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sábado, 29/11/2025

De tornozeleira violada a prisão na Polícia Federal: os momentos decisivos de Bolsonaro

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Em Brasília

Neste sábado (29/11), marca-se uma semana desde que Jair Bolsonaro (PL) foi detido na Superintendência da Polícia Federal. A prisão ocorreu após ele violar a tornozeleira eletrônica, o que resultou na decretação da prisão preventiva. Poucos dias depois, houve o trânsito em julgado da condenação por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro encontrava-se em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por desrespeitar medidas judiciais. Em 11 de setembro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentar impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após as eleições de 2022.

As investigações da Polícia Federal revelaram que o ex-presidente liderou a articulação para impedir a posse do presidente eleito, coordenando fases centrais do plano. A pena imposta a ele foi a mais severa entre os réus: 27 anos e 3 meses de reclusão.

A prisão preventiva

No sábado (22/11), o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, citando risco concreto de fuga. O ex-presidente já havia violado a tornozeleira na noite anterior. A vigília organizada pelo seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na portaria do condomínio, e a proximidade do local com o Setor de Embaixadas, também fundamentaram a decisão.

Questionado, Bolsonaro disse a um agente que usou um ferro de solda por curiosidade para violar o equipamento.

No mesmo dia, ele foi detido pela Polícia Federal em sua residência no Jardim Botânico, Brasília, e levado para a Superintendência da PF, onde permanece. A cela onde está possui conforto, como televisão, frigobar, ar-condicionado e banheiro privativo.

Alucinação e visita da esposa

Em 23 de novembro, durante audiência de custódia por videoconferência, Bolsonaro relatou uma suposta alucinação causada pela combinação de dois remédios diferentes (Pregabalina e Sertralina), com paranoia de haver uma escuta na tornozeleira.

À tarde, recebeu a visita da esposa, Michelle Bolsonaro (PL), sem dar declarações à imprensa. O dia foi marcado por confrontos entre apoiadores e opositores do ex-presidente em frente à Superintendência.

Trânsito em julgado e regime fechado

Na terça-feira (25/11), o STF finalizou o julgamento da trama golpista, condenando Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, com o processo transitando em julgado, ou seja, sem possibilidade de recursos.

A pena deve inicialmente ser cumprida na mesma sala da Superintendência da PF onde já estava em prisão preventiva.

A defesa tentou apresentar recursos chamados embargos infringentes, mas o ministro Alexandre de Moraes considerou que esses seriam apenas para atrasar o processo, encerrando-o. Contudo, os advogados recorrem com embargos infringentes na última sexta-feira (28/11).

Visitas de familiares

Já sob a prisão definitiva, recebeu visitas dos filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Flávio informou um pedido do pai para que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloquem em pauta o projeto de anistia.

Custódia e saúde

Em 26 de novembro, o núcleo central do grupo golpista participou de audiência de custódia, com penas mantidas pelo STF. Em 27 de novembro, Bolsonaro foi visitado novamente pelo filho mais novo, o vereador Jair Renan (PL-SC), e pela esposa Michelle.

Ele foi medicado após uma crise forte de soluços, que segundo Jair Renan, estava mais intensa e atrapalhou seu sono, junto com episódios de refluxo ainda presentes.

Ações partidárias

No mesmo dia, o PL anunciou a suspensão do pagamento do salário e das funções partidárias do ex-presidente.

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