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Covid: DF precisa fazer mais do que só esperar a vacina, alertam especialistas

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Manutenção das medidas de distanciamento social e vigilância epidemiológica são essenciais para conter avanço da covid-19

(crédito: Acácio Pinheiro/Agência Brasília)

Os primeiros meses de 2020 foram tomados por sensações de incertezas, olhar atento para o que acontecia em outros países e o começo de um trabalho intenso de pesquisadores que até hoje tentam decifrar a covid-19. A doença chegou ao Distrito Federal em 7 de março, quando o Ministério da Saúde confirmou oficialmente o primeiro caso na capital. Daquele dia em diante, surgiram questionamentos sobre como o novo coronavírus agia no corpo, quando seria o início da aplicação de um tratamento eficaz e, finalmente, a perspectiva do fim da pandemia. O ano de 2021 começa com algumas dessas perguntas sem resposta.

Estudiosos que analisaram o avanço do vírus no DF em 2020 colocam como o principal desafio deste ano estabelecer uma data de vacinação imediata. Tarcísio Rocha Filho, físico do Núcleo de Altos Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento, da Universidade de Brasília (UnB), faz parte de um grupo nacional de pesquisadores que estimou cálculos preocupantes de mortes a cada período sem uma imunização. Ele destaca três ações prioritárias para os próximos meses com o objetivo de evitar mais óbitos: vacinar a população de forma rápida, contar com o maior número de doses possível e, enquanto isso, continuar medidas de controle da pandemia, como o isolamento social.

“As imunizações não são feitas da noite para o dia, elas demandam tempo. E, se a gente vacinar com a pandemia fora de controle, ainda há uma grande preocupação. No DF, temos uma das maiores letalidades do vírus, também porque tivemos mais gente atingida e testamos bastante”, pontua. A capital terminou 2020 como a unidade da Federação que mais realizou testes da covid-19, proporcionalmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas também como a segunda região do país com mais mortes a cada 100 mil habitantes em decorrência da doença, registrando 140 óbitos a cada 100 mil moradores, maior do que a média nacional e atrás apenas do Rio de Janeiro, com 144,47.

A efeito de comparação, em 1º de julho de 2020, o DF estava em sexto lugar entre as maiores taxas de óbitos acumulados por 100 mil pessoas. Desde então, ultrapassou São Paulo, Ceará, Amazonas e Roraima (veja quadro). “O DF respondeu muito bem ao início da pandemia, com isolamento sério. Não chegou a ser um lockdown, como a Espanha fez, por exemplo. O problema é que o vírus é ativo o ano inteiro, pouco importa o clima. Nosso isolamento foi se afrouxando e voltamos a abrir (serviços não essenciais) muito cedo. Na França, se esperou cinco casos por semana para cada 100 mil habitantes antes de abrir para o verão. Aqui no DF, começou a abrir com 80 novos casos em sete dias para cada 100 mil”, aponta o especialista.

Somando esses fatores com o fato de uma porcentagem alta da população ainda suscetível ao vírus, percebe-se que uma segunda onda pode ser mais forte, segundo Tarcísio. “Aqui no DF, onde tivemos muita gente contaminada, cerca de 26%, ainda estamos bem distantes da imunidade de rebanho, que é de, pelo menos, 70% de infectados. Então, a pandemia não vai passar por conta própria.”

Tarcísio afirma que é preciso entender que o vírus não vai desaparecer, mesmo com a vacina, o que reforça a necessidade de ferramentas de contenção e menores exposições da população às aglomerações. “Vamos comparar com o sarampo, uma doença para a qual já existe vacina desde os anos 1960. A imunização tem eficácia alta, mas até hoje temos surtos, porque há parcelas da população que não se vacinaram. Se não tiver cobertura alta da vacina contra o coronavírus, de 90% da população, vamos continuar com surtos localizados.”

