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Cientistas dos EUA anunciam avanço em impressão 3D de partes do coração

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A técnica pode ajudar pacientes que esperam por um transplante cardíaco, mas primeiro terá que ser validada com testes em animais e só depois em humanos

Impressão 3D: Cientistas conseguem criar partes de coração (Agence France-Presse/AFP)

São Paulo — Cientistas americanos criaram com sucesso partes do coração feitas em colágeno usando uma bioimpressora em 3D, um avanço tecnológico graças ao qual, asseguraram, algum dia poderão criar órgãos inteiros.

Sua técnica, publicada na revista Science desta quinta-feira (1), replica as estruturas biológicas complexas do corpo, que aportam a configuração e os sinais bioquímicos necessários para que os órgãos funcionem.

“Podemos mostrar que é factível imprimir em 3D uma válvula do coração em colágeno e que funcione”, explicou à AFP Adam Feinberg, um dos coautores do estudo.

As tentativas anteriores de criar estas estruturas, conhecidas como matrizes extracelulares, falharam porque as impressões tinham resolução baixa ou o tecido não era válido.

O colágeno, que é um biomaterial perfeito para estes projetos, pois é encontrado em todos os tecidos do corpo humano, é fluido, razão pela qual, inicialmente, ao se tentar imprimi-lo se tornava em um material gelatinoso.

Mas os cientistas da Universidade Carnegie Mellon foram capazes de lidar com o problema utilizando mudanças rápidas do pH para que o colágeno solidificasse de forma controlada e rápida.

“Esta é a primeira versão de uma válvula, pelo que tudo o que conseguirmos será melhor e melhor”, disse Feinberg.

A técnica pode ajudar algum dia pacientes que esperam por um transplante cardíaco, mas primeiro terá que ser validada com testes em animais e eventualmente, em seres humanos.

“Acho que a curto prazo, servirá para reparar um órgão já existente”, como um coração com perda de funcionamento por um infarto ou um fígado degradado, explicou Feinberg.

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Duas novas drogas reduzem mortes por ebola na República Democrática do Congo

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VÍRUS EBOLA VISTO DO MICROSCÓPIO (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Uma cura definitiva para o vírus ebola pode estar próxima: duas drogas reduziram a taxa de mortalidade da doença em testes clínicos na República Democrática do Congo. A chance geral de sobreviver com o novo tratamento é de 90%.Os fármacos usados, chamados de REGN-EB3 e mAb114, atacaram o vírus junto a anticorpos, neutralizando o seu poder de infecção em células humanas.

“Daqui pra frente, não diremos mais que o ebola é incurável”, afirmou Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas da República Democrática do Congo. “Esses avanços ajudarão a salvar milhares de vidas.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (da sigla em inglês, NIAID), a escolha por investir nas drogas veio após o descarte de duas outras, ZMapp e Remdesivir, que tiveram resultados menos eficazes.

O diretor do NIAID, Anthony Fauci, anunciou que a taxa de mortalidade em tratamentos com ZMapp foi de 49%, enquanto que com Remdesivir foi de 53%. Houve menos mortes com o REGN-EB3 (29%) e nos testes de mAb114 (34%).

Pacientes que foram submetidos aos testes logo após de ficarem doentes tiveram resultados ainda melhores, sendo que a taxa de morte com o REGN-EB3 foi de apenas 6% e de só 11% com o mAb114.

Pesquisadores estudam o vírus ebola (Foto: Wikimedia Commons)

As drogas que tiveram os melhores resultados devem ser testadas agora em condições mais diversificadas. “Quanto mais aprendermos sobre esses dois tratamentos, e como eles podem complementar a saúde pública, incluindo em rastreio e vacinação, mais próximos estaremos de transformar o ebola de uma doença assustadora para algo tratável”, afirmou  Jeremy Farrar,diretor de um grupo anti-ebola da OMS.

