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Caseiro é preso suspeito de estuprar menino de 7 anos no DF

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Homem trabalhava para família da vítima há uma semana; crime ocorreu em Brazlândia. Criança precisou ser levada a hospital, que constatou abuso.

Hospital Regional de Brazlândia, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Um homem suspeito de estuprar um menino de sete anos em uma área rural de Brazlândia, no Distrito Federal, foi preso pela Polícia Militar na noite nesta terça-feira (19). A criança foi levada ao Hospital Regional de Brazlândia, onde foi constatado o abuso.

A prisão, em conjunto com a Polícia Civil, foi por volta das 23h, no Núcleo Rural Chapadinha. Segundo o sargento da PM Elio Maciel, o suspeito tem 43 anos e trabalhava para a família da vítima há uma semana. Ele teria apresentado referências falsas para ser contratado.

De acordo com a investigação, o caseiro já tinha passagens pela polícia por roubo a banco e estupro.

“Em poucos dias que estava trabalhando lá, esse homem pegou intimidade com o filho do dono da chácara. Os irmãos que perceberam algo estranho”, disse o sargento à reportagem.”Eles viram o homem com a criança no fundo de um barraco na chácara.”

Crime constatado

Segundo o policial, a família conversou com a criança após a suspeita do abuso e “ela começou a chorar”. Os pais, então, levaram o menino para o hospital de Brazlândia e pediram ajuda aos vizinhos para encontrar o homem.

Após a equipe conjunta identificar o nome e apelido do suspeito, ele foi preso na casa onde morava, na mesma região.

O homem foi preso em flagrante e levado para a 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia). Ele vai responder por estupro de vulnerável. Se confirmada a autoria do crime, a pena pode chegar a 12 anos de prisão.

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Presídios do DF registram 801 casos de coronavírus; são 590 presos e 211 policiais penais

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Dados são referentes a esta quinta-feira (21). Um servidor e um detento morreram por conta da Covid-19.

Conselho Nacional de Justiça em visita da comissão de direitos humanos do GDF na Papuda, em Brasília — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Chegou a 801 o total de casos do novo coronavírus entre detentos e policiais penais do sistema prisional do Distrito Federal. Os dados são da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) e da Secretaria de Saúde e referem-se a esta quinta-feira (21). Os infectados são:

  • 211 policiais penais
  • 590 detentos

O sistema prisional da capital registrou duas mortes pela Covid-19 – um servidor e um preso. O policial é Francisco Pires de Souza, de 45 anos, que faleceu no último domingo (17). Já o detento é Álvaro Henrique do Nascimento Sousa, de 32 anos. Ele morreu na terça-feira (19).

Além dos casos nos presídios administrados pelo governo do DF, a Penitenciária Federal de Brasília registrou também um detento infectado pelo coronavírus. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o preso chegou de Pernambuco na última segunda (18).

Policiais contaminados

A Sesipe afirma que, dos policiais penais contaminados, quatro estão internados: um no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e três na rede privada. “Os demais apresentam sintomas moderados e foram afastados das atividades”, diz a subsecretaria. Ainda de acordo com a pasta, 119 estão recuperados e voltaram ao trabalho.

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

A Sesipe deixou de divulgar os locais onde estão os detentos contaminados. Os policiais penais com coronavírus trabalham nas seguintes unidades:

  • Centro de Detenção Provisória (CDP): 36 policiais penais
  • Centro de Internamento e Reeducação (CIR): 39 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I): 46 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal II (PDF-II): 49 policiais penais
  • Centro de Progressão Penitenciária (CPP): 20 policiais penais
  • Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE): 15 policiais penais
  • Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF): 1 policial
  • Área administrativa da Sesipe: 5 servidores

Medidas de contenção

Militares da Marinha e Exército fazem limpeza do Centro Penitenciário da Papuda — Foto: Comando Conjunto do Planalto

Militares da Marinha e Exército fazem limpeza do Centro Penitenciário da Papuda — Foto: Comando Conjunto do Planalto

Segundo a Sesipe, uma série de medidas têm sido tomadas para evitar a proliferação do coronavírus nos presídios da capital. Entre elas estão:

