Nossa rede

Economia

Boeing diz que atualização de software do 737 Max funciona como esperado

Publicado

dia

Após acidentes, empresa está sob pressão para convencer clientes e autoridades do setor de aviação de que a aeronave é segura para voltar a voar

Um avião Boeing 737 Max 8 decola do Aeroporto Municipal de Renton, perto da fábrica da empresa, em Renton, Washington – 22/03/2019 (Stephen Brasher/Getty Images/AFP)

O presidente-executivo da Boeing afirmou, nesta quinta-feira 11, que uma atualização de software projetada para evitar desastres como os que ocorreram nas quedas de dois aviões 737 Max está funcionando, com cerca de dois terços dos clientes do avião já tendo visto o conserto em simuladores.

Em seu primeiro discurso público desde a queda do 737 Max operado pela Ethiopian Airlines, que matou 157 pessoas em 10 de março, o presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, afirmou que testes adicionais devem ocorrer nas próximas semanas.

A Boeing, que enfrenta a maior crise em anos logo após concluir a operação de compra da divisão de aviação comercial da brasileira Embraer mais cedo neste ano, está desenvolvendo uma atualização do software que ficou sob a mira de autoridades de aviação após a queda do avião da Ethiopian e da queda do 737 MAX operado pela Lion Air, que matou 189 pessoas em 29 de outubro.

A maior fabricante de aviões do mundo está sob pressão para convencer clientes dos aviões Max e autoridades do setor de aviação de que a aeronave é segura para voltar a voar. As operações com o jato foram suspensas em todo mundo em março.

“A atualização de software funcionou como esperado”, disse o presidente-executivo da Boeing, sem indicar quando a companhia vai apresentar a solução para revisão por autoridades internacionais. Esta etapa deve durar cerca de 90 dias.

A Boeing está trabalhando para resolver uma falha que ocorre quando um software separado é integrado no sistema e que foi descoberta durante uma avaliação interna.

A investigação inicial mostrou que o sistema antiestol do 737 é ativado por dados errados gerados por falha em um importante sensor de fluxo de ar e que isso é “tem relação com uma longa cadeia de eventos” vinculados com a queda das duas aeronaves, disse Muilenburg em um fórum de lideranças na cidade norte-americana de Dallas.

“É nossa responsabilidade eliminar este risco”, disse o executivo.

Na semana passada, a Boeing cortou a produção mensal do 737 em quase 20 por cento, sinalizando que a empresa não espera que autoridades de aviação liberem voos da aeronave em breve.

 

Comentário

Economia

Trump critica BCE por querer cortar juros — mas o Fed pode, claro

Publicado

dia

Presidente dos EUA costuma pressionar publicamente o banco central americano por cortes de juros, mas não tem a mesma postura quando o assunto são os outros

Trump: presidente americano pressiona o Fed por cortes de juros (Shawn Thew/Bloomberg)

O Banco Central Europeu considera recorrer a um corte da taxa de juros como primeira medida de estímulo caso precise agir novamente para elevar a inflação, segundo três autoridades do BCE.

Reduzir o custo dos empréstimos para um nível ainda mais negativo seria o primeiro passo mais provável em vez de retomar as compras de ativos, disseram as autoridades, alarmadas com a queda das expectativas de inflação do mercado para um recorde de baixa, o que pressiona o BCE a entrar em ação.

As pessoas não quiseram ser identificadas devido à confidencialidade das discussões. Um porta-voz do BCE não quis dar entrevista.

Na terça-feira, o presidente do BCE, Mario Draghi, pareceu indicar que não precisaria de um motivo drástico para agir, quando disse que serão necessários estímulos adicionais “na ausência de qualquer melhora” das perspectivas de crescimento e inflação. Ele citou especificamente as reduções das taxas como opção.

Depois da informação divulgada pela Bloomberg, investidores anteciparam um corte das taxas para setembro. O Commerzbank agora projeta uma redução em julho.

“Draghi vai terminar seu mandato com um corte”, disse Claus Vistesen, economista-chefe para a zona do euro da Pantheon Macroeconomics. “A porta agora está aberta e não vejo como não passariam por ela.”

Uma redução dos juros pelo BCE poderia aumentar as tensões comerciais com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente americano tuitou na terça-feira que tal medida do BCE, que enfraqueceria o euro, é injusta.

 

Draghi, que falou no fórum anual do BCE em Sintra, Portugal, também disse que a instituição poderia retomar a flexibilização quantitativa, mesmo que precise aumentar seus próprios limites para adotar tal medida.

Embora essas regras tenham sido colocadas em prática para evitar pressionar os mercados e cruzar a linha entre as políticas monetária e fiscal, Draghi disse que são “específicas para as contingências que enfrentamos”.

O BCE enfrenta uma desaceleração econômica e inflação que permanece abaixo da meta. Draghi disse que os riscos de fatores geopolíticos, protecionismo e vulnerabilidades nos mercados emergentes não se dissiparam e estão pesando especialmente sobre o setor de manufatura.

Draghi também fez referência à possível necessidade de “medidas de mitigação” para suavizar o efeito da taxa do BCE, atualmente negativa em 0,4%.

Ver mais

Economia

Exoneração de diretor do Banco Central é publicada

Publicado

dia

Saída de Tiago Couto Berriel após três anos no cargo ocorre “por razões pessoais”, segundo informou o BC no início do mês passado

Para ocupar a vaga de Berriel, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou a economista Fernanda Feitosa Nechio (Gustavo Gomes/Bloomberg)

Brasília — O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 21, publica a exoneração, a pedido, de Tiago Couto Berriel do cargo de diretor do Banco Central do Brasil. Berriel estava à frente da Diretoria de Assuntos Internacionais e Riscos Corporativos do BC. A saída do diretor após três anos no cargo ocorre “por razões pessoais”, segundo informou o BC no início do mês passado.

Para ocupar a vaga de Berriel, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou a economista Fernanda Feitosa Nechio. Fernanda trabalha há dez anos no Federal Reserve Bank de São Francisco (EUA), onde atua como “research advisor”, e é mestre em Economia pela PUC-Rio e PhD em Economia pela Universidade de Princeton. A indicação da economista está em tramitação no Senado Federal.

 

Ver mais

Economia

Dólar recua repercutindo decisão do Copom e exterior

Publicado

dia

Às 9:05, o dólar recuava 0,39%, a 3,8351 reais na venda

Macro full frame American one dollar bill (Adrienne Bresnahan/Getty Images)

O dólar caía ante o real na abertura dos negócios desta sexta-feira, com volume reduzido em função do feriado de Corpus Christi na véspera, observando decisão do Copom, de quarta-feira, e de olho no movimento externo de maior apetite a risco.

Às 9:05, o dólar recuava 0,39%, a 3,8351 reais na venda

Na quarta-feira, o dólar caiu 0,25%, a 3,8501 reais, menor patamar em mais de dois meses.

Neste pregão, o dólar futuro tinha variação negativa de 0,1%.

O BC realiza nesta sessão leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho, no total de 10,089 bilhões de dólares.

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade