Rafaella Parca, delegada da Polícia Federal, revelou que os crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes cresceram significativamente com o uso da internet, complicando as investigações. Os ataques ocorrem em plataformas digitais como chats de jogos, onde os criminosos estabelecem contato, trocam fotos e vídeos íntimos e fazem extorsões para evitar exposição das vítimas.
Ela destacou que, enquanto no mundo físico um agressor pode ter algumas vítimas, no ambiente virtual esse número pode chegar a centenas, ampliando o problema. A Coordenação de Repressão a Crimes Cibernéticos foca em reprimir principalmente os produtores de conteúdo abusivo, além de conduzir investigações rápidas e eficientes para garantir a punição dos culpados.
A maioria das vítimas são meninas de 6 a 14 anos, aliciadas por meio de plataformas digitais. O Projeto Guardião da Infância é uma iniciativa relevante para incentivar as vítimas a denunciarem os abusos sofridos.
O procurador da República George Lodder e outros representantes defendem a aprovação de leis mais rigorosas para aumentar as penas e melhorar a eficácia dos processos judiciais referentes a esses crimes, legislando para proteger melhor as crianças e adolescentes.
Além disso, a Lei do ECA Digital obriga provedores de internet a reportar casos de abuso e exploração de menores. Um decreto recente centralizou essas informações em um órgão federal que atua no combate e prevenção desses crimes. É enfatizado que os consumidores de material abusivo também devem ser responsabilizados pelo incentivo ao ciclo criminoso.