 

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Ciência

Após queda, homem descobre que seu pênis está se transformando em osso

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NORTE-AMERICANO DE 63 ANOS FOI DIAGNOSTICADO COM DOENÇA DE PEYRONIE, QUE CONSISTE NA FORMAÇÃO DE FIBROSES OU NÓDULOS NO ÓRGÃO REPRODUTOR MASCULINO (FOTO: UROLOGY CASE REPORTS)

Um homem de 63 anos descobriu por acaso que seu pênis está se calcificando, segundo um artigo publicado na Urology Case Reports. O fato ocorreu no Centro Médico Lincoln, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Como relataram os médicos responsáveis pelo caso, o homem foi ao hospital por conta de uma dor no joelho que havia começado após uma queda. Por conta disso, os profissionais resolveram realizar um exame de raios-X no paciente — e daí veio a surpresa.

Os autores escreveram que as imagens mostravam uma “calcificação extensa em forma de placa ao longo da distribuição esperada do pênis”. O paciente havia se queixado aos médicos de dor peniana, mas não teve nenhum outro sintoma, o que retardou o diagnóstico da rara doença de Peyronie.

Imagens mostravam uma “calcificação extensa em forma de placa ao longo da distribuição esperada do pênis” (Foto: Urology Case Reports)

O problema consiste na formação de fibroses ou nódulos no órgão reprodutor masculino, causando desvios na curvatura do pênis, o que provoca dor. Em 2017, um caso semelhante ocorreu com um homem de 40 anos que teve mais de 80% da região calcificada. Felizmente, a doença tem tratamento — que deve ser realizado com auxílio profissional.

No caso do norte-americano, os médicos não puderam ajudar, pois o homem foi embora do hospital mesmo contra a orientação médica.

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Ciência

Para cientista, é questão de tempo para um asteroide atingir a Terra

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Contudo, não há qualquer previsão de quando a colisão poderá acontecer

Asteroide: para cientista americana, impacto de um corpo celeste com o nosso planeta é certo (Science Photo Library – ANDRZEJ WOJCICKI/Getty Images)

São Paulo – Enquanto um asteroide maior do que o icônico prédio americano Empire State Building passou “perto” da Terra no sábado (10), outro cosmo celeste estaria vindo em direção ao nosso planeta. Pelo menos essa é a previsão de uma cientista americana.

Em entrevista à NBC, a americana Danica Remy, presidente da B612 Foundation, organização sem fins-lucrativos que trabalha em métodos de proteger o planeta contra essa ameaça, “é 100% certo de que nós seremos atingidos, mas não há certeza de quando isso vai acontecer.”

Para devastar o planeta seria necessário um asteroide de com mais de 12 quilômetros de diâmetro. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, pelo menos 95% dos corpos celestes com mais de 1 quilômetro de diâmetro já foram catalogados.

O que chegou mais perto de repetir o que aconteceu há 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos, foi o 2006 QQ23. Na semana passada, a rocha esteve há pelo menos 4 milhões de quilômetros de distância da Terra.

Mas, de acordo com a cientista, não será um corpo rochoso como os que estrelaram filmes como Armageddon ou Impacto Profundo. O problema, na verdade, são os “mini-asteroides”.

No caso do impacto de um corpo menor, como um medindo aproximadamente 60 metros, uma cidade como Nova York poderia ter a região da ilha de Manhattan completamente destruída. O impacto mataria pelo menos 1,3 milhão de pessoas, de acordo com simulações da Nasa.

“Esse tipo de devastação seria em nível regional, mas traria consequências globais em relação aos sistemas de transporte e rede e também no clima”, afirma Remy. Segundo ela, é preciso estudar a trajetória desses asteroides.

O problema é que isso não é exatamente simples de ser feito. No fim de julho, por exemplo, uma rocha de pouco mais de 135 metros passou há uma distância de 64 mil quilômetros da Terra. Foi o mais próximo que um deles esteve perto do nosso planeta em mais de um século. A descoberta foi feita por astrônomos brasileiros.

Outro caso, esse ainda pior, ocorreu em 2013. Na ocasião, um asteroide de 16 metros entro na atmosfera na cidade de Chelyabinsk, na Rússia. O impacto da rocha com o solo causou danos em pequenas estruturas e deixou mais de mil pessoas feridas.

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