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Covid: DF precisa fazer mais do que só esperar a vacina, alertam especialistas

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Manutenção das medidas de distanciamento social e vigilância epidemiológica são essenciais para conter avanço da covid-19

(crédito: Acácio Pinheiro/Agência Brasília)

Os primeiros meses de 2020 foram tomados por sensações de incertezas, olhar atento para o que acontecia em outros países e o começo de um trabalho intenso de pesquisadores que até hoje tentam decifrar a covid-19. A doença chegou ao Distrito Federal em 7 de março, quando o Ministério da Saúde confirmou oficialmente o primeiro caso na capital. Daquele dia em diante, surgiram questionamentos sobre como o novo coronavírus agia no corpo, quando seria o início da aplicação de um tratamento eficaz e, finalmente, a perspectiva do fim da pandemia. O ano de 2021 começa com algumas dessas perguntas sem resposta.

Estudiosos que analisaram o avanço do vírus no DF em 2020 colocam como o principal desafio deste ano estabelecer uma data de vacinação imediata. Tarcísio Rocha Filho, físico do Núcleo de Altos Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento, da Universidade de Brasília (UnB), faz parte de um grupo nacional de pesquisadores que estimou cálculos preocupantes de mortes a cada período sem uma imunização. Ele destaca três ações prioritárias para os próximos meses com o objetivo de evitar mais óbitos: vacinar a população de forma rápida, contar com o maior número de doses possível e, enquanto isso, continuar medidas de controle da pandemia, como o isolamento social.

“As imunizações não são feitas da noite para o dia, elas demandam tempo. E, se a gente vacinar com a pandemia fora de controle, ainda há uma grande preocupação. No DF, temos uma das maiores letalidades do vírus, também porque tivemos mais gente atingida e testamos bastante”, pontua. A capital terminou 2020 como a unidade da Federação que mais realizou testes da covid-19, proporcionalmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas também como a segunda região do país com mais mortes a cada 100 mil habitantes em decorrência da doença, registrando 140 óbitos a cada 100 mil moradores, maior do que a média nacional e atrás apenas do Rio de Janeiro, com 144,47.

A efeito de comparação, em 1º de julho de 2020, o DF estava em sexto lugar entre as maiores taxas de óbitos acumulados por 100 mil pessoas. Desde então, ultrapassou São Paulo, Ceará, Amazonas e Roraima (veja quadro). “O DF respondeu muito bem ao início da pandemia, com isolamento sério. Não chegou a ser um lockdown, como a Espanha fez, por exemplo. O problema é que o vírus é ativo o ano inteiro, pouco importa o clima. Nosso isolamento foi se afrouxando e voltamos a abrir (serviços não essenciais) muito cedo. Na França, se esperou cinco casos por semana para cada 100 mil habitantes antes de abrir para o verão. Aqui no DF, começou a abrir com 80 novos casos em sete dias para cada 100 mil”, aponta o especialista.

Somando esses fatores com o fato de uma porcentagem alta da população ainda suscetível ao vírus, percebe-se que uma segunda onda pode ser mais forte, segundo Tarcísio. “Aqui no DF, onde tivemos muita gente contaminada, cerca de 26%, ainda estamos bem distantes da imunidade de rebanho, que é de, pelo menos, 70% de infectados. Então, a pandemia não vai passar por conta própria.”

Tarcísio afirma que é preciso entender que o vírus não vai desaparecer, mesmo com a vacina, o que reforça a necessidade de ferramentas de contenção e menores exposições da população às aglomerações. “Vamos comparar com o sarampo, uma doença para a qual já existe vacina desde os anos 1960. A imunização tem eficácia alta, mas até hoje temos surtos, porque há parcelas da população que não se vacinaram. Se não tiver cobertura alta da vacina contra o coronavírus, de 90% da população, vamos continuar com surtos localizados.”

Vacina
O DF aguarda a aquisição de vacinas do governo federal, por meio do Ministério da Saúde. A Secretaria de Saúde do DF afirma que todos os planejamentos prévios estão sendo realizados para agilizar o processo após a chegada dos primeiros produtos. “Hoje, estamos extremamente satisfeitos com nossa rede de frios, temos um Plano Distrital de Vacinação completo e vamos ainda trabalhar medidas de segurança em relação à covid-19, com a vacinação, que durar até o segundo quadrimestre do ano”, avalia o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

O Governo do Distrito Federal (GDF) prevê imunizar 678.750 pessoas contra o novo coronavírus em quatro fases prioritárias, em que são incluídos profissionais da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, professores e profissionais das forças de segurança e salvamento.