Vacina
O DF aguarda a aquisição de vacinas do governo federal, por meio do Ministério da Saúde. A Secretaria de Saúde do DF afirma que todos os planejamentos prévios estão sendo realizados para agilizar o processo após a chegada dos primeiros produtos. “Hoje, estamos extremamente satisfeitos com nossa rede de frios, temos um Plano Distrital de Vacinação completo e vamos ainda trabalhar medidas de segurança em relação à covid-19, com a vacinação, que durar até o segundo quadrimestre do ano”, avalia o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

O Governo do Distrito Federal (GDF) prevê imunizar 678.750 pessoas contra o novo coronavírus em quatro fases prioritárias, em que são incluídos profissionais da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, professores e profissionais das forças de segurança e salvamento.

O secretário detalhou ao Correio que a pasta chegou a conversar com fabricantes de produtos vacinais ao longo de 2020. “Entramos em contato com as fabricantes da Rússia, da Inglaterra e do Butantan. Em todas as reuniões com elas, verificamos questões como o valor da vacina, temperatura de armazenagem e disponibilidade de fornecimento. Deixamos em alerta nossa situação para auxiliar na vacinação do DF, junto às vacinas que seriam disponibilizadas pelo ministério. Mas, hoje, temos informação de que há segurança sobre a disponibilização do governo federal”, garante Okumoto.

“Hoje, temos, nas quatro últimas semanas, um decréscimo na taxa de transmissão do vírus. Estávamos com 1,3 de taxa de transmissão, alteramos o horário de fechamento dos bares e restaurantes e agora estamos abaixo de 1, fazendo sempre um trabalho de conscientização junto à população e às entidades”, observa. A pasta também ressalta que a média móvel de casos da covid-19 — ou seja, a comparação de todos os casos confirmados dos últimos sete dias com a semana anterior — ficou em queda em dezembro.

Vulnerabilidade
Outro desafio do governo local para 2021 é conter o avanço da pandemia em regiões administrativas mais vulneráveis ao vírus. O mês de dezembro chegou ao fim com as cidades de Sobradinho 1, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Gama, Ceilândia e Riacho Fundo 1 com as maiores taxa de óbito em decorrência do novo coronavírus, proporcionalmente. Ceilândia é o local com mais casos e mortes totais. Para analisar as faces desses problemas e propor soluções, a Companhia de Planejamento (Codeplan) chegou a apresentar ao GDF, no início da primeira onda, um estudo sobre questões urbanas na transmissão da covid-19, que pode embasar ações futuras.

“Na pesquisa, percebemos um DF muito desigual”, afirma Renata Florentino, diretora de Estudos Urbanos e Ambientais da companhia. “Temos a população de menor poder aquisitivo com a questão da densidade domiciliar, ou seja, ambiente pequeno para a quantidade de pessoas, e ela não consegue se isolar em casa. Também levantamos, e continua sendo monitorado, a questão da informalidade, porque o trabalhador nessa condição não consegue se afastar por motivo de doença, não pode fazer home office”, completa.

Evolução

Taxa de óbitos acumulados a cada 100 mil pessoas por unidade da Federação

1º de julho de 2020
Amazonas: 68,60
Ceará: 67,67
Rio de Janeiro: 59,07
Roraima: 51,84
São Paulo: 32,73
Brasil: 28,85
Distrito Federal: 20,56

1º de janeiro de 2021
Rio de Janeiro: 147,87
Distrito Federal: 141,25
Roraima: 128,93
Mato Grosso: 127,85
Amazonas: 127,52
Espírito Santo: 126,41
Ceará: 109,39
Brasil: 92,77

União de pesquisadores

O grupo é composto por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), e Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Palavra de especialista

