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Confira o que abre e o que fecha no feriado do Dia do Evangélico, no DF, nesta quinta

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Ônibus rodam normalmente; Metrô abre apenas 9 das 24 estações. Espaços culturais abrem, e bibliotecas fecham; feriado existe apenas no DF, e foi definido em lei de 1995.

Passageiros aguardam ônibus na rodoviária do Plano Piloto (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

Serviços públicos do Distrito Federal fecham as portas ou alteram o horário de atendimento nesta quinta-feira (30), em razão do Dia do Evangélico. A data é celebrada em todo o país, mas se tornou feriado apenas no DF, com uma lei distrital aprovada em 1995. Postos de saúde e ambulatórios devem ficar fechados durante todo o dia, e o Metrô adota escala reduzida.

Na Polícia Civil, as delegacias abrem em esquema de plantão. Segundo o governo, a maior parte dos centros culturais abre no feriado (veja abaixo) – a exceção são as bibliotecas públicas. Fechada durante a semana para manutenção, a Torre de TV estará aberta para visitação nesta quinta.

Confira o funcionamento dos serviços públicos e espaços de cultura do DF nesta quinta (30):

Prédios públicos

BRB: agências fechadas na quinta.

Hemocentro: prédio fechado na quinta. Mais informações pelo telefone 160, opção 2.

Na Hora: unidades fechadas.

Procon: sem atendimento na quinta.

Secretaria de Fazenda: atendimento indisponível por telefone e nas agências físicas. Na web, é possível registrar a dúvida para resposta posterior. A emissão de boletos pela internet segue disponível.

Saúde: UPAs e emergências hospitalares funcionam normalmente, segundo o governo. Já os postos de saúde e os ambulatórios ficam fechados no feriado.

Polícia Civil: em esquema de plantão. Ficam abertas as seguintes delegacias: 1ª DP, 4ª DP, 5ª DP, 6ª DP, 13ª DP, 18ª DP, 20ª DP, 21ª DP, 23ª DP, 24ª DP, 26ª DP, 27ª DP, 30ª DP, 31ª DP e 33ª DP. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e as duas da Criança e do Adolescente (DCA I e II) também ficam abertas.

A Delegacia Eletrônica e o telefone 197 ficarão disponíveis durante as 24 horas do feriado, segundo o governo.

Transporte público

Ônibus: Segundo o DFTrans, a escala de ônibus não será reduzida nesta quinta, e os veículos rodam na mesma frequência de um dia de semana comum. “De acordo com a demanda, poderá haver adequações de horários ao longo do dia”, diz o governo.

Metrô: de acordo com a direção, apenas nove estações terão embarque e desembarque, de 7h às 19h. Ficam abertas as estações: Central, Shopping, Guará, Águas Claras, Relógio, Ceilândia Centro, Terminal Ceilândia, Furnas e Terminal Samambaia.

Pontos turísticos

Jardim Botânico
(Área Especial, Setor de Mansões Dom Bosco, entrada pela subida da QI 23 do Lago Sul)
Abrirá das 9 às 17 horas. O ingresso custa R$ 5. Crianças com até 11 anos de idade e pessoas com deficiência ou acima dos 60 anos não pagam para entrar.

Jardim Zoológico
(Avenida das Nações – L4 Sul)
Será aberto normalmente durante o feriado, das 8h30 às 17 horas. A entrada custa R$ 10. Crianças de 6 a 12 anos, estudantes, idosos (pessoas acima de 60 anos), professores e beneficiários de programas sociais do governo pagam meia-entrada. Para crianças de até 5 anos e pessoas com deficiência, o ingresso é gratuito.

Planetário de Brasília
(Eixo Monumental, atrás do Centro de Convenções Ulysses Guimarães)
Abrirá no feriado (30) com o horário de fim de semana: das 8 às 20 horas.

Catetinho
(Km 0, BR-040)
Ficará aberto das 9 às 17 horas.

Torre de TV
(Eixo Monumental, s/n, Jardim Burle Marx)
Abrirá normalmente no feriado, das 9 às 19 horas.

Torre de TV Digital
(Estrada Parque Contorno, DF-001, Bairro Colorado, subida para Sobradinho, após a Academia da Polícia Federal)
Visitação suspensa para manutenção.

