequência de seis quedas consecutivas.

Para João Manuel Freitas, diretor de operações da Travelex Bank, o dólar deve se enfraquecer no mundo conforme o coronavírus deixe de ditar os rumos dos mercados. No Brasil, ele espera que a moeda volte a ser negociada entre 4,50 reais e 5 reais, já projetando um cenário com corte de juros de 25 pontos bases , para uma taxa Selic de 3,5% ao ano.

“[O dólar acima de 5 reais] está ligado ao movimento de instabilidade no mundo. Voltando a economia, a produção, não tem como o dólar conseguir se sustentar nesse nível”, disse Freitas.

Apesar de vislumbrar um dólar abaixo de 5 reais quando a economia voltar ao normal, ele vê alguns obstáculos no caminho. “O auxílio do governo ainda não chegou nas empresas. Isso deixa elas com um ponto de  interrogação muito forte. Quanto mais tempo demorar, mais vai ser o sofrimento.”

A instabilidade da política interna também o preocupa. Segundo ele, se os ruídos sobre a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tivessem sido confirmados, o cenário no mercado interno seria “completamente diferente”.

“Tendo em vista que foi apaziguado ontem, voltou a andar [positivamente] parecido mercado internacional”, disse.

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Aneel aprova reajuste médio de 12,04% nas tarifas da Enel Distribuição São Paulo

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Para os consumidores conectados em baixa tensão, que inclui os clientes residenciais, o aumento médio será de 10,15%

Enel: o porcentual aprovado já considerou os créditos de PIS/Cofins, cuja devolução para os consumidores foi definida em lei sancionada nesta semana (Enel/Divulgação)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 28, reajuste médio de 12,04% nas tarifas da Enel Distribuição São Paulo. Os novos valores passam a vigorar em 4 de julho.

Para os consumidores conectados em baixa tensão, que inclui os clientes residenciais, o aumento médio será de 10,15%. Já para aqueles que são atendidos em alta tensão, como as indústrias, o efeito médio será de 18,03%.

O porcentual aprovado já considerou os créditos de PIS/Cofins, cuja devolução para os consumidores foi definida em lei sancionada nesta semana. A medida resultou em redução de 8,7% frente ao aumento previsto inicialmente.

Foi contabilizado também parte do aporte de R$ 5 bilhões que a Eletrobras fará na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar a mudança no regime de suas usinas, que deixam de ser descotizadas e passarão a vender no mercado livre de energia depois da capitalização da empresa. A redução com a iniciativa foi de 2,84%.

Segundo o relator do processo, diretor Hélvio Guerra, a lei que limita a incidência a alíquota de ICMS até 18% sobre energia elétrica poderia reduzir ainda mais os aumentos. Apesar de já ter sido sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, os estados ainda precisam regulamentá-la de modo que ela não foi considerada neste processo tarifário.

O Estado de São Paulo já implantou a redução sobre combustíveis, mas ainda não contemplou as tarifas de energia elétrica.

O diretor afirmou que simulação conservadora feita pela agência reguladora estima efeito médio de redução de 10,4% na tarifa quando ela for aplicada.

 

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As passagens da ultra low cost Viva são realmente mais baratas? Compare

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Companhia aérea começou a operar no país prometendo passagens aéreas de 25% a 40% mais baratas do que as das empresas tradicionais

Aviões da Viva Air: passagens da companhia começaram a ser vendidas por preços bem baixos, mas a diferença já diminuiu (Viva Air/Divulgação)

ultra low cost colombiana Viva começou a operar no país prometendo passagens aéreas de 25% a 40% mais baratas do que as das companhias aéreas tradicionais. Contudo, consegue ter preços, em média, até 18% mais baratos do que o de outras companhias.

É o que aponta um levantamento do comparador de passagens aéreas Viajala.

Neste mês, a colombiana está mais competitiva na rota entre São Paulo e Cancún, na qual fica em média 18% abaixo do preço de outras companhias.

Em voos para Cartagena e Cidade do México, os bilhetes da Viva são em média 15% mais baratos, enquanto para Orlando são 12% mais em conta.

Contudo, para Punta Cana os bilhetes são apenas 7% mais baratos do que o cobrado por outras linhas aéreas.

