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Bolsonaro pode levar texto da Previdência pessoalmente ao Congresso

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A ideia do governo é que Bolsonaro “assuma” a defesa da proposta da reforma da Previdência nas primeiras 48 horas após apresentá-la ao Legislativo

Bolsonaro: os esclarecimentos sobre a proposta serão feitos pela equipe do Ministério da Economia (Adriano Machado/Reuters)

Brasília — A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, discute neste momento com o secretário de comunicação, Floriano Barbosa, a melhor forma de encaminhar a reforma da Previdência ao Congresso na próxima quarta-feira, 20. Em sinal de boa vontade, é estudada a possibilidade de o presidente levar o texto pessoalmente aos parlamentares.

A ideia do Planalto é que Bolsonaro “assuma” a defesa da proposta nas primeiras 48 horas após apresentá-la ao Legislativo.

Ele também deve fazer um pronunciamento à nação sobre a matéria, mas ainda não está decidido se será feito na TV aberta, que é considerada a opção mais tradicional, ou através de uma transmissão ao vivo em redes sociais, como é da preferência do presidente.

Depois dos primeiros dois dias após o texto chegar ao Congresso, a ideia é que todos os pronunciamentos e esclarecimentos públicos sobre o assunto sejam feitos exclusivamente pela equipe técnica do Ministério da Economia para não haver dúvidas. Neste caso, foram escalados o secretário de Previdência, Rogério Marinho, e o secretário-ajunto, Leonardo Rolim, para a função.

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Bolsonaro anuncia reajuste de 33,24% para piso salarial de professores

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(Alan Santos/PR/Flickr)

A disposição de conceder a reposição foi antecipada pelo chefe do Executivo na quarta-feira, 26, a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada

Pela Lei do Magistério, o reajuste de professores é atrelado ao chamado valor por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), definido pelo Ministério da Educação, com base na inflação. No ano passado, o governo não concedeu reajustes.

Na quarta, o presidente havia dito a apoiadores que iria “seguir a lei”. “Vou seguir a lei. Governadores não querem 33%. Eu vou dar o máximo que a lei permite, que é próximo disso”, afirmou Bolsonaro. Governadores e prefeitos pressionavam o governo federal a tentar modificar a lei do piso e o cálculo do reajuste como forma de evitar um aumento no piso salarial dos professores — e, assim, minimizar o impacto nos cofres de estados e municípios.

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88% dos internados com Covid-19 não completaram o esquema vacinal

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Nas últimas três semanas, em meio à onda da variante ômicron, a ocupação de leitos destinados ao tratamento da Covid-19 da rede municipal de saúde da cidade do Rio de Janeiro saltou de 1,7% para 65%. Segundo informações do UOL, 46% dos internados com a doença não tomaram nenhuma dose da vacina contra o coronavírus. Há cerca de duas semanas, esse número era de 38%. A proporção alcança atualmente 88% dos internados, quando considerados também os pacientes que não completaram o esquema vacinal.

De acordo com especialistas em saúde, o avanço da vacinação impede que as infecções evoluam para óbitos. Nos primeiros 25 dias do ano, foram 135 mortes (taxa de letalidade de 0,1%). Atualmente, a cidade do Rio tem 82,1% da população total com duas doses da vacina, e 33% com a terceira dose.

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Zambelli recua e admite gasto de verba pública para participar de marcha contra aborto nos EUA

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Bernardo Yoneshigue

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) admitiu, nesta terça-feira, ter utilizado verba pública em sua viagem aos Estados Unidos para participar da Marcha Nacional pela Vida, contra o aborto, realizada em Washington no último sábado. Em publicação no Instagram, a parlamentar rebateu críticas pelo uso do dinheiro e alegou que a Câmara teria enviado Zambelli em missão oficial para “defender a vida” e que os questionamentos sobre as despesas são uma “desculpa esfarrapada dos apologistas da morte”.

“A Câmara enviou para outro país uma deputada em missão oficial para defender a vida desde a concepção. (…) Embora as passagens não tenham sido pagas pela Câmara, eles utilizaram as 4 diárias que recebi (como qualquer outro deputado em missão) para justificar os ataques. Desculpa esfarrapada dos apologistas da morte”, escreveu a congressista na rede social.

