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sexta-feira, 20/02/2026

dólar cai enquanto investidores esperam leilão do bc

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O dólar começou o dia em queda nesta sexta-feira, enquanto os investidores aguardam os leilões do Banco Central (BC) para tentar entender os próximos movimentos da moeda. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos está sendo esperado no cenário internacional, influenciando o mercado.

No Brasil, o BC vai realizar dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, totalizando US$ 2 bilhões, às 10h30, o que tem chamado a atenção dos investidores.

Por volta das 9h16, o dólar apresentava queda de 0,34%, cotado a R$ 5,2107. No dia anterior, a moeda americana já havia caído 0,28%, fechando em R$ 5,227. Enquanto isso, a Bolsa de Valores brasileira avançou 1,35%, impulsionada pelo aumento no valor das ações da Petrobras e do petróleo.

Os destaques do dia foram a divulgação do índice IBC-Br, que mostrou um desempenho acima do esperado pelo mercado, e o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Segundo dados do Banco Central, a economia brasileira cresceu 2,5% em 2025, com forte contribuição da agropecuária e dos serviços no último trimestre do ano.

O índice IBC-Br caiu 0,2% em dezembro em comparação com o mês anterior, um resultado melhor que a previsão de queda de 0,5% feita pelos economistas consultados pela Reuters.

Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank, explicou que a atividade econômica continua em crescimento, embora em ritmo mais lento. Ela destacou que esses dados influenciam as expectativas do mercado sobre a política monetária e as projeções para o PIB.

A economista também afirmou que os dados reforçam a possibilidade de cortes graduais na taxa Selic, que atualmente está em 15%. A previsão de diminuição pode ser menor que o esperado inicialmente, de 0,25 ponto percentual em vez de 0,50 ponto.

O Boletim Focus aponta que a taxa Selic deve fechar 2026 em 12,25%. A taxa de juros elevada tem mantido o interesse estrangeiro no Brasil, tanto em renda fixa quanto na Bolsa de Valores.

A estratégia chamada carry trade, em que investidores pegam dinheiro emprestado em países com juros baixos, como os Estados Unidos, para aplicar em países com juros altos, como o Brasil, tem favorecido o fluxo de dólares para o país, contribuindo para a valorização do real.

No âmbito internacional, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuam em foco. Embora haja tentativas de negociações para evitar um conflito, os EUA aumentaram sua presença militar ofensiva na região, com o deslocamento de ao menos 78 aviões de combate entre segunda-feira e quarta-feira, além das aeronaves a bordo do USS Abraham Lincoln.

O preço do petróleo segue influenciado por esse cenário. Na quinta-feira, o petróleo subiu mais de 2% devido às tensões, depois de atingir alta de 4% no dia anterior.

O petróleo Brent, referência global, chegou a ser cotado a US$ 72,01 o barril, enquanto o petróleo WTI, usado como referência nos EUA, alcançou US$ 66,78, os maiores valores desde 2025.

Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos, comentou que os preços do petróleo já incluem um prêmio pelo risco geopolítico, especialmente pela importância do estreito de Hormuz para o transporte do petróleo global.

Rodrigo Moliterno, chefe de renda variável da Veedha Investimentos, destacou que qualquer risco de interrupção na oferta tende a pressionar os preços do petróleo e afetar outros ativos. Ele observou que o mercado tem buscado proteção, e que o petróleo funciona como um termômetro das tensões geopolíticas atuais.

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