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Butantan e indústria farmacêutica vão colaborar em vacina contra a dengue

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Farmacêutica e instituição trocarão informações sobre processos produtivos e ensaios clínicos de suas vacinas experimentais

(Flickr.com/theactionitems/Flickr)

O Instituto Butantan assinou, nesta quarta-feira (12/12), um acordo de colaboração tecnológica e em pesquisa clínica com a Merck Sharp & Dohme (MSD) para o desenvolvimento de vacinas contra a dengue. A instituição de pesquisa paulista e a farmacêutica – que desenvolvem vacina com base em uma mesma formulação elaborada pelos National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos – trocarão informações sobre processos produtivos e ensaios clínicos de suas vacinas experimentais, que estão em diferentes estágios de desenvolvimento.

A vacina desenvolvida pelo Butantan, com apoio da FAPESP, está na última fase de testes em humanos, com a participação de 17 mil voluntários. Já a vacina da MSD está na primeira fase de ensaios clínicos, em que é avaliada em um pequeno grupo de pessoas.

Por isso, na primeira etapa do acordo o Instituto Butantan receberá um pagamento antecipado de US$ 26 milhões da MSD e poderá receber mais US$ 75 milhões à medida que a farmacêutica americana atingir marcos no desenvolvimento e comercialização de sua vacina experimental.

“Esse é um fato inédito na vida das instituições de pesquisa brasileiras e representa a vitória de uma maneira de pensar a interação entre os setores públicos e privados que certamente trará muitos benefícios no futuro”, disse Marco Antonio Zago, secretário de saúde do Estado de São Paulo e presidente da FAPESP, na cerimônia de assinatura do acordo.

“É uma satisfação ver que um projeto que foi iniciado a partir de estudos financiados pela FAPESP ao longo de quase 20 anos esteja agora se transformando em um produto que dentro de alguns anos poderá entrar no mercado mundial”, disse.

Por meio do acordo, o Butantan disponibilizará para a MSD o acesso às informações sobre os ensaios clínicos em curso até que ambos os parceiros cheguem a um nivelamento. Desse ponto em diante, a colaboração se dará livremente, ainda que cada um dos parceiros venha produzir sua própria vacina.

O acordo também prevê o licenciamento exclusivo de patentes relacionadas à vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan para a MSD, ainda que a empresa não venha a utilizá-las parcial ou integralmente. Se durante o desenvolvimento de sua própria vacina a MSD obtiver patentes sobre sua tecnologia, o Butantan terá acesso gratuito a elas. A MSD não poderá comercializar no Brasil a vacina que vier a desenvolver e pagará ao Butantan royalties sobre as vendas dela no exterior.

“O acordo mostra que o Butantan atingiu um nível de excelência internacional no desenvolvimento de vacinas de interesse global. Com novos aportes financeiros, poderemos investir ainda mais em produção de vacinas e em pesquisa”, disse Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan.

As vacinas em desenvolvimento pelo Butantan e pela MSD são baseadas em cepas dos quatro sorotipos do vírus da dengue modificadas por pesquisadores de centros de pesquisa do NIH. Essas cepas virais atenuadas diferem dos vírus o suficiente para não provocar a doença e são capazes de desencadear não somente a proteção por meio de anticorpos como também estimular células específicas do sistema imunológico que guardam a memória da infecção pela dengue.

Uma formulação inicial líquida e congelada dessas cepas – ainda não uma vacina apta a chegar ao mercado – foi testada experimentalmente pelo NIH em animais e humanos e apresentou bons resultados.

Em 2009, o Butantan licenciou o uso dessas cepas virais atenuadas para desenvolver uma vacina para ser distribuída apenas no Brasil. E em 2014, a MSD licenciou o uso dessas cepas para desenvolver uma vacina para ser comercializada nos Estados Unidos, Canadá, China, Japão e União Europeia, entre outros países, à exceção do Brasil.

“O acordo permitirá ao Butantan também acelerar os estudos clínicos de sua vacina contra dengue e introduzir parte de seu know how na vacina que a MSD comercializará no exterior, recebendo royalties sobre as vendas”, disse Fábio de Carvalho Groff, gestor do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto Butantan, à Agência FAPESP.

“É uma relação de ganha-ganha em que, com base no know how e nos dados dos ensaios clínicos da vacina contra dengue do Butantan, a MSD poderá acelerar seu programa de desenvolvimento e o instituto será compensado financeiramente por isso”, disse Groff.

Patente e eficácia

Ao longo dos últimos anos, o Butantan desenvolveu uma vacina com os quatro vírus da dengue e liofilizada (em pó), que é diluída antes de ser administrada e pode ser conservada em refrigeradores. Em setembro de 2015, o instituto depositou no Escritório Norte-Americano de Patentes e Marcas (USPTO) o pedido de patente sobre o processo que desenvolveu a partir das cepas do NIH e a obteve em junho deste ano.

Como os vírus que usaram para o desenvolvimento da vacina eram os mesmos usados por colegas do NIH nos Estados Unidos, os pesquisadores do Butantan foram autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a começar o estudo clínico pela fase 2, em que é preciso demonstrar que a vacina é segura e capaz de desencadear uma resposta imunológica.

“Tivemos um avanço mais rápido no desenvolvimento da vacina justamente pelo fato de termos começado pela fase 2”, disse Alexander Precioso, diretor da divisão de ensaios clínicos e farmacovigilância do Instituto Butantan.

Concluída a fase 2, a instituição entrou imediatamente com um pedido de aprovação de estudo de fase 3 na Anvisa em 2013 – autorizado em 2015 –, em que é preciso demonstrar que a vacina é tetravalente, ou seja, é capaz de conferir proteção à infecção por qualquer um dos quatro diferentes tipos do vírus da dengue.

Comprovada a eficácia, a instituição poderá pedir o registro da vacina na Anvisa para que possa ser disponibilizada gratuitamente no programa nacional de vacinação.

“Até o momento, todos os dados coletados tanto na fase 2 como na 3 têm confirmado a segurança da vacina, que tem causado pouquíssimas reações adversas, semelhantes às de outras vacinas”, disse Precioso. “Os resultados preliminares também têm mostrado que, com apenas uma dose, a vacina é capaz de estimular o sistema imunológico dos vacinados de forma que seja possível protegê-los contra os quatro tipos da dengue.”

Os pesquisadores, contudo, têm enfrentado contratempos na realização dessa terceira e última fase do estudo clínico da vacina, que começou em 2016 e está sendo feito em 14 centros de pesquisa clínica, distribuídos em cinco regiões do país.

Nos últimos anos, o número de casos de dengue caiu no Brasil e a circulação de vírus está muito baixa – o que tem atrasado a finalização dos ensaios clínicos. E ainda estão sendo recrutados participantes de 2 a 6 anos para participar do estudo – a faixa etária mais difícil de ser recrutada.

“A dificuldade de recrutamento nessa faixa etária se deve ao fato de que é preciso a autorização dos pais para participação dessas crianças como voluntárias, e sempre há uma preocupação deles em autorizar”, disse Precioso.

“Mas já temos um grande número de crianças nessa faixa etária vacinada e acreditamos que em alguns meses devemos conseguir obter um número mínimo de voluntários”, estimou.

Dos 17 mil voluntários previstos para participar do estudo, divididos em três faixas etárias – de 2 a 6 anos, de 7 a 17 anos e de 18 a 59 anos –, 15,5 mil já foram recrutados.

Uma vez que esses grupos deverão ser acompanhados por cinco anos para comprovar a eficácia da vacina quando infectados pelos vírus da dengue, a estimativa para conclusão do desenvolvimento da vacina pode variar de seis a 15 anos.

“O tempo clássico para o desenvolvimento de uma vacina é habitualmente de seis a 15 anos, sendo muito mais próximo dos 15 anos. Entre 12 e 15 anos é o período considerado mais recorrente para o desenvolvimento de novas vacinas”, disse Precioso.

Além das vacinas contra a dengue que estão sendo desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela MSD há candidatas como a Dengvaxia da Sanofi e a da indústria farmacêutica Takeda, entre outras.

Algumas diferenças da vacina desenvolvida pelo Butantan e as dessas candidatas são que a sua eficácia é obtida com uma dose única – enquanto as outras dependem de duas ou até três doses –, é tetravalente e poderá ser administrada em uma ampla faixa etária, enquanto há candidatas que só abrangem faixas etárias específicas.