Memorial dos Povos Indígenas
(Eixo Monumental, em frente ao Memorial JK)
Aberto das 10 às 17 horas.

Museu Nacional
(Setor Cultural Sul, perto da Rodoviária do Plano Piloto)
Funcionará das 9 horas às 18h30. Só está aberto o piso térreo, com as exposições: “Traços Suspensos: desenhos de Mateus Gandara”; “Do peixe vivo a geração Coca-Cola; e Teleport city — A arte como veículo do tempo”.

A parte superior está fechada para a preparação da mostra Contraponto — Coleção Sérgio Carvalho.

Museu Vivo da Memória Candanga
(Epia Sul, Setor de Postos e Motéis Sul, Lote D, Núcleo Bandeirante)
Estará aberto das 9 às 17 horas.

Bibliotecas

Biblioteca Pública de Brasília
(EQS 312/313)
Está fechada para reforma desde abril.

Biblioteca Nacional de Brasília
(Esplanada dos Ministérios, próximo à Rodoviária do Plano Piloto)
Fechada nesta quinta-feira (30).

Espaços culturais

Casa do Cantador
(QNM 32, Área Especial, Ceilândia Sul)
Não abrirá na quinta-feira (30).

Cine Brasília
(106/107 Sul)
Funcionará normalmente na quinta (30), das 14 às 23 horas.vvvvvvvvv

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“Não permitiremos venda de terras a estrangeiros”, diz Bolsonaro

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Sem máscara, presidente pediu que a grade que separava apoiadores do evento em Coribe, na Bahia, fosse retirada para que pudessem ‘vê-lo de perto’. A previsão é de que Bolsonaro retorne no meio da tarde desta quinta-feira (21/1) a Brasília e realize a costumeira live, desta vez, às 18h

(crédito: EVARISTO SA / AFP)

Durante cerimônia de entrega de obras de adequação de um trecho da BR-135 em Coribe, na Bahia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (21/1) que, no que depender dele, não permitirá a venda de terras para estrangeiros. Essa é a primeira visita dele ao estado neste ano.

“Nós sabemos que aqui no Brasil, para nós, o governo federal, a propriedade privada é sagrada. E adianto mais ainda, dizer a vocês que, no depender de mim e tenho certeza da bancada de deputados federais aqui da Bahia, não permitiremos a venda de terras para estrangeiros. Esse país é nosso. É de cada um de nós”, apontou.

O mandatário relatou ainda que tentará providenciar, ainda este ano, o título de propriedade a 574 famílias locais.

“Me entregaram mais uma missão e tenho certeza que será cumprida porque no nosso governo todos os ministros conversam, todos se entendem e todos remam na mesma direção. As atuais 574 famílias que vivem no assentamento de Paes João, que clamam por um título porque no momento têm apenas a posse. Nós nos empenharemos, de modo que, o mais rápido possível, possamos transformá-los em cidadãos de verdade, tendo em vista terem um título de propriedade na mão. Tendo em vista melhor se dedicar aquele pedaço de terra, trabalhar, buscar parcerias, buscar financiamento e, lá na frente, poder dizer que deixou para seus filhos e netos uma propriedade”, prometeu.

Sem protocolo

Sem máscara e acompanhado dos ministros de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e de Turismo, Gilson Machado, que também não usavam o equipamento Bolsonaro, pediu que a grade que separava apoiadores do evento fosse retirada para que pudessem ‘vê-lo de perto’.

“Quando eu chego num local, eu sei que o protocolo sempre cabe ao prefeito, mas conversei com o prefeito, conversei com o Zé Rocha para que vocês pudessem vir para cá para nos ver de perto, olho no olho. Obviamente, não existe melhor termômetro para você conhecer alguém na política do que estar perto dele e olhar olho no olho, sentir através das palavras dele quais são seus objetivos”, ressaltou.

Por fim, o presidente disse que o cargo que ocupa ‘não é fácil’ e destacou que todos podem alcançar seus objetivos com empenho e dedicação.

“Cada um de nós nessa terra abençoada por Deus pode chegar onde quiser. E tudo vai do empenho e da dedicação de cada um e, também, obviamente, da fé de cada um. Eu agradeço a Deus pela minha vida e pela missão. Sabia que não seria fácil, que a cruz seria pesada, mas ele não nos dá um peso maior do que aquele que nós possamos carregar”, concluiu.