A única rota na qual seus bilhetes não são mais baratos é para Miami, para onde cobra bilhetes 3% mais caros do que a média.

Made with Flourish
Mas essa diferença já foi maior. A companhia está vendendo bilhetes entre São Paulo e as rotas mencionadas desde fevereiro. Naquele momento, os preços chegaram a ser 167% mais baixos.
A maior variação foi registrada na rota entre São Paulo e Orlando. Enquanto a Viva cobrava R$ 1.089 pelos bilhetes, as concorrentes cobravam R$ 2,9 mil. Para Cartagena, os preços ficavam 60% abaixo da média das outras companhias.
Made with Flourish
Na visão de Thomas Allier, CEO do Viajala, os preços da Viva são realmente mais baixos. O problema, aponta, é que a concorrência no segmento low cost aumentou. “Agora tanto a Avianca como a Latam tem tarifas que incluem apenas o assento e uma mala de mão. Além disso, a competição se adequa à nova oferta e começa a oferecer preços melhores”.
O modelo da Viva não é novo. Contudo, é uma novidade ter uma low cost que realiza voos do Brasil para o Caribe e os Estados Unidos, explica Allier. “É um risco fazer voos tão longos em um assento pequeno. A Ryanair, na Europa, faz voos de, no máximo, 4 horas. Estamos falando de voos de 10 horas com conexão na Colômbia. Mas a Viva acredita que existem pessoas que abrem mão de comodidade para voar mais barato”.
Além disso, alerta, quem vai para a Flórida costuma voltar com mais bagagem e pode ter surpresas. “O preço para bagagem adicional pode sair muito caro, e não compensar o bilhete mais em conta. É necessário calcular e verificar se vale a pena”.

Os planos da Viva

Todos os voos passam antes por Medellín, na Colômbia. A conexão, garantem os executivos da Viva, dura menos de uma hora. A companhia aérea terá capacidade para transportar 188 passageiros por voo.

Inicialmente, a Viva irá operar três voos por semana no país, às terças, quintas e domingos, com saídas do Aeroporto Internacional de São Paulo.

As tarifas básicas da Viva permitem que cada passageiro leve apenas uma bagagem de mão. Todo serviço é cobrado adicionalmente. Caso sejam contratados no aeroporto, seus custos podem subir, no mínimo, 50%.

Além disso, os bilhetes são vendidos majoritariamente pela internet, o que também ajuda a reduzir custos.

A frota da Viva é composta apenas por um tipo de aeronave, o modelo A320neo, da Airbus, com no máximo dois anos de funcionamento. Isso reduz custos com treinamentos e equipamentos. Ainda que o uso de cada aeronave seja maximizado na operação, ele é compensado por essas eficiências.

 

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Auxílio Brasil: Veja quem recebe o benefício nesta terça-feira

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Informações sobre datas de pagamento, valor do benefício e composição das parcelas podem ser consultadas em dois aplicativos: Auxílio Brasil e Caixa Tem

(Pilar Olivares/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal paga hoje, 28, a parcela de junho do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 8. O valor mínimo do benefício é R$ 400. As datas seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava nos dez últimos dias úteis do mês.

O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Atualmente, 17,5 milhões de famílias são atendidas pelo programa. No início do ano, 3 milhões foram incluídas no Auxílio Brasil.

Veja o calendário do Auxílio Brasil:

NIS jun jul ago set out nov dez
1 17/06 18/07 18/08 19/09 18/10 17/11 12/12
2 20/06 19/07 19/08 20/09 19/10 18/11 13/12
3 21/06 20/07 22/08 21/09 20/10 21/11 14/12
4 22/06 21/07 23/08 22/09 21/10 22/11 15/12
5 23/06 22/07 24/08 23/09 24/10 23/11 16/12
6 24/06 25/07 25/08 26/09 25/10 24/11 19/12
7 27/06 26/07 26/08 27/09 26/10 25/11 20/12
8 28/06 27/07 29/08 28/09 27/10 28/11 21/12
9 29/06 28/07 30/08 29/09 28/10 29/11 22/12
0 30/06 29/07 31/08 30/09 31/10 30/11 23/12

 

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também é pago hoje às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 8. Com valor de R$ 53 em junho, o benefício segue o calendário regular de pagamentos do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026, com o pagamento de 50% do preço médio do botijão de 13 quilos, conforme valor calculado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos últimos seis meses.