O secretário detalhou ao Correio que a pasta chegou a conversar com fabricantes de produtos vacinais ao longo de 2020. “Entramos em contato com as fabricantes da Rússia, da Inglaterra e do Butantan. Em todas as reuniões com elas, verificamos questões como o valor da vacina, temperatura de armazenagem e disponibilidade de fornecimento. Deixamos em alerta nossa situação para auxiliar na vacinação do DF, junto às vacinas que seriam disponibilizadas pelo ministério. Mas, hoje, temos informação de que há segurança sobre a disponibilização do governo federal”, garante Okumoto.

“Hoje, temos, nas quatro últimas semanas, um decréscimo na taxa de transmissão do vírus. Estávamos com 1,3 de taxa de transmissão, alteramos o horário de fechamento dos bares e restaurantes e agora estamos abaixo de 1, fazendo sempre um trabalho de conscientização junto à população e às entidades”, observa. A pasta também ressalta que a média móvel de casos da covid-19 — ou seja, a comparação de todos os casos confirmados dos últimos sete dias com a semana anterior — ficou em queda em dezembro.

Vulnerabilidade
Outro desafio do governo local para 2021 é conter o avanço da pandemia em regiões administrativas mais vulneráveis ao vírus. O mês de dezembro chegou ao fim com as cidades de Sobradinho 1, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Gama, Ceilândia e Riacho Fundo 1 com as maiores taxa de óbito em decorrência do novo coronavírus, proporcionalmente. Ceilândia é o local com mais casos e mortes totais. Para analisar as faces desses problemas e propor soluções, a Companhia de Planejamento (Codeplan) chegou a apresentar ao GDF, no início da primeira onda, um estudo sobre questões urbanas na transmissão da covid-19, que pode embasar ações futuras.

“Na pesquisa, percebemos um DF muito desigual”, afirma Renata Florentino, diretora de Estudos Urbanos e Ambientais da companhia. “Temos a população de menor poder aquisitivo com a questão da densidade domiciliar, ou seja, ambiente pequeno para a quantidade de pessoas, e ela não consegue se isolar em casa. Também levantamos, e continua sendo monitorado, a questão da informalidade, porque o trabalhador nessa condição não consegue se afastar por motivo de doença, não pode fazer home office”, completa.

Evolução

Taxa de óbitos acumulados a cada 100 mil pessoas por unidade da Federação

1º de julho de 2020
Amazonas: 68,60
Ceará: 67,67
Rio de Janeiro: 59,07
Roraima: 51,84
São Paulo: 32,73
Brasil: 28,85
Distrito Federal: 20,56

1º de janeiro de 2021
Rio de Janeiro: 147,87
Distrito Federal: 141,25
Roraima: 128,93
Mato Grosso: 127,85
Amazonas: 127,52
Espírito Santo: 126,41
Ceará: 109,39
Brasil: 92,77

União de pesquisadores

O grupo é composto por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), e Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Palavra de especialista

 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press

Desafio conjunto

Com o relaxamento do comportamento nos últimos meses, podemos esperar um incremento substancial no número de infectados no início de 2021. Em verdade, a busca por atendimento já vem aumentando desde o final do ano. Da mesma forma, a incidência de casos é crescente. E, sem dúvida alguma, o principal motivo disso é o comportamento da sociedade. Quando se trata de enfrentar uma doença altamente transmissível, como a covid-19, o comportamento humano pode ser tanto parte do problema quanto da solução. Mesmo em locais onde há alta adesão populacional às medidas comportamentais, com o passar do tempo, as pessoas tendem a se acostumar com a presença da ameaça viral, o que faz com que a adesão às medidas sanitárias diminua. Seria o chamado fenômeno de “descalibração da normalidade”, em que se passa a ser normal conviver com o novo vírus e fica mais difícil perceber que as ações de enfrentamento são eficazes, necessárias e justas.

