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Cameron defende atuação de britânicos em bombardeios na Síria

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A parlamentares, primeiro-ministro afirmou que Estado Islâmico ameaça interesses da Grã-Bretanha e que o país não pode “terceirizar sua segurança”

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron,que defendou participação do país em ataques aéreos na Síria(Peter Nicholls/Reuters)

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu nesta quinta-feira que a Grã-Bretanha passe a atuar nos bombardeios a redutos do Estado Islâmico (EI) na Síria. Em declaração por escrito enviada ao Comitê das Relações Exteriores do Parlamento britânico, o premiê pediu o apoio dos deputados para ampliar o combate aos jihadistas. Atualmente, o país participa apenas de ataques no Iraque.

“É um erro para a Grã-Bretanha terceirizar sua segurança a outros países e esperar que as tripulações de outras nações assumam as cargas e os riscos de atacar o Estado Islâmico na Síria para deter o terrorismo no Reino Unido”, disse Cameron no documento, em referência aos bombardeios realizados por países como Estados Unidos e França.

 

Também nesta quinta-feira, Cameron fez um discurso no Parlamento, durante o qual afirmou que o EI ameaça os interesses da Grã-Bretanha. Ele reconheceu que os ataques aéreos dos britânicos não são suficientes para derrotar os terroristas, mas podem ajudar a diminuir a capacidade de eles se organizarem em um local onde “se sentem mais seguros”. O premiê deve submeter a ampliação dos bombardeios contra o EI à votação do Parlamento.

França – Nesta segunda-feira, Cameron viajou a Paris e, junto com o presidente francês, François Hollande, prestou uma homenagem às pessoas que morreram na casa de shows Bataclan. Durante a visita, o premiê britânico disse que faria tudo o que está ao seu alcance para ajudar a França “a combater esse maléfico culto à morte”.

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Brexit sem acordo ainda é possível apesar de negociações, diz chefe da UE

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O Reino Unido e a UE estão em um último esforço para chegar a um acordo para manter o comércio fluindo sem tarifas ou cotas a partir do início de 2021

Ursula von der Leyen: “Precisamos estabelecer mecanismos robustos, garantindo que a concorrência seja, e permaneça, livre e justa ao longo do tempo” (Olivier Hoslet/Reuters)

A chefe do Executivo da União Europeia citou nesta quarta-feira “progresso genuíno” nas negociações do Brexit, mas disse que o risco de o Reino Unido deixar a UE sem um novo acordo comercial em 31 de dezembro permanece, um resultado para o qual o bloco está preparado.

O Reino Unido e a UE estão em um último esforço para chegar a um acordo para manter o comércio fluindo sem tarifas ou cotas a partir do início de 2021, após o término da atual transição de Londres em sua saída do bloco de 27 países.

“Os próximos dias serão decisivos”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “A União Europeia está bem preparada para um cenário sem acordo, mas é claro que preferimos chegar a um pacto.”

“Com muito pouco tempo pela frente, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para chegar a um acordo. Estamos prontos para ser criativos. Mas não estamos prontos para colocar em dúvida a integridade do nosso mercado único”, acrescentou.

Os negociadores concordaram com o esboço de um novo tratado de parceria sobre bens e serviços, bem como sobre transporte, disse ela, acrescentando que “progressos genuínos” foram feitos em questões que vão da cooperação judiciária à coordenação de benefícios sociais.

Uma autoridade da UE envolvida nas negociações disse que um acordo é possível, mas provavelmente não antes do fim de semana.

Os três principais obstáculos a um acordo são a divisão das cotas de pesca e o acordo de acesso às águas, maneiras de resolver disputas futuras e a garantia de um jogo econômico justo para as empresas, inclusive no que diz respeito aos auxílios estatais.

“Precisamos estabelecer mecanismos robustos, garantindo que a concorrência seja — e permaneça — livre e justa ao longo do tempo. Nas discussões sobre os auxílios estatais, ainda temos problemas sérios, por exemplo, quando se trata de fiscalização”, disse von der Leyen.

A conservadora alemã disse que a UE precisa ser capaz de retaliar no comércio se o Reino Unido reduzir os padrões trabalhistas ou ambientais, e deseja previsibilidade de longo prazo para sua indústria pesqueira.

