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domingo, 07/06/2026

Congresso procura alternativa ao tarifaço dos EUA

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A cúpula do Congresso acredita que será complicado repetir a reação forte adotada em 2025 diante do novo tarifaço que os Estados Unidos planejam impor aos produtos brasileiros. Em 2025, a Câmara e o Senado aprovaram rapidamente o Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, que deu ao governo ferramentas para responder a barreiras comerciais de outros países, especialmente após o anúncio de tarifas sobre produtos importados, incluindo os brasileiros.

O cenário atual, no entanto, é considerado diferente pelos líderes partidários, que apesar disso defendem a resposta política e institucional do Congresso e do governo federal à medida. Tereza Cristina, líder do PP no Senado e relatora da Lei da Reciprocidade, ressaltou a importância das negociações diretas com os EUA e afirmou que não é o momento para medidas retaliatórias.

“O Brasil terá que se esforçar mais na negociação e ter paciência, pois esse é o papel do Executivo”, declarou Tereza Cristina.

Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), destacou que a Lei da Reciprocidade é uma ferramenta válida para defender os produtos nacionais, mas pediu responsabilidade para evitar aumento de tensão com os EUA. Ele também criticou dados desatualizados no relatório americano, defendendo espaço para diálogo e esclarecimento.

Dificuldade de reação igual à de 2025

  • Governistas vinculam o tema a desgaste político de senador específico;
  • Senadores preferem negociação antes de retaliação;
  • Missões oficiais ganham força como resposta principal.

Proposta de missão oficial

O Senado considera enviar uma nova comitiva para tentar negociar com os EUA e mitigar os impactos do tarifaço, como ocorreu em 2025. O presidente da CRE, Nelsinho Trad, explicou que a missão pode focar em reduzir danos caso uma reversão total não seja possível.

Até o momento, uma missão oficial a Washington liderada pelo deputado Pedro Uczai tem agendado reuniões com congressistas, diplomatas e representantes internacionais para tratar da relação bilateral e das propostas tarifárias. Parlamentares afirmam que a estratégia atual prioriza interlocução política e diplomática em vez de resposta legislativa semelhante à de 2025.

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