“O trabalho que os pesquisadores do Butantan têm feito até aqui [de desenvolvimento da vacina contra dengue] é incrível, de excelência científica”, disse Mike Nally, presidente global de vacinas da MSD. Fonte: Portal Exame

 

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Saúde

Brasil só tem “alguns dias” para decidir sobre compra de vacina da Pfizer

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O governo resiste diante do preço, da oferta de poucas doses, e da necessidade de armazenar a menos 70ºC

(crédito: JOEL SAGET / AFP)

O Ministério da Saúde tem só “alguns dias” para decidir sobre a compra da vacina da covid da americana Pfizer. O prazo é dado pela Pfizer, que relata 95% de eficácia do produto em testes. O governo resiste diante do preço, da oferta de poucas doses, e da necessidade de armazenar a menos 70ºC.
Grande parte dos especialistas diz que poderia ser a alternativa, ao menos em grandes cidades, com bons refrigeradores. Após acordo com Estados Unidos e União Europeia, a Pfizer já negociou 54,3 milhões de doses com Peru, México e Chile.
A Pfizer, que atua em parceria com a alemã BioNTech, diz que o prazo da proposta ao governo está protegido por acordo de confidencialidade. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que é de sete dias e termina semana que vem. A Pfizer diz, em nota, aguardar “posicionamento oficial do ministério em resposta à proposta” da companhia, “que expira em alguns dias”. A empresa já fechou venda para mais de 30 nações.
Os países da América Latina com quem a Pfizer já fechou negócio preveem iniciar a vacinação este mês ou no início de 2021, conforme o aval dos órgãos regulatórios locais. O Reino Unido vacina a partir da próxima semana – cada pessoa deve tomar duas doses.
O número de doses disponíveis para o Brasil também está sob sigilo. A empresa diz que seria “capaz de imunizar milhões de brasileiros já no 1º semestre” de 2021. Para este ano, ela produzirá 50 milhões de doses; em 2021, será 1,3 bilhão. As doses são reservadas a “países que fecharam acordos antecipados”.
No Brasil, a Pfizer iniciou o processo de registro semana passada. São previstos até 60 dias para análise, mas o prazo pode diminuir por causa de novas regras da Anvisa, que aceita pedidos para uso emergencial.

Oxford

O governo Jair Bolsonaro aposta na vacina da Universidade de Oxford. A Fiocruz trabalha para incorporar a tecnologia e produzir as próprias doses desse imunizante. Mas os pesquisadores responsáveis pelo estudo de Oxford já reconheceram erros nos testes iniciais e a necessidade de ampliar ensaios clínicos para medir a eficácia, o que deve atrasar o registro.
Além disso, a pasta espera receber doses para 10% da população brasileira por meio da Covax Facility, consórcio internacional liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O secretário nacional de Vigilância Sanitária, Arnaldo Medeiros, disse na quinta-feira que há interesse em comprar diferentes vacinas, mas vinculou qualquer aquisição ao registro na Anvisa.
Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a postura reticente se agravou após Bolsonaro bloquear a compra da Coronavac, desenvolvida em parceria entre São Paulo e grupo chinês Sinovac. O ministro Eduardo Pazuello já disse a auxiliares que, para evitar novo “fato político’, só volta a tratar disso após registro da Anvisa.
Além disso, Pazuello manifestou publicamente que propostas de outras fabricantes de vacinas não agradaram. No Congresso esta semana, chamou de “pífios” os números de doses oferecidas por alguns laboratórios, sem citar nomes. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, ele disse a auxiliares, em tom irônico, que algumas propostas não serviriam para “vacinar Brasília”, com 3 milhões de habitantes.
O ministério também tem sinalizado que as temperaturas de armazenamento de vacinas da Pfizer e da Moderna, -70°C e -20°C, respectivamente, são barreiras. Medeiros disse que o ministério tem investido para modernizar os cerca de 40 mil postos de vacinação do SUS.
A Pfizer diz ter plano para transporte e armazenamento das doses ao SUS – uma embalagem para 5 mil doses, com temperatura controlada, que usa gelo seco. A vacina duraria 15 dias.

Outros países

Mesmo governos que já haviam fechado acordo com outras farmacêuticas têm tentado ampliar o cardápio de imunizantes. Um exemplo é o México, 2º país mais populoso da América Latina, com 126 milhões de habitantes. O governo comprou 34,4 milhões de doses da Pfizer, ainda em análise pelo órgão regulador. Apesar de barreiras logísticas, o país fala em iniciar a vacinação este ano e ter 17 milhões de imunizados até o 2º bimestre. O País também tem acordo com a AstraZeneca.
Já o Chile adquiriu 10 milhões de doses da Pfizer, 14,4 milhões da AstraZeneca e mais 60 milhões da Sinovac ao longo de três anos. Todas estão sendo testadas no país andino.
O Peru diz ter 9,9 milhões de doses da Pfizer e outras 13,2 milhões via Covax. Ainda negocia com várias empresas como Moderna, Sinovac, AstraZeneca e Johnson & Johnson. A ideia é iniciar a imunização antes de abril.
A Colômbia projeta vacinar mais de 20% da população no 1º semestre de 2021, negocia com a Pfizer e tem tentado reforçar sua rede de armazenamento.
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Saúde

Anvisa finaliza inspeção da fábrica da CoronaVac na China

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As avaliações fazem parte do processo para obter o registro da vacina. Análise de dados deve ser concluída entre o fim de dezembro e a primeira semana de janeiro de 2021

Técnicos da Anvisa realizam inspeção na Sinovac, na China – (crédito: Anvisa/Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), finalizou, nesta sexta-feira (4/12), a inspeção presencial na fábrica chinesa Sinovac, responsável pela produção da vacina CoronaVac, junto ao Instituto Butantan. As visitas fazem parte do protocolo para emissão do registro do imunizante no Brasil, o que permitirá sua distribuição e comercialização.

Foram avaliados as estruturas físicas das áreas de produção, o armazenamento e laboratórios de controle de qualidade, as questões de transporte e conservação, além de toda a documentação do Sistema de Garantia de Qualidade da empresa.

Avaliação preliminar

Nos próximos dias, os técnicos devem enviar uma avaliação preliminar aos desenvolvedores, solicitando eventuais informações que ficaram pendentes. O objetivo final desta etapa é dar o aval regulatório de Boas Práticas de Fabricação.

“É importante esclarecer que a conclusão do processo ocorrerá com a emissão do Relatório de Inspeção pela equipe de inspetores designados pela Anvisa, após a apresentação de informações adicionais decorrentes da inspeção a serem enviadas pelo Instituto Butantan”, informou a agência.

Todo esse processo, que começou com a visita, em 30 de novembro, deve ser finalizado entre a última semana de dezembro de 2020 e a primeira semana de janeiro de 2021.

Insumos

A farmacêutica Wuxi Biologics Co, que produz o insumo para a vacina de Oxford com a AstraZeneca, também entra na lista e passa a ser inspecionada entre 7 e 11 de dezembro. As duas iniciativas são as mais avançadas em tratativas com o Brasil e cujos acordos preveem transferência de tecnologia para a produção dos imunizantes em território nacional.

A Anvisa é a primeira a iniciar o processo de certificação nesses locais. Do grupo internacional ao qual o Brasil faz parte, o Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme (PIC/s), não houve nenhuma outra agência reguladora que finalizou a inspeção nos estabelecimentos específicos e, por isso, o corpo técnico brasileiro foi enviado e a análise poderá embasar o registro dos imunizantes para outras nações parceiras.

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Covid-19: MPDFT debate plano de vacinação começando por trabalhadores da saúde

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Plano prevê vacinação prioritária para trabalhadores da saúde e de serviços essenciais, pessoas acima de 75 e população indígena. Detalhes foram apresentado em reunião com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A força-tarefa contra a covid-19 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) começou a debater o Plano de Operacionalização da Vacinação na capital. Em reunião por videoconferência realizada na última quinta-feira (3/12), o grupo traçou ações estratégicas para a futura vacinação da população, com quatro etapas, se iniciando pelos trabalhadores da saúde e de serviços essenciais.

O encontro virtual contou com a presença do secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, e da coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Adriana Lucena. Os participantes debateram para definir os planejamentos de combate à possível segunda onda do novo coronavírus e estruturar como será realizada a vacinação, quando um produto for aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A campanha de vacinação deverá contribuir para redução da mortalidade e do contágio pela covid-19. De acordo com o plano, foram definidas quatro fases para aplicação da vacina, começando por trabalhadores da saúde e de serviços essenciais, pessoas com mais de 80 anos, pessoas de 75 a 80 anos e população indígena. Nas fases seguintes, serão imunizadas as pessoas de 60 a 74 anos, pessoas com comorbidades e professores, profissionais da área de segurança e do sistema penitenciário”, definiu o MPDFT, em nota.

A coordenadora do Ministério da Saúde afirmou que o órgão prepara ainda uma ampla comunicação para informar a população sobre cada etapa estratégica da vacinação, com diversos canais contendo detalhes explicativos, como um site de campanha, aplicativo e até um painel, o “Vacinômetro”.

Fiscalização

Na reunião, os procuradores do MPDFT definiram também a requisição ao Governo do Distrito Federal de um plano estratégico de fiscalização. O objetivo do grupo é praticar na capital um reforço do planejamento dos órgãos de vigilância para que a população contribua com as medidas sanitárias, evitando necessidades de novos fechamentos.

Representantes da força-tarefa acordaram em realizar vistorias em locais de grande movimento nos próximos dias para uma avaliação do comportamento dos frequentadores quanto às normas de combate à covid-19.

 

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Saúde

USP busca voluntários para testar vacina contra HIV

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Até o momento, as pessoas que receberam a vacina conseguiram produzir satisfatoriamente anticorpos e imunidade contra a infecção

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) está buscando  voluntários no Brasil para testar uma vacina contra o HIV. O estudo, chamado Mosaico, iniciado há cinco anos, está sendo desenvolvido em cooperação por instituições de diversos países. 

Até o momento, as pessoas que receberam a vacina conseguiram produzir satisfatoriamente anticorpos e imunidade contra a infecção. A pesquisa já foi aprovada pela fase pré-clínica, animal, e fases 1 e 2 em humanos.

No Brasil, os voluntários devem ser homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais entre 18 e 60 anos. Os interessados podem entrar em contato com o Programa de Educação Comunitária da USP pelo Instagram ou pelo e-mail agendamento.estudos@gmail.com.

A tecnologia empregada na vacina em desenvolvimento é a de vetor, em que são injetadas informações genéticas de proteínas do HIV dentro de um outro vírus, inofensivo a seres humanos.

Quando o indivíduo é vacinado, o vírus inserido no organismo se multiplica, fazendo com que o corpo receba as proteínas que foram injetadas em seu material genético. Assim, o vacinado produz resposta imune contra proteínas do vírus inofensivo e também contra as do HIV.

 

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Saúde aplica testes de covid-19 em moradores de Ceilândia sorteados

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Ação se iniciou nesta quarta-feira (2/12) como forma de prevenção à segunda onda da pandemia no DF e será realizada em 230 pessoas sorteadas de 34 Regiões Administrativas

Secretário de Saúde Osnei Okumoto faz visita em casa de moradores – (crédito: Alan Rios).

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal deu início, nesta quarta-feira (2/12), ao inquérito epidemiológico da covid-19, que aplica testes em moradores da capital sorteados pela pasta. A ação começou em Ceilândia e passará por todas as regiões até 20 de dezembro.

“O sorteio foi realizado de acordo com endereços que têm IPTU. Foi uma orientação da Secretaria de Economia, que falou que era mais fidedigno a gente pegar os IPTUs das residências e fazer o sorteio, tudo em um sistema bem estabelecido metodologicamente. Será testada uma pessoa por residência, de mais de 18 anos de idade. Caso a pessoa da família não aceite fazer, vamos procurar outra pessoa da família ou a casa vizinha”, esclareceu o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

Ao todo, serão sorteadas 230 pessoas de cada uma das 34 Regiões Administrativas do DF para participar dos testes. O objetivo do inquérito é rastrear quem carrega o novo coronavírus, para promover isolamento imediato, e quem já tem anticorpos para a doença.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio-DF) realizou a doação de 10 mil testes sorológicos para a investigação epidemiológica. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF é a unidade da Federação com o maior percentual de testes realizados, com 23,9% da população testada.

Porém, os moradores da capital de baixa de renda não tiveram o mesmo acesso aos exames de detecção. Enquanto 38,6% da população que recebe quatro ou mais salários mínimos foi testada, apenas 14,2% dos que recebem menos de meio salário mínimo realizou algum tipo de teste covid-19.

Taxa de transmissão

O anúncio do inquérito epidemiológico surgiu após a Secretaria de Saúde perceber um aumento preocupante da taxa de transmissão da covid-19. A taxa mostra, em média, para quantas pessoas um contaminado geralmente transmite a doença.

Especialistas apontam que uma taxa maior que 1 significa uma crescente do vírus. Atualmente, o DF tem transmissão de 1,3. Ou seja, cada 100 infectados passam o vírus para mais 130 pessoas. O Correio levantou que a última vez que a capital teve uma taxa de 1,3 foi em 8 de junho, durante o pico da pandemia.

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Saúde

Dia Mundial de Luta contra a Aids: Rodoviária de Brasília recebe exposição ‘Indetectável’

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Mostra fica no hall da estação Central do Metrô, até sexta-feira (4). São fotos, relatos e histórias de 13 pessoas que estão com vírus HIV indetectável no organismo.

Dia Mundial de Luta contra a Aids; símbolo da campanha de conscientização — Foto: Divulgação

A Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília recebe, nesta terça-feira (1º), a partir das 8h, a exposição “Indetectável – o efeito de estar indetectável em cada uma dessas vidas é detectável: basta olhar nos olhos delas para ver”. A ação ocorre no Dia Mundial de Luta contra Aids, celebrado com o objetivo de conscientizar sobre as medidas preventivas e o tratamento da doença.

A mostra ficará no hall da estação Central do Metrô, até a próxima sexta-feira (4). A ação abre a campanha Dezembro Vermelho no DF. Quem passar pelo local verá fotos, relatos e histórias de 13 pessoas que estão com vírus HIV indetectável no organismo.

De acordo com o Governo do DF, são registros sensíveis, partilhados voluntariamente, que contam sobre o tratamento da doença e a luta contra o estigma, medos e angústias, as conquistas e motivações.

O Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA) também vai distribuir autotestes de HIV, preservativos e dar orientações sobre prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para evitar aglomeração, os testes distribuídos, não vão ser realizados no local.

A ação é uma parceria da Secretaria de Saúde com a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) e o Ministério da Saúde.

O que é estar indetectável?

Segundo a Secretaria de Saúde, estar indetectável significa estar com a doença controlada, sem sinal de adoecimento e sem transmissão do vírus através do sexo. Isso é possível, graças ao uso regular de medicamentos antirretrovirais, o que permite a recuperação do sistema imunológico.

Outras ações

Núcleo de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto realiza testes de sangue para detectar HIV, sífilis, hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Núcleo de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto realiza testes de sangue para detectar HIV, sífilis, hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde.

Durante o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, trabalhadores e frequentadores da Feira Permanente do Riacho Fundo I vão receber orientações sobre prevenção, assistência e proteção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Uma equipe de Saúde da Família da UBS 1 será responsável pelos trabalhos, das 10h às 14h.

“Os casos positivos detectados durante as ações receberão direcionamento para tratamento específico em um Serviço de Atendimento Especializado em HIV/Aids”, disse a Secretaria de Saúde.

Conforme o governo, nos Serviços de Atendimento Especializados (SAEs) são feitos outros exames complementares para averiguar a situação de saúde e o estágio da infecção. A partir disso, a rede pública estabelece o tratamento adequado com os antirretrovirais e outros medicamentos indicados, quando necessário (veja endereços dos SAEs abaixo).

Aids e HIV

 

Com 130 nanômetros, o HIV é cerca de 60 vezes menor que um glóbulo vermelho. Os avanços na microscopia crioeletrônica (à esquerda) e na modelagem molecular (à direita) tornaram possível ver o vírus em detalhes sem precedentes. Usando essas técnicas, a equipe visualizou cada um dos 240 minúsculos 'blocos' de proteína que se encaixam para formar a casca externa em forma de cone. — Foto: Owen Pornillos, Barbie Ganser-Pornillos

Com 130 nanômetros, o HIV é cerca de 60 vezes menor que um glóbulo vermelho. Os avanços na microscopia crioeletrônica (à esquerda) e na modelagem molecular (à direita) tornaram possível ver o vírus em detalhes sem precedentes. Usando essas técnicas, a equipe visualizou cada um dos 240 minúsculos ‘blocos’ de proteína que se encaixam para formar a casca externa em forma de cone. — Foto: Owen Pornillos, Barbie Ganser-Pornillos

A Aids é a manifestação sintomática do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) e, portanto, só aparece quando ele não é controlado. O que ocorre é uma queda no sistema imunológico, que fica vulnerável a doenças oportunistas, como pneumonia e tuberculose.

Até os anos 1990, casos de infecção pelo vírus eram descobertos somente quando as pessoas já haviam atingido o estágio da Aids. Naquela época, o Brasil ainda estava em fase de descoberta do vírus e desenvolvia as primeiras formas de tratamento. Ataulmente, com a detecção precoce do HIV, o número de casos de Aids tende a ser cada vez menor.

Outro ponto importante é que a principal forma de transmissão do HIV é o sexo sem preservativo. Qualquer relação sexual desprotegida, seja homossexual ou heterossexual, está suscetível à contaminação pelo vírus.

Outra forma de infecção é o contato com o sangue infectado. A gestante com HIV também pode transmitir a doença para o filho durante a gravidez, no parto ou na amamentação com o leite materno infectado (transmissão vertical).

Como prevenir

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

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