Pago a cada dois meses, o Auxílio Gás tem orçamento de R$ 1,9 bilhão para este ano. Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga emprego ou tenha filho que se destaque em competições esportivas, científicas e acadêmicas.

Podem receber o benefício as famílias com renda per capita até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e até R$ 200, em condição de pobreza.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o Auxílio Brasil. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para integrar o programa social e o detalhamento dos nove tipos diferentes de benefícios.

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ANS suspende a comercialização de 70 planos de saúde

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ANS suspende a comercialização de 70 planos de saúde

Planos de saúde: maioria dos planos suspensos pertence à Amil (Getty Images/PhotoAlto/Frederic Cirou)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou nesta segunda-feira, 27, a suspensão de 70 planos de saúde de oito operadoras devido a reclamações efetuadas no primeiro trimestre.

A medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha regularmente o desempenho do setor e atua na proteção dos consumidores.

A proibição da venda começa a valer no dia 30. Ao todo, 1.453.044 beneficiários ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento.

Planos com comercialização suspensa

REGISTRO PRODUTO NOME COMERCIAL
AMIL
462796102 Amil Blue IV Nacional PJ QP
467747121 STAR – CE
472823148 Amil 200 QP Gr. Munic. BR Copart R PJCE
472840148 Amil 700 QP Nacional R Copart PJCE
472930147 Amil 400 QC Nacional R PJCA
472931145 Amil 400 QP Nacional R Copart PJCA
472932143 Amil 400 QP Nacional R PJCA
472936146 Amil 400 QC Nacional R Copart PJCE
472937144 Amil 400 QC Nacional R PJCE
472940144 Amil 400 QP Nacional R PJCE
475231157 Amil 200 QC Gr. Munic. RM RJ PJCE a
475739164 NEXT (Amil Fácil 50) Mun São Paulo QC PJCA
475741166 NEXT Mun São Paulo QC PJCE
476547168 Amil 200 QP Gr. Munic. RM SP R PJCE e
477099164 NEXT PLUS RM RJ QC PJCE
478086178 Amil 500 QP Nacional Copart  R ADM a
478088174 Amil 400 QC Nacional  Copart R ADM a
481730183 Amil 350 QC Nac R Copart S/Obst PJ
481734186 Amil 350 QP Nac R PJ
481895184 Amil Fácil 50 QC SP Plus BX Jundiaí GM Copart PJA
483754191 Amil Fácil S60 QC SP GM PJ
483758194 Amil Fácil S60 QC SP BX Jundiaí GM PJ
483761194 Amil Fácil S60 QC SP BX Jundiaí GM Copart S/Obst PJ
483762192 Amil Fácil S60 QC RJ GM PJ
483773198 Amil Fácil S80 QP SP RJ DF PR PE GM Copart PJ
483778199 Amil S380 QC Nac R PJ
483779197 Amil S380 QC Nac R Copart PJ
483780191 Amil S380 QP Nac R PJ
483781199 Amil S380 QP Nac R Copart PJ
483802195 Amil S450 QP Nac R PJ
483803193 Amil S450 QP Nac R Copart PJ
483808194 Amil S450 QC Nac R PJ
483814199 Amil S750 QP Nac R PJ
485421207 Amil S750 QP Nac R PJA
485427206 Amil S380 QP Nac R PJA
485429202 Amil S380 QC Nac R PJA
486041201 Amil Fácil S40 QC SP GM Copart PJ
486042200 Amil Fácil S40 QC SP GM PJ
486046202 Amil Fácil S40 QC GRU Região GM PJ
486834200 Amil E85 QC SP RJ DF GO GM Copart PJ
488422211 Amil Fácil S60 QC SP Mais GM PJ
488720214 Amil Fácil S80 QP SP RJ DF PR PE GM2 PJ
UNIMED NORTE/NORDESTE
468492133 EMPRESARIAL PP ESPECIAL
UNIMED VERTENTE DO CAPARAÓ
485570201 NACIONAL ADESAO POS – ENF
UNIMED-RIO
489258215 Unimed Ômega Plus S
483647192 Unimed Singular
468245129 UniPart Alfa 2
467691122 Unimed Alfa 2
467689121 Unimed Personal Quarto Coletivo 2
467687124 Unimed Delta 2
467683121 Unimed Alfa 2
467669126 Unimed Beta 2
467665123 Unimed Personal Quarto Coletivo 2
449970041 Unimed Personal Quarto Coletivo
401809985 Unimed Delta
401808987 Unimed Delta
ESMALE
487355206 MOBI 3011E11
482589196 PREMIUM PROMO DF CP – AD – Enf
469161130 PREMIUM PROMO
SANTO ANDRÉ
470021130 MEDICAL IND 200
461072095 ORION
456479071 DIAMANTE
456407073 RUBI
474742159 PRIME 300
455072062 PERSONAL REFERENCIADO
BIOVIDA
477621176 BV-SÊNIOR/Enf/SP/ABC
SAÚDE BRASIL
488313216 ADVANCE I
488314214 CLASSIC II
488315212 CLASSIC I
489286211 CLASSIC I PLUS ASSOCIATIVO