 

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Xi Jinping parabeniza Biden pela vitória na eleição dos EUA

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A declaração chinesa ocorre semanas após a confirmação da vitória, contestada sem evidências pelo presidente Donald Trump

China: o país era um dos poucos que ainda não tinha entrado em contato, por meio da presidência, para parabenizar Joe Biden (Lintao Zhang/Getty Images)

O presidente da China, Xi Jinping, enviou uma declaração formal parabenizando o presidente eleito nos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quarta-feira, 25. A declaração chinesa ocorre semanas após a confirmação da vitória, contestada sem evidências pelo presidente Donald Trump e que estava dificultando o trabalho da equipe de transição do democrata.

A reação inicial da China à eleição presidencial dos EUA foi muito cautelosa. Pequim se limitou a enfatizar em 13 de novembro que os resultados deveriam ser confirmados “de acordo com a lei dos Estados Unidos”.

Xi Jinping expressou esperança de que os dois países possam promover o desenvolvimento saudável e estável das relações, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.

Em sua mensagem a Biden, Xi Jinping disse que “o desenvolvimento saudável e estável das relações EUA-China é consistente com os interesses fundamentais de ambos os povos”.

O vice-presidente chinês Wang Qishan parabenizou a companheira de chapa de Biden, Kamala Harris, por ter sido eleita vice-presidente.

A China era um dos poucos países que ainda não tinha entrado em contato, por meio da presidência, para parabenizar Joe Biden. Pelo país asiático, o Ministério das Relações Exteriores já havia se pronunciado, na semana passada, sobre a vitória de Biden e de sua vice.

As relações entre os Estados Unidos e a China estão em um ponto historicamente baixo devido à enérgica agenda diplomática e comercial do presidente Donald Trump, que impôs tarifas, sanções às empresas do gigante asiático e manteve uma retórica inflamada contra a China.

No início da crise do coronavírus na cidade chinesa de Wuhan, Trump acusou Pequim de falta de transparência e de ter recebido o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Da Itália às Malvinas: quando os gols de Maradona reverberaram na política

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Estrela do Napoli e da seleção Argentina, Maradona liderou vitórias que são lembradas mesmo fora de campo. O ídolo morreu hoje aos 60 anos

Maradona em gol contra a Inglaterra na Copa de 1986: considerado o “gol do século” (Juha Tamminen/Reuters)

Ao longo da carreira, Maradona liderou seus times a títulos memoráveis — que incluíram uma Copa do Mundo com a Argentina e os títulos italianos com o Napoli. A morte do craque faz o esporte relembrar suas maiores vitórias, e algumas delas que reverberaram, também, para fora do campo e refletiram o mundo de sua época.

Um dos mais lembrados é o bicampeonato argentino na Copa do Mundo de 1986. Naquela Copa sediada no México, liderada por atuações brilhantes de Maradona, a seleção da Argentina terminou vencendo a Alemanha Ocidental na final.

Mas um dos jogos mais marcantes aconteceu nas quartas-de-final, quando a Argentina bateu a Inglaterra por 2×1, partida que viria a ter dois dos gols mais famosos da história das Copas.

O jogo aconteceu quatro anos depois da Guerra das Malvinas entre Argentina e Reino Unido (chamada de Falklands War entre os britânicos). O conflito foi rápido, entre abril e junho de 1982, e terminou com vitória acachapante do Reino Unido — morreram 649 soldados argentinos e três civis, mais que o dobro de britânicos.

“Em um país marcado por tantas divisões políticas e polarizações, as Malvinas são uma das poucas causas verdadeiramente nacionais. A noção de que os ingleses usurpam um território argentino, que o país tem seus direitos soberanos violados por uma potência estrangeira, é profundamente arraigada na sociedade até hoje, e certamente o era com muito mais força na década de 1970/80”, explica o internacionalista e especialista em Argentina e América Latina Matheus de Oliveira Pereira, do programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas, da Unesp.

