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Bolsonaro nega interferência na Petrobras e renova críticas aos dirigentes

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Chefe do Executivo diz que atual política da empresa é de interesse de alguns grupos e do mercado financeiro. Ele afirma que atual presidente da estatal “passou 11 meses em casa” na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro manteve o tom agressivo ao falar, ontem, sobre a troca de comando na Petrobras. Voltou a negar interferência na política de preços da estatal e disse que a atual política de preços da empresa deixa apenas o mercado financeiro feliz. A declaração foi dada a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. “Ele (o presidente da estatal, Roberto Castello Branco) não será reconduzido, e qual o problema? É sinal de que alguns do mercado financeiro estão muito felizes com a política que só tem um viés na Petrobras, que é de atender os interesses próprios de alguns grupos no Brasil, nada mais além disso”, apontou.

Bolsonaro disse que é possível baixar em pelo menos 10% o preço dos combustíveis “sem canetada” E citou a bitributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é alvo do governo federal a partir de um projeto de lei enviado ao Congresso há duas semanas. O assunto mexe com a arrecadação dos Estados.

“O ICMS ele incide não só em cima do preço do combustível na refinaria, bem como em cima da margem de lucro dos postos, da margem de lucro das transportadores, bem como em cima de PIS/Cofins, e incide sobre o próprio ICMS. Então se você jogar em cima disso daí, no mínimo 10% reduz o preço dos combustíveis na ponta da linha”, afirmou.

O presidente disse ainda que deseja transparência na estatal: “Você vê como é que se comporta a imprensa no Brasil. Falam em interferência minha. Baixou o preço do combustível? Foi anunciado 15% no diesel e 10% na gasolina. Baixou o percentual, está valendo o mesmo percentual? Como é que houve interferência? O que eu quero da Petrobras, e exijo, é transparência e previsibilidade, nada mais”, completou.

Bolsonaro teceu elogios ao indicado para o comando da estatal, o general Joaquim Silva e Luna, exaltando sua eficiência e, na sequência, criticou o atual presidente da Petrobras por trabalhar em regime de home office durante a pandemia de covid-19. Ele afirmou que Castello Branco está “há 11 meses em casa, trabalhando de forma remota”, o que caracterizou como inadmissível. “Agora, o atual presidente da Petrobras está há 11 meses em casa sem trabalhar, né, trabalha de forma remota. Agora, o chefe tem que estar na frente, bem como seus diretores. Isso, para mim, é inadmissível”, emendou.

“Imagine eu, presidente, em casa, com medo da covid, ficando aqui o tempo todo no Alvorada. Não justifica isso daí. Inclusive, o ritmo de trabalho de muitos servidores lá está diferenciado. Ninguém quer perseguir servidor, muito pelo contrário, temos que valorizar os servidores. Agora, o petróleo é nosso, ou é de um pequeno grupo no Brasil?”, indagou.

O presidente continuou as críticas e reclamou do salário dos diretores da estatal. “Alguém sabe quanto ganha o presidente da Petrobras? R$ 50 mil por semana? É mais do que isso por semana. Então, tem coisa que não está certa. Não quero que ele ganhe R$ 10 mil por mês, também não, tem que ser uma pessoa qualificada. Mas não ter este tipo de política salarial lá dentro. E, para ficar em casa, trabalhando de casa. No meu entender, não justifica. Pode até estar fazendo um bom trabalho de casa, mas para mim não justifica essa ausência da empresa”.

Ele alegou ter que precisar “descobrir” sozinho informações sobre questões que impactam no valor do combustível e voltou a atacar os governadores. “Querem culpar a mim pela inflação, a questão o preço de muita coisa, em especial a alimentação; o desemprego também querem culpar a mim (sic), mas quem fechou o comércio não fui eu”, justificou.

Manifestação contra os aumentos

 (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

crédito: Ed Alves/CB/D.A Press.

