Major Araújo, deputado do PL, solicitou à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) permissão para portar arma no plenário. O pedido veio depois de uma discussão acalorada com o colega de partido, deputado Amauri Ribeiro, que resultou em ameaças.
Durante a sessão, Major Araújo afirmou que o pedido é uma medida necessária para sua proteção diante de ameaças e agressões recorrentes no ambiente legislativo. Ele disse: “Estou apresentando um requerimento para que a mesa diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque temos sido alvo de ameaças e agressões.”
Porém, a solicitação foi negada pelo presidente da Alego, Bruno Peixoto, que ressaltou que portar arma de fogo no plenário é proibido e não será permitido a nenhum parlamentar.
A confusão iniciou quando Amauri Ribeiro questionou o senador Wilder Morais sobre sua ausência na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal em 29 de abril. Major Araújo respondeu às provocações classificando Amauri Ribeiro como um “personagem da direita trans”, acusando-o de praticar atitudes que, segundo Araújo, seriam contraditórias para um político de direita.
Mesmo com os microfones desligados, a discussão continuou em tom ameaçador, com Major Araújo dirigindo palavras fortes a Amauri Ribeiro, inclusive ameaçando sua integridade física.