 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press

Desafio conjunto

Com o relaxamento do comportamento nos últimos meses, podemos esperar um incremento substancial no número de infectados no início de 2021. Em verdade, a busca por atendimento já vem aumentando desde o final do ano. Da mesma forma, a incidência de casos é crescente. E, sem dúvida alguma, o principal motivo disso é o comportamento da sociedade. Quando se trata de enfrentar uma doença altamente transmissível, como a covid-19, o comportamento humano pode ser tanto parte do problema quanto da solução. Mesmo em locais onde há alta adesão populacional às medidas comportamentais, com o passar do tempo, as pessoas tendem a se acostumar com a presença da ameaça viral, o que faz com que a adesão às medidas sanitárias diminua. Seria o chamado fenômeno de “descalibração da normalidade”, em que se passa a ser normal conviver com o novo vírus e fica mais difícil perceber que as ações de enfrentamento são eficazes, necessárias e justas.

Ana Helena Germoglio, infectologista do Hospital Águas Claras

Cautela e prudência

Em abril de 2020, o Observatório PrEpidemia, da UnB, emitiu uma nota técnica assinada por 18 pesquisadores, intitulada Cenários da epidemia de covid-19 no Distrito Federal. O estudo foi realizado quando a capital tinha apenas 968 casos confirmados e 26 mortes, e contava com projeções de acordo com diferentes cenários de ações. Os cálculos produzidos pelo grupo foram repetidos em quatro situações possíveis, para evidenciar o que poderia acontecer diante das melhores e piores expectativas. O cenário 1 seria se houvesse o relaxamento total das medidas de contenção impostas em abril. A escala segue até o cenário 4, com medidas mais rígidas.

A nota estimava cerca de 6 mil mortes em 2020 diante do pior cenário, além de “um elevado pico de demandas hospitalares, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde e causar mortes que poderiam ser evitadas com o acesso assistencial adequado”. No dia 31 de dezembro de 2020, o DF computou 4.259 mortes pela doença. Para Roberto Bittencourt, médico, pesquisador do PrEpidemia e doutor em Saúde Pública pela Fiocruz, “estamos ficando entre o cenário inalterável e pessimista”. “O pessimista passou a prevalecer desde outubro, na taxa de óbitos, que é o padrão para verificar se a pandemia tem evolução mais ou menos dramática. Insistimos muito, nas notas técnicas, o que teria que ser feito, prezando a vigilância epidemiológica. Mas a pandemia entrou nas regiões administrativas que são mais atingidas e vulneráveis a ela”, analisa.

Roberto pontua, porém, que algumas ações foram essenciais para que os números não fossem mais trágicos. “O GDF foi o primeiro a fechar as escolas e isso foi muito assertivo. Também conseguimos atingir 65% de isolamento social no começo da pandemia e, assim, ganhamos um tempo bom nos primeiros três meses para nos estruturarmos. A ação que a Secretaria de Saúde fez em relação aos leitos de UTI também foi correta, porque ela percebeu que já existia um deficit de leitos”, detalha.

O especialista opina que o contexto da pandemia no fim do ano deixa espaço para preocupações. “Temo muito o nosso 2021. Não temos como ficar otimistas, pois dependemos da vacina. Vamos passar um ano de muita dificuldade, tem muita gente ainda para ser infectada. A segunda onda está com ingredientes que pedem cautela. Começam a surgir pesquisas que mostram mutações do vírus, embora elas aconteçam em todos os vírus, pela própria natureza, e grande parte delas não aumentam a letalidade. Mas nada garante que não surjam mutações mais letais”, detalha Roberto.

Os caminhos para evitar novos cenários pessimistas são vários, segundo o médico. “A gente tinha que ter as medidas de vigilância epidemiológicas, uma testagem em massa, rastreamento dos contatos de pessoas infectadas e retirada de contaminados do convívio social por 14 dias, colocando a pessoa em hotel, centro olímpico, algo neste sentido. Porque muitas vezes a pessoa mora em condições inadequadas”, afirma.

