Nossa rede

Notícias DF

Com vidros desabando, janelas da Torre de TV precisam de intervenção

Publicado

dia

O monumento passa por revitalização desde 2013, mas as três fachadas de vidro do pavimento não estão incluídas no contrato

Pontos turísticos do Eixo Monumental

Documentos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) revelam a precária situação das vidraças e esquadrias do mezanino da Torre de TV, localizada no centro da capital da República. Uma vistoria concluída em 26 de dezembro de 2018 constatou possíveis problemas que estão provocando desabamento dos vidros e apontou a necessidade de intervenção.

O monumento passa por revitalização desde 2013, mas as três fachadas de vidro do pavimento não estão incluídas no contrato.

Em 12 páginas, o arquiteto Carlos Adalberto Estuqui Filho descreve possíveis causas dos desprendimentos dos vitrais. “O desgaste da parte externa dos vidros, do material de fixação interna e de vedação, somados à disposição inclinada dos vidros, provocou o desgaste e o colapso total dos materiais, acarretando o desabamento de algumas peças”, exemplificou.

O técnico também aponta emperramento das guilhotinas devido ao estado de deterioração e enferrujamento das guias e dos trilhos.

A falta de manutenção que afeta monumentos do Distrito Federal também é identificada nas janelas da Torre de TV. “Essa situação no processo de envelhecimento e deterioração das edificações, quando não é interrompido, fatalmente provoca o colapso das estruturas dos elementos construtivos, e, em certos casos, pode provocar até vítimas entre os usuários”, alertou.

Professor da Universidade de Brasília (UnB) aposentado e especialista em patologia de edificações, Dikran Berberian critica a ausência de cuidados com as construções. “Os vidros não deveriam cair. O problema é o mesmo de sempre, da cidade inteira: falta de manutenção”, completou.

Em 2014…
A base da Torre de TV é de concreto. Acima dos pilares há um andar em forma triangular. As três fachadas são constituídas de janelas com esquadrias de ferro e de vidro.

Um dos painéis, de 1,85 m por 2,90 m, da parte norte desprendeu da esquadria onde estava fixado e caiu de uma altura de aproximadamente 10 m. A peça se partiu em vários pedaços no piso da praça. O incidente ocorreu em maio de 2014.

A fiscalização, na época, constatou que os vidros das janelas são de 8 mm transparentes, dos tipos comuns. O que caiu se soltou por conta de uma ventania. “Felizmente, na hora do ocorrido não havia ninguém no local da queda, um lugar de grande movimentação de pedestres”, relatou um memorando da Novacap de 31 de julho de 2018.

Reprodução

Mesmo com o acontecimento há mais de quatro anos, só em 2018 a Novacap solicitou vistoria a fim de subsidiar processo de reforma ou restauração. Até hoje nenhuma intervenção definitiva foi feita para mitigar os riscos.

O engenheiro e então chefe substituto do Serviço de Execução de Obras, da Novacap, José Jorge Sousa Choairy, e o arquiteto e assessor de diretoria Carlos Alberto Meiço assinam o documento que relata a queda e requer laudo técnico. Os vidros comuns, normais durante a construção, na década de 1960, não são adequados para o empreendimento, segundo eles, “com o tamanho das janelas e a localização, sem a menor segurança para os usuários do local, não atendendo as normas atuais do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF)”

Os vidros comuns, normais durante a construção, na década de 1960, não são adequados para o empreendimento, segundo eles, “com o tamanho das janelas e a localização, sem a menor segurança para os usuários do local, não atendendo as normas atuais do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF)”.

Confira registros feitos durante a vistoria da Novacap:

 

Reforma
Laudos feitos em 2014 e 2015 colocam a Torre de TV na lista de obras em péssimo estado de conservação e que necessitam de manutenção urgente. Um dos documentos, com data de 8 de abril de 2015, alertava a Novacap para a necessidade de obras no monumento turístico da capital federal. Seguido dos relatórios, surgiu um boato de que a Torre de TV poderia cair. A secretaria adjunta de Turismo negou o risco.