Segundo o portal da Câmara dos Deputadas, a viagem em missão oficial de Zambelli, entre o dia 19 e 23 de janeiro, teve o objetivo de “participar do evento March for Life e de visita ao parlamento americano”, e envolveu o pagamento de 4 diárias e meia no valor de R$ 2.431,04 cada, totalizando R$ 10.939,68.

Zambelli usou verba pública para participar de marcha contra aborto nos EUA. | Reprodução / Site Câmara dos Deputados

A deputada recebeu questionamentos sobre a origem do dinheiro que pagou pela ida aos Estados Unidos ao publicar registros nas redes sociais durante a última semana, aos quais Zambelli evitou dar uma resposta clara. A um seguidor que perguntou sobre as passagens, nesta segunda-feira, a parlamentar respondeu apenas as palavras “recursos próprios”. Em relação ao transporte, o portal da Câmara diz somente que o tipo de passagem não foi cadastrado ou informado.

O uso da verba pública pela parlamentar e a resposta em que insinuou ter pago com o próprio dinheiro rendeu uma série de críticas nas redes, com usuários levantando a hashtag #MamataDaZambelli no Twitter e publicando imagens da deputada em que aparece passeando pelo país norte-americano. O termo chegou a ser um dos mais comentados na rede social durante a semana e, na manhã desta quarta-feira, ultrapassava 9 mil menções.

“Que absurdo, né, deputada? Gente passando fome e alguns políticos aí fazendo #MamataDaZambelli com diárias pagas pela câmara”, escreveu um usuário junto a uma foto da parlamentar em lugares turísticos de Washington, nos Estados Unidos, que foi compartilhada pela própria congressista nas redes.

Zambelli, que critica abertamente as vacinas contra a Covid-19 e já afirmou que não foi imunizada, também foi questionada sobre como teria entrado no país, já que os Estados Unidos não permitem a entrada de turistas não vacinados. Em resposta, a deputada disse que tem uma exceção médica devido ao “risco de trombose, por já ter tido tumor cerebral e uma síndrome rara”.

Durante sua estadia no país, Zambelli também se encontrou com o ex-assessor do ex-presidente americano Donald Trump, Jason Miller, e postou nas redes sociais uma foto que mostra ela entregando uma maleta de bebidas com o nome do presidente Jair Bolsonaro estampado junto ao escrito ‘il mito’. Na cabeça, a parlamentar usava um gorro com a frase “Trump he will be back” (Trump ele vai voltar, em inglês).

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Governo prorroga prazo para empresas do Simples regularizarem débitos

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A prorrogação do prazo era fundamental para que o Congresso Nacional derrube o veto presidencial ao Refis das micro e pequenas empresas em fevereiro

(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) aprovou nesta sexta-feira, 29, a prorrogação do prazo de regularização de dívidas até o dia 31 de março. A data limite para a solicitar a adesão ao Simples em 2022 continua sendo 31 de janeiro.

A prorrogação do prazo era fundamental para que o Congresso Nacional derrube o veto presidencial ao Refis das micro e pequenas empresas em fevereiro. Com o prazo para regularizar as pendências prorrogado até o fim de março, as companhias terão tempo suficiente para renegociarem seus débitos no âmbito do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no âmbito do Simples Nacional (Relp).

“Neste momento de retomada da economia, a deliberação do Comitê proporciona, aos contribuintes do regime, o fôlego necessário para que se reestruturem, regularizem suas pendências e retomem o desenvolvimento econômico que foi afetado devido à pandemia de covid-19”, considerou a Receita Federal, em nota.

O relator do Refis na Câmara dos Deputados, Marco Bertaiolli (PSD-SP), avaliou que a extensão de prazo para as empresas se regularizarem dá agora a tranquilidade necessária para que parlamentares derrubem o veto presidencial já no retorno do recesso do Congresso.

Vencida essa necessária etapa, todos nossos esforços voltam-se à derrubada do veto assim que retomados os trabalhos do Legislativo. Contamos com a mobilização da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), parlamentares e com o apoio de diversas entidades, como a Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), que somam-se a nós em nosso abaixo-assinado para demonstrar a importância da derrubada do veto para os pequenos negócios em 2022″, completou ele.

