Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Brasília

Demora no atendimento preocupa pacientes em hospitais públicos e privados

Foto: Renato Araujo/Agencia Brasilia

Por Mariana Mazzaro

Márcia Gimenez de Jesus, de 44 anos, conta que, após o aumento do valor do seu plano de saúde de R$ 440 para R$ 1.100 em menos de dois anos, passou a usar com mais frequência os hospitais públicos, onde sente que é melhor atendida.

“Fiquei surpresa porque o tempo de espera no hospital público foi menor do que na rede privada”, relatou Márcia no Hospital de Base.

Planos de saúde

Ela também falou que está em tratamento na rede privada há dois anos, mas enfrentou problemas como demora na autorização de exames e procedimentos, além da falta de atenção de alguns profissionais de saúde.

Segundo Márcia, em algumas ocasiões, exames levaram semanas para serem autorizados pelo plano. Ela criticou a falta de empatia de médicos e enfermeiros.

“Foram poucos os profissionais que realmente cuidaram do meu caso com atenção e carinho”, disse ela.

Comparando as duas redes, Márcia acha que, pela sua experiência, o atendimento público foi até melhor que o privado.

Tempo de espera

Luísa Mar, de 48 anos, dona de casa, tem outra visão. Ela estava acompanhando a sobrinha doente e aguardava atendimento no momento da entrevista. Luísa considerou o serviço muito precário e pediu que os responsáveis tomem providências para evitar perdas.

Ela contou que a espera na emergência pode ser de mais de cinco horas, segundo sua experiência. Além disso, enfrentou dificuldades com equipamentos para exames e a estrutura dos laboratórios.

Ela ainda mencionou casos graves de pacientes esperando atendimento, inclusive mulheres grávidas que entraram em trabalho de parto durante a espera.

Alessandro Alves da Silva, de 40 anos, acompanhava a mãe, Maria Célia Alves, de 63 anos, durante internação e destacou que a questão da saúde deve estar ligada a outras políticas públicas, como educação e segurança, para ajudar a população vulnerável.

Prioridade no atendimento

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal esclareceu que os atendimentos de urgência e emergência têm prioridade conforme a gravidade do caso, e não pela ordem de chegada.

Pacientes com problemas menos graves podem esperar mais, especialmente em períodos de alta demanda.

“A Secretaria trabalha para aumentar a capacidade de atendimento, melhorar os processos e reduzir o tempo de espera da população”, disse a assessoria.

O governo também tem adotado medidas para diminuir a sobrecarga, como reforço nas equipes, mais consultas, exames, cirurgias, aumento de leitos, compra de equipamentos e reformas nas unidades.

“São ações diferentes, mas que têm o mesmo objetivo: ampliar o atendimento e garantir respostas rápidas para os usuários”, afirmou a assessoria da SES-DF.

A Secretaria informou ainda estar adotando ações em diferentes áreas para melhorar a qualidade do atendimento à população.

Mais profissionais e melhorias

A assessoria apontou que estão sendo nomeados profissionais aprovados em concursos e contratados novos profissionais para áreas com maior necessidade.

Também estão ampliando consultas, exames, cirurgias, aumentando os leitos, melhorando os processos de regulação, adquirindo equipamentos, reformando unidades e expandindo a Atenção Primária.

Nos serviços de emergência, projetos buscam organizar melhor o atendimento, integrar equipes e reduzir o tempo que os pacientes passam no hospital.

O objetivo é usar melhor a estrutura existente e garantir maior rapidez no atendimento da rede pública de saúde.

Supervisão de Luiz Cláudio Ferreira

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.