  • Policiais penais participaram de videoconferência com uma infectologista, sobre estratégias de prevenção, detecção e controle do coronavírus;
  • Detentas da Penitenciária Feminina produziram 20 mil máscaras que serão divididas entre a Secretaria de Saúde e a Sesipe;
  • A Sesipe passou a fazer a limpeza de celas, viaturas e prédios da administração e da parte externa dos presídios; a mesma ação havia sido realizada com apoio do Exército Brasileiro e da Vigilância Ambiental;
  • Duzentas máscaras laváveis foram doadas e serão repassadas às unidades prisionais;
  • A Secretaria de Turismo (Setur) abriu processo para selecionar hotéis para policiais penais ficarem em isolamento;
  • Sistema de drive-thru, no Complexo da Papuda, para testagem rápida de servidores da SSP e da SES que atuam em unidades prisionais;
  • Dois novos blocos dos novos CDPs, com 200 vagas cada, estão sendo utilizados para tratamento e quarentena de presos durante a pandemia, 311 internos já ocupam os blocos.
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Homem que morreu de Covid-19 no DF contraiu doença durante internação em hospital público

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Secretaria de Saúde confirma denúncia de família e diz não ser possível saber ‘quando e nem como se deu contágio’. Vítima tinha 55 anos e ficou 3 meses no Hospital Regional de Ceilândia.

Divino Joaquim do Vale, de 55 anos, vítima da Covid-19, no DF — Foto: Arquivo pessoal.

 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que um paciente de 55 anos, que morreu de Covid-19 nesta quarta-feira (20), foi infectado enquanto estava internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A família de Divino Joaquim do Vale – que fez a denúncia – disse “não ter dúvidas” de que ele foi contaminado dentro da unidade de saúde pública.Divino ficou internado durante três meses. De acordo com a secretaria, “não é possível saber quando e nem como o paciente foi infectado, se foi devido ao contágio por contato com outro paciente ou visitante com a Covid-19”.

Segundo a pasta, ele foi um internado em fevereiro para tratamento de “neuropatia, cardiopatia e hipertensão”.

Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Até o início da tarde desta quarta, o HRC tinha 86 servidores infectados pelo novo coronavírus. Todos foram afastados do trabalho.

No dia 14 de maio, a UTI do hospital precisou passar por uma desinfecção e os pacientes foram realocados. Segundo a secretaria, a Unidade de Terapia Intensiva está funcionando na clínica médica do HRC.

Família não têm dúvidas

A ex-mulher de Divino contou à reportagem que, mesmo internado em Ceilândia, ele fazia hemodiálise no Hospital de Base. “Uma ambulância levava ele até o Base. Mas, na última semana, eu recebi uma ligação informando que ele não estava indo fazer o procedimento”, disse Eunice Maria dos Santos, de 50 anos.

“Ele pegou coronavírus dentro do Hospital de Ceilândia, não temos dúvida disso.”

Divino Joaquim do Vale deixou um casal de filhos. O corpo foi enterrado na tarde de quarta-feira, no cemitério de Taguatinga.

Mortes por Covid-19 no DF até quarta-feira (20 de maio)

  1. 23 de março: mulher de 61 anos
  2. 29 de março: homem de 77 anos
  3. 31 de março: homem de 73 anos
  4. 1º de abril: homem de 82 anos
  5. 2 de abril: homem de 50 anos
  6. 2 de abril: mulher de 77 anos
  7. 3 de abril: mulher de 61 anos
  8. 3 de abril: homem de 67 anos
  9. 3 de abril: mulher de 61 anos
  10. 4 de abril: homem de 84 anos
  11. 5 de abril: homem de 37 anos
  12. 5 de abril: homem de 49 anos
  13. 8 de abril: mulher de 81 anos
  14. 9 de abril: mulher de 76 anos
  15. 12 de abril: homem de 78 anos
  16. 12 de abril: homem de 94 anos
  17. 13 de abril: homem de 54 anos
  18. 14 de abril: mulher de 73 anos
  19. 14 de abril: mulher de 79 anos
  20. 15 de abril: homem de 69 anos
  21. 15 de abril: homem de 87 anos
  22. 15 de abril: mulher de 57 anos
  23. 16 de abril: mulher de 84 anos
  24. 17 de abril: mulher de 60 anos
  25. 18 de abril: mulher de 89 anos
  26. 22 de abril: homem de 101 anos
  27. 22 de abril: homem de 85 anos
  28. 25 de abril: mulher de 63 anos
  29. 26 de abril: mulher de 67 anos
  30. 29 de abril: homem de 63 anos
  31. 30 de abril: mulher 85 anos
  32. 1º de maio: jovem de 22 anos
  33. 2 de maio: homem de 67 anos
  34. 4 de maio: homem de 53 anos
  35. 6 de maio: homem de 68 anos
  36. 8 de maio: mulher de 73 anos
  37. 9 de maio: homem de 75 anos
  38. 9 de maio: homem de 34 anos
  39. 10 de maio: mulher de 67 anos
  40. 10 de maio: mulher de 71 anos
  41. 10 de maio: mulher de 90 anos
  42. 9 de maio: mulher de 92 anos
  43. 10 de maio: homem de 72 anos
  44. 10 de maio: mulher de 89 anos
  45. 11 de maio: homem de 72 anos
  46. 12 de maio: mulher de 80 anos
  47. 12 de maio: homem de 52 anos
  48. 13 de maio: mulher de 92 anos
  49. 13 de maio: homem de 38 anos
  50. 13 de maio: homem de 45 anos
  51. 14 de maio: homem de 84 anos
  52. 14 de maio: mulher de 63 anos
  53. 14 de maio: homem de 70 anos
  54. 14 de maio: homem de 84 anos
  55. 15 de maio: mulher de 84 anos
  56. 16 de maio: mulher de 73 anos
  57. 16 de maio: homem de 82 anos
  58. 17 de maio: homem de 45 anos
  59. 17 de maio: mulher de 85 anos
  60. 17 de maio: mulher de 87 anos
  61. 17 de maio: mulher de 56 anos
  62. 17 de maio: homem de 71 anos
  63. 18 de maio: homem de 58 anos
  64. 18 de maio: mulher de 46 anos
  65. 19 de maio: homem de 76 anos
  66. 19 de maio: homem de 32 anos
  67. 19 de maio: mulher de 86 anos
  68. 19 de maio: homem de 89 anos
  69. 19 de maio: homem de 66 anos
  70. 19 de maio: homem de 77 anos
  71. 19 de maio: mulher de 90 anos
  72. 19 de maio: mulher de 87 anos
  73. 20 de maio: homem de 55 anos
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Operação prende dois suspeitos de ameaçar de morte juízes, promotores e procuradores do DF

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Mandados foram cumpridos em condomínio em área nobre de Brasília. E-mail enviado a magistrados defendia execução de autoridades; G1 tenta contato com advogados.

Pen drive encontrado com suspeitos de ameaçar juízes, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

Uma operação da Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), dois homens suspeitos de ameaçar de morte juízes, promotores e procuradores do Distrito Federal. Os mandados foram cumpridos no residencial Lake Side, condomínio às margens do Lago Paranoá – área nobre de Brasília.

Segundo a investigação, os detidos são Célio Evangelista Ferreira do Nascimento, de 79 anos, e Rodrigo Ferreira, de 40 anos.

A força-tarefa é a pedido do Ministério Público do DF, que solicitou a instauração de inquérito de apuração do crime. Segundo o Tribunal de Justiça, o e-mail foi recebido por “alguns servidores e magistrados” às 13h18 desta quarta (20).

A Corte afirma que “diante do teor da mensagem, de imediato, o Tribunal requisitou providências da Comissão de Segurança Permanente do TJDFT que acionou a Polícia Civil para apurar o ocorrido”.

O texto (veja imagem abaixo), intitulado “Sentença de morte aos traidores da pátria”, foi endereçado às autoridades e, segundo os promotores, “incita a prática de crimes contra agentes públicos”.

Ameça juízes  — Foto: Reprodução

Ameça juízes — Foto: Reprodução

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PCDF investiga comerciante que fraudava seguro e vendia autopeças roubadas

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São cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços do DF e Entorno. Loja funcionava no Setor H Norte, em Taguatinga

PCDF

A Polícia Civil deflagrou a Operação Rédito, na manhã desta quarta-feira (20/05).