“O que é curioso é que mesmo havendo um amplo reconhecimento de que a decisão de ir à guerra foi um equívoco [por parte do governo militar argentino], uma missão suicida, a derrota militar não esmoreceu o apelo popular da causa — daí a magnitude política do famoso 2×1 contra os ingleses na Copa do México”, diz o pesquisador.

É nesse contexto que Inglaterra e Argentina se enfrentaram nos gramados em 1986. Primeiro, o 1×0 veio com o gol conhecido como “A mão de Deus”, em que Maradona empurra a bola para as redes com a mão. Em entrevista anos mais tarde, o craque diz “eu estava esperando que meus colegas fossem me abraçar, e ninguém veio… Eu disse ‘venham me abraçar, ou o árbitro vai anular o gol’”, brincou.

Depois, veio o antológico gol em que o argentino sai driblando todo o time inglês. O feito, já no segundo tempo, praticamente confirma a vitória da Argentina e leva à euforia o Estádio Azteca, repleto de argentinos no México. Anos depois, esse gol seria escolhido como “o gol do século” e o mais bonito da história das Copas em votação da FIFA pela internet.

Uma das narrações mais famosas do tento, de Victor Hugo Morales, pergunta aos gritos: “De que planeta você veio? Para deixar pelo caminho tantos ingleses…”. O britânico Gary Lineker ainda marcou o gol de honra inglês aos 81 minutos, mas não havia mais tempo para uma virada.

“Quando Maradona faz aquele gol contra a Inglaterra, na verdade sintetiza toda a revanche que a Argentina esperava dar para a Inglaterra desde as Malvinas. E ele não tinha o menor pudor em esconder isso ou em dissimular esse tipo de conquista”, diz a professora Katia Rubio, da Faculdade de Educação da USP e que estuda a relação entre esporte, história e política.

“Para além de atleta, Maradona foi como poucos um grande porta-voz da Argentina. E não só da Argentina do futebol, da Argentina como um todo, do ponto de vista cultural. Não é à toa que o povo argentino tem pelo Maradona tamanho respeito e admiração.”

Katia Rubio, pesquisadora e professora sobre esporte na USP

O arquipélago das Malvinas, que fica na área oceânica argentina, estava desde o século 19 sob comando britânico, mas era reivindicado pelos argentinos como parte de seu território. No Reino Unido, a vitória na Guerra das Malvinas fortaleceu o governo conservador da premiê Margaret Thatcher, que venceria novamente as eleições no ano seguinte.

O confronto, aliás, recebeu outra dose extra de atenção neste mês de novembro, quando a Netflix divulgou a quarta temporada da série The Crown, que retrata justamente o período do confronto (no Google Trends, as buscas por “Guerra das Malvinas” mais que triplicaram na semana passada).

Na carreira de Maradona, outro feito lembrado para além dos gramados é o título italiano com o Napoli, time do sul da Itália. Um ano depois da vitória com a Argentina na Copa, Maradona levaria o Napoli a conquistar o Campeonato Italiano de 1987.

Há duas peculiaridades sobre o time do Napoli na época: o clube não era, nem de longe, visto como o favorito na Itália, e não estava entre as maiores forças da Europa. Mas, ainda assim, conseguiu bater nomes como a poderosa Juventus, então do craque Michael Platini.

Dentre os jogos que entraram para a história estão as vitórias lideradas por Maradona contra a Juventus. Naquele 1987, a Juventus termina o campeonato atrás do Napoli, em segundo, seguida pela Inter, em terceiro. Uma temporada antes, em 1985, Maradona seria ainda responsável por encerrar um jejum de sete anos sem vitória do Napoli sobre a Juve, com um gol de falta que ficou conhecido como “gol impossível”.

Fora de campo, a vitória do Napoli contra a Juventus teve ainda outro simbolismo político. Historicamente, há uma rivalidade na Itália entre o Norte “rico” e o Sul, visto como mais pobre e de economia mais agrícola e menos industrial. Como reflexo desse contexto econômico, os times do Norte, como Juventus, Milan e Inter de Milão, também dominam o futebol local e costumam ter maiores orçamentos. O abismo entre as duas regiões permanece até hoje na economia italiana.

