A governadora Celina Leão marcou um passo importante para as mulheres do Distrito Federal na última quarta-feira (1º), ao assinar dois decretos que fortalecem as políticas de cuidado e proteção para as mulheres e suas famílias. Entre as novas iniciativas, destaca-se a criação da Rede de Apoio às Mães Atípicas, que garante amparo permanente a cuidadoras de pessoas com deficiência e doenças raras, além do lançamento do Plano Distrital de Combate à Violência e de Proteção à Mulher, um plano estratégico que direciona ações de segurança pública para os próximos dez anos.
Durante o evento, Celina Leão ressaltou a participação ativa da sociedade na formulação dessas políticas, afirmando que o decreto foi fruto de um esforço coletivo e está aberto para aperfeiçoamentos futuros. Ela destacou a importância de garantir direitos reais para fortalecer a cidadania, enfatizando que nenhuma política pública nasce perfeita, mas todo começo é essencial.
A secretária interina da Mulher, Jackeline Aguiar, apontou que esses decretos evidenciam prioridades escolhidas pela sociedade, reforçando a ideia de que o papel do governo é construir caminhos que promovam a inclusão e o apoio coletivo. Ela destacou que estas políticas amadurecem com o diálogo constante com a comunidade e o atendimento às necessidades reais das pessoas.
Apoio e autonomia para mães especiais
Coordenada pela Secretaria da Mulher, a Rede de Apoio às Mães Atípicas formaliza a assistência contínua a mulheres que cuidam de filhos ou dependentes com necessidades especiais. Essa política pública reconhece que, na maioria das famílias, são as mulheres que assumem essas responsabilidades, o que pode afetar sua saúde, autonomia financeira e qualidade de vida.
A iniciativa é baseada no projeto Mães Mais que Especiais, que atendeu a mais de seis mil famílias em várias regiões, e agora ganha força como política permanente. Seu objetivo é integrar diferentes serviços públicos num único ponto de atendimento especializado, facilitando o acesso das famílias a suporte psicossocial, jurídico e profissional.
Além disso, será criada a Casa da Mãe Atípica, um espaço voltado para oferecer acolhimento, orientação e incentivo ao empreendedorismo, fortalecendo a autonomia dessas mulheres.
Celina Leão destacou que cuidar dessas mães é fundamental para promover saúde e bem-estar, anunciando espaços de acolhimento e atividades de suporte como aulas de ioga, atendimento psicológico e momentos de convivência.
A ativista Nazaré Silva, mãe de uma criança com deficiência e representante de mães especiais no Distrito Federal, expressou emoção ao comentar que a nova rede trará o suporte que muitas mães esperavam, garantindo direitos e inclusão para suas famílias.
Plano para proteger mulheres e prevenir violência
O Plano Distrital de Combate à Violência e de Proteção à Mulher, que cobre o período de 2025 a 2034, define metas claras para proteção da vida, prevenção da violência e fortalecimento da rede de atendimento às mulheres. Com coordenação das secretarias de Segurança Pública e da Mulher, o plano integra esforços de diversos setores do governo, incluindo saúde, educação, assistência social e justiça.
Este é o primeiro instrumento do Distrito Federal com governança contínua que estabelece indicadores de acompanhamento e avaliações periódicas, facilitando a prevenção e a atuação eficaz contra a violência.
A coordenadora do plano, Rozal, explicou que essa estrutura fortalece o alinhamento do DF com diretrizes nacionais para o enfrentamento da violência contra a mulher, garantindo respostas cada vez mais qualificadas para proteger as vítimas.