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Mais de 2 mil pessoas foram vacinadas contra a covid-19 no DF

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Os dados são referentes ao primeiro dia de vacinação. Cerca de 53 mil devem ser imunizadas nos próximos dias

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/DA Press)

Durante o primeiro dia de vacinação, no Distrito Federal, 2.063 pessoas que compõem os grupos prioritários da primeira fase receberam a dose da Coronavac, vacina chinesa contra a covid-19.  Os dados são da Secretaria de Saúde (SES) e foram contabilizados até as 19h desta terça-feira (19/1).

Dos 15 hospitais da rede pública previstos no plano de vacinação, 13 iniciaram a vacinação na terça-feira (19/1), dia previsto. Segundo a pasta, a logística de distribuição nas regiões é de acordo com o número de unidades de cada região, por isso, locais com mais unidades registraram um atraso na entrega das doses.

Porém, na manhã desta quarta-feira, a entrega foi concluída e mais duas unidades de saúde devem iniciar a vacinação durante a tarde. Durante a manhã, a população indígena começou a ser vacinada.

Confira quantas pessoas foram vacinadas em cada região do DF:

Região de Saúde Central: asas Sul e Norte, lagos Sul e Norte, vilas Planalto e Telebrasília, Varjão, Cruzeiro, Noroeste, Sudoeste/Octogonal

Número de vacinados: 200

Região de Saúde Centro-Sul: Guará, Estrutural, SIA, SCIA, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II

Número de vacinados: 452

Região de Saúde Norte: Planaltina, Sobradinho, Sobradinho II e Fercal

Número de vacinados: 375

Região de Saúde Oeste: Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol

Número de vacinados: 474

Região de Saúde Sudoeste: Samambaia, Taguatinga, Recanto das Emas, Vicente Pires, Águas Claras e Arniqueira

Número de vacinados: 173

Região de Saúde Sul: Gama e Santa Maria

Número de vacinados: 301

Região de Saúde Leste: Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico

Número de vacinados: 88

Primeira fase

Esta primeira fase abrange os profissionais de saúde que trabalham na linha de frente atendendo pacientes acometidos pelo novo coronavírus, idosos a partir de 60 anos que vivem em unidades de acolhimento e seus cuidadores. Também serão vacinados os povos indígenas que vivem no DF.

A secretaria ressalta que a população não deve ir ao postos de saúde procurar pela vacina, pois, neste momento, será vacinado somente o público-alvo da primeira fase, visto que o DF dispõe apenas de 106,1 mil doses a serem aplicadas em 53 mil pessoas — já que a Coronavac necessita de aplicação dupla no intervalo de 14 a 28 dias.

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Ministério da Saúde altera calendário da vacinação em SP; veja o que muda

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Falta de insumos básicos e do imunizante da AstraZeneca, que continua preso na Índia, faz governo federal suspender cronograma de vacinação originalmente previsto

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde: governo altera calendário de vacinação por falta de insumos (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O cronograma da vacinação em São Paulo anunciado pelo governador João Doria (PSDB) passará por mudanças, segundo o Ministério da Saúde. O calendário original previa a imunização de profissionais de saúde e quilombolas a partir do dia 25. Idosos com mais de 75 anos seriam vacinados a partir de 8 de fevereiro e aqueles acima de 70 anos poderia comparecer aos locais de vacinação a partir do dia 15.

Por meio de suas redes sociais, o governador João Doria disse que está mantido o plano de vacinar a população quilombola em janeiro. “O Ministério da Saúde excluiu os quilombolas do Plano Nacioal de Imunização. Acabo de determinar que em SP a população quilombola fará parte do programa de imunização desde já, conforme previsto no Plano Estadual de Imunização“, tuitou.

Agora, a previsão do Ministério da Saúde é vacinar, em um primeiro momento, apenas os idosos com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência. Não foram divulgados mais detalhes a respeito do novo calendário de imunização.

Com um número reduzido de doses disponíveis da vacina, já que o laboratório Serum, da Índia, não entregou os kits da AstraZeneca e também faltam insumos, produzidos na China, para uma nova rodada de fabricação da Coronavac em São Paulo, o Ministério da Saúde decidiu rever as datas do plano de imunização.