Ana Helena Germoglio, infectologista do Hospital Águas Claras

Cautela e prudência

Em abril de 2020, o Observatório PrEpidemia, da UnB, emitiu uma nota técnica assinada por 18 pesquisadores, intitulada Cenários da epidemia de covid-19 no Distrito Federal. O estudo foi realizado quando a capital tinha apenas 968 casos confirmados e 26 mortes, e contava com projeções de acordo com diferentes cenários de ações. Os cálculos produzidos pelo grupo foram repetidos em quatro situações possíveis, para evidenciar o que poderia acontecer diante das melhores e piores expectativas. O cenário 1 seria se houvesse o relaxamento total das medidas de contenção impostas em abril. A escala segue até o cenário 4, com medidas mais rígidas.

A nota estimava cerca de 6 mil mortes em 2020 diante do pior cenário, além de “um elevado pico de demandas hospitalares, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde e causar mortes que poderiam ser evitadas com o acesso assistencial adequado”. No dia 31 de dezembro de 2020, o DF computou 4.259 mortes pela doença. Para Roberto Bittencourt, médico, pesquisador do PrEpidemia e doutor em Saúde Pública pela Fiocruz, “estamos ficando entre o cenário inalterável e pessimista”. “O pessimista passou a prevalecer desde outubro, na taxa de óbitos, que é o padrão para verificar se a pandemia tem evolução mais ou menos dramática. Insistimos muito, nas notas técnicas, o que teria que ser feito, prezando a vigilância epidemiológica. Mas a pandemia entrou nas regiões administrativas que são mais atingidas e vulneráveis a ela”, analisa.

Roberto pontua, porém, que algumas ações foram essenciais para que os números não fossem mais trágicos. “O GDF foi o primeiro a fechar as escolas e isso foi muito assertivo. Também conseguimos atingir 65% de isolamento social no começo da pandemia e, assim, ganhamos um tempo bom nos primeiros três meses para nos estruturarmos. A ação que a Secretaria de Saúde fez em relação aos leitos de UTI também foi correta, porque ela percebeu que já existia um deficit de leitos”, detalha.

O especialista opina que o contexto da pandemia no fim do ano deixa espaço para preocupações. “Temo muito o nosso 2021. Não temos como ficar otimistas, pois dependemos da vacina. Vamos passar um ano de muita dificuldade, tem muita gente ainda para ser infectada. A segunda onda está com ingredientes que pedem cautela. Começam a surgir pesquisas que mostram mutações do vírus, embora elas aconteçam em todos os vírus, pela própria natureza, e grande parte delas não aumentam a letalidade. Mas nada garante que não surjam mutações mais letais”, detalha Roberto.

Os caminhos para evitar novos cenários pessimistas são vários, segundo o médico. “A gente tinha que ter as medidas de vigilância epidemiológicas, uma testagem em massa, rastreamento dos contatos de pessoas infectadas e retirada de contaminados do convívio social por 14 dias, colocando a pessoa em hotel, centro olímpico, algo neste sentido. Porque muitas vezes a pessoa mora em condições inadequadas”, afirma.

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Senado aprova proposta que modifica cargos de juízes no TJDFT

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Em justificativa, Congresso apontou que haverá celeridade nos processos ao ter mais magistrados para compor as turmas; proposta vai à sanção presidencial

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Começou há pouco a reunião da Comissão Especial para votar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20 que trata da Reforma Administrativa. Esta é a quarta vez nesta semana que a comissão tenta votar o parecer do relator Arthur Maia (DEM-BA). Ontem à noite (22), Maia apresentou um novo parecer, mas o texto, com mudanças feitas de última hora na proposta levaram deputados a obstruir votação.

No início dos trabalhos, os parlamentares criticaram a reunião realizada na noite de quarta-feira, com o argumento de que a intenção era que se votassem um texto ainda desconhecido pelos deputados. A reunião desta quinta-feira (23) teve início por volta das 11h15. No momento, os parlamentares pedem retificação de vários pontos na ata da reunião anterior.

“O relatório foi apresentado ontem depois das 21h, com um novo texto que nós não conhecíamos”, criticou a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ).

Entre outros pontos, o novo parecer de Maia retirou um artigo no texto da reforma, que previa a possibilidade da União, Estados e Municípios, firmarem contrato com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, um dos pontos apontados como polêmicos.