Além das suspensões, a ANS também divulga a lista de planos que poderão voltar a ser comercializados. Nesse ciclo, 4 planos de 3 operadoras terão a venda liberada pelo Monitoramento da Garantia de Atendimento.

O que é o Monitoramento de Garantia de Atendimento da ANS?

O Monitoramento da Garantia de Atendimento é o acompanhamento periódico do acesso dos beneficiários de planos de saúde às coberturas contratadas. Os resultados são divulgados trimestralmente.

As reclamações recebidas pela ANS consideradas no monitoramento se referem ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura assistencial.

A partir dessas informações, as operadoras são classificadas em faixas, possibilitando uma análise comparativa entre elas e acarretando a suspensão da comercialização dos planos mais reclamados das operadoras identificadas em risco.

Quando uma operadora possui produto com comercialização suspensa em decorrência do Monitoramento da Garantia de Atendimento, ela não pode registrar nenhum novo plano que seja análogo aos que estiverem na lista de suspensão nem receber novos beneficiários nos planos de saúde com comercialização suspensa por esse motivo (com exceção de novo cônjuge ou filho e de ex-empregados demitidos ou aposentados).

A cada trimestre, as operadoras são reavaliadas e, aquelas que deixarem de apresentar risco à assistência à saúde, nos moldes do referido monitoramento, são liberadas para oferecer os planos para novas comercializações, desde que os planos não estejam com a comercialização interrompida por outros motivos.

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Economia

Desemprego assombra mais jovens e geração acima de 50 anos, diz estudo

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Cerca 880 mil pessoas acima de 50 anos perderam o emprego no período

Segundo o estudo, profissionais sofrem com a crença de que os mais velhos não conseguem acompanhar a tecnologia. (Divulgação/monkeybusinessimages/Thinkstock)

Nos últimos dez anos, o Brasil ganhou mais de 2,2 milhões de desempregados só nas duas pontas mais sensíveis do mercado de trabalho: de jovens e de profissionais acima de 50 anos. Na geração mais nova, entre 18 e 24 anos, um em cada quatro jovens está desocupado no País. No outro extremo, cerca 880 mil pessoas acima de 50 anos perderam o emprego no período. No total, são 7,6 milhões de desempregados nas faixas de 14 a 29 anos e no chamado 50+, segundo pesquisa da consultoria Idados.

Hoje, essas duas gerações são as que mais têm dificuldade para conseguir emprego. O que sobra para um falta para o outro. A mais nova, apesar de ser antenada e tecnológica, não tem a experiência que as empresas pedem. Os sêniores, por outro lado, têm a experiência e a vivência de trabalho, mas sofrem com o preconceito em relação ao potencial para acompanhar as inovações do mercado e por, supostamente, serem menos flexíveis.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego dos brasileiros entre 14 e 17 anos era de 36,4% – ou seja, mais de um terço dessa população estava sem emprego, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para aqueles entre 18 e 24 anos, as taxas caem um pouco, para 22,8%. Entre os mais velhos, esse porcentual é bem menor, em torno de 7%, mas dobrou nos últimos dez anos.

