O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou na sexta-feira (29/5) um carregamento de ajuda humanitária para a Bolívia, atendendo ao pedido do presidente boliviano, Rodrigo Paz. A Bolívia enfrenta problemas de desabastecimento devido a bloqueios de estradas provocados por protestos contra o governo eleito.
Segundo a Lei nº 12.429 de 2011, que regula as doações internacionais brasileiras de alimentos, o Itamaraty é responsável por definir as quantidades e os destinatários dos alimentos, em parceria com o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas. O PMA cobre os custos de frete e transporte do envio, podendo ser ressarcido em produtos, ou, caso não possa arcar totalmente, os custos podem ser cobertos por dotações orçamentárias do governo federal.
Contexto da ajuda
- O Brasil enviou um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) com 21 toneladas de alimentos para a capital boliviana: 16 toneladas de arroz e 5 toneladas de leite em pó.
- A Bolívia enfrenta uma crise econômica grave e uma onda de protestos, bloqueios de estradas e paralisações em várias regiões do país.
- Os manifestantes pedem aumento salarial e protestam contra a escassez e má qualidade dos combustíveis, agravando os problemas de abastecimento.
A relação entre os presidentes
O pedido de ajuda partiu do presidente Rodrigo Paz, após contato telefônico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana anterior. Apesar das diferenças políticas, a relação entre os dois líderes é considerada boa pela diplomacia brasileira. Rodrigo Paz chegou a visitar Lula após assumir o cargo. O Itamaraty destaca a importância de prestar ajuda humanitária independente das divergências políticas.
Situação na Bolívia
Diante da crise, Rodrigo Paz enfrenta o aumento dos protestos e bloqueios que provocaram falta de alimentos, combustível e medicamentos, afetando mercados, postos de gasolina e hospitais principalmente nas cidades de La Paz e El Alto. O Itamaraty recomenda que brasileiros evitem viagens para algumas regiões do país devido às dificuldades de circulação e segurança provocadas pelas manifestações.