Maradona, por sua vez, havia chegado ao Napoli anos antes, em 1984, tendo sido inclusive cortejado pela própria Juventus. Após o feito de 1987, o argentino venceria novamente o título italiano com o Napoli na temporada 1989/90, quando jogou ao lado dos brasileiros Alemão e Careca. Naquela conquista, outra vitória lembrada até hoje é contra o Milan por 2×0, na casa do adversário, e cujos pontos seriam decisivos na conquista do título rodadas depois. Com o Napoli, Maradona também foi campeão duas vezes da Supertaça da Itália, uma vez da Taça da Itália e uma vez da Liga Europa, e é tido como um dos maiores ídolos da história do clube.

As vitórias “do Sul sobre o Norte” contribuíram para o apelido de “Dios” de Maradona também no futebol italiano.

Não são raros os momentos em que o esporte ultrapassa as competições e reflete o contexto geopolítico de suas épocas, para o bem ou para o mal. Na história do esporte, há uma dezena desses episódios: do uso propagandista das Olimpíadas por Hitler na Alemanha nazista aos boicotes mútuos entre União Soviética e Estados Unidos durante a Guerra Fria.

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Homem mais rico da Rússia quer exportar medicamento contra covid-19

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O fármaco passa por testes de fase 3 em pacientes de covid-19 na Rússia e em breve expandirá os ensaios para a Eslováquia

O medicamento polioxidônio, desenvolvido pela NPO Petrovax Pharm, é usado para infecções respiratórias por vírus (Andriy Onufriyenko/Getty Images)

Uma farmacêutica que pertence ao homem mais rico da Rússia, Vladimir Potanin, espera que seu medicamento para a covid-19, desenvolvido no país, possa ajudar a empresa a entrar em lucrativos mercados de exportação.

O medicamento polioxidônio, desenvolvido pela NPO Petrovax Pharm, é usado para infecções respiratórias por vírus e como reforço de vacinas. O fármaco passa por testes de fase 3 em pacientes de covid-19 na Rússia e em breve expandirá os ensaios para a Eslováquia, disse o presidente da empresa, Mikhail Tsyferov, em entrevista.

Os resultados preliminares do ensaio são esperados para fevereiro e serão publicados em revistas revisadas por pares, de acordo com Tsyferov. “Esta é a nossa passagem para os mercados de exportação”, afirmou.

A Rússia, com o quinto maior número de casos de covid-19 do mundo, enfrenta uma segunda onda da pandemia que ameaça sobrecarregar o sistema hospitalar. Na terça-feira, foram registrados 24.326 novos casos, perto do nível recorde divulgado na segunda-feira, 23.

Até o momento, não há medicamentos para tratar a covid-19, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Na semana passada, o órgão desaconselhou o uso do antiviral remdesivir, da Gilead Sciences, um dos medicamentos administrados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando foi diagnosticado com a doença em outubro.

A abordagem para testar o polioxidônio — registrado para uso desde 1996 para várias doenças na Rússia, em algumas ex-repúblicas da União Soviética e mais tarde na Eslováquia — difere da pressa do Kremlin em autorizar vacinas experimentais contra a covid-19 antes de serem totalmente examinadas.

Imunidade

Em agosto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que o país permitiria o uso generalizado de uma vacina para a covid-19 antes que os testes estabelecessem sua segurança e eficácia. Uma segunda vacina em teste foi aprovada em outubro e uma terceira é esperada antes do final do ano.

O polioxidônio é um medicamento imunotrópico que ajuda a estimular o sistema imunológico. Pacientes com covid-19 podem ficar doentes porque seus sistemas imunológicos não reagem o suficiente para protegê-los do vírus, sugerindo que tal tratamento pode ajudar, de acordo com pesquisa de cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, publicada em agosto.

Testes clínicos com o medicamento para tratar a covid-19 começaram em abril e demonstraram que o fármaco não provoca uma resposta imunológica excessiva, disse Tsyferov. Segundo ele, 330 pacientes participam do teste russo e a Petrovax espera incluir 25 pessoas em um ensaio na Eslováquia aprovado por autoridades de saúde neste mês. A pesquisa é realizada segundo os protocolos da OMS, de acordo com a Petrovax.

