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Brazlândia, Plano Piloto e Guará ganham testagem rápida para Covid-19, no DF

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Postos de Águas Claras, Planaltina e Lago Norte deixam de funcionar. É necessário agendar teste pela internet; veja como fazer.

Teste ‘drive-thru’ para coronavírus no DF. — Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

A partir desta segunda-feira (18), Brazlândia, Plano Piloto e Guará ganham pontos de testagem rápida para a Covid-19. O atendimento vai funcionar em esquema de drive-thru

Já os postos de Águas Claras, Planaltina e Lago Norte deixam de funcionar. Para realizar o exame, o morador do DF precisa agendar pela internet. O resultado é enviado para o e-mail cadastrado no site, após a pessoa autorizar o encaminhamento.

Uma novidade, segundo a Secretaria de Saúde, é que os moradores do Park Way também poderão agendar o teste. A pasta explica ainda que as alterações nos locais dos postos de testagem são feitas a partir da avaliação do cenário epidemiológico de infecção.

“Os testes são seguros, gratuitos e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, diz a secretaria.

Teste drive-thru

O teste no drive-thru é realizado de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h. É exclusivo para pessoas sintomáticas ou que tenham histórico de contato com algum caso confirmado. Ele também pode ser feito por quem mora com idosos.

A Secretaria de Saúde alerta que a realização do exame não descarta a necessidade de procurar uma unidade básica de saúde, quando houver sintomas da doença.

O exame detecta a presença de anticorpos gerados pelo organismo para enfrentar o vírus. Eles costumam ser detectáveis com maior segurança a partir do sétimo dia da exposição.

Endereços dos pontos de testagem rápida no DF

Para moradores da Asa Norte, Asa Sul, Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro e Noroeste:

  • Estacionamento 13 do Parque da Cidade
  • Terraço Shopping

Para moradores do Lago Sul, São Sebastião, Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral:

  • Estacionamento Estádio JK – Quadra 5 – Área Especial – Paranoá

Para moradores de Brazlândia:

  • Administração de Brazlândia

Para moradores de Ceilândia, Pôr do Sol e Sol Nascente:

  • IESB Unidade Ceilândia

Para moradores do Guará, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Park Sul e Park Way:

  • Parkshopping
  • Administração do Guará – Guará II QE 25

Para moradores de Samambaia, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas:

  • Administração Regional de Samambaia – Centro Urbano – Samambaia Sul – Anexo da Administração Regional

Para moradores de Ceilândia e Taguatinga:

  • JK Shopping

Para moradores do Gama e Santa Maria:

  • Estádio Bezerrão
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Pandemia: 79% dos pais do DF querem manter filhos em casa mesmo com volta às aulas, diz pesquisa

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Levantamento foi feito pelo Sindicato de Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF. Dados também apontam que 70% dos pais não querem retomada das atividades antes de julho.

Sala de aula de uma escola do Distrito Federal — Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Em meio à pandemia do novo coronavírus, 79% dos pais ou responsáveis por alunos desejam manter os filhos em casa, mesmo após a retomada das atividades presenciais nas escolas da capital. É o que aponta um estudo feito pelo Sindicato de Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe).

A pesquisa foi realizada por meio de formulários pela internet, entre 11 e 18 de maio. Segundo a entidade, 33.855 pessoas enviaram respostas, sendo 30.369 responsáveis por estudantes de instituições privadas e 3.486, de escolas públicas.

Os dados mostram que 70% dos participantes não desejam a volta às aulas antes de julho. A maioria também quer um retorno gradual das atividades e demonstra satisfação com as atividades remotas realizadas pelas escolas (veja detalhes abaixo).

O presidente do Sinepe Álvaro Domingues, disse que a pesquisa tem o objetivo de ajudar na construção de um plano para a retomada das atividades.

“O objetivo é subsidiar a decisão das autoridades, principalmente para que nós nos planejemos de forma segura. O que não podemos ficar é à mercê de egos, que ficam ‘pingue-pongueando’ decisões pra lá e pra cá”.

Álvaro Domingues, presidente do Sinepe-DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Álvaro Domingues, presidente do Sinepe-DF — Foto: TV Globo/Reprodução.

Data da retomada

A maioria das pessoas que respondeu à pesquisa, cerca de um terço, é responsável por estudantes em escolas do Plano Piloto. Em seguida, aparecem representantes de alunos em unidades de Taguatinga, Águas Claras, Ceilândia, Guará e Samambaia.

No questionário, o Sinepe perguntou aos participantes sobre qual data escolheriam para a retomada das aulas presenciais. Foram oferecidas quatro opções, com os seguintes resultados:

  • 25 de maio: 5,9%
  • 1º de junho: 17,9%
  • 15 de junho: 6,1%
  • 1º de julho: 13,1%
  • 15 de julho: 57%

Segundo o presidente do Sinepe-DF, as datas fornecidas foram baseadas nas possibilidades discutidas com a Secretaria de Educação do DF à época da realização da pesquisa.

“A opção dos pais pela data mais remota para o retorno às aulas presenciais (15/07) demonstra alto grau de insegurança quanto à questão face à realidade atual da Covid-19.”

Outros resultados

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos responsáveis deseja que o retorno às atividades comece pelos estudantes do ensino médio, seguidos pelos que estão nos últimos anos do ensino fundamental.

Em uma terceira fase, segundo o levantamento, viriam alunos dos anos iniciais do ensino fundamental e do ensino infantil.

Sugestões de ordem para retorno das aulas presenciais no DF — Foto: Sinepe-DF/Reprodução

Sugestões de ordem para retorno das aulas presenciais no DF — Foto: Sinepe-DF/Reprodução

Os dados mostram que a maioria dos pais (65,1%) não mandaria os filhos para a escola se as atividades fossem retomadas em junho, mesmo que a escola tomasse medidas de prevenção contra a Covid-19.

Já 73,8% são favoráveis ao retorno gradual das aulas, com parte dos estudantes na escola e parte com atividades em casa.

Segundo a pesquisa, 82,3% dos responsáveis estão pagando as mensalidades escolares normalmente. Quanto à satisfação com as atividades remotas realizadas pelas instituições, os dados apontam que:

  • Muito satisfeito: 15,2%
  • Satisfeito: 56,5%
  • Insatisfeito: 22,1%
  • Escola não manda atividades: 6,2%

    Retomada das aulas

    A Secretaria de Educação do DF (SEDF) não definiu uma data para a retomada das aulas presenciais. No dia 7 de maio, o governador Ibaneis Rocha descartou o retorno em maio e disse que uma volta em agosto, o “agrada”.

    Segundo Álvaro Domingues, presidente do Sinepe-DF, as informações obtidas por meio da pesquisa mostram “que o retorno pode ser opcional, por escola e estudante. Lento e seguro, dentro de um protocolo aprovado pelas autoridades”.

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em pronunciamento — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em pronunciamento — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

“Para nós é mais confortável trabalhar com o retorno mais próximo, mas não nos preocupa retornar agora ou em agosto, é perfeitamente possível cumprir aquilo que a legislação estabelece.”

Mesmo sem definição, a Secretaria de Educação já tem um protocolo para a volta às atividades. Entre as medidas previstas estão:

  • Retorno gradual dos alunos
  • Horários diferentes para entrada e saída dos alunos
  • Horários diferenciados para o lanche
  • Aferição da temperatura dos estudantes ao entrar na escola
  • Desinfecção dos calçados e mochilas
  • Distanciamento entre os estudantes dentro da sala de aula
  • “Ensino híbrido”: metade do período presencial e outra metade online

 

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Celina Leão: ‘Esporte é lazer, mas principalmente saúde’

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Deputada federal assume a Secretaria de Esporte e Lazer com a missão de expandir as atividades e cuidar da saúde da população em tempos de pandemia da Covid-19

Deputada Celina Leão — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal tem uma nova titular: a deputada federal Celina Leão. A parlamentar assume a vaga de Leandro Cruz em meio à pandemia de Covid-19. Ciente dos desafios, ampliados pela presença do vírus que impede, entre outras ações, a prática segura de exercícios, a nova secretária do GDF avisa: a saúde é uma aliada do esporte.

De forma segura e com aval de técnicos da área de Saúde, ela apresenta, como um dos principais objetivos, a democratização das atividades. “Precisamos que a política do esporte e lazer chegue a todas as cidades”, diz. “Acho que isso deve ocorrer no DF como um todo, levando essa política na ponta”.

Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista.

 

Foto: Renato Alves / Agência Brasília.

A senhora está chegando agora à gestão do governador Ibaneis Rocha. Qual a sua principal missão, neste momento, ao assumir a Secretaria de Esporte?

Acredito que este é o momento para colocarmos a saúde em primeiro lugar. Eu, diferentemente da visão de algumas pessoas, acho que o esporte não é lazer somente. É também lazer, mas principalmente saúde. Então, como uma política pública de saúde, a gente tem que levar – até nesse momento de pandemia – a vida saudável para as pessoas. Essa é a discussão que eu quero trazer para dentro do governo. O que a gente pode fazer para melhorar a qualidade de vida das pessoas na pandemia? Como é que vai ser o retorno das atividades no setor? Como é que a gente vai conseguir retomá-las? Quero discutir esse assunto juntamente aos técnicos da Saúde. Eu acho que Esporte sempre foi uma pasta muito importante. Neste momento, talvez pela própria vocação de Brasília, uma cidade que tem muitos atletas, deva ser uma pasta prioritária. Quero ajudar o governador Ibaneis Rocha a construir a cidade que as pessoas realmente esperam do DF.

“Mais do que nunca, precisamos tentar equilibrar a questão da saúde e da prevenção contra a contaminação pela Covid-19. Temos que cuidar da atividade física, do bem-estar e principalmente da saúde”

A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017) aponta que o DF é a capital em que mais se praticam atividades físicas, com 49,6% da população ativa. A intenção é manter esse índice, de forma segura, investindo na cidade e nas pessoas?

Exatamente. Acho, inclusive, que a gente precisa entrar numa análise e discussão [sobre liberação] dos parques. Desde que sejam isoladas as áreas que têm muito contato – por exemplo, quadras de futevôlei, de vôlei –, mas deixando os locais para caminhada abertos. Até porque as pessoas têm caminhado nas ruas. Alguns países, como a Inglaterra, estão desenvolvendo pesquisas sobre isso e entenderam que a atividade física é uma condição para que o país também se que equilibre e saia da pandemia. Então, nós, mais do que nunca, precisamos tentar equilibrar a questão da saúde e da prevenção contra a contaminação pela Covid-19. Temos que cuidar da atividade física, do bem-estar e principalmente da saúde.

“Acredito que as atividades devem ser liberadas gradualmente, de acordo com cada pesquisa e sentindo o que aquela atividade pode causar de impacto na nossa rede de saúde”

O DF tem uma questão forte de esporte para os jovens – os centros olímpicos. Embora as atividades estejam suspensas, esses centros atendem, juntos, 40 mil alunos. Fortalecer esses espaços é uma das metas quando a pandemia passar?

Precisamos sentar com os especialistas da área de saúde para entender qual o grau de risco de cada atividade. A gente sabe que a caminhada ao ar livre não traz prejuízo. Então, o que iremos liberar de atividades? Quais quadras podem entrar nessa retomada de atividades?
Acredito que as atividades devem ser liberadas gradualmente, de acordo com cada pesquisa e sentindo o que aquela atividade pode causar de impacto na nossa rede de saúde. Sei que as atividades físicas estão no cronograma do governador Ibaneis para serem retomadas no futuro. Não serão as primeiras, porque teremos o comércio, que envolve menos contato. Então, é ver como cada funcionamento vai impactar na saúde.

Para que isso ocorra, além de especialistas da Saúde, a senhora pretende ouvir associações, federações e entidades ligadas ao esporte?

Certamente, até para que eles possam sugerir protocolos. E aí pensamos em como tudo pode voltar a funcionar, quando possível. As academias vão funcionar com número restrito de alunos? Com horário específico para as aulas, álcool gel e protocolos para uso dos aparelhos? Tudo isso, vou sentar e conversar com eles, envolvendo a área técnica de Saúde, e ver o que pode ser feito.

A senhora assume a pasta do Esporte com a experiência de ter passado pela Câmara Legislativa do DF e pela Câmara dos Deputados. O que traz delas e como pode absorver essa expertise na secretaria?

Precisamos que a política do esporte e lazer chegue a todas as cidades. Esporte e lazer não podem ser só para quem tem condição de pagar uma academia. Temos que incentivar aquele pequeno projeto social que cuida de 100, 200 crianças, que dão aula de futebol e capoeira… projetos sociais que já existem. Sou parte dessa história, uma vez que aprendi a jogar futevôlei em um projeto gratuito do Parque da Cidade. Fui beneficiária de um projeto social. Acho que isso deve ocorrer no DF como um todo, levando essa política na ponta.

Precisamos de grandes eventos? Sim, mas eu acho que precisamos mais do que isso. Precisamos levar qualidade de vida para todas as pessoas, em todas as cidades. Nossa ideia é que Brasília seja a capital mundial do esporte. E ela tem vocação para isso. Temos atletas de ponta para isso.

Precisamos de grandes eventos? Sim, mas eu acho que precisamos mais do que isso. Precisamos levar qualidade de vida para todas as pessoas, em todas as cidades”

 

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Notícias DF

Sindicato das Escolas Particulares do DF pede que governo antecipe volta às aulas para junh

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Ibaneis disse que retorno às atividades em agosto ‘agrada’. Representantes das instituições de ensino não concordam e pedem para ser ouvidos.

Fachada de escola particular no Lago Sul (DF) — Foto: Isabella Formiga/G1

Em meio à pandemia de coronavírus, o governador Ibaneis Rocha (MDB) descartou, na quinta-feira (7), a retomada das aulas no mês de maio e disse que “agrada” uma volta às atividades apenas em agosto. A fala foi mal recebida pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Distrito Federal (SINEPE-DF), que pede defende o retorno em junho e pede que o governador “reflita sobre a consequência dessa declaração”.

“Essa informação de retorno apenas no mês de agosto é descabida e não partiu das escolas particulares do DF. Somos completamente contra essa possibilidade”, diz o Sinepe.

Sindicato das Escolas Particulares do DF diz que é a favor da volta às aulas 'lenta, gradual e segura'. — Foto: Reprodução

Sindicato das Escolas Particulares do DF diz que é a favor da volta às aulas ‘lenta, gradual e segura’. — Foto: Reprodução

O presidente do Sinepe Alvaro Domingues, diz que as instituições particulares “não suportam [ficar fechadas] além do mês de maio”. Segundo ele, o sindicato entende a preocupação com a segurança dos alunos, mas as escolas particulares “são o local principal para a difusão da cultura de profilaxia e de prevenção à difusão do vírus”.

Em um vídeo, postado nas redes sociais, Domingues pede que o governo reinicie o diálogo, que estava sendo feito antes, para ouvir o setor. “Em nenhum momento o Sinepe foi ouvido a cerca do retorno em agosto”, afirma.

“O sindicato representa 180 escolas, com mais de 100 mil estudantes em Brasília. Portanto, somos um protagonista, um personagem importante nesse momento.”

Posição do governador

Ibaneis Rocha em coletiva no Palácio do Planalto — Foto: NBR/Reprodução.

As declarações do governador foram feitas em entrevista coletiva após reunião com a juíza Kátia Balbino de Carvalho, que suspendeu temporariamente a reabertura do comércio na capital, na quinta-feira (7). A magistrada foi ao Palácio do Buriti para colher dados que embasaram as decisões do governo local e, segundo Ibaneis, o saldo do encontro foi positivo.

Ao comentar a volta às aulas, o governador disse que os estudos técnicos apresentados pela Secretaria de Educação indicam que é “arriscado” retomar as atividades por enquanto. Um dos motivos é a previsão de que o pico do contágio pelo coronavírus no DF ocorra só em julho.

“Eu tenho uma posição em relação às escolas um pouco mais restritiva, principalmente por conta dos estudos que vieram da Secretaria de Educação e foram submetidos à Secretaria de Saúde. A gente voltar com escolas nesse momento é um pouco arriscado. Eu não decidi ainda, vamos analisar durante o mês de maio, mas espero que a gente prorrogue isso aí.”

Na ocasião, Ibaneis também disse que tem falado com representantes de escolas particulares e que os pais têm se manifestado pelo retorno das aulas apenas em agosto.

O que dizem os pais

Em nota, Associação de Pais e Alunos do Distrito Federal (ASPA-DF) afirma que considera “positiva a proposta de retorno às aulas dentro das normas de segurança e de forma que tal retorno garanta a saúde e o bem estar dos estudantes e de toda comunidade escolar”. A organização pede a criação de um comitê para acompanhar a retomada das atividades (veja abaixo).

A associação diz que o problema é conseguir um retorno seguro, “diante da heterogeneidade das escolas”. Os pontos questionados pela ASPA são:

  • Quais escolas estarão preparadas para cumprir os protocolos recomendados pela OMS?
  • Todas as escolas adotarão as mesmas medidas?
  • Todas as escolas têm equilíbrio financeiro para arcar com os investimentos de adequação que estão sendo propostos?
  • Em quanto tempo conseguirão ofertar as condições para o cumprimento dessas medidas?
  • Como serão higienizados os transportes escolares e as dependências da escolas?
  • Qual será o protocolo de testes para o retorno às aulas?
  • Qual será o procedimento se um estudante ou um trabalhador, durante o período de aula, for identificado como suspeito de portar o COVID-19?

“No Distrito Federal há inúmeras escolas, mas cada uma com sua realidade, por isso, a ASPA sugere que cada escola instaure o seu comitê de acompanhamento”, dizem os representantes de pais e alunos. O comitê seria formado por:

  • Representantes da comunidade escolar
  • Especialistas de saúde vinculados aos GDF

“A ideia é atuar como um órgão extra de controle social, focado na segurança da comunidade em face da pandemia”, sugere a Aspa.

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Brasília

GDF prepara benefício para pessoas em situação de vulnerabilidade

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Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal finaliza projeto para implantação do Auxílio Segurança Alimentar e Nutricional. Chamado de Cartão Prato Cheio, o benefício é voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade com o objetivo de garantir a segurança alimentar das famílias, principalmente durante o período de pandemia do coronavírus. Após finalizado, o texto segue para apreciação da Câmara Legislativa do DF.

Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), a iniciativa beneficia os inscritos no Cadastro Único com renda mensal per capita igual ou inferior a meio salário-mínimo. Ainda de acordo com a proposta, quando o texto for aprovado pelos deputados distritais e sancionado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), as unidades da pasta ficam responsáveis pelo cadastramento, avaliação e concessão do benefício.

“Entre outros fatores, estamos dando a possibilidade de a família escolher o produto que melhor lhe atende e o local de sua confiança para aquisição desse alimento”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

Ela enfatiza ainda que essa ação ajuda a fortalecer o pequeno comerciante, gerando economia e renda para esses empreendimentos.

A secretaria ressalta que o recebimento desse cartão não exclui a possibilidade de solicitação de outros benefícios de programas governamentais de transferência de renda ou socioassistenciais.

Auxílio

O valor do cartão está previsto para ser calculado considerando o valor da cesta emergencial oferecida pela Sedes, acrescido de uma quantia extra referente ao café da manhã (pão e leite). De maneira prática, seriam os R$ 170 da cesta mais R$ 3, diários, da refeição matinal. O valor final pode ser diferenciado de acordo com a quantidade de membros da família.

Agora, a equipe técnica da secretaria trabalha na montagem do melhor desenho para a implementação, com o objetivo de atender adequadamente às necessidades das famílias que tiveram a situação de vulnerabilidade agravada nessa situação de pandemia.

Paralelamente, a pasta vai estudar junto a Secretaria de Economia os impactos econômicos e sociais no orçamento. O cuidado principal é para criar uma política pública consistente. Assim que concluída essa etapa, será encaminhado projeto de lei à CLDF.

*Com informações da Sedes/CB

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Notícias DF

DF cai para 9ª posição no índice de isolamento e atinge pior taxa desde fechamento do comércio

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Adesão ao distanciamento social está em 43,7%. Dados foram levantados nesta segunda-feira (4).

População do DF com uso de máscaras faciais — Foto: TV Globo/Reprodução

O Distrito Federal caiu para a 9ª posição no ranking de adesão às medidas de isolamento social – impostas pelo governo devido à pandemia do novo coornavírus. O levantamento é da empresa de softwares In Loco. Esse é o pior índice registrado na capital do país desde o fechamento do comércio, no dia 19 de março.

De acordo com a última pesquisa, realizada nesta segunda-feira (4), o DF está com índice de 43,7%. Estados como Amazonas (48,28%), Amapá (47,87%) e Pará (47,32%) lideram o ranking de distanciamento social no país.

O Distrito Federal fica atrás do Maranhão, Acre, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro. Até a noite desta terça-feira (5), a capital registrava 1.837 casos do novo coronavírus e 34 mortes.

Até o último balanço, todas as unidades da federação estavam com o índice menor que 50%. O indicado por especialistas é de 70%. Confira o índice geral:

Ranking de isolamento social — Foto: In Loco/Reprodução

Ranking de isolamento social — Foto: In Loco/Reprodução

Histórico

Desde o início do isolamento social no DF, que começou com o fechamento do comércio, o melhor índice alcançado na capital foi no dia 22 de março, com 65,6% de adesão. A partir disso, a taxa tem variado, com quedas expressivas após medidas de flexibilização do comércio, em abril. Relembre marcos:

  • 2 de abril: adesão de 49,8% no DF
    Ibaneis autoriza a reabertura de feiras permanentes, lavanderias e floriculturas.
  • 22 de abril: índice reduz para 45%
    GDF libera o funcionamento de escritórios de profissionais autônomos e imobiliárias
  • 24 de abril: taxa em 43,3%
    Um dia após o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinar o uso obrigatório das máscaras faciais

Índice de isolamento social no DF — Foto: In Loco/Reprodução

Índice de isolamento social no DF — Foto: In Loco/Reprodução

A flexibilização nas regras de isolamento social vem sendo feitas pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), como uma forma de retomar o comércio e serviços do DF.

No dia 16 de abril, o governador anunciou que estudava reabrir o comércio em 3 de maio, mas no dia 29, outra decisão adiou a abertura para o dia 11 de maio. Nesta quarta (6), a Justiça Federal suspendeu novas medidas de flexibilização “até novo pronunciamento” no Judiciário.

À TV Globo, o governador disse que um dos motivos para a mudança na data é a dificuldade do comércio em conseguir atender as medidas necessárias para a retomada das atividades, como a testagem e a compra de Equipamentos de Produção Individuais (EPIs) para todos os funcionários.

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Brasil

Moro se demite e cita ‘interferência política’ de Bolsonaro na Polícia Federal

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Moro convocou um pronunciamento no Ministério da Justiça; fontes confirmam o pedido

O ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro pretende anunciar nesta sexta-feira, 24, sua saída do governo Jair Bolsonaro. A intenção do ministro foi confirmada por fontes ouvidas pela VEJA. Moro convocou um pronunciamento para as 11 horas no Ministério da Justiça. Será nesta fala que ele vai oficializar seu desembarque do governo.

Acossado por teorias de que pode ser traído a qualquer momento por seus auxiliares, Jair Bolsonaro costuma dizer que nenhum ministro é insubstituível. No início do mês, no auge do esgarçamento da relação com o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente afirmou que usaria a caneta para assinar a demissão de subordinados que estavam “se achando” e tinham “virado estrelas”. O recado da ocasião tinha destinatário certeiro, mas não perdeu a validade. Pela lógica da ala ideológica bolsonarista, se o governo sobreviveu à queda de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, também poderia dar seguimento a um antigo desejo do presidente, o de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

Sergio Moro reúne-se com o presidente Bolsonaro todas as quintas-feiras. Na última delas, 23, recebeu do presidente a informação de que Valeixo seria substituído. Mais popular ministro do governo, Moro, a quem a PF é subordinada, não gostou do que ouviu e, conforme revelou, afirmou que “se Valeixo sair, eu saio”. Diante da reação do chefe da Justiça, Bolsonaro não recuou da intenção de trocar o comando da PF. Horas depois, a exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial da União.

O comunicado sobre a troca de comando na PF não foi a primeira vez que Bolsonaro tentou se livrar do braço direito do ministro – no ano passado, dois delegados, o atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem e o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, deflagraram uma guerra de bastidores para ocupar nacos do arco de influência de Moro. Com o apoio de deputados da chamada bancada da bala, Torres chegou a se reunir individualmente com Bolsonaro para tentar convencê-lo a cindir a pasta de Moro em duas: a da Justiça de cunho eminentemente administrativo e que poderia ficar com o ex-juiz da Lava-Jato, e a da Segurança Pública, o braço operacional do ministério responsável por operações policiais, investigações e recuperação de dinheiro desviado, todas áreas de atuação de Moro quando magistrado, mas que não deveriam ficar com o ex-juiz. O atual chefe da Abin conta com o apoio irrestrito do vereador Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois e o mais influente da primeira-família em processos de convencimento do pai.

O episódio acabou abortado em boa parte por intervenção do general Augusto Heleno. Na quinta, 23, generais voltaram a tentar sensibilizar o presidente a não comprar briga com Sergio Moro. A avaliação deles era a de que Moro ainda é a personificação da Lava-Jato e sua demissão levaria o governo a perder a bandeira do combate à corrupção. Nos bastidores, a cada vez que Moro é perguntado sobre a ingerência que Maurício Valeixo teria nas investigações da Polícia Federal, ele se remete às antigas administrações da PF e conclui que, a despeito de movimentos de ministros petistas para barrar o avanço da Operação Lava-Jato, policiais federais tiveram autonomia para tocar investigações.

As movimentações para trocar o comando da Polícia Federal e, por tabela, desgastar o ministro Sergio Moro ocorreram no momento em que acaba de ser aberto inquérito para investigar de quem partiu o financiamento do ato antidemocrático de domingo, 19, quando o presidente Bolsonaro discursou para manifestantes que pediam a volta da ditadura. As investigações do inquérito, incluindo contra dois parlamentares apontados como suspeitos pelo procurador-geral Augusto Aras, serão tocadas pela Polícia Federal, que hoje está no centro do tiroteio entre o presidente e o ministro.

A investida de Bolsonaro contra Moro também coincide com a decisão do presidente Bolsonaro de fazer acenos a parlamentares do chamado Centrão, que reúne partidos como o PL, um dos protagonistas do mensalão, e o PP, legenda mais implicada na Lava-Jato. A aproximação do Executivo com as siglas pilhadas em escândalos de corrupção ocorre como parte de uma tentativa de desgastar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tem protagonizado no Congresso a aprovação de medidas de combate ao novo coronavírus.

No auge das negociações na quinta-feira para a permanência de Moro no governo, um ministro ironizava a demissão iminente: “Moro vai ter direito aos 600 reais enquanto durar a pandemia?”

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