O objetivo é o combate à indústria de revenda de autopeças ilegais no Setor H Norte, em Taguatinga.A ação é um desdobramento da Operação Rota da Seda deflagrada no ano passado.

Segundo as investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), o proprietário de um estabelecimento comercial especializado em caminhonetes, localizado na região, usava a loja como fachada para fraudar seguros e adulterar numeração de motores para acobertar a origem ilícita das peças.

Nesta manhã, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços do DF e Entorno, vinculados não só ao proprietário da própria loja mas também em casas de suspeitos que adquiriram e instalaram em suas caminhonetes os motores sem procedência.

Ainda de acordo com a Corpatri, a loja investigada, ao contrário do que determina a Lei do Desmanche (12.977/2014), não tinha autorização para funcionar e, portanto, também estava incursa no crime de exploração ilegal de atividade econômica. A polícia ressaltou que o proprietário valia-se da falta de fiscalização sobre o setor para enriquecer com essa atividade comercial irregular.

Medidas
A investigação ainda está em andamento e, a partir das informações colhidas na operação desta quarta-feira, os agentes pretendem localizar outros envolvidos. Todos os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores e estelionato.

“A Corpatri está determinada em combater essa indústria do comércio de autopeças ilegais no DF. Sabemos que muitos entenderam a mensagem dada com a Operação Rota da Seda e cessaram suas atividades. Aqueles que ainda insistem, não tarda também acabaram na cadeia”, destacou o delegado-chefe da Corpatri, André Leite.

“Não restam dúvidas que essas lojas do H Norte são as grandes fomentadoras de roubos e furtos de veículos no DF. Se fecharmos metade das lojas clandestinas que lá se encontram, no mês seguinte, certamente haverá uma queda diretamente proporcional nesse tipo de criminalidade”, completou o delegado Erick Sallum, que também participa da operação.

A delegada Isabela Albino, responsável pela Operação Rédito, reforça que a corporação busca um trabalho conjunto com o Departamento de Trânsito (Detran). “A repressão penal deve se somar à fiscalização administrativa. A PCDF precisa, por delegação, também possuir o poder de interdição destes estabelecimentos”, disse.

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Coronavírus nos presídios do DF: a cada 4 pessoas testadas 1 foi contaminada

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De 3,1 mil testes realizados, 748 deram positivo, diz Sesipe. Ao todo, 548 detentos e 200 policiais penais foram infectados.

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/CNJ

A Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe-DF) informou, no começo da noite desta segunda-feira (18), que de 3,1 mil presos e policiais penais testados para o novo coronavírus, 748 deram positivo. Isso quer dizer que, a cada quatro pessoas que fizeram o teste, uma estava contaminada.

De acordo com a Secretaria de Saúde, são 548 detentos infectados e 200 policiais penais. Um deles, Francisco Pires de Souza, de 45 anos, morreu no domingo (17).

A Sesipe afirma que quatro policiais penais estão internados: um no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e três na rede privada. “Os demais apresentam sintomas moderados e foram afastados das atividades, diz a subsecretaria. Os 90 recuperados voltaram ao trabalho.

Agentes contaminados

Conselho Nacional de Justiça em visita da comissão de direitos humanos do GDF na Papuda, em Brasília — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Conselho Nacional de Justiça em visita da comissão de direitos humanos do GDF na Papuda, em Brasília — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

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Policiais penais do DF fazem ato em memória de agente morto por Covid-19 e pedem melhorias

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Carreata é organizada pelo sindicato que representa categoria. Entidade critica ‘falta de medidas de prevenção’ e fala em ‘grito de socorro’.

Policias penais no DF em concentração em Brasília para manifestação em memória de agente morto por Covid-19 — Foto: Artur Bernardi/TV Globo.

Policiais penais do Distrito Federal realizam nesta segunda-feira (18) uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do GDF, em memória do agente Francisco Pires de Souza, de 45 anos – morto por Covid-19. Os profissionais também reivindicam “medidas efetivas” de proteção à categoria.