Motoristas de aplicativo do Distrito Federal realizaram manifestação na tarde de ontem contra o aumento dos combustíveis e a baixa remuneração dada pelas empresas aos profissionais. Os condutores se manifestaram em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Após reunião do líder do movimento, Manoel Scooby, com a deputada Julia Lucy (Novo), os motoristas seguiram em carreata até o centro de atendimento da Uber em Brasília, no Setor Comercial Sul. Depois, a manifestação continuou até o Aeroporto JK. Motoristas de diversos aplicativos, como Uber, Ifood, 99 e InDriver participaram do protesto. Outra manifestação está marcada para 17 de março, desta vez em nível nacional.

 

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Economia

Prévia da inflação sobe 0,48% em fevereiro, puxada pelos combustíveis

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De acordo com o IBGE, os combustíveis subiram 3,34% no IPCA-15 de fevereiro. Já os alimentos desaceleraram

 Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press. 

A prévia da inflação oficial brasileira subiu 0,48% neste mês de fevereiro. E o que puxou a carestia desta vez não foram os alimentos, mas os combustíveis.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o maior resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) para um mês de fevereiro desde 2017. No ano passado, por exemplo, o indicador marcou 0,22% no mês. Por isso, a inflação acumulada em 12 meses pelo IPCA-15 subiu de 4,30% para 4,57%.

O resultado do IPCA-15 de fevereiro, contudo, é menor que o de janeiro (0,78%) e também ficou levemente abaixo da expectativa do mercado (0,5%). É que a alimentação no domicílio, que vinha pressionando o bolso dos brasileiros nos últimos meses, desacelerou.

Segundo o IBGE, a prévia da inflação da alimentação no domicílio caiu de 1,73% em janeiro para 0,56% em fevereiro. Isso porque, nesse período, foram registradas quedas de preços em produtos importantes na cesta de consumo dos brasileiros, como batata-inglesa (-5,44%), leite longa vida (-1,79%), óleo de soja (-1,73%) e arroz (-0,96%). A cebola, por sua vez, subiu 19,17%.

Petrobras

Desta vez, portanto, o cargo de vilão da inflação ficou com os combustíveis, cujos reajustes estão por trás da crise na Petrobras, que perdeu R$ 100 bilhões em valor de mercado depois que o presidente Jair Bolsonaro decidiu colocar o general Joaquim Silva e Luna no comando da empresa, no lugar do economista Roberto Castello Branco.

De acordo com o IBGE, a inflação dos transportes subiu 1,11% no IPCA-15, por conta de uma alta de 3,34% dos combustíveis. O maior impacto veio da gasolina, que subiu 3,52%, no oitavo mês consecutivo de alta. Porém, também foram registradas altas nos preços do óleo diesel (2,89%), do etanol (2,36%) e do gás veicular (0,61%).

O gás de cozinha também registrou um aumento significativo, de 3,18%. Ainda assim, a inflação do grupo de habitação desacelerou, por conta da mudança da bandeira tarifária da energia elétrica, que saiu do patamar vermelho para o amarelo, fazendo com o que item caísse 4,24% no IPCA-15 de fevereiro.

Além dos combustíveis, pesaram na inflação os reajustes das mensalidades escolares, que elevaram em 2,39% a inflação da educação.

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Economia

Contas externas têm deficit de US$ 7,2 bilhões em janeiro

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Esse é o melhor resultado para o mês desde 2018, quando o rombo foi de US$ 6,8 bilhões, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central

(crédito: Divulgação/Governo Federal)

As contas externas brasileiras tiveram deficit de US$ 7,3 bilhões em janeiro de 2021, em relação ao ano passado, quando ficaram negativas em US$ 10,3 bilhões, em janeiro de 2020. Esse é o melhor resultado para o mês desde 2018, quando o rombo foi de US$ 6,8 bilhões, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central. A redução no deficit foi motivada pelas retrações de US$ 1,4 bilhão e de US$ 900 milhões nas despesas líquidas de serviços e de renda primária, respectivamente, além do aumento de US$ 600 milhões, no saldo da balança comercial.

O deficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em janeiro de 2021 somou US$ 9,4 bilhões (0,65% do PIB), ante US$ 52,8 bilhões (2,85% do PIB), em janeiro de 2020, e US$ 12,5 bilhões (0,87% do PIB), em dezembro de 2020. A balança comercial de bens registrou deficit de US$ 1,9 bilhão em janeiro de 2021, ante saldo negativo de US$ 2,5 bilhões em janeiro de 2020. As exportações de bens totalizaram US$ 15 bilhões em janeiro de 2021, aumento de 2,8% ante janeiro de 2020.

As importações de bens totalizaram US$ 16,9 bilhões, declínio de 1% na mesma base de comparação. Para janeiro de 2021, as importações de bens no âmbito do Repetro foram estimadas em US$ 2,3 bilhões, mesmo patamar de janeiro de 2020. O deficit na conta de serviços manteve a trajetória de retração e totalizou US$ 1 bilhão em janeiro de 2021 (menor valor mensal desde fevereiro de 2009), recuo de 59,1% em relação a janeiro de 2020, quando atingiu US$2,4 bilhões.

A conta de viagens internacionais segue evidenciando os impactos da pandemia e registrou despesas líquidas de US$ 39 milhões em janeiro de 2021, ante US$ 764 milhões em janeiro de 2020, recuo de 94,9%. Destaca-se também, na mesma base de comparação, a redução de 49,3% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$ 1,2 bilhão para US$ 612 milhões. A conta de transportes apresentou despesas líquidas de US$ 281 milhões, ante US$ 459 milhões em janeiro de 2020.

Em janeiro de 2021, o deficit em renda primária recuou 16,7% em relação a janeiro de 2020 e totalizou US$ 4,7 bilhões. As despesas líquidas de lucros e dividendos diminuíram para US$ 797 milhões, ante US$ 1,5 bilhão em janeiro de 2020. Isto decorreu principalmente do aumento de US$ 835 milhões nas receitas, para US$ 1,5 bilhão em janeiro de 2021. As despesas líquidas com juros somaram US$ 3,9 bilhões no mês, retração de 6,6% na comparação com janeiro de 2020, com recuo das receitas e das despesas.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,8 bilhão em janeiro de 2021, ante US$ 2,7 bilhões observados em janeiro de 2020. Houve ingressos líquidos de US$ 2,8 bilhões em participação no capital e saídas líquidas de US$ 944 milhões em operações intercompanhia. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2021 o IDP totalizou US$ 33,4 bilhões (2,32% do PIB), ante US$ 34,2 bilhões (2,38% do PIB) no mês anterior e US$69,0 bilhões (3,73% do PIB) em janeiro de 2020. Em janeiro de 2021, os investimentos diretos no exterior (IDE) apresentaram aplicações líquidas de US$ 2,3 bilhões. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2021, entretanto, o IDE totalizou regressos líquidos (desinvestimentos) de US$ 17,3 bilhões.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos pelo oitavo mês consecutivo, somando US$ 6,2 bilhões em janeiro de 2021, dos quais US$ 4,7 bilhões em ações e fundos de investimento e US$1,5 bilhão em títulos de dívida. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2021, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram saídas líquidas de US$3,8 bilhões.

Reservas internacionais

As reservas internacionais atingiram US$ 355,4 bilhões em janeiro de 2021, recuo de US$ 204 milhões em comparação ao mês anterior. Não houve liquidação de operações de intervenção no mercado de câmbio; a receita de juros atingiu US$ 390 milhões. As variações por paridades e por preço contribuíram para reduzir o estoque, respectivamente, em US$ 333 milhões e US$ 269 milhões.

Estimativas para fevereiro de 2021

Para o mês de fevereiro a estimativa do resultado em transações correntes é de deficit de US$ 2,3 bilhões; a de IDP é de ingressos líquidos de US$ 6,5 bilhões, de acordo com os cálculos do Banco Central.

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Economia

Quem recebeu auxílio emergencial terá que prestar contas com o Leão

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Prazo para entrega do Imposto de Renda começa na segunda-feira (1º de março) e termina no dia 30 de abril

(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O prazo para entrega do Imposto de Renda este ano começa na próxima segunda-feira (1º de março) e termina no dia 30 de abril. São obrigados a entregar a Declaração do Imposto de Renda 2021 (DIRF) os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis em 2020 em valores superiores a R$ 28.559,70 ou ganhou mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano passado, como indenizações trabalhistas ou rendimento de poupança.

A novidade é que, agora, em consequência dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, aqueles que receberam o auxílio emergencial também vão ter que apresentar a DIRF, no caso de terem recebido rendimentos tributáveis (o auxílio em conjunto com salários e aluguéis), cuja soma anual seja superior a R$ 28.559,70. Quem recebeu a mais, terá que devolver o excedente aos cofres públicos.

Além disso, vão declarar contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (por exemplo: indenizações trabalhistas, caderneta de poupança ou doações) em valor superior a R$ 40 mil. Os que tiveram, em qualquer mês, ganhos na venda de bens ou direitos sujeitos à incidência de Imposto de Renda, como imóveis vendidos com lucro.

Também precisa declarar quem fez operações em Bolsas de Valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas (investimentos). Os que embolsaram, em 2020, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural. Os que tinham, em 31 de dezembro de 2020, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil. E os que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e nessa condição estavam em 31 de dezembro de 2020.

Mais novidades

Além da DIRF para quem recebeu auxilio emergencial, a Receita vai apresentar o carnê-leão em ambiente web, terá nova página do Imposto Renda remodelada para facilitar o acesso aos principais serviços. Para a restituição passa a ser permitido fornecer contas de pagamentos e também ficarão disponível três novos códigos para declaração das moedas virtuais.

Para aposentados maiores de 65 ano, na Ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, o limite da parcela isenta será calculado e os valores excedentes serão automaticamente transferidos para a Ficha de Rendimentos Tributáveis Recebidos da Pessoa Jurídica.

Um destaque mencionado pelo secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes, foi a ampliação do acesso à Declaração Pré-Preenchida, basta o contribuinte inserir o CPF e a senha. O acesso pode ser feito para quem tenha certificado digital ou pela página da Receita. Nas informações sobre espólio e sobrepartilha, é possível enviar os dados, agora, sem a necessidade de retificar a chamada declaração de “Final de Espólio da Partilha” enviada anteriormente.

Quem é obrigado a declarar o IR

Além dos contribuintes com rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70, no ano de 2020, também são obrigados a declarar IR aqueles que:

Tiveram renda anual bruta superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;

Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (indenizações trabalhistas, rendimento da caderneta de poupança ou doações) no total anual superior a R$ 40 mil;

Pretenda compensar prejuízos de anos-calendários posteriores a 2020;

Tiveram, em qualquer mês do ano, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeitos à incidência do imposto (por exemplo, venda de um imóvel);

Realizaram investimentos financeiros tributáveis, como operações em Bolsas de Valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

Tiveram, em 31 de dezembro de 2020, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;

Passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e se encontravam nessa condição em 31 de dezembro de 2020.

Novidades:

Receita Federal disponibiliza carnê-leão em ambiente web

Nova página do Imposto Renda remodelada para facilitar o acesso aos principais serviços

Para restituição é permitido fornecer contas de pagamentos

Receita Federal criou três novos códigos para declaração das moedas virtuais

Para aposentados maiores de 65 anos:

na Ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, o limite da parcela isenta será calculado e os valores excedentes serão automaticamente transferidos para a Ficha de Rendimentos Tributáveis Recebidos da Pessoa Jurídica

Acesso à Declaração Pré-Preenchida foi ampliado, por meio de CPF e senha, com duplo fator de autenticação ou certificado digital

Espólio e Sobrepartilha — é possível enviar a informação de Sobrepartilha sem a necessidade de retificar a declaração Final de Espólio da Partilha enviada anteriormente

Fique atento:

Auxílio emergencial: quem recebeu o benefício deverá prestar contas com o Leão

O contribuinte que tenha recebido rendimentos tributáveis superior a R$ 22.847,76 no ano passado deve devolver os valores recebidos a mais do auxílio emergencial, por ele e por seus dependentes.

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Economia

Bolsonaro: é possível reduzir em ao menos 10% preço de combustível sem ‘canetada’

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presidente citou novamente Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), assim como o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que é vinculado ao Ministério da Economia, e disse que mudanças serão feitas no governo “sempre que se fizer necessário”.

(crédito: Marcos Correa/PR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 22, ser possível reduzir em ao menos 10% o preço dos combustíveis sem “canetada” de sua parte e voltou a criticar a atuação de órgãos públicos que têm responsabilidade sobre o item. Bolsonaro disse precisar “descobrir” sozinho sobre questões que, segundo ele, impactam no valor do combustível. O presidente citou novamente Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), assim como o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que é vinculado ao Ministério da Economia, e disse que mudanças serão feitas no governo “sempre que se fizer necessário”.
“E vários órgãos do governo, eu sou responsável, não faziam nada. Absolutamente nada. Um não é do governo, é a ANP, que tem a missão de controlar ali a qualidade do combustível. Do nosso lado, o Inmetro é o volume. A questão das notas fiscais, a bitributação e a receita. No fundo ninguém fazia nada. E eu tenho que descobrir sozinho, isso. Então a gente vai mudar. Mudanças teremos no governo sempre que se fizer necessário”, disse o presidente da República a apoiadores nesta segunda.
Ao falar sobre uma redução no preço do combustível “sem canetada”, Bolsonaro citou, por exemplo, a bitributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é alvo do governo federal a partir de um projeto de lei enviado ao Congresso há duas semanas. O assunto mexe com a arrecadação dos Estados.
Você quando bota 30 litros no seu carro, não sabe se entrou 30 litros de verdade, sabe? Você não sabe se o combustível que você botou está ou não está batizado. Você não sabe. A margem de lucro da distribuidora, os ganhos dos donos de postos de combustível, o preço dos impostos. O valor dos impostos você não sabe. E o que acontece com os impostos? Eles são bitributados. O ICMS, por exemplo, ele incide não só em cima do preço do combustível na refinaria, bem como em cima da margem de lucro dos postos, da margem de lucro das transportadores, bem como em cima de PIS/Cofins, e incide sobre o próprio ICMS. Então se você jogar em cima disso daí, no mínimo 10% reduz o preço dos combustíveis na ponta da linha”, afirmou o presidente.
Como mostrou o Broadcast no período da manhã desta segunda-feira, Bolsonaro ainda negou que exista em curso uma interferência sua na Petrobras, mas voltou a deixar clara sua insatisfação com a política de preços adotada pela estatal, que entrou na mira do presidente nos últimos dias. Ele também o fato de o atual chefe da estatal, Roberto Castello Branco, ter optado pelo home office desde o início da pandemia de covid-19, o que ele disse ser “inadmissível”.
No embalo, Bolsonaro voltou a criticar as iniciativas de distanciamento social em razão da pandemia e afirmou que querem culpá-lo pelo o que ele considera serem efeitos econômicos dessas políticas. “Querem culpar a mim sobre a inflação. Querem culpar a mim a questão do aumento do preço de muita coisa. Sim, em especial alimentação. O desemprego também querem culpar a mim. Quem fechou o comércio não fui eu. Desde o começo eu falei que não podíamos fechar o comércio. Deviam tratar a questão do vírus e do desemprego com a mesma responsabilidade e de forma simultânea”, disse.
E concluiu: “A maioria da população brasileira não pode ficar em casa. Não vai aparecer comida na geladeira deles. Ele tem que se virar, correr atrás. Agora a política, completamente, – para ser educado – equivocada, levou o Estado para a situação que nós nos encontramos. Se não fosse trabalho nosso, o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), ajuda a governadores, a prefeitos, entre tantas outras medidas, estaria uma desgraça o Brasil. Estaria o padrão Venezuela, hoje em dia.”
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Economia

Banco Central abre inscrições para testes de projetos inovadores

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O prazo vai até o dia 19 de março e os formulários e instruções para envio de projetos estão disponíveis na página do BC.

(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil).

O Banco Central (BC) abriu hoje (22) as inscrições do seu Sandbox Regulatório. O prazo vai até o dia 19 de março e os formulários e instruções para envio de projetos estão disponíveis na página do BC.