A Petrovax também realiza vários testes paralelos, inclusive para testar se o medicamento funciona como prevenção para médicos que tratam o coronavírus. Um estudo recente incluiu 81 pessoas com casos moderados a graves de covid-19, sendo 80% com suporte de oxigênio, e não houve mortes, de acordo com Tsyferov.

Vacina da CanSino

Se o ensaio principal provar sua eficácia, a Petrovax planeja registrar o uso de polioxidônio para casos de covid-19 além da Rússia e Eslováquia. A Petrovax está em contato com pesquisadores em Oxford e Munique, enquanto seus especialistas sugeriram o pedido de registro na Alemanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos, disse Tsyferov. O trabalho de preparação dos pedidos já foi iniciado.

A empresa tem capacidade para produzir até 15 milhões de doses por ano e atualmente vende 2,5 milhões por ano.

A Petrovax, que tem um acordo para produzir localmente a vacina contra a covid-19 da CanSino Biologics, planeja investir 1 bilhão de rublos (13 milhões de dólares) para expandir a produção de vacinas.

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Chilenos se preparam para segunda onda de saques antecipados de pensões

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O Senado vai votar um projeto de lei que concede novo acesso aos fundos de pensão em meio à pandemia de coronavírus

(Bloomberg/Bloomberg)

Os chilenos se preparam para uma segunda rodada de saques antecipados de pensões, depois de usarem US$ 17 bilhões em reservas da aposentadoria para comprar bens de consumo e pagar dívidas, quando uma medida semelhante foi aprovada no início do ano.

O Senado vai votar um projeto de lei que concede novo acesso aos fundos de pensão em meio à pandemia de coronavírus já na quinta-feira, embora outro projeto apoiado pelo governo possa ser revisado no final do dia. Se uma das propostas virar lei, como é esperado, os saques totais podem drenar cerca de US$ 30 bilhões dos US$ 200 bilhões mantidos nos fundos.

Embora as mudanças tenham sido planejadas para aliviar o impacto econômico da pandemia e das paralisações, também fazem parte de uma batalha mais ampla pelo futuro da previdência privada no Chile. O sistema atual, introduzido durante a ditadura de Augusto Pinochet, tem sido alvo de protestos por causa dos baixos valores pagos aos aposentados.

Críticos veem o sistema como uma causa da desigualdade em um país com grau de investimento, que seria capaz de gastar mais com a população, enquanto investidores dizem que os fundos são a base para o crescente mercado de capitais do país.

“Há um amplo setor da população que não quer o sistema de pensões atual”, disse Cristóbal Huneeus, sócio da consultoria em ciência de dados Unholster, que foi assessor dos ministérios do Trabalho e da Fazenda durante o governo da ex-presidente Michelle Bachelet.

Ainda na América Latina, o Peru aprovou uma lei neste mês permitindo uma segunda rodada de saques de pensões, enquanto o México também avalia mudanças nos fundos de aposentadoria. De acordo com as regras existentes, os mexicanos podem sacar parte de suas reservas de aposentadoria se ficarem desempregados.

No Chile, há um consenso de que o setor de varejo seria o principal beneficiário dos novos saques. A unidade de gestão de ativos do BTG Pactual tem recomendação overweight em varejistas e bancos chilenos com a aposta de um estímulo “gigantesco” dos fundos de pensão.

As pensões serão um tema polêmico quando o país reescrever a Constituição e realizar eleições presidenciais em 2021, já que a taxa de desemprego permanece alta.

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Argentina chora, inconsolada, a perda de seu ‘Deus Maradona’

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Em um país onde futebol é religião, a notícia tem impacto total no ânimo dos argentinos, já duramente atingidos pela pandemia do coronavírus

(Agustin Marcarian/Reuters)

A descrença e o mal-estar tomaram conta da Argentina nesta quarta-feira (25) com a morte de Diego Maradona, considerado por muitos um “deus”, que dessa vez ele não conseguiu driblar a morte que tantas vezes o cercou.