O novo texto, entretanto, mantém temas também criticados pelos deputados, como o a previsão de redução de 25% na jornada de trabalho e de salário dos servidores. Pela proposta apresentada pelo relator, os cortes serão limitados apenas nos períodos de crise fiscal.

Maia também manteve, no texto, as regras para contratações temporárias, que segundo a oposição levariam à redução do número de servidores concursados. O novo relatório, porém, reduz o prazo máximo dos contratos de dez anos para seis anos.

O texto também trouxe modificações nos critérios para abertura de processos administrativos para perda de cargo de servidor. A proposta facilita a abertura do processo, prevendo que o servidor seja processado depois de duas avaliações insatisfatórias consecutivas ou três intercaladas, no período de cinco anos. O relatório anterior instaurava os processos depois de três avaliações ruins consecutivas ou cinco intercaladas.

Diante da possibilidade de um novo parecer ser apresentado, a oposição solicitou a abertura de novo prazo de discussão do texto.

A possibilidade de diminuir jornada e salários, de privatizar o serviço público e de contratar gente. Então gostaria de reabrir a discussão, argumentou Talíria.

O pedido foi indeferido pelo presidente da comissão, Fernando Monteiro (PP-PE), “Não existe regimentalmente essa discussão, então o parecer pode ser alterado até antes da votação”, justificou. Agência Brasil

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Covid-19: Antecipação da 2ª dose da vacina começa nesta quinta (23/9)

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Confira os pontos de vacinação disponibilizados pela Secretaria de Saúde para a aplicação da D2, além de locais para aplicação da primeira dose e da dose de reforço

Foto Carlos Bassan (Fotos Públicas)

Nesta quinta-feira (23/9), começa a antecipação da segunda dose da Pfizer para quem está marcado até o dia 27 de outubro. O Governo do Distrito Federal anunciou a medida na segunda-feira (20/9). Vale ressaltar que a campanha de vacinação contra a covid-19 continua aplicando a primeira dose da vacina em jovens entre 13 e 17 anos e em adultos com 18 anos ou mais, além da dose de reforço para quem tem 85 anos ou mais. O DF conta com pontos de aplicação diurnos e noturnos, além de acesso para pedestres ou por drive-thru.

A Secretaria de Saúde reservou pontos específicos para a imunização de jovens, para quem vai receber a D2 de acordo com o fabricante e para quem vai receber a dose de reforço. Nesta quarta-feira (22/9), teve início o agendamento para imunossuprimidos graves com previsão da aplicação das doses na segunda-feira (27/9). Para marcar, é necessário acessar o site da pasta. Além disso, a vacinação de rotina continua capital do país.

Confira os pontos de imunização desta quinta-feira:

Segunda dose

Pontos de vacinação da segunda dose nesta quinta (23/9)
Pontos de vacinação da segunda dose nesta quinta (23/9)(foto: Divulgação/SESDF)

 

Dose de reforço

Ponto de vacinação para a dose de reforço em idosos com 85 anos ou mais nesta quinta
Ponto de vacinação para a dose de reforço em idosos com 85 anos ou mais nesta quinta(foto: Divulgação/SESDF)

 

Jovens entre 13 e 17 anos

Ponto de vacinação para jovens entre 13 e 17 anos nesta quinta
Ponto de vacinação para jovens entre 13 e 17 anos nesta quinta(foto: Divulgação/SESDF)

 

Adultos com 18 anos ou mais

Ponto de vacinação para adultos com 18 anos ou mais nesta quinta
Ponto de vacinação para adultos com 18 anos ou mais nesta quinta(foto: Divulgação/SESDF)
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Primavera começa nesta quarta (22) com promessa de chuva no DF e cidade mais florida

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A primavera chega nesta quarta-feira (22), às16h21. A estação é conhecida por deixar a cidade mais florida e colorida devido a transição do período seco para o chuvoso. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é que as primeiras chuvas venham até o fim da semana.

Com isso, aos poucos, Brasília vai ganhar dias mais frescos, com melhora nas condições do ar. A primavera aumenta a umidade e favorece o surgimento de pancadas de chuva no final da tarde.

