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Brasil tem 3,8% da população em situação de pobreza multidimensional

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O relatório de 2019 também evidencia que as crianças sofrem mais intensamente com a pobreza do que os adultos, assim como estão mais sujeitas a privações em todos os indicadores

Crianças são as mais atingidas, pois, nos locais mais pobres, a taxa de fertilidade é maior
(foto: Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press)

Aproximadamente 21,3% da população se encontra em situação de pobreza multidimensional, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). De acordo como o Índice da Pobreza Multidimensional (IPM) divulgado nesta quinta-feira (10/7), 1,3 bilhão de pessoas estão classificadas nesta categoria,  sendo que mais de dois terços (886 milhões) vivem em países de renda média, como o Brasil, e 440 milhões em de baixa renda. Os dados, desenvolvidos em conjunto pela Pnud e pela Iniciativa de Desenvolvimento Humano e Pobreza de Oxford (OPHI), cobrem 76% da população global.

O relatório de 2019 também evidencia que as crianças sofrem mais intensamente com a pobreza do que os adultos, assim como estão mais sujeitas a privações em todos os indicadores do IPM. Segundo os dados, quase metade (663 milhões) dos 1,3 bilhão de pessoas multidimensionalmente pobres são crianças menores de 18 anos, e um terço são crianças menores de 10 anos.

“As crianças são o grupo mais vulnerável, porque os lugares mais pobres também são os que concentram uma maior fertilidade”, esclareceu a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano da Pnud, Samantha Salve. Marcelo Neri, diretor da FGV Social, concorda, mas acrescenta que há outros fatores para a grande taxa de pobreza infantil. “Em qualquer lugar do mundo, crianças não votam, então, politicamente, não são o principal alvo de políticas públicas, que é um dos fatores levados em conta pela pobreza multidimensional”, afirmou.

Apesar de o relatório não apresentar dados específicos sobre a pobreza infantil por região, Neri acredita que a situação é ainda mais grave no Brasil. “Se você pegar o dado de 2017 da Pnad sobre pobreza de renda no Brasil, você vê que a taxa de pobreza entre crianças de 0 a 4 anos, por exemplo, é 6,5 vezes maior do que a pobreza de pessoas de 60 anos ou mais, então as crianças são o nosso bolsão de pobreza maior.”

Na opinião do diretor da FGV Social, isso é bastante preocupante, porque são as crianças que vão comandar o país no futuro. “Nos lugares em que essa pobreza é maior, se tem gastos maiores com o passado, com questões previdenciárias, que não alcançam as crianças, e poucos gastos com o futuro, com questões como educação e saneamento”, destacou.

No Brasil, 3,8% da população se encontra em situações de pobreza multidimensional, enquanto 6,2% correm o risco de chegar a esse nível. Além disso, 26,5% dos brasileiros vivem com menos de US$ 1,90 ao dia, e 0,9% se encontram em situação de pobreza extrema. Cabe ressaltar que os dados sobre o Brasil são os mesmos desde 2015, tendo em vista que a Pnud utiliza dados disponibilizados por cada país, e para 2019, não foram encontradas novos indicadores.

A privação de saúde, segundo o estudo, é o que mais caracteriza a pobreza multidimensional no Brasil, respondendo por 49,8% das pessoas pobres. A falta de nutrição adequada e a taxa de mortalidade infantil são fatores determinantes para a classificação. O padrão de vida dos brasileiros, levando em conta fatores como o acesso à água potável, eletricidade, habitação e saneamento responde por 27,3% da pobreza multidimensional no país. E, 22,9% do índice decorre da privação de educação, verificada pela frequência escolar de crianças e pela quantidade de anos de escolaridade de membros das famílias brasileiras.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

Definição

A pobreza multidimensional, diferente da pobreza calculada pela renda, usa como indicadores a saúde, educação e o padrão de vida da população. Aqueles que sofrem privações em pelo menos um desses três indicadores se enquadram na categoria de multidimensionalmente pobre.

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Deputado propõe motos isentas de pedágios em rodovias federais

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Para o autor do projeto de Lei, o deputado Gutemberg Reis, as motos não causam danos as estradas e rodovias e ao meio ambiente

Motos: “É o tipo de veículo que menos congestiona o trânsito”, argumenta o deputado (CRMacedonio/Getty Images)

São Paulo — O Projeto de Lei 2844/19, que tramita na Câmara dos Deputados, isenta motocicletas e similares de pagamento de pedágios em rodovias federais.