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Rodrigo Maia coordenará programa de governo em campanha eleitoral de Doria

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Rodrigo Maia coordenará programa de governo em campanha eleitoral de Doria

(Sergio Andrade/Divulgação)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia coordenará o programa de governo da campanha à Presidência da República do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na eleição deste ano, informou a pré-campanha tucana em nota.

Deputado federal licenciado pelo Rio de Janeiro e sem filiação partidária desde que foi expulso do DEM em junho do ano passado após troca de farpas pública com o presidente da legenda ACM Neto, Maia comanda atualmente a Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas do governo Doria em São Paulo.

“A experiência de Rodrigo Maia, seu brilhante desempenho como secretário de Ações Estratégicas e seu traquejo político, além do amplo conhecimento das necessidades do povo brasileiro, são fundamentais para fortalecer nosso projeto”, disse Doria segundo nota de sua pré-campanha.

Em sua conta no Twitter, Maia também comentou a nova função e agradeceu Doria pelo convite.

“Agradeço ao João Doria pelo convite. Os políticos precisam compreender que é muito importante que participemos da construção dos programas dos nossos candidatos”, disse.

“É preciso compreender a realidade de cada área e construir soluções baseadas em dados concretos, em programas que possam de fato ser viabilizados, e não em projetos populistas.”

Doria, que no final do ano passado venceu as prévias do PSDB para ser o candidato do partido na eleição presidencial de outubro, tem tido desempenho fraco nas pesquisas de intenção de voto para o pleito, sem chegar a 5% da preferência do eleitorado.

De acordo com os levantamentos mais recentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com folga a disputa, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma distante e isolada segunda posição.

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Reinfecção por Covid: qual a probabilidade de você pegar o vírus várias vezes?

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Omicron pode ter afetado o risco na Inglaterra, mas outros fatores podem incluir vacinação e gravidade da infecção anterior

Com poucas pessoas na comunidade tendo acesso aos testes na primeira onda, muitas primeiras infecções podem não ter sido contadas. Fotografia: Ben Stansall/AFP/Getty Images

Relatos anedóticos de reinfecção por Covid no Reino Unido estão crescendo, incluindo pessoas com teste positivo com apenas algumas semanas de intervalo em dezembro e janeiro, ou que tiveram o vírus três ou até quatro vezes. As crianças também estão sendo vistas com reinfecções. Vamos dar uma olhada na ciência por trás da captura do Covid várias vezes.

O que é uma reinfecção?

Os números de reinfecção tendem a se referir à detecção de uma segunda ou subsequente infecção por Covid, independentemente da variante envolvida. É provável que o risco de reinfecção dependa de uma série de fatores: por exemplo, os dados sugerem que é maior em pessoas não vacinadas e potencialmente naquelas cuja infecção anterior foi mais leve com uma resposta imune mais baixa.

Também depende da variante – um especialista disse que o risco de reinfecção com Omicron logo após uma primeira infecção Omicron seria menor do que Delta seguido por Omicron – e há quanto tempo alguém foi vacinado. Especialistas dizem que a dose à qual alguém está exposto também pode ser importante.

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) usa a definição de uma possível reinfecção como um caso 90 dias ou mais após uma infecção anterior confirmada por Covid, em parte porque exclui aqueles que simplesmente espalham o vírus por mais tempo após a infecção.

Quantas reinfecções ocorreram?

De acordo com os números mais recentes para a Inglaterra da UKHSA, desde o início da pandemia até 9 de janeiro deste ano havia 425.890 possíveis reinfecções, com 109.936 encontradas na semana que terminou em 9 de janeiro, representando quase 11% de todos os casos naquela semana.

Muito poucas reinfecções possíveis são “confirmadas”, pois isso requer sequenciamento genético. Além disso, com poucas pessoas na comunidade tendo acesso aos testes na primeira onda, muitas primeiras infecções podem não ter sido contadas.

