Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, continua com uma publicação em seu perfil no X (antigo Twitter) mostrando uma foto de seu pai falando ao telefone com apoiadores que se reuniram na praia de Copacabana no dia 3 de agosto. Essa publicação foi mencionada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente.
Na decisão, Moraes afirmou que “em 3 de agosto, Carlos Nantes Bolsonaro, filho do acusado, publicou na rede social X uma imagem de Jair Messias Bolsonaro com o pedido para que as pessoas seguissem o perfil do ex-presidente, mesmo sabendo das medidas legais contra ele”.
Jair Bolsonaro está proibido de usar as redes sociais, inclusive através de outras pessoas. Moraes entendeu que a divulgação de fotos e vídeos do ex-presidente falando para manifestantes pelos filhos dele foi uma desobediência à proibição, motivo pelo qual solicitou sua prisão domiciliar.
O ministro ressaltou que não será permitido o uso de artifícios para continuar cometendo atos ilegais, como a utilização de entrevistas e discursos já feitos para serem postados posteriormente nas redes sociais de terceiros de forma combinada.
Além de Carlos Bolsonaro, o irmão dele, o senador Flávio Bolsonaro, também fez uma publicação parecida, mostrando o pai discursando, mas depois apagou o vídeo.
Moraes usou a exclusão dessa postagem como parte do motivo para justificar a prisão. Ele disse que a atitude de Flávio Bolsonaro em remover a publicação demonstrou que houve uma clara desobediência às medidas legais impostas.
Essa decisão faz parte do processo para garantir que as restrições determinadas pela Justiça sejam cumpridas integralmente.