Ainda não há uma sinalização de quando os insumos fabricados na China serão liberados. A Índia também não deu sinal verde para o embarque das vacinas da AstraZeneca. Segundo o jornal indiano The Times of India, a liberação deve ocorrer em duas semanas.

Com um estoque de apenas 6 milhões de doses disponível para distribuição imediata para os estados, o Ministério da Saúde reviu o calendário previsto anteriormente. A única definição, até agora, é que serão imunizados neste mês os idosos acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência. O Ministério da Saúde ainda não informou quando serão vacinados os demais estratos da população.

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Governo publica nova tabela do frete rodoviário com reajuste de até 2,51%

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O aumento se dá em meio a uma movimentação de um grupo de caminhoneiros por uma nova greve em fevereiro

Greve dos caminhoneiros: paralisação pesou negativamente no PIB em 2018 (Nelson Almeida/AFP Photo)

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 19, uma nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário. De acordo com a agência reguladora, as alterações vão resultar em um aumento médio que varia de 2,34% a 2,51%, conforme o tipo de carga e operação. O reajuste considera o IPCA, inflação oficial do País, e a atualização do preço do diesel.

Os novos valores foram aprovados pela diretoria da agência reguladora nesta segunda-feira, 18. Os impactos médios oscilam de aumentos de 2,34%, para operações de alto desempenho com contratação somente de veículos automotor de cargas, a 2,51% para operações de carga lotação.

Pela legislação, o órgão precisa atualizar os preços a cada seis meses, em janeiro e julho de cada ano. A tabela do frete foi criada pelo ex-presidente Michel Temer durante a greve dos caminhoneiros em 2018. Uma das reivindicações da categoria, a medida foi implementada pelo governo dentro do conjunto de ações para pôr fim à paralisação.

O aumento se dá em meio a uma movimentação de um grupo de caminhoneiros por uma nova greve em fevereiro. Na tentativa de agradar a categoria e evitar uma nova paralisação, o presidente Jair Bolsonaro atendeu a um dos pleitos e anunciou que vai zerar a tarifa de importação de pneus. O imposto de importação do produto vai cair de 16% para zero. O pneu é o segundo item mais caro no custo de manutenção do caminhão.

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Enfermeira do Hran será a primeira pessoa vacinada contra covid-19 no DF

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Lidia Rodrigues Marques trabalha no box de emergência do hospital e receberá a vacina contra covid-19 na manhã desta terça-feira (19)

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Lidia Rodrigues Marques, 31 anos, será a primeira pessoa a receber a vacina contra covid-19 no Distrito Federal. A enfermeira atua no box de emergência do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e será a primeira de um grupo de seis pessoas a receberem as primeiras doses da CoronaVac.

A vacinação no DF terá início às 10h desta terça-feira (19). Às 7h50, as mais de 105 mil doses do imunizante foram distribuídos para 15 hospitais da rede pública.

A vacinação ocorrerá em quatro fases, divididas por grupos prioritários. Os primeiros a serem imunizados serão os profissionais da saúde; idosos acima dos 60 anos que estão em instituição de acolhimento ou asilos e pessoas com mais de 18 anos com deficiência física que vivem nessa mesma condição, bem como seus cuidadores; e a população indígena.

Na segunda fase, a meta é vacinar todas as pessoas com mais de 60 anos. A terceira parte do plano de vacinação inclui pessoas com comorbidades. Professores e profissionais da força de segurança serão incluídos na quarta fase do plano, que chegou a ser excluída da proposta original, mas voltou à previsão após reivindicações das categorias.