A previsão é de que Bolsonaro retorne no meio da tarde para Brasília e realize a costumeira live, desta vez, às 18h.

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Política BSB

Lira fala em ‘tripé de reformas’ e diz que votação do orçamento é prioridade

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O deputado apontou o que irá priorizar caso seja eleito à presidência da Câmara

 Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Candidato à presidência da Câmara, o líder do Centrão, deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que, se eleito, vai priorizar a rápida votação do Orçamento 2021 e que terá um “tripé de reformas” para o primeiro semestre como meta, incluindo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial, que está no Senado, e as reformas tributária e administrativa.
“Sabemos que temos um tripé de reformas para trabalhar nesse primeiro semestre”, disse. “Votando o Orçamento, poderemos discutir diversos assuntos. Temos a responsabilidade de manter os gastos sobre controle”, afirmou Lira, que participa da reunião mensal do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “A administrativa, na nossa visão, dará sim uma sinalização forte de que as despesas devem ser contidas”, acrescentou.
Na conversa, ele fez acenos ao setor de comércio. “Sabemos que a geração de emprego e renda tem de ser prioridade”, disse ele, citando a necessidade de manutenção de condições favoráveis para o pequeno e o micro empresário fazerem negócios.

Lira também defendeu uma linha de crédito para o setor. O deputado reiterou que terá uma pauta “previsível” na Câmara, divulgada com uma semana de antecedência, e que trabalhará pela volta dos trabalhos presenciais no plenário da Casa.

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Política BSB

Parlamentares podem ser obrigados a tomar a vacina contra covid-19

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Projeto de autoria do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) prevê obrigatoriedade de vacinação para deputados e senadores contra o novo coronavírus

(crédito: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados)

Um projeto de lei em tramitação no Congresso prevê que deputados e senadores poderão ser obrigados a tomar a vacina contra a covid-19. De acordo com a proposta, de autoria do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), a dispensa da vacinação só poderia ocorrer em caso de comprovação médica.

Para o deputado tucano, diversos setores da sociedade estão disseminando “uma campanha absurda” para tentar convencer a população de que a vacina pode causar danos irreparáveis.

“Isso inclui o presidente da República (Jair Bolsonaro), que vem a público, em uma atitude jocosa, dizer que se tomar a vacina poderá ser transformado em jacaré. Não podemos deixar a população se levar por atitudes irresponsáveis de quem quer que seja. Nós, deputados federais, e os senadores da República temos que dar o exemplo nesta campanha de imunização e deveremos, portanto, ser os primeiros a nos imunizar”, diz o deputado.

O governo federal começou nesta semana a distribuir doses da vacina CoronaVac para todos os estados do país. No entanto, apenas idosos com mais de 65 anos, indígenas e profissionais da saúde estão sendo imunizados nesta primeira fase da campanha.

Com informações da Agência Câmara

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Política BSB

Atraso nos insumos da CoronaVac ao Brasil ocorreu por questão técnica

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Rodrigo Maia esteve com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para sensibilizar o governo chinês da importância de exportação dos insumos. Rusgas com o governo Bolsonaro não estariam envolvidas

(crédito: Maryanna Oliveira/Camara dos Deputados)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniu, na manhã desta quarta-feira (20/1), com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. O tema do encontro foi a importação dos insumos da CoronaVac, para produção nacional e aumento da vacinação no Brasil. Maia, bem como o presidente das frentes parlamentares Brasil-China e dos Brics, Fausto Pinato (PP-SP), buscaram o representante do governo chinês graças ao mal estar provocado presidente Jair Bolsonaro, filhos, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que trocaram farpas com o maior parceiro comercial do país no ano passado.

Maia falou do encontro com otimismo ao dizer que o embaixador se predispôs a conversar com o governo chinês para acelerar a exportação de insumos da vacina para o Brasil, e que a demora em enviar os produtos para fabricação nacional do imunizante se deu por questões técnicas, não relacionadas ao ataque da ala radical e do presidente à China.

