A saúde pública do Distrito Federal já realizou mais de 1 milhão de atendimentos de enfermagem nos primeiros meses de 2026, ultrapassando uma marca importante no começo do ano. Em 2025, as equipes de enfermagem já tinham feito mais de 3 milhões de atendimentos individuais, mostrando o alcance desse serviço.
Na terça-feira, 12 de maio, Dia Internacional da Enfermagem, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) comemorou o trabalho dos 3.502 enfermeiros em atividade. Desses, 171 são obstetras, 2.651 generalistas, 655 especializados em família e comunidade, e 25 no setor do trabalho. Bruno Assis, diretor de enfermagem da SES-DF, destaca o papel essencial desses profissionais para melhorar a qualidade de vida da população, atuando de forma integrada em todas as áreas da saúde.
Nas unidades básicas de saúde (UBSs), os enfermeiros fazem acolhimento, consultas, vacinação e acompanham gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas. Em clínicas especializadas, cuidam de casos mais complexos, oferecendo tratamentos e orientações. Nos hospitais e serviços de urgência, ajudam na assistência direta, monitorando a saúde dos pacientes e coordenando os cuidados para garantir um atendimento seguro e humano.
No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), exemplos de dedicação mostram o impacto desses profissionais. A enfermeira Janete Carvalho, com mais de 40 anos de profissão, continuou voluntária após se aposentar em 2016. Em 2018, criou o ambulatório de feridas complexas da unidade, formando novos profissionais para manter o serviço. “Conviver com a dor dos pacientes nos ensina a valorizar nossa saúde e a capacidade de ajudar o próximo. Trabalhamos com amor e competência para fazer a diferença na vida deles”, afirma.
No mesmo ambulatório, a enfermeira Kaliane Falcão, com 20 anos na SES-DF, trata feridas difíceis de cicatrização, como úlceras e feridas crônicas. “Adoro atender a população, isso é meu maior objetivo profissional. O maior aprendizado da enfermagem é lidar com as pessoas todos os dias”, conta. Já Larissa Lourenço, há 12 anos na pasta, com experiência em todos os níveis de atendimento, diz: “Somos a ponte entre o paciente e os demais profissionais. Estamos ao lado dele em todos os cuidados. É uma profissão que exige dedicação, ética e responsabilidade”.
O ambulatório oferece avaliação clínica, curativos especializados, orientações e acompanha a evolução dos casos, atendendo pacientes com complicações de outras doenças.