Outro atrativo, são as flores. A estação é conhecida pelo colorido porque, nessa época do ano, a maioria das plantas está florindo.

“Não significa que são todas. A gente precisa lembrar que tem plantas que vão florescer em certas estações do ano, como tem o ipê, que floresce no inverno”, aponta o biólogo Matheus Ferreira.

Ele diz que a primavera é o momento de fazer as podas “drásticas” e tirar mudas das plantas para dar de presente, vender, ou mesmo colocar em outra parte do jardim.

“É o momento em que as plantas estão quase saindo de uma hibernação. Durante o inverno elas estão descansando e, agora, com a chegada da primavera, elas voltam a ganhar vida”, diz Matheus.

Cidade colorida e trégua no calor

Nesta terça-feira (21), o Distrito Federal teve o dia mais quente de 2021. Os termômetros marcaram 37,1°C na estação do Inmet na região de Águas Emendadas, em Planaltina.

A umidade do ar ficou em 12%. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 60%.

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, do Inmet, as cidades ficam mais coloridas pela natureza durante a estação por causa das chuvas mais constantes e uniformes, ainda que em áreas isoladas. A média climatológica em setembro fica em torno de 46,6 milímetros. Para outubro, são esperados 160 milímetros.

“Em termos de clima, o que a gente tem, é que esse bloqueio que é constante no nosso inverno, ele perde força. E começa a estabelecer um canal de umidade que vem da Amazônia e favorece as chuvas”, diz a meteorologista.

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Governador Ibaneis planeja iniciar vacinação de 12 anos ainda nesta semana

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Durante solenidade na Casa Civil, o chefe do executivo local criticou a decisão tomada pelo Ministério da Saúde ao suspender a imunização de adolescentes

Fotos: Camila Batista / Semsa(Fotos Públicas)

Durante solenidade na Casa Civil, na manhã desta terça-feira (21/9), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), criticou decisão tomada pelo Ministério da Saúde, na última semana, ao suspender a imunização de adolescentes. O chefe do executivo local disse que planeja ampliar o público alvo da campanha de imunização contra a covid-19 no DF. A ideia é que, até o final da semana, com a chegada de novas doses, os adolescentes de 12 anos comecem a ser contemplados com a primeira dose.

“Estamos avançando, hoje, na vacinação das pessoas de 13 anos e iniciando a vacinação daqueles idosos que estão em asilos no DF. A gente espera, mais pro final da semana, chegando mais doses, vacinar o público de 12 anos e avançar na vacinação das pessoas com antecipação da dose que estava prevista até o dia 27 de outubro, antecipando para agora, para que tenhamos a imunização completa de todo o DF”, disse Ibaneis.

Para o chefe do executivo, a nota do Ministério da Saúde enviada às unidades da Federação e municípios, na noite da última quarta-feira (15/9), não teve embasamento. O texto orientava a suspensão do atendimento ao público adolescente sem comorbidades. “A posição do Ministério (da Saúde) não veio amparada de estudos técnicos. A Sociedade Brasileira de Infectologia, e a própria Anvisa, se posicionaram favoravelmente à continuidade da vacinação, e nós seguimos essa recomendação”, ressaltou.

Liberações

Ibaneis Rocha comentou, ainda, sobre a decisão divulgada na manhã desta terça-feira (21/9), que libera shows no DF. De acordo com o chefe do executivo local, as regras são aquelas já divulgadas. “A vacinação (completa), ou apresentação do teste PCR, 50% de público e manter o distanciamento. Não poderá haver shows com pistas de danças ou coisas do tipo. Deverá ser aqueles em que as pessoas fiquem sentadas em ambientes que mantenham o distanciamento”, disse.

A decisão foi condicionada à ampliação dos hospitais de campanha na capital federal. “São aqueles hospitais que estavam no Tribunal de Contas da União (TCU). Foi feita a resposta ao tribunal, a gente aguarda a liberação pra contratação de leitos porque nós temos que caminhar com segurança para que a população tenha um retorno à vida dentro da normalidade, sem colocar em risco a saúde”, disse.