“Senti com clareza que os conflitos políticos não estão dentro desse atraso que ocorreu. A questão é técnica e eu não tenho dúvidas que a China sabe, como nós sabemos, da relação bilateral não apenas na vacina. Tratamos da questão do 5g, que também é importante”, afirmou o parlamentar.

“Mas reafirmei da nossa preocupação de um país das nosssas dimensões e problemas de atraso na vacinação. E que precisamos muito dessa colaboração e do trabalho do embaixador, que disse, reiteradas vezes, que vai trabalhar para acelerar a exportação dos insumos, para que a gente possa, rapidamente, começar a produzir a vacina no nosso país”, completou Maia. “O mais importante no diálogo é compreender a posição dele. Os chineses são econômicos nas palavras, mas ele foi receptivo. Abriu a conversa falando que não havia obstáculo político, mas problema técnico, que estava sendo resolvida”, acrescentou.

O presidente da Câmara criticou a postura ideológica do governo de gerar crises desnecessárias com a China e afirmou que o Executivo federal não soube lidar com a pandemia. Maia, que é visto como inimigo do governo, acabou se tornando uma peça chave para que Bolsonaro consiga exportar a CoronaVac. No entanto, ele alertou para a importância da relação entre os países ser relacionada à política.

“Nesse momento, onde a pandemia volta com muito mais força que a primeira onda, as questões políticas não devem ser a prioridade da nossa relação. Sabemos da dificuldade, das críticas exageradas e equivocadas do governo brasileiro em relação à China. Sabemos como reagiu o embaixador. Mas, nesse momento, não cabe focarmos nesse problema”, afirmou.

“Sabemos da importância das relações bilaterais, esse governo é transitório, e a gente espera que dure quatro anos, no máximo. É importante deixar claro que a maioria dos brasileiros tem admiração pela China. Se ficarmos nos conflitos, vamos prejudicar a população. Sabemos de todos os erros coletivos. Só a dúvida de que pode ser um atraso político mostra o equívoco do governo brasileiro em relação ao país que tem a maior relação comercial com o país. Os erros desse governo vão muito além disso. Mas nosso foco é poder colaborar com o diálogo, com a relação que construímos com a China”, disparou.

Elogios

Maia afirmou que o encontro começou com elogios do embaixador ao governador de São Paulo, João Doria, e ao Instituto Butantan. “Ele abriu a conversa relatando que, de forma nenhuma, haveria obstáculos políticos para exportação dos insumos da China, falou da importância da parceria do Brasil com a China, e parabenizou o governador de São Paulo, João Doria, e o Instituto Butantan, pela vacina que começou a ser ministrada no Brasil. Destacou a importância da parceria com a Sinovac. E, claro, falamos da nossa preocupação, da Câmara, que representa a população brasileira, que de forma majoritária, entende que é fundamental ter uma atenção especial por parte do governo chinês, não apenas para os insumos para a vacina do instituto butantan, mas também para a Fiocruz, para que a gente tenha um maior volume de produção, para que a gente possa vacinar cada vez mais brasileiros”, contou.

O presidente da Câmara lembrou que a segunda onda vem com maior letalidade e maior ocupação dos leitos de UTI. Apesar disso, Maia e o embaixador não trataram de prazos. Para o parlamentar, não era um tema que devia estar na conversa. “Eu não entrei em detalhe específico das datas. Não cabe no diálogo. Mas a impressão que dá é que o governo chinês sabe da importância disso não apenas para o Brasil, mas para todos os que produzem, e vai acelerar o processo interno de tramitação para que possa caminhar logo a exportação dos insumos”, garantiu.

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Política BSB

Lewandowski determina que Anvisa informe sobre aprovação da Sputnik V

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Governo da Bahia pede autorização para importar 50 milhões de doses do imunizante para combater a pandemia do novo coronavírus

(crédito: Carlos Moura/CB/D.A Press)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20/1) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informe sobre o andamento de um pedido de uso emergencial da vacina russa Sputnik V contra a covid-19.

A determinação ocorreu no âmbito de um pedido do governo da Bahia para utilizar a vacina, mesmo sem aprovação da Anvisa, desde que tenha sido chancelada por uma agência do exterior ou pela Organização Panamericana de Saúde (Opas). O imunizante já está em uso na Argentina, na Venezuela, na Bolívia e no Paraguai.

