Seguidores de Jair Bolsonaro (PL) mostraram apoio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, demonstrando despreocupação com os possíveis impactos negativos na economia do país.
A medida foi anunciada em 9 de julho, com efeito a partir de 1º de agosto, e justificada por Trump como reação às ações do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, prejudicam Bolsonaro. O presidente americano qualificou o julgamento contra o ex-presidente brasileiro como uma injustiça e uma perseguição que deveria acabar imediatamente.
Bolsonaro compartilhou publicações de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-SP), apontando uma suposta perseguição intensa contra ele. O ex-presidente, contudo, não comentou sobre as consequências econômicas da decisão.
O anúncio recebeu elogios de alguns parlamentares do PL. O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) agradeceu o apoio de Trump, classificando a perseguição ao ex-presidente como feita por um regime comunista. Por outro lado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) criticou a taxa como um ataque à soberania brasileira, mas reconheceu que sanções e tarifas são comuns em disputas políticas internacionais.
Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmou que os responsáveis pela perseguição à direita no Brasil também são culpados pela sanção internacional.
Entre os que responsabilizam o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem atuado nos Estados Unidos para promover sanções contra o STF. Ele criticou duramente o governo petista e o encontro dos BRICS no Rio de Janeiro, associando as medidas econômicas internacionais à presidência de Lula.
Os bolsonaristas têm evitado discutir os prejuízos econômicos da taxa de 50%, apesar da valorização do dólar e queda da Bolsa de Valores após o anúncio. Entre os críticos ao governo atual, figuras do PL como Júlia Zanatta (PL-SC), Eduardo Pazuello (PL-RJ) e Gustavo Gayer também afirmam que a política econômica vigente prejudica o Brasil.
Outros deputados do PL, como Delegado Caveira e Rosana Valle (PL-SP), ressaltaram que o governo petista está causando danos à democracia e à economia, comprometendo a nação.
Segundo o Estadão, Eduardo Bolsonaro conta com o suporte de um grupo de congressistas americanos que se opõem ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Parlamentares como a deputada María Elvira Salazar (Flórida) pedem sanções específicas contra ele, considerando-o uma ameaça à liberdade política no Brasil e no hemisfério.
Ela defende que os Estados Unidos congelem os bens e revoguem o visto do ministro, enviando uma mensagem de intolerância contra juízes autoritários que perseguem a oposição política.

