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Cartunista brasileiro tem desenho sobre política premiado pela ONU

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Raimundo Rucke ganhou 2° lugar no ‘Ranan Lurie Political Cartoon Awards’. Trabalho de morador de Itu fala sobre tragédias e mídia sensacionalista.

Um desenho publicado em um jornal rendeu a um cartunista brasileiro o segundo lugar no Ranan Lurie Political Cartoon Awards, premiação promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Associação de Correspondentes das Nações Unidas (UNCA). Morador de Itu, no interior de São Paulo, Raimundo Rucke teve seu cartum selecionado entre as melhores obras sobre o tema política em todo o mundo. (Confira desenhos exclusivos do artista no vídeo acima)

Cartunista brasileiro conquista 2° lugar em premiação da ONU (Foto: Fernanda Szabadi/ G1)

Rucke gosta de cartuns com temas políticos e de cunho social (Foto: Fernanda Szabadi/ G1)

O trabalho de Rucke foi publicado em setembro no jornal O Dia, do Piauí, e já havia sido premiado em 2014 no Salão Internacional de Piracicaba na categoria “tiras”. O primeiro lugar da premiação da ONU ficou com o cubano Aristides Hernandez Guerreiro e o terceiro com Mike Luckovich, dos Estados Unidos. As três primeiras posições receberam prêmios em dinheiro.

O prêmio da ONU leva o nome do cartunista político americano, Ranan Lurie, que também é presidente do júri. Entre os jurados estão ainda o ex-Secretário-Geral da ONU Kofi Annan e os ganhadores do prêmios Nobel da Paz Mikhail Gorbachev e Oscar Arias Sanchez.

“O cartum mostra um cachorrinho indo buscar o jornal e todos esperam que traga-o para o dono, mas o cão vê algo tão chocante que volta correndo sem ele. É uma crítica ao que tem acontecido no mundo e também à mídia sensacionalista. Fui feliz na ideia”, explica o cartunista.

 

Apesar de ser atemporal, Rucke afirma que tinha alguns acontecimentos específicos em mente quando inscreveu o cartum no prêmio. “Pensei no menino sírio que foi encontrado morto em uma praia da Turquia e também nos atentados ocorridos na França, mas qualquer outra tragédia poderia estar na capa daquele jornal. Esse é um dos objetivos do cartum: ser entendido em qualquer lugar”, revela o cartunista.

O artista conta ainda que ficou sabendo do resultado por um amigo. “Já tinha me inscrito [no prêmio da ONU] outras três vezes, mas dessa vez, enviei meu trabalho e não fiquei atento à data do resultado. No dia 15 [de janeiro], entrei em uma rede social e vi a mensagem de um amigo me parabenizando. Fiquei muito feliz ao ver meu nome ali. A gente sempre vê os conhecidos e nunca acha que uma vez vai ser você.”

Cartunista Raimundo Rucke conquista conquista prêmio da ONU (Foto: Divulgação/ Raimundo Rucke)

Cartum premiado foi publicado em jornal do Piauí (Foto: Divulgação/ Raimundo Rucke) Até o Pasquim 21

Rucke conta que começou a desenhar na infância, período em que gostava de histórias em quadrinhos e super-heróis. Um vizinho desenhista foi sua primeira influência na área. Mais tarde, ele teve contato com as obras de cartunistas como Ziraldo, Henfil e Angeli, quando se tornou um grande fã de cartuns e charges.

Após encontrar dificuldades no mercado de HQs, ele aprimorou os traços e apostou nos cartuns com temas políticos e de cunho social. De 2002 a 2004, fez colaborações para “O Pasquim 21”, fundado por Ziraldo e seu irmão Zélio Alves Pinto.

Atualmente, Rucke colabora semanalmente enviando caricaturas de personalidades para um jornal regional e trabalha também como cinegrafista. As obras são desenhadas à caneta em folhas de papel e depois digitalizadas. Por fim, recebem cor e retoques em um software de edição de imagens.