O Contrato n° 603/2013, assinado entre a Novacap e a Concrepoxi Engenharia, prevê a realização de serviços de revitalização, recuperação e reforço da Torre de TV pelo valor estimado de R$ 12.094.219,17. Em 25 de maio de 2018, foi assinado o décimo termo aditivo ao acordo, estendendo o prazo de vigência para 12 de março de 2019.

O valor atual estimado da obra é de R$ 15 milhões, conforme explica o novo presidente da Novacap, Daclimar Azevedo. O gestor estima que a intervenção será concluída em julho de 2019.

Azevedo informa que, na época do incidente da queda dos vidros, uma solução paliativa foi tomada e atualmente a área de risco está isolada. “Não será liberada até a solução desse problema”, reforçou.

Tombamento
A Torre de TV pode entrar na lista das construções tombadas. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disse ao Metrópoles que há um pedido em análise no órgão desde o fim de 2016. A solicitação está na etapa em que são levantadas informações.

Como o processo não foi concluído, obras da Torre de TV ainda não precisam passar pelo Iphan. “Portanto, como ainda não se trata de bem tombado, não há interferência do Iphan em nenhuma possível reforma na edificação. Caso ela venha a ser, futuramente, tombada, aí sim caberá ao Iphan analisar possíveis intervenções no local”, explicou. Portal G1

Comentário

Notícias DF

Covid-19: Semob quer testar 12 mil motoristas, cobradores e fiscais do DF

Publicado

dia

Por

Pedido ocorre após o MPDFT cobrar da Secretaria de Saúde a realização de exames em usuários e rodoviários do sistema coletivo local.

Onibus-Coronavirus-3

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) solicitou para a Secretaria de Saúde a destinação de 12 mil kits para a testagem de Covid-19. A ideia é aplicar o exame em todos os trabalhadores que atuam no sistema de transporte público do Distrito Federal, incluindo motoristas, cobradores e fiscais. No início de maio, a pasta informou ao Ministério Público de Contas (MPC-DF) que o setor seria o próximo alvo da ação de monitoramento das contaminações pelo novo coronavírus.

O pedido ocorre após o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) ter cobrado do Governo do Distrito Federal (GDF) a realização de exames no transporte coletivo devido à retomada gradual das atividades econômicas pós quarentena. O órgão deu um prazo de 72 horas para a Saúde se manifestar – prazo encerrado na última segunda-feira (02/06).

Com a força-tarefa criada, os promotores têm acompanhado de perto o aumento do número de casos de Covid-19 entre rodoviários com preocupação. De acordo com a publicação do MPDFT, apesar da obrigatoriedade do uso das máscaras e da adoção de medidas de higienização dos veículos coletivos, passageiros e trabalhadores convivem com o alto risco de infecção, dado o caráter essencial da atividade e a necessidade de contato com grande número de pessoas.

“Nosso principal objetivo é proteger a saúde dos trabalhadores e de todos os usuários do sistema. Dessa forma, se faz necessário o planejamento e a adoção de ações para reduzir a contaminação e preservar a saúde”, afirmou o procurador distrital dos Direitos do Cidadão e coordenador da força-tarefa, José Eduardo Sabo.

Acionada pelo Metrópoles, a Secretaria de Transporte ainda não se manifestou sobre a medida. O espaço segue aberto a manifestações.

Já a Secretaria de Saúde informou que “os postos de drive trhu, itinerantes e as unidades básicas de saúde (UBS) estão à disposição de toda a população do DF para realizar os testes rápidos.” De acordo com a pasta, esses locais podem ser procurados também pelos profissionais de transportes públicos, por se tratar de um serviço essencial.

“A SES tem conhecimento da importância da testagem em massa e desde o dia 21/04/2020 está se empenhando para que a população do DF seja testada de maneira responsável, rápida e na maior quantidade possível”, conclui nota encaminhada à reportagem.