Na avaliação do autor do texto, deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ), a proposta contempla uma parcela de veículos que, pelas suas características, não causam danos as estradas e rodovias e ao meio ambiente. Ele destaca que a motocicleta é notoriamente um veículo de baixo consumo de combustível e não causa, em razão do seu peso, danos à pavimentação das vias públicas.

“É o tipo de veículo que menos congestiona o trânsito, e parece justo que mereçam uma atenção especial pelo que representam: diminuição do volume de tráfego, diminuição dos elevados índices de poluição e até mesmo diminuição do estresse ocasionado pelos engarrafamentos”, diz Reis.

O projeto será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Governo do Estado do RJ vai assumir administração da Marquês de Sapucaí

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Localizado no centro da cidade, o Sambódromo do Rio de Janeiro recebe os desfiles do Grupo Especial, escolas da Série A e das escolas mirins

Após meses de debate, a administração do Sambódromo do Rio de Janeiro será de responsabilidade do Governo do Estado a partir de 2020. Em nota à imprensa, a assessoria de comunicação do governo estadual informou que o acerto com a Prefeitura, atual gestora, aconteceu na noite da última terça-feira (16).

Em junho, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o governador, Wilson Witzel, já haviam antecipado que haveria uma parceria entre estado e Prefeitura no Sambódromo. Na época, também foi levantada a possibilidade de concessão do espaço à iniciativa privada.

O Sambódromo do Rio de Janeiro fica localizado no centro da cidade, na Avenida Marquês de Sapucaí, que é percorrida pelas escolas de samba. Além dos desfiles do Grupo Especial, escolas de samba da Série A e das escolas mirins, além de ensaios técnicos e apuração das notas dos jurados acontecem no espaço. Ao longo do ano, shows e eventos também são realizados na Praça da Apoteose.

Ainda em nota, o Governo afirmou que os detalhes sobre a gestão do espaço serão divulgados nos próximos dias. Foi adiantado que a ideia é de que o Sambódromo continue sendo usado o ano todo, em outros eventos, e não apenas para os desfiles de Carnaval.

*Com informações da Agência Brasil

 

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Ponte Santos-Guarujá terá pedágio e balsas devem ser privatizadas, diz secretário de Logística e Transportes

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Proposta da concessionária Ecovias é interligar duas margens do Porto de Santos

O secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, João Octaviano Machado Neto, afirmou, nesta quarta-feira (17), que a construção da Ponte Santos-Guarujá, no litoral de São Paulo, não utilizará recursos públicos. Em entrevista ao Jornal da Manhã, ele esclareceu que todo o processo será coordenado pela Ecovias, que é a concessionária responsável pelo sistema Anchieta-Imigrantes.

“O projeto da ponte está dentro da área de concessão da Ecovias, responsável pelo sistema Anchieta-Imigrantes, e será feito dentro do prazo da concessão. Dessa forma, a construção não implicará no uso de recursos públicos, ficando sob integral responsabilidade privada da concessionária”, disse.

Apesar de não gastar recursos do Estado, a privatização da obra tem um preço: será cobrado pedágio aos usuários, o que, segundo Neto, é algo “bastante razoável para se manter uma estrutura de qualidade operando”. O secretário ressaltou que a ponte é uma demanda antiga da população local e que somará esforços logísticos com a região, apresentando uma “excelente alternativa ao cidadão da baixada santista” para fazer a ligação seca entre as cidade.

A obra custará R$ 2,9 bilhões à Ecovias e, de acordo com Neto, demorará 36 meses, a partir de sua liberação – que deve acontecer em outubro – para ficar pronta. “O prazo se deve a complexidade da obra, de não interferir nas atividades do Porto de Santos e de cumprir todas as medidas necessárias para a preservação do meio ambiente”, explicou.

E as balsas?

Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá acontece por meio do sistema de balsas que, segundo o secretário, não vai acabar mesmo depois da conclusão da ponte. “As balsas vão continuar operando, elas têm um papel importante na mobilidade urbana viária das cidades. O que estamos fazendo é, por determinação do governador João Doria, pensar em privatizar esse sistema.”

Ele ressaltou que, enquanto a privatização não acontece, o foco é melhorar a situação do transporte, que atualmente “tem problemas grandes e graves de manutenção.” “Estamos trabalhando para, até o final do ano, operarmos com pelo menos sete balsas, o que vai resolver bastante o tempo de espera dos moradores e melhorar a qualidade da travessia”, disse.

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