“Não acredito, é uma coisa inacreditável, a gente acha que (ídolos como Maradona) podem passar por todos os obstáculos, mas vimos que não, eles acabam sendo todos mortais. Estou digerindo, me sinto em um pesadelo. Sinto que é um piada. Quero acreditar que é uma piada”, desabafou Francisco Salaverry, 28 anos, à AFP em Buenos Aires.

Muitos restaurantes, bares e lojas ostentam uma imagem de “el Diego”, como era conhecido familiarmente. Alguns painéis municipais, que costumam alertar sobre acidentes de trânsito, dizem “Obrigado, Diego”. A bandeira argentina foi pendurada em várias varandas.

A notícia tem impacto total no ânimo dos argentinos, já duramente atingidos pela pandemia do coronavírus e pela crise, em um país onde futebol é religião. “Tremenda notícia, outra dor para esse 2020 de merda”, disse Isabel Puente, 70.

“Hoje é um dia ruim, um dia muito triste para todos os argentinos”, resumiu o presidente Alberto Fernández em entrevista ao canal TyC Sports, depois de decretar luto de três dias e suspender todas as suas atividades na quinta e na sexta-feira.

A Igreja Maradoniana, formada por seguidores do “deus” Maradona, convocou um comício em sua homenagem às 18h00 no Obelisco, tradicional ponto de encontro das festas do futebol em Buenos Aires.

“Não posso falar agora. Vou ao Obelisco hoje”, disse Guillermo Rodríguez, fã que no dia 30 de outubro, para comemorar os 60 anos de Maradona, fez a décima tatuagem de seu ídolo, o “d10S”, uma combinação de letras e números que soa como a palavra deus. Rodríguez, aos 42 anos, chora. Ele não poderá realizar seu maior sonho de abraçar o camisa 10.

Gabriel Oturi, 68 anos, diz estar “totalmente chocado, dolorido”. “Vou ser franco, acho que ele era um grande cara que não teve boas relações ao seu redor, que se aproveitavam muito dele”.

Em cada uma de suas quedas e recaídas, consequências do uso de drogas ou do excesso de álcool, muitos apontavam para o “entorno” de Maradona. Nesse ambiente, sempre respondiam que ninguém conseguia lidar com ele. Em sua última hospitalização após uma operação na cabeça no início de novembro, ele teve que ser sedado para evitar que fosse embora do hospital.

A DOR DO PAÍS

“A dor do país. Fim de uma era”, resumiu Julia, 57 anos, em uma rua de Buenos Aires.

O estilo provocador e rebelde do ex-capitão da seleção argentina no México-1986, e também comandante da Alviceleste na África do Sul-2010, agregou admiradores e torcedores, mas também inimigos, contra os quais soube usou sua língua afiada.

“Tchau, Diego! Obrigado, Diego!”, escreveram as Mães da Praça de Maio-Linha Fundadora no Instagram com a foto de um encontro entre Maradona e a líder do movimento, Taty Almeida.

Nos arredores de La Bombonera, o mítico estádio do Boca Juniors do qual Maradona foi jogador e torcedor, alguns torcedores choram e se abraçam.

Desde que o camisa 10, que ergueu a taça na Copa do México em 1986, e deslumbrou o mundo com o pé esquerdo, ele não parou de despertar paixões no seu país. Não foi apenas uma conquista esportiva, o segundo título mundial do Alviceleste, mas também se tornou um símbolo do desafio ao poder estabelecido.

Ninguém na Argentina esquece seus dois gols contra a Inglaterra nas quartas de final (2-1) daquela Copa do Mundo no México: o primeiro, a famosa “mão de Deus”, como ele mesmo batizou seu gol, marcado com a mão, e o segundo após uma corrida prodigiosa com a bola presa ao pé que costuma ser descrita como o melhor gol da história da Copa do Mundo.

“Poucas vezes na minha vida senti a dor que hoje me invade, poucas vezes senti tantas alegrias como naquele 29 de junho de 1986 quando tocamos o céu com as mãos, o mesmo céu que hoje escurece e nos enche de lágrimas”, escreveu. Mauricio Passadore, um fã de Maradona, lembrando aquela partida histórica.

Ele era “um deus errante, sujo e pecador. O mais humano dos deuses”, escreveu um anônimo cujo texto se tornou viral nas redes sociais.

 

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

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