Ônibus-cheio-durante-a-pandemia-do-coronavírus

Ônibus cheio durante a pandemia do coronavírus Material cedido ao Metrópoles

 

Ver mais

Notícias DF

Trilhas da Água Mineral também serão reabertas na quarta

Publicado

dia

Por

Parque Nacional de Brasília entrou na lista de parques liberados para reabertura no DF. As piscinas permanecem interditadas

Água Mineral

O Governo do Distrito Federal (GDF) incluiu, em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF), nessa segunda-feira (01/06), a liberação do Parque Nacional de Brasília (Água Mineral) na lista de espaços que poderão reabrir a partir desta quarta-feira (03/06).

No caso do Parque Nacional, as piscinas permanecerão fechadas e só será liberado o acesso às trilhas.

O funcionamento será entre as 6h e 21h, sendo obrigatório o uso de máscaras de proteção facial. Quem estiver sem o acessório pode ser multado ou até mesmo enquadrado no crime de infração de medida sanitária.

Segundo o GDF, os visitantes dos parques poderão usá-los apenas para práticas esportivas. Áreas de atividade coletiva estarão bloqueadas e a orientação é para se evitar aglomerações.

De acordo com o decreto, estão vetados ainda:

  • Qualquer tipo de comércio dentro dos parques, inclusive ambulantes;
  • Equipamentos de musculação e demais áreas de atividades coletivas;
  • Uso de banheiros e bebedouros;
  • Acampamento.

Veja os parques que serão reabertos:

  • Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek;
  • Parque Ecológico do Paranoá;
  • Parque Recreativo do Gama (Prainha);
  • Parque Ecológico do Gama;
  • Parque Ecológico Sucupira (Planaltina);
  • Parque Ecológico do Lago Norte;
  • Parque Ecológico da Asa Sul;
  • Parque Ecológico Olhos D’água;
  • Parque Ecológico Ezequias Heringer (Guará);
  • Monumento Natural Dom Bosco (Lago Sul);
  • Parque Ecológico de Águas Claras;
  • Parque Ecológico do Riacho Fundo;
  • Parque Ecológico do Areal (Arniqueiras);
  • Parque Ecológico Veredinha (Brazlândia);
  • Parque Ecológico do Cortado (Taguatinga);
  • Parque Ecológico 3 Meninas (Samambaia);
  • Parque Ecológico do Tororó;
  • Parque Ecológico das Copaíbas (Lago Sul);
  • Parque Nacional de Brasília (Água Mineral).
Ver mais

Notícias DF

Caesb deixa de cobrar tarifa mínima de água no DF a partir desta segunda

Publicado

dia

Cobrança será com base no consumo medido nos imóveis. Companhia diz que usuários terão redução de 65% na fatura; veja o que muda.

Laboratório da Caesb no DF — Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

A partir desta segunda-feira (1º), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) deixa de cobrar a tarifa mínima de água para quem consome até 10 metros cúbicos por mês. Com a medida, o pagamento será pelo consumo efetivamente medido nos imóveis.

Segundo a Caesb, a partir deste mês, passa a ser arrecadada uma tarifa fixa de R$ 8 para a categoria residencial e R$ 21 para não residencial – como comércios –, além do valor efetivamente gasto com água e esgoto. Veja os valores abaixo:

  • Residencial padrão: R$ 8,00
  • Residencial social (Tarifa Social): R$ 4,00
  • Comercial, industrial e pública: R$ 21,00
  • Paisagismo: R$ 31,50

A Caesb explica que pelas novas regras definidas pela Adasa, 40% da população do DF hoje estão na faixa de consumo de até 7 metros cúbicos por mês e terão redução de até 65% na sua fatura.

Para a companhia, a nova estrutura tarifária prevê que “o cliente que utilizar a água de forma racional e consciente terá uma redução em sua conta”. Ou seja, quem economizar mais, pagará menos.

A nova conta de água e de esgoto terá duas linhas a mais na descrição dos serviços prestados pela companhia. Em uma delas constará a informação “Tarifa Variável de Água” ou de “Esgoto” da categoria em que se enquadrar o imóvel.

Tarifa social

Ainda segundo a Caesb, a companhia vai ampliar o número de beneficiados pela “Tarifa Social”, de 3 mil para aproximadamente 70 mil famílias, com renda per capita de até R$ 178.