O Sandbox Regulatório é uma iniciativa para empresas e instituições financeiras testarem projetos inovadores (produtos ou serviços experimentais) na área financeira ou de pagamento com clientes reais, sujeitos a requisitos regulatórios específicos. O projeto deve estar inserido no âmbito de competência regulatória do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central.

O Banco Central irá selecionar 10 projetos (podendo ser ampliado em até 50%), com duração de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. A análise das propostas deve acontecer até 25 de junho, prazo que pode ser prorrogado dependendo do número de inscritos.

Nesse primeiro ciclo do seu Sandbox Regulatório, o BC dará prioridade a projetos que tratem de temas como mercado de câmbio, finanças sustentáveis, inclusão financeira, fomento ao crédito para microempreendedores e empresas de pequeno porte, aumento da competitividade, Open Banking, Pix e crédito rural. Entretanto, inovações em outras áreas também podem ser propostas, desde que atendam aos critérios de seleção e que seja uma atividade que não possa ser executada dentro do ambiente regulatório em vigor.

“O projeto pode ser recheado de tecnologia, mas também de modelos de negócios que visem ganho de eficiência, aumento de alcance e capilaridade ou redução de custo e aumento de segurança no âmbito do sistema financeiro”, explicou o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, durante evento virtual sobre a abertura das inscrições.

De acordo com o BC, a participação é aberta a qualquer pessoa jurídica de direito privado, independente do tipo de sociedade; a prestadores de serviços notariais e de registro; às empresas públicas; e às sociedades de economia mista.

O Sandbox do BC é um período de testes, com prazo para ser encerrado, não é uma autorização definitiva. Ao final do ciclo, ou o projeto é autorizado de forma definitiva pelo Banco Central ou será encerrado. Por isso, no ato da inscrição, a empresa deve demonstrar a origem dos recursos utilizados ou a serem utilizados no desenvolvimento do projeto, comprovar a reputação ilibada de seus controladores e administradores e apresentar um plano de descontinuidade das atividades.

Benefícios

Damaso explica que a experiência internacional com o Sandbox é muito rica e diversos países adotam esse modelo, com benefícios importantes para o mercado, para as empresas e para o próprio agente regulador. No caso das empresas, elas ganharão atenção especial do regulador e terão o projeto desenvolvido dentro de um ambiente controlado, com algum alívio de regulação que permita que ele seja testado.

Os potenciais benefícios para o mercado, segundo o diretor do BC, são a introdução de novos modelos e tecnologias e oferta de produtos e serviços. E, no caso do agente regulador, que é o próprio BC, o benefício é o aprendizado. “O BC estará se aproximando de novas ideias que estão surgindo no âmbito do sistema financeiro, abrindo a mente para novas oportunidades de tornar o mercado cada vez mais eficiente”, disse.

Ele explica ainda que é uma abertura para o Banco Central rever seus processos de trabalho, regulações e arcabouço legal que afetam o sistema financeiro.

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Economia

Bolsonaro anuncia que sancionará autonomia do BC na quarta-feira, dia 24

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A proposta foi aprovada no Congresso Nacional e pode ser sancionada pelo chefe do Executivo até o dia 4 de março. Ele poderá vetar dispositivos da nova lei.

crédito: Leonardo Sá/Agencia Senado)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou que vai sancionar o projeto de autonomia do Banco Central na quarta-feira, 24. A proposta foi aprovada no Congresso Nacional e pode ser sancionada pelo chefe do Executivo até o dia 4 de março. Ele poderá vetar dispositivos da nova lei.
Também para quarta, Bolsonaro anunciou a posse do deputado João Roma (Republicanos-BA) no Ministério da Cidadania, conforme o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) antecipou.
O parlamentar foi efetivado no cargo após o partido apoiar Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara.
O atual chefe da pasta, Onyx Lorenzoni, assumirá a Secretaria-Geral da Presidência, vaga aberta após a saída de Jorge Oliveira no fim do ano passado ao tomar posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

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Hoje é

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

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