Chegada das vacinas

As primeiras 105 mil doses da CoronaVac, imunizante da farmacêutica chinesa Sinovac produzido em parceria com o Instituto Butantan, chegaram à capital federal na tarde desta segunda-feira (18/1), após a aprovação do registro para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após o desembarque no DF, o carregamento foi levado para a Central da Rede de Armazenamento de Frios, onde a temperatura de armazenamento das vacinas será verificada. Em seguida, os imunizantes passam por uma climatização, para serem guardados na temperatura adequada.
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Agências do trabalhador oferecem 478 vagas de emprego nesta terça-feira

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Das oportunidades oferecidas, a maioria é para a área de vendas, sendo 107 para vendedores e 54 para representante comercial

(crédito: Diana Raeder/Esp. CB/D.A Press)

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 478 vagas abertas para esta terça-feira (19/1). Das oportunidades oferecidas, a maioria é para a área de vendas, sendo 107 para vendedores e 54 para representante comercial. Os salários podem chegar a R$ 2,5 mil reais, mais benefícios.

Do total de vagas, três são destinadas para analistas de recursos humanos (nível superior), 10 para analista financeiro (nível médio) e uma para químico (nível superior incompleto), com remunerações entre R$ 8 a hora e R$ 2,5 mil mensais, mais benefícios.

Outras 12 contemplam auxiliares administrativo, de contabilidade, mecânico, uma para operador de máquina de bordar e cinco para técnico de eletricista de linhas de transmissão. Nessas áreas, os salários variam entre R$ 1,1 mil e R$ 1.886,80, mais benefícios.

No setor de beleza, são oito vagas para manicure, uma para barbeiro, quatro para massagistas e duas para cabeleireiros. Nenhuma delas exige escolaridade e experiência profissional.

A procura por costureiras também está no mercado de trabalho. São 12 oportunidades com salários entre R$ 1,1 mil e R$ 1,8 mil, mais benefícios. Ainda na área de serviços, há uma vaga para bombeiro hidráulico, uma para caseiro e uma para empregado doméstico diarista, com remunerações de R$ 1.738, R$ 1,5 mil e R$ 120 por dia, respectivamente.

Para se candidatar a qualquer uma das vagas, basta ir a uma das agências do trabalhador, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h – confira as vagas.

Seleção de candidatos

Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria do Trabalho e preencher o formulário na aba empregador.

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Covid-19: vacina russa Sputnik V começou a ser produzida no DF

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De acordo com a farmacêutica União Química, a produção industrial do imunizante teve início nesta sexta-feira (15/1). Apesar da produção local, as doses serão exportadas

Inicialmente, a produção será exportada para Argentina e Bolívia, que aprovaram o uso do imunizante – (crédito: NATALIA KOLESNIKOVA / AFP)

A produção industrial da vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V, teve início nesta sexta-feira (15/1) no Distrito Federal. A informação foi confirmada pela farmacêutica União Química, responsável pelo imunizante na América Latina.

Apesar da produção local, inicialmente, as doses serão exportadas para países que já registraram o imunizante, como Argentina e Bolívia. Para a distribuição e uso em território nacional, é necessário que a empresa tenha autorização da Anvisa, que recebeu o pedido de realização de testes em 29 de dezembro.

Além da russa, no DF, a Universidade de Brasília (UnB) foi responsável pelos testes da vacina chinesa Coronavac.

Vacinação

Nesta quinta-feira (14/1), o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) divulgou que recebeu da Secretaria de Saúde do DF um plano de vacinação que prevê o início da imunização na capital federal em 20 de janeiro, próxima quarta-feira. Apesar disso, a pasta se limita a dizer que seguirá os planos do Ministério da Saúde e não informou qual será a vacina aplicada nem quantas doses estarão disponíveis.

Mesmo assim, expectativa da pasta é alcançar 200 mil pessoas na primeira fase, que inclui profissionais de saúde, idosos acima de 75 anos e pessoas com mais de 60 que estejam internados em instituições de longa permanência. A segunda contemplará pessoas entre 60 e 74  anos e, na terceira fase entram aquelas que possuem comorbidades que agravam o quadro da doença.

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Hoje é

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

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