O Brasil destina, em média, US$ 4.999 por aluno anualmente para a educação básica, valor que representa aproximadamente um terço dos US$ 13.432 gastos em média pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2023, conforme relatório Education at a Glance 2026.
Os números consideram o gasto público por estudante da educação primária ao ensino secundário e pós-secundário não terciário, ajustados pela paridade do poder de compra para comparação entre diferentes economias.
Essa diferença posiciona o Brasil entre os países com menor investimento público por estudante entre membros e parceiros da OCDE. Em comparação com alguns países latino-americanos, o Brasil investe menos que Argentina (US$ 5.313) e Chile (US$ 7.895), embora mais que o México (US$ 2.703).
Na OCDE, os gastos por aluno variam amplamente, com alguns países investindo menos de US$ 4 mil e outros mais de US$ 20 mil, como Suíça e Noruega.
Considerando o percentual do PIB, o Brasil destina 4,3% à educação pública nos níveis primário a terciário, acima da média da OCDE de 3,6%. Isso indica que, em relação à sua economia, o esforço brasileiro é proporcionalmente maior.
O relatório destaca que o valor absoluto investido por aluno e o percentual do PIB são importantes, mas o investimento por si só não garante melhores resultados. Fatores como organização dos sistemas educacionais, condições sociais, formação docente, tamanho das turmas e infraestrutura têm papel fundamental.
É importante também que os recursos disponíveis sejam usados para melhorar a qualidade do ensino e a aprendizagem dos estudantes.
No ensino superior, o cenário varia: em 2022, o gasto público brasileiro por estudante universitário foi de US$ 3.765, frente a uma média de US$ 15.102 na OCDE, que inclui investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A análise do financiamento educacional deve considerar a quantidade de recursos disponíveis e a forma como são aplicados para enfrentar os desafios da educação no país.