Cartunista brasileiro conquista 2° lugar em premiação da ONU (Foto: Clausio Tavoloni/ TV TEM)

Cartuns são feitos no papel, digitalizados e finalizados no computador (Foto: Clausio Tavoloni/ TV TEM)

Confira o histórico de prêmios do cartunista:

2016
– 2° lugar em cartuns (tema político) no United Nations/ Ranan Lurie Political Cartoon Awards

2015
– 1° lugar em cartuns (tema trânsito) no Salão de Humor de Rio Grande

2014
– 1° lugar em tiras no Salão Internacional de Piracicaba

2010
– 2º lugar em charge no Salão Nacional e Humor de Ribeirão Preto
– 2º Lugar em caricatura no concurso Noel é 100

2009
– 1º lugar em cartum (tema chuva) no Salão Internacional de Humor da Amazônia
– 1º lugar na categoria vanguarda no Salão Internacional de Humor de Piracicaba
– 1º lugar em cartum (tema crise finaceira) no Salão de Humor de Volta Redonda

2008
– 3º lugar em charge no Salão Internacional de Humor de Paraguaçu Paulista

2006
– 3º em cartum no Salão Carioca de Humor

2005
– 1º lugar em história em quadrinhos no Salão de Humor de Volta Redonda
– 2º lugar em cartum no Salão Carioca de Humor

2004
– 1º lugar em cartum no Salão de Humor de Volta Redonda
– 1º lugar no projeto Sem Aids, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com o jornal O Pasquim21

2003
– 5º lugar no Festival Internacional de Humor de Foz do Iguaçu
– 2º lugar em cartum no Salão Internacional de Humor de Piracicaba

2002
– 1º lugar em cartum na Bienal de Humor de Santo André
– 1º lugar em charge no Salão de Humor de Volta Redonda
– 1º lugar em cartum no Salão de Humor de Cerquilho

2001
– 3º lugar em história em quadrinhos na Bienal Internacional do Humor de San Antonio de los Baños (Cuba)

1994
– 1º lugar em cartum no Salão Interacional de Humor do Piauí

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Homem comete suicídio após matar atual e ex-companheira em São Paulo

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Ao todo, acusado matou quatro pessoas a tiros, entre elas uma criança

foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

Um homem matou quatro pessoas a tiros, entre elas uma criança, em São Vicente, município do litoral sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, dia 5. Na sequência, o atirador cometeu suicídio. Outras duas pessoas teriam ficado feridas.

A Polícia Militar (PM) informou que foi acionada por volta das 5h20 desta quinta-feira para atender uma ocorrência de agressão contra uma mulher.

O atirador teria atacado sua atual companheira, a ex-companheira e uma família nas Ruas A, Gabriel dos Passos e Carijós, nos bairros Jóquei Clube e Humaitá, em São Vicente. O homem que comentou os crimes ainda não foi identificado.

 

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Registros de óbitos aumentam 21% nos últimos dez anos, aponta IBGE

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Os dados são da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2018

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

Mortalidade na infância continua em queda e chega a 2,8%. Em sentido contrário, o percentual de homens jovens, entre 20 e 24 anos, por causas externas, cresce para 46,6%, de acordo com as Estatísticas de Registro Civil 2018, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados apontam que, entre 2008 e 2018, o volume de óbitos ocorridos e registrados no mesmo ano, com informação de sexo e idade, passou de 1.055.672 para 1.279.948, com aumento de cerca de 21%.
Quando analisada a série histórica desde 1978 por idade, há queda significativa na proporção de óbitos de crianças menores de um ano e de menores de cinco anos, passando de 26,9% e 32,6% para 2,4% e 2,8%, respectivamente. Por outro lado, com o envelhecimento populacional, os óbitos de pessoas com 65 anos ou mais passaram de 30,1% em 1978 para 59,8% do total de óbitos registrados em 2018.

De 1988 a 2018, a chamada sobre mortalidade masculina por causas externas (homicídios, suicídios, acidentes, afogamentos, quedas etc), dos 20 aos 24 anos cresce 46,6%. Nesse grupo, aponta o Instituto, os óbitos cresceram 11 vezes, em 2018. “Ou seja, um indivíduo do sexo masculino de 20 anos tinha 11 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma pessoa do sexo feminino. Em 1988, este valor para as jovens era de 7,3 vezes, com acréscimo de 46,6% no período”, informa o levantamento. Contudo, se forem considerados somente os registros de óbitos por causas naturais no grupo de 20 a 24 anos, um homem de 20 anos teria 2,2 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher na mesma idade.