O governador explicou que a decisão visa a volta da normalidade na capital federal. “O motivo dessa medida é porque precisamos, de algum modo, principalmente agora, com a vacinação, tentar retomar a normalidade. É uma medida que já vem sendo tomada em outros estados, e que eu entendo que, pelo momento do DF, em que temos uma quantidade de leitos razoável, e um elevado número de pessoas vacinadas, que podemos avançar um pouco mais no sentido da normalidade”, afirmou.

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Brasil quer atrair mais investimentos privados, diz presidente na ONU

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Bolsonaro disse que é contra adoção do passaporte da vacinação

Presidente Jair Bolsonaro. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje (22), ao abrir a sessão de debates da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que o Brasil está trabalhando na atração de investimentos da iniciativa privada e que possui “tudo o que investidor procura: um grande mercado consumidor, excelentes ativos, tradição de respeito a contratos e confiança no nosso governo”.

O presidente Bolsonaro disse que o país está promovendo o modal ferroviário e outras ações dentro do seu programa de parceria de investimentos, e que já foram firmados mais de US$ 6 bilhões em contratos privados para novas ferrovias. O presidente lembrou que em agosto o governo também instituiu um novo marco legal para o setor, permitindo que a construção de novas ferrovias seja feita por meio de uma autorização simplificada.

“Em poucos dias, recebemos 14 requerimentos de autorizações para novas ferrovias com quase US$ 15 bilhões de investimentos privados”, disse. “Como reflexo, menor consumo de combustíveis fósseis e redução do custo Brasil, em especial no barateamento da produção de alimentos”, complementou Bolsonaro.

Por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), segundo o presidente, já foram contratados US$ 100 bilhões de novos investimentos e arrecadados US$ 23 bilhões em outorgas. Para os próximos dias, o governo também vai realizar o leilão para implementação da tecnologia 5G no Brasil, disse o presidente.

Durante seu discurso, o presidente reafirmou o compromisso firmado na Cúpula de Líderes sobre o Clima, em abril, de alcançar, até 2050, a neutralidade zero de emissões de gases de efeito estufa no país, antecipando em dez anos a sinalização anterior, prevista no Acordo de Paris.

Os artigos 5º e 6º do Acordo de Paris, firmado em 2015, tratam sobre os procedimentos financeiros para alcançar a redução das emissões, tema que deverá ser debatido na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP26, que será realizada em novembro em Glasgow, na Escócia.

No evento, o Brasil quer buscar consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global, o que deve atrair mais investimento para o país. “Esperamos que os países industrializados cumpram efetivamente seus compromissos com o financiamento de clima em volumes relevantes. O futuro do emprego verde está no Brasil: energia renovável, agricultura sustentável, indústria de baixa emissão, saneamento básico, tratamento de resíduos e turismo”, disse.

Covid-19

Ainda em meio à pandemia da covid-19, esta edição da Assembleia Geral da ONU é realizada de forma híbrida, com declarações presenciais e por vídeo. No ano passado, o evento foi totalmente virtual. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento e o presidente Jair Bolsonaro optou em ir pessoalmente a Nova York.

Ele lamentou as mortes por covid-19 e disse que o governo vai vacinar “todos que escolheram ser vacinados no Brasil” até novembro. O presidente se manifestou contra o passaporte da vacinação, que cobra imunização dos cidadãos para acesso a serviços. “Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina”, disse.

Durante seu discurso nas Nações Unidas, Bolsonaro também disse que o governo brasileiro apoia “a autonomia do médico na busca do tratamento precoce”. “Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label”, disse.

O medicamento chamado off-label é aquele prescrito pelo médico que diverge das indicações da bula. Desde o início da pandemia, no ano passado, o presidente defende o uso dessas medicações como, por exemplo, a hidroxicloroquina, que não tem eficácia científica comprovada contra a covid-19, mas pode ser prescrito por médicos com a concordância do paciente.

“Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, complementou.

Em sua fala, o presidente também destacou a atuação brasileira no campo humanitário e no combate à pandemia; às mudanças que seu governo está promovendo no país e o retorno do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU. No biênio 2022-2023, o Brasil ocupará um assento não permanente na entidade. Agência Brasil

Leia a íntegra do discurso.

 

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Veja onde se vacinar contra Covid-19 nesta segunda-feira no DF

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Pontos de vacinação

 

 

 

Pontos de vacinação contra influenza:

 

 

Vacinação de rotina:

 

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