Francisco, conhecido entre os amigos como Chiquinho, estava internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) desde o dia 28 de abril e faleceu neste domingo (17). Esse é o primeiro óbito pela doença registrado no Complexo Penitenciário da Papuda.

A concentração começou por volta das 10h, em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, no Eixo Monumental. Por volta das 11h, os carros saíram em fila até o Buriti, onde permaneciam reunidos até a publicação desta reportagem. Não há impacto no trânsito.

De acordo com o presidente do sindicato que representa a categoria no DF (Sindpen-DF), Paulo Rogério Silva, “o ato é um grito de socorro para que o governo do Distrito Federal ouça a categoria e dê condições dignas de trabalho”.

Policiais penais do DF se concentram no Estádio Mané Garrincha  para carreata e memória de agente morto por Covid-19 — Foto: Artur Bernardi/TV Globo

Policiais penais do DF se concentram no Estádio Mané Garrincha para carreata e memória de agente morto por Covid-19 — Foto: Artur Bernardi/TV Globo.

Infecções no sistema penitenciário

Dados da Secretaria de Saúde apontam que há 539 infectados no sistema penitenciário do DF, sendo 111 funcionários, até a última atualização desta reportagem.

Segundo o Paulo Rogério, do Sindipen-DF, o governo não tem proporcionado as devidas medidas de prevenção aos servidores. Para ele, o distanciamento entre detentos nas celas da Papuda “é falácia” e não há testes de Covid-19 suficientes.

“Nós tivemos ontem a perda dolorosa de um irmão de farda, e não foi franqueado a ele o mínimo de condições. Morreu em um leito do Hran. Esse colega não teve 10 centavos de ajuda para que ele pudesse pagar um plano de saúde”, diz Paulo Rogério Silva, presidente do Sindpen .

Policial penal Francisco Pires de Souza trabalhava na Papuda e foi primeira morte por Covid-19 registrada no sistema penitenciário do DF — Foto: Arquivo pessoal

Policial penal Francisco Pires de Souza trabalhava na Papuda e foi primeira morte por Covid-19 registrada no sistema penitenciário do DF — Foto: Arquivo pessoal

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), afirmou, em nota, que já testou 3 mil pessoas no sistema carcerário do DF e que “tem adotado uma série de medidas para resguardar os policiais penais” (veja íntegra da nota ao fim da reportagem).

Despedida

Francisco foi a 56ª vítima da Covid-19 no DF e o primeiro óbito de infectados pela doença no sistema penitenciário. De acordo com a Secretaria de Saúde, ele não tinha outras doenças.

Salva de tiros de policiais penais em enterro de agente morto por Covid-19 — Foto: TV Globo/Reprodução

Salva de tiros de policiais penais em enterro de agente morto por Covid-19 — Foto: TV Globo/Reprodução

O enterro dele ocorreu sob aplausos e salva de tiros dos policiais penais. Ele foi sepultado no final da tarde de domingo (17), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.

“Um profissional exemplar, amigo e companheiro”, lembrou emocionado um dos colegas de Francisco, o policial penal Neto Freitas.

O que diz a Secretaria de Segurança Pública?

Nas redes sociais, o chefe da Anderson Gustavo Torres, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), divulgou uma nota lamentando a morte do servidor. “Dia triste para a Segurança Pública do DF”, disse.”Neste momento difícil e doloroso, prestamos nossa homenagem a esse guerreiro que tanto contribuiu para a sociedade do DF.”

Em nota, a SSP-DF informou que tem feito “alta testagem” nos presídios. Veja a nota na íntegra:

“Desde que os primeiros casos de contaminação pelo coronavírus foram detectados no Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), por meio da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), tem adotado uma série de medidas para resguardar os policiais penais.

O trabalho de prevenção e de enfrentamento à Covid-19 no sistema prisional é realizado de forma alinhada com a Secretaria de Saúde (SES), a Vara de Execuções Penais (VEP/TJDFT) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A alta testagem realizada nos presídios do DF, desde o início dos primeiros casos da doença no DF, permitiu a adoção imediata de medidas preventivas e de isolamento. Até o momento, já foram aplicados cerca de 3 mil testes em internos e policiais penais no DF.”

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