Regiões Norte e Nordeste têm aumento nos óbitos por causas externas entre homens de 15 a 24 anos

Entre 2008 e 2018, ao analisar os registros de óbitos por causas externas em homens de 15 a 24 anos, o IBGE constatou houve aumentos em 16 das 27 Unidades da Federação. Os estados do Norte e Nordeste mostraram os maiores aumentos, com destaque para Sergipe (113,8%), Ceará (113,6%) e Roraima (100,0%). Por outro lado, houve quedas significativas no Paraná (-49,9%), Espírito Santo (-45,4%) e São Paulo (-37,8%).

Sub-registro

A estimativa do sub-registro de nascimentos foi de 2,6% em 2017, indicando que 97,4% dos nascimentos em 2017 foram registrados no mesmo ano ou até o primeiro trimestre de 2018. Em 2016, a estimativa de sub-registro de nascimentos foi de 3,2% e, em 2015, de 4,2%. Já a estimativa do sub-registro de óbitos foi de 4,1% em 2017, indicando que 95,9% dos óbitos de 2017 foram registrados no mesmo ano ou até o primeiro trimestre de 2018. Em 2016, a estimativa de sub-registro de óbitos foi de 4,4% e, em 2015, de 4,9%.

Total de registros

Em 2018, do total de 2,98 milhões de registros de nascimentos em cartórios do Brasil, 2,89 milhões eram de nascimentos ocorridos e registrados no ano e com a Unidade da Federação de residência da mãe conhecida, destaca o IBGE. Em comparação com 2017, houve aumento em torno de 1% nestes registros, porém, as regiões Sul e Sudeste tiveram quedas de 0,1% e 0,4%, respectivamente, enquanto as regiões Nordeste (2,6%), Norte (2,3%) e Centro-Oeste (2,0%) tiveram aumentos.
De 1998 a 2018, o percentual de nascimentos cujas mães tinham menos de 24 anos caiu (de 51,8% para 39,4%). Já nas faixas etárias acima dos 30 anos houve elevação (de 24,1% para 36,6%). Na região Norte, constatou-se o maior índice de registros de nascimentos de crianças cujas mães tinham até 24 anos. Por outro lado, tanto na região Sudeste como na Sul foram observadas as maiores proporções de nascimentos entre mães de 30 a 39 anos.
Em 2019, o IBGE adotou nova metodologia para o cálculo do sub-registro de nascimentos e óbitos, não comparável com a anterior. Em 2017, a estimativa de sub-registro de nascimentos foi de 2,6%, enquanto o sub-registro de óbitos ficou em 4,1%. A pesquisa Estatísticas do Registro Civil investiga registros de nascimentos, casamentos, óbitos e óbitos fetais informados pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, bem como os divórcios declarados pelas Varas de Família, Foros, Varas Cíveis e Tabelionatos de Notas do país.
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Ação da PF mira em quadrilha que tentou traficar mais de 2,6 toneladas de cocaína

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Um empresário do interior de São Paulo seria o suposto chefe do esquema

A Justiça determinou ainda a apreensão de 15 aeronaves
(foto: Reprodução/Twitter Polícia Federal )

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4/12), a Operação Voo Baixo, para desarticular uma quadrilha especializada no tráfico de drogas. A corporação indicou que começou a investigar o grupo em maio de 2018 e, desde então, apreendeu cerca de 2,6 toneladas de cocaína e prendeu outras 11 pessoas.

Um empresário do interior de São Paulo seria o suposto chefe do esquema, que, segundo a PF, articulava a compra e o transporte aéreo da droga de traficantes bolivianos, recebia a cocaína no Mato Grosso do Sul e então levava os entorpecentes para São Paulo em aviões.

Na manhã desta quarta, os agentes cumprem 46 ordens judiciais — 13 mandados de prisão temporária e 33 de busca e apreensão — em quatro Estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Bahia.

A Justiça determinou ainda a apreensão de 15 aeronaves e o sequestro de imóveis, entre eles 3 fazendas. De acordo com a PF, os investigados podem ser indiciados pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, com penas que variam de 5 a 15 anos e multa e 3 a 10 anos e multa, respectivamente.

 

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