“Considerada a afirmação do autor [governo da Bahia], feita na petição inicial, de que já foi requerida a autorização temporária para uso emergencial da vacina Sputnik V, informe, preliminarmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no prazo de até 72h, se confirma tal afirmação e, em caso positivo, esclareça qual o estágio em que se encontra a aprovação do referido imunizante, bem assim eventuais pendências a serem cumpridas pelo interessado”, escreveu Lewandowski, no despacho.

Pedido negado

A Anvisa negou um pedido de registro de 10 milhões de doses feito pela farmacêutica União Química, que pretende produzir o imunizante no Brasil. O lote inicial da vacina viria da Rússia. No entanto, para a Anvisa, a autorização não pode ser concedida em razão dos testes da Sputnik V não terem ocorrido no Brasil.

A empresa não teria respondido aos questionamentos sobre a eficácia da vacina. A Bahia alega que a lei prevê aprovação de vacinas autorizadas por agências de nações estrangeiras e quer importar 50 milhões de doses. Até agora, está em uso no Brasil apenas a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Mas a importação de insumos da China para produção no Brasil esbarra na burocracia.

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Política BSB

Governadores pedem a Bolsonaro ação diplomática com a China para obter insumos

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Brasil depende do governo chinês para o envio da matéria-prima necessária na fabricação das vacinas contra a covid-19 produzidas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Presidentes Xi Jinping e Jair Bolsonaro – (crédito: Sergio Lima/AFP)

Encabeçado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena no Fórum de Governadores a temática Estratégia para vacina contra covid-19, grupo de governadores protocolou nesta quarta (20/1) um ofício ao presidente Jair Bolsonaro solicitando um diálogo diplomático entre o governo brasileiro e a China, para assegurar a importação de insumos necessários para a produção de imunizantes.

Subscrita por todos os governadores, a carta pede, ainda, que o governo se movimente para negociar com a Índia, de onde o Brasil aguarda duas milhões de doses da vacina de Oxford/Astrazeneca, produzida pelo Instituto Serum. Na terça (19), o governo indiano anunciou o início da exportação dos primeiros imunizantes, mas não incluiu o Brasil na lista.

Os governadores frisam o pedido de que seja avaliada a “possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegurar a continuidade do processo de imunização no país”.

“A carta faz um apelo, e é um apelo em sintonia com o povo brasileiro, para que o presidente da República, com toda a diplomacia brasileira, governadores, ex-presidentes, quem puder ajudar, para que a gente possa ter esse diálogo com o governo da China, da Índia, da Rússia, para garantir que o Brasil tenha a garantia do cumprimento do cronograma para entrega do IFA, as condições de vacina tanto da Astrazeneca, Coronavac e Sputnik”, disse Wellington Dias.

Atraso

A relação conflituosa criada com a China pelo presidente Jair Bolsonaro e pessoas do seu entorno, como seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e o próprio ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, dificultam o envio dos insumos necessários para a fabricação das vacinas no Brasil. Tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dependem do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para produzir as doses de imunizantes aqui no Brasil.

Sem uma previsão do envio do insumo, a Fiocruz informou que irá atrasar a entrega de doses da vacina de Oxford/Astrazeneca de fevereiro para março deste ano, em ofício enviado ao Ministério Público Federal (MPF) na terça-feira (19).

Conflitos

Ao longo dos últimos dois anos, não foram poucos os ataques do governo à China. Durante a pandemia, o presidente Jair Bolsonaro disse por diversas vezes, categoricamente, que não iria adquirir a “vacina chinesa”, colocando a segurança do imunizante sempre em questionamento. Em um episódio mais recente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro acusou a China de espionagem via 5G, e recebeu uma resposta da embaixada da China. O Itamaraty resolveu interferir, chamando a resposta chinesa de ofensiva e desrespeitosa.

O próprio chanceler não se furtou de fazer publicações mostrando suas posições em relação ao gigante asiático. Em abril do ano passado, ele publicou um texto em um blog pessoal chamando o coronavírus de “comunavírus”, dizendo se tratar de “projeto globalista” como o “novo caminho do comunismo”. Agora, o país não deve contar com a participação do chanceler para resolver o imbróglio de importação da matéria-prima vinda da China.

 

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

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