Em 2012, segundo o IDados, o número de desempregados acima de 50 anos era de 508,9 mil pessoas. Hoje, eles são 1,4 milhão de pessoas em busca de uma recolocação. A expectativa é de que esse grupo continue subindo nos próximos anos por causa das mudanças nas regras da Previdência Social, diz o pesquisador da consultoria Bruno Ottoni. Com o aumento da faixa etária para se aposentar (62 anos para mulheres e 65 anos para homens), as pessoas vão precisar ficar mais tempo no mercado.

Apesar da taxa de desemprego desse grupo ser menor comparada à média nacional de 11%, os números escondem uma situação complicada. Sem oportunidades, muitos desses trabalhadores desistem de buscar trabalho, vivem na informalidade ou tentam o empreendedorismo. Há também os chamados “nem nem nem”, aqueles que não trabalham, não buscam emprego e não são aposentados.

‘Etarismo’

Segundo a gerente Sênior da Catho, Bianca Machado, esses profissionais sofrem com o etarismo. Existe a crença de que os profissionais mais velhos não conseguem acompanhar a tecnologia. Por isso, diz ela, os recrutadores têm receio de contratar essas pessoas, mesmo elas tendo experiência.

Bianca conta que há um movimento, ainda tímido, para criar programas e iniciativas que estimulem a contratação desse grupo de pessoas. O objetivo é dar suporte, desenvolver carreiras e aprimorar a cultura de diversidade. O grupo Elfa, empresa de soluções e serviços logísticos de saúde, criou no ano passado o programa Talento Sênior para atrair e engajar profissionais com 50 anos ou mais. Hoje, a média de idade na companhia é de 27 anos.

O primeiro ano do programa teve mais de 1 mil inscrições para oito vagas. “É um processo que exige uma certa experiência”, diz o diretor de Gente e Gestão da empresa, Fred Lopes. Os profissionais foram contratados para áreas de recursos humanos, TI, comercial e digital. Todos estão em posição de gerência e coordenação. Para este ano, uma nova seleção deverá ser feita no segundo semestre.

“A população está envelhecendo, mas com uma expectativa de vida cada vez maior. Então, tenho de estar preparado para essa mudança”, diz Lopes. Segundo o IBGE, em 2060 as pessoas com 65 anos ou mais vão representar 25% da população brasileira e somarão 60 milhões de pessoas.

Na avaliação do diretor da FGV Social, Marcelo Neri, a perspectiva para os mais jovens é um pouco melhor no longo prazo. “A última década foi muito difícil para os jovens (de 2014 para cá, eles perderam 14% da renda), mas acho que o jogo está virando para eles. Com a digitalização e a transição geográfica, eles serão mais valorizados.”

Essa geração, diz Neri, fez uma transição educacional forte e tem um nível educacional bem superior ao de seus pais. O problema é que isso não significou melhora na produtividade, ou seja, não houve avanço em termos de inserção trabalhista, diz Neri. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), trata-se de uma geração mais pobre que a de seus pais. Isso porque o número de empregos bem remunerados de nível médio diminuiu.

Um exemplo é Gustavo Henrique Felix Salviano. Ele tem 20 anos e não consegue emprego por falta de experiência. Já fez várias entrevistas, mas sempre é barrado por esse motivo. Atualmente, está fazendo um curso de programação para melhorar o currículo e facilitar sua entrada no mercado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Vamos frear o processo inflacionário, afirma Campos Neto

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Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC indicou uma nova alta da taxa básica de juro, hoje em 13,25%

Acreditamos que a maior parte do processo já foi feita”, disse Campos Neto (Getty Images/Patricia Monteiro)

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, assegurou que a política monetária adotada pela autarquia é capaz e vai frear o processo inflacionário no Brasil e avaliou que a maior parte do processo já foi feita. “Acreditamos que a ferramenta disponível é capaz e vai frear o processo inflacionário. Acreditamos que a maior parte do processo já foi feita”, disse. “Precisamos fazer trabalho de ancorar expectativas, é muito importante”, afirmou, em outro momento.

Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC indicou uma nova alta da taxa básica de juro, hoje em 13,25%, na reunião de agosto, de igual (0,50 p.p.) ou menor magnitude do que em junho. Além disso, sinalizou que a taxa Selic deve ficar mais tempo em terreno significativamente contracionista, terminando o ano que vem em nível mais alto do que no cenário de referência (10%).

Campos Neto participou nesta segunda-feira, 27, do Fórum Jurídico de Lisboa, promovido pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas e o Centro de Investigação de Direito Público da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (ICJP/CIDP), o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O presidente do Banco Central também destacou que o Brasil é um dos únicos países que estão tendo revisão positiva para o crescimento econômico neste ano. Em sua avaliação, o produto interno bruto (PIB) do segundo trimestre deve ser forte. Mas Campos Neto ponderou, em linha com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, que a expectativa é de desaceleração no segundo semestre devido ao aperto monetário.

Campos Neto também comentou sobre o desempenho melhor do que o esperado do mercado de trabalho no Brasil. “Desemprego está muito abaixo de antes da pandemia. Brasil está gerando mais vagas”, disse, completando que a renda está menor do que no período pré-pandêmico e que a inflação alta tem corroído o poder de compra da população.

Energia

No mesmo evento, Roberto Campos Neto afirmou que vários países têm feito medidas para atenuar a crise de energia com custo fiscal muito maior do que no Brasil, principalmente os países mais dependentes do gás. Para o presidente do BC, o Brasil não é “nem de longe” um dos piores países no que tange ao problema de energia. “É um tema global”.

Segundo Campos Neto, diante da crise alimentar e energética no mundo, vários países adotaram a redução de tributos desses produtos, algo que o governo do presidente Jair Bolsonaro também tem feito. Mostrando uma tabela com medidas na zona do euro, Campos Neto também disse que todos os países também têm feito políticas de transferência de recursos para as classes mais vulneráveis.

“Vemos que onde há mais dúvida é sobre regulação de preços ou ações via empresa estatal e alguma coisa de lucros. O que está sendo mais adotado é a parte de tributos ou transferência”, disse, sem comentar as discussões sobre o tema no Brasil.

Na avaliação do presidente do BC, a crise energética e alimentar tem raiz na ação descoordenada de governos pelo mundo para garantir a segurança nesses dois quesitos para sua população. “Desconexão entre preços e produção não acontece só com petróleo mas com alimentos. O anseio de gerar segurança alimentar e energética está sendo descoordenado.”

Campos Neto repetiu que os problemas globais de inflação ainda estão ligados com as políticas de enfrentamento da pandemia de covid-19 no âmbito econômico, com o estímulo fiscal e monetário sem precedentes no mundo.

Recessão global

O presidente do Banco Central também afirmou que a grande dúvida atual no mundo é se será enfrentada uma recessão global. “O Brasil está muito mais perto de ter feito o trabalho todo, outros países ainda estão no meio do processo de alta de juros”, disse, citando a memória inflacionária e os mecanismos de indexação “mais vivos” no Brasil.

“Vamos ver alguns países subindo bastante os juros. Precisamos entender quais vão ser as consequências para a economia mundial. Será que teremos recessão mundial? Que tipo de desaceleração a gente vai ter? Acho que essa é a pergunta mais importante”, completou.

Campos Neto comentou que a política adotada pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) atualmente é mais agressiva do que era inicialmente esperada. Ele citou que o mercado já precifica que os juros americanos devem chegar a uma faixa de 3% a 3,5%, já se aproximando de 4%. “Temos interpretação de que o Fed teve leitura errada de inflação, agora está correta”, afirmou. “Pela primeira vez, o mercado precifica juro dos EUA a nível que controle a inflação”, completou.

Segundo o presidente do BC, a inflação global começou com choques de energia e alimentos, mas já se mostra mais disseminada em vários países, embora a China seja uma exceção, com taxa inflacionária mais baixa, que cabe ser avaliada. “BCs atuam de uma forma ante choques e de outra com inflação mais disseminada”, pontuou.

fonte: Estadão Conteudo

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