A atualização será realizada com base nos cadastros de beneficiados pelo programa Bolsa Família. Para isso, é necessário que o titular da conta esteja com CPF atualizado no CadÚnico pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

A tarifa residencial social corresponde a 50% do valor cobrado da tarifa residencial padrão. Pela nova estrutura, a taxa média para quem consome 1 m³/mês nesta categoria terá uma redução de 82% no valor.

Fim da tarifa mínima

A determinação para derrubar a tarifa mínima partiu de uma lei da Câmara Legislativa promulgada em novembro de 2018. O projeto, de autoria da então deputada Liliane Roriz (Pros), tinha sido vetado pelo governo, mas acabou “ressuscitado” pelos distritais.

A resolução da Adasa, determinando a nova forma de calcular a conta, foi publicada em fevereiro de 2019, prevendo que a norma começasse a valer em janeiro deste ano. No entanto, a própria agência recuou e passou a defender o adiamento do prazo para o segundo semestre de 2020.

O motivo, segundo a Caesb era que a companhia precisava de um período para “adaptar os seus sistemas, principalmente o sistema comercial, para que todas essas mudanças entrassem em operação.”

Ver mais

Notícias DF

CGU apura superfaturamento de R$ 3,6 mi na compra de remédios pelo Iges-DF

Publicado

dia

O relatório investiga problemas na fiscalização do contrato, firmado em 2018, por parte da Secretaria de Saúde do DF, além de má gestão

IHB-DF

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou irregularidades no contrato existente entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) em períodos que envolvem os anos de 2018 e 2019. Entre elas, um possível superfaturamento de preços na compra de remédios que podem ter gerado prejuízos na faixa de R$ 3,6 milhões aos cofres públicos.

O relatório preliminar apurou contratações, compras e movimentações financeiras desde quando a entidade ainda era conhecida como Instituto Hospital de Base (IHB-DF), durante a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), até a mudança para a nova razão social.

Os trabalhos foram realizados no Iges-DF, sediado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), para avaliar a execução e o acompanhamento do Contrato de Gestão n° 001/2018. A fiscalização ocorreu no período de 9 a 27 de setembro de 2019.

Durante a auditoria, o corpo técnico da Corte de Contas verificou má gestão do Iges-DF, falta de fiscalização por parte da Secretaria de Saúde e não cumprimento de metas previstas em contrato. Em análise in loco, referente ao processo de compra de medicamentos, encontrou-se o possível superfaturamento de R$ 3,6 milhões.

“As verificações identificaram aquisições inapropriadas de medicamentos, deficiências no armazenamento e controle de estoque de medicamentos na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e na Farmácia Ambulatorial, com riscos de perdas e extravios, podendo resultar em prejuízos ao erário público e impacto no atendimento à população. Além de compras antieconômicas”, diz o relatório da CGU.

O órgão federal indicou haver fragilidade no contrato dos serviços prestados pela empresa RTD Soluções em Imagem Ltda. para exames de radiologia, com prejuízos que podem chegar a R$ 2,1 milhões. De acordo com a sindicância, houve falhas no controle pela firma, o que, em tese, poderia gerar pagamentos de exames não realizados.

“Tal aspecto implica em fragilidade dos controles internos da unidade quanto ao acompanhamento da produção realizada pela empresa, o que aumenta os riscos quanto à aferição dos quantitativos de exames realizados e consequentemente quanto a pagamentos indevidos realizados à empresa”, continua o documento.

A CGU também encontrou falhas por parte da Secretaria de Saúde na atribuição de fiscalizar o contrato com a organização social. “Nas análises realizadas pela equipe de auditoria, constatou-se atuação deficiente da Comissão de Acompanhamento do Contrato – CAC, bem como das outras áreas da SESDF envolvidas no processo, no acompanhamento e avaliação das metas previstas no CG nª 001/2018”.

Segundo o órgão, “houve consideráveis atrasos na emissão dos Relatórios Analíticos (relatórios emitidos pela CAC contendo análises dos Relatórios Quadrimestrais apresentados pelo Iges-DF, os quais deveriam ser elaborados em até 60 dias após o recebimento do relatório quadrimestral do Iges-DF, sendo que, em alguns casos, foram elaboradas somente versões parciais, estando pendentes as emissões dos relatórios finais”, disse.

Contratação de pessoal

A CGU ainda verificou falta de transparência no processo de seleção de pessoal. Segundo o documento, houve ainda falta de objetividade nos editais e riscos ao princípio de impessoalidade na realização dos processos seletivos.

Além disso, os técnicos apontaram no Hospital de Base superlotação do pronto socorro, com atendimento nos corredores das instalações.

O que diz o Iges-DF

Em nota, o Iges-DF informou que a CGU realizou, no ano de 2019, fiscalização nos contratos celebrados em 2018, pelo antigo Instituto Hospital de Base.

“Por precaução, o Iges-DF determinou a revisão de todos os contratos em busca de sanar quaisquer possíveis irregularidades e manifestou para a CGU que não pretende renovar contratos com indícios de inexatidões. Há também a determinação do início de uma nova seleção de fornecedores, atendendo aos princípios da economia e eficiência”, diz o texto.

 

Ver mais

Notícias DF

DF: escolas privadas demitiram 500 e reduziram salários de 1,2 mil docentes

Publicado

dia

Desde que a pandemia do coronavírus começou, colégios particulares reclamam de cancelamentos de matrículas e de inadimplência

Pandemia.

Há quase 80 dias com as aulas suspensas para conter o avanço do novo coronavírus no DF, as escolas privadas amargam números altos de demissões e afastamentos de docentes. De acordo com dados do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep), nesse período, foram demitidos 500 educadores.

Além disso, 700 contratos foram suspensos e 1,2 mil salários sofreram redução, conforme prevê a Medida Provisória nº 936, do governo federal.

“A situação está mais difícil porque boa parte dos demitidos estava na parcela dos professores em contrato de experiência. Esses não têm direito ao seguro demissão”, pontuou o diretor jurídico do Sinproep, Rodrigo de Paula.

Mesmo assim, a entidade defende que as escolas só abram as portas novamente quando houver segurança para alunos e docentes. “Acreditamos que, devido ao risco de contaminação, essa deve ser a última atividade a retornar”, completou.

Suspensão

Decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) autorizou a reabertura dos shoppings em 27 de maio, mas a suspensão das aulas foi mantida. O que era previsto para 1º de junho, ficou apenas parado, sem data para retorno.

Antes de tomar a decisão sobre a retomada das atividades escolares, o GDF quer avaliar a curva de crescimento de contaminados pela Covid-19. A possibilidade mais aventada é para agosto.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe), no entanto, cobra um dia específico para a reabertura dos centros de ensino. Presidente da entidade, Álvaro Teixeira acredita que é necessário haver uma data, pois, dessa forma, é possível adotar medidas de profilaxia com antecedência.

Para o sindicalista, o cumprimento do calendário letivo é ajustável seguindo a legislação e as orientações recentes do Conselho de Educação do DF e do Conselho Nacional de Educação.

“Desde que se defina um seguro cronograma de retorno, as escolas particulares se empenharão em implementá-lo. Podendo mesmo avançar no ano civil seguinte e compatibilizar com o próximo ano letivo de 2021”, ressalta Teixeira.

O presidente da entidade ressalta que o foco deverá ser mais na aprendizagem do que no número de dias letivos e horas de trabalho escolar.

Reabertura

Os últimos decretos divulgados pelo GDF permitiram a reabertura gradual do comércio e de serviços. Entretanto, nos dois documentos mais recentes, as atividades educacionais presenciais em todas as escolas, universidades e faculdades, das redes de ensino pública e privada na capital, seguem suspensas.

Ainda sem definição oficial, o governo segue orientando no sentido de que as unidades escolares da rede privada poderão adotar antecipação do recesso ou férias escolares, a critério de cada unidade.

O Decreto nº 40.817 autorizou a abertura dos shoppings centers, mas manteve fechados bares, restaurantes, academias e escolas.

Já no sábado (30/05), Ibaneis assinou documento permitindo a realização de cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião no Distrito Federal, além da reabertura de alguns parques. A medida entra em vigor na próxima quarta-feira (03/06).

Ver mais

Notícias DF

Teste rápido de coronavírus: veja onde buscar atendimento no DF até junho

Publicado

dia

Postos itinerantes atendem quem não passou pelos postos ‘drive-thru’. Esta modalidade dispensa agendamento.

Teste rápido de coronavírus; em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/ TV Integração

A testagem itinerante para o novo coronavírus ocorre em pelo menos três regiões do Distrito Federal até o dia 6 de junho (vejo endereços abaixo). A ação, que começou em 20 de maio, tem como objetivo testar quem não passou pelos postos “drive-thru”, da Secretaria de Saúde.

Diferente dos exames feitos com a pessoa ainda dentro do carro, para a modalidade itinerante não é exigido o agendamento de horário no site. Nesses postos, para ser atendido, basta fazer o cadastro na hora com a equipe de saúde.

O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Veja locais abaixo:

  • Riacho Fundo I: 1 a 3 de junho
  • Riacho Fundo II: 4 a 6 de junho
  • São Sebastião: 1 a 3 de junho
  • Paranoá: 1 a 3 de junho

Já, somente até esta sexta-feira (29), a testagem ocorre nas seguintes localidades:

  • Área Rural Capoeira de Bálsamo
  • Vila Roriz
  • Vila Paraíso
  • Estrutural
  • Mestre Darmas
  • São Sebastião
  • Itapoã

A disseminação do coronavírus e da gripe se intensificam nessa época do ano.  — Foto: Getty Images

A disseminação do coronavírus e da gripe se intensificam nessa época do ano. — Foto: Getty Images

De acordo com a Secretaria de Saúde, o resultado do teste é entregue em até 20 minutos. Além disso, a iniciativa prevê a distribuição de máscaras de tecido e kits de higiene e saúde bucal à população.

A pasta informou ainda que, até esta sexta (29), foram realizados 18.058 testes em postos itinerantes. Desse total, 901 apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus.

Para quem apresentar sintomas de infecção também é possível procurar as unidades básicas de saúde (UBS) para atendimento e testagem. “Se houver necessidade, o profissional de saúde direciona o paciente para o atendimento médico especializado”, explica a secretaria.

Teste em drive-thru

Teste 'drive-thru' para coronavírus no DF.  — Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Teste ‘drive-thru’ para coronavírus no DF. — Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Os testes feitos em esquema de drive-thru (veja endereços abaixo) são realizados de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h. Para fazer o exame é preciso agendar no site. Segundo a Secretaria, 116.497 testes já foram realizados, sendo que 2.339 deram positivo para a Covid-19.

O drive-thru é exclusivo para pessoas sintomáticas ou que tenham histórico de contato com algum caso confirmado. Ele também pode ser feito por quem mora com idosos.

A Secretaria de Saúde alerta que a realização do exame não descarta a necessidade de procurar uma unidade básica de saúde, quando houver sintomas da doença.

O exame detecta a presença de anticorpos gerados pelo organismo para enfrentar o vírus. Eles costumam ser detectáveis com maior segurança a partir do sétimo dia da exposição.

Endereços dos pontos de testagem rápida no DF

Para moradores da Asa Norte, Asa Sul, Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro e Noroeste:

  • Estacionamento 13 do Parque da Cidade
  • Terraço Shopping

Para moradores do Lago Sul, São Sebastião, Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral:

  • Estacionamento Estádio JK – Quadra 5 – Área Especial – Paranoá

Para moradores de Brazlândia:

  • Administração de Brazlândia

Para moradores de Ceilândia, Pôr do Sol e Sol Nascente:

  • IESB Unidade Ceilândia

Para moradores do Guará, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Park Sul e Park Way:

  • ParkShopping
  • Administração do Guará – Guará II QE 25

Para moradores de Samambaia, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas:

  • Administração Regional de Samambaia
  • Centro Urbano
  • Samambaia Sul – Anexo da Administração Regional

Para moradores de Ceilândia e Taguatinga:

  • JK Shopping

Para moradores do Gama e Santa Maria:

  • Estádio Bezerrão
Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?