“Com a combinação de dois anos de pandemia, algumas rodadas de diminuição de anticorpos, duas grandes ondas de evasão imunológica pela Delta e depois pela Omicron, há uma reinfecção bastante desenfreada”, disse o professor Danny Altmann, professor de imunologia do Imperial College London. .

É mais fácil ser reinfectado com algumas variantes?

Em suma, sim. De acordo com cientistas do Imperial College London , depois de levar em conta uma série de fatores, o Omicron foi associado a um risco de reinfecção 4,38 e 6,63 vezes maior, em comparação com o Delta.

A equipe acrescenta que isso significa que a proteção contra a infecção pelo Covid, decorrente de uma infecção anterior nos últimos seis meses, caiu de cerca de 85%, antes da Omicron aparecer, para algo entre 0% e 27%. A queda não é surpreendente, uma vez que se descobriu que o Omicron tem a capacidade de evitar as respostas imunológicas do corpo em um grau significativo.

As reinfecções Omicron acontecem em um espaço de tempo mais curto?

Potencialmente, sim. Os dados da UKHSA mostram que, para casos com data de amostra entre 1º de novembro e 29 de dezembro de 2021, houve 2.855 reinfecções prováveis ​​29 a 89 dias após uma infecção anterior – embora algumas delas possam refletir a detecção contínua de uma infecção inicial.

Embora a UKHSA observe que é difícil comparar diretamente a situação entre as variantes – pois há muitos fatores de mudança importantes em jogo, incluindo os níveis gerais de imunidade na população – os poderes de esquiva de imunidade da Omicron provavelmente desempenharão um papel nessas reinfecções.

Ainda não está claro como as respostas imunes ao Omicron protegem contra uma segunda infecção por Omicron ou infecções com novas variantes. “Eu esperaria que o risco de uma segunda infecção por Omicron seja muito menor do que o risco de Omicron após Delta, depois de tudo que você desenvolveu anticorpos para a proteína Omicron real”, disse Paul Hunter, professor de medicina da Universidade de East Anglia. .

Por que meu filho teve Covid duas vezes neste inverno?

Isso pode muito bem ser devido a diferentes variantes: de acordo com dados do Escritório de Estatísticas Nacionais divulgados em dezembro, as crianças em idade escolar com Covid naquela época tinham muito menos probabilidade de ter Omicron do que adultos positivos para Covid. Em outras palavras, uma infecção recente anterior poderia muito bem ter sido Delta, enquanto a mais recente é Omicron.

Um porta-voz da UKHSA disse: “Os dados mostram que aqueles que testam positivo para coronavírus entre 29 e 89 dias de uma infecção anterior representam uma pequena proporção de todas as reinfecções. Muitas dessas reinfecções de intervalo mais curto provavelmente são crianças em idade escolar porque tiveram os níveis mais altos de infecção em setembro e outubro, pouco antes do surgimento do Omicron”.

As reinfecções são mais leves?

Isso pode parecer lógico, dada a resposta imune prévia do corpo, e Hunter observa que os dados sugerem que a carga viral nas reinfecções é menor do que nas infecções primárias, sugerindo que a doença pode, em geral, ser menos grave. No entanto, a gravidade de uma reinfecção depende de muitos fatores, incluindo a variante envolvida e o estado de vacinação de uma pessoa.

Os dados do ONS sugerem que quando a variante Alpha se tornou dominante, os sintomas eram menos comuns para reinfecções – mas isso se inverteu quando a Delta se tornou dominante. Quando o Omicron se tornou dominante, os dados sugerem que as pessoas eram tão propensas a ter sintomas de Covid em sua segunda infecção quanto na primeira infecção. “Não faltam reinfecções, algumas bem graves, embora não exijam hospitalizações”, disse Altmann.

Quantas vezes as pessoas podem pegar Covid?

Entre aqueles que tiveram Covid duas vezes estão os políticos Kier Starmer e Matt Hancock, enquanto também houve relatos de pessoas com infecção por Covid três ou até quatro vezes, algumas com apenas algumas semanas de intervalo.

O UKHSA não detalha as reinfecções por episódio, embora tenha identificado algumas possíveis terceiras reinfecções. O que está claro é que quanto mais tempo o Covid estiver conosco, mais reinfecções uma